Acesso – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 15 Dec 2025 11:09:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Acesso – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Saúde: um direito de todos! https://spsp.org.br/saude-um-direito-de-todos/ Fri, 12 Dec 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54540 Doze de dezembro é o Dia Mundial da Saúde Universal. O Brasil abriga um dos maiores e mais abrangentes sistemas públicos de saúde do mundo: o Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta desafios significativos, agravados pelas dimensões]]>

Doze de dezembro é o Dia Mundial da Saúde Universal. O Brasil abriga um dos maiores e mais abrangentes sistemas públicos de saúde do mundo: o Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta desafios significativos, agravados pelas dimensões continentais do território e pela profunda heterogeneidade regional.

A estrutura da saúde no país se organiza em dois grandes setores:

  • SUS (público): atende cerca de 75% da população, com investimento anual aproximado de R$ 103 bilhões.
  • Saúde suplementar (privada): cobre cerca de 25% dos brasileiros, movimentando cerca de R$ 90,5 bilhões por ano.

O contraste é visível: o gasto médio por paciente na saúde privada é cerca de três vezes maior que no setor público.

O país tem uma média de 2,81 médicos por mil habitantes, índice acima do parâmetro da Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, a distribuição desses profissionais é profundamente desigual – concentrada nas capitais e grandes centros urbanos e limitada nas áreas rurais, periferias e nas regiões Norte e Nordeste.

Apesar de avanços, fatores como renda, escolaridade, transporte e moradia seguem como determinantes centrais das desigualdades em saúde no país.

Diante desse pequeno recorte da saúde em nosso país, somos convidados a celebrar o Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde (também denominada Dia Mundial da Saúde Universal), que é comemorado anualmente em 12 de dezembro. A data resgata um princípio fundamental do bem-estar humano: todas as pessoas devem ter acesso a serviços de saúde de qualidade, no momento em que precisarem, sem enfrentar dificuldades financeiras.

A comemoração mobiliza governos, instituições e cidadãos a refletirem sobre um desafio que atravessa fronteiras: como garantir que o cuidado em saúde seja um direito efetivo – e não um privilégio? Avançar nessa direção exige investimentos em sistemas de saúde resilientes, expansão da atenção primária, redução das barreiras econômicas e territoriais e o firme compromisso de não deixar ninguém para trás. 

Mais do que uma questão técnica, a saúde universal é um imperativo ético, sustentado pela convicção de que cada pessoa – independentemente de sua condição – merece cuidado, dignidade e a oportunidade de viver plenamente.

Neste 12 de dezembro, somos lembrados de que saúde não é apenas ausência de doença, mas um bem comum, construído coletivamente e sustentado por responsabilidade pública, compromisso político e participação social. Celebrar esta data é renovar a esperança em um futuro no qual o acesso à saúde seja, de fato, um direito de todos.

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Recomendações: Artigos de Cuidados Paliativos e Dor, Otorrinolaringologia e Pediatria Ambulatorial https://spsp.org.br/recomendacoes-artigos-de-cuidados-paliativos-e-dor-otorrinolaringologia-e-pediatria-ambulatorial/ Thu, 11 Dec 2025 12:43:43 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54520 No primeiro artigo aborda o tema “Neuroirritabilidade: desafios para o pediatra”]]>

Texto divulgado em 10/12/25


O fascículo 107 de Recomendações traz atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Núcleo de Estudos de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP aborda o tema “Neuroirritabilidade: desafios para o pediatra”. O segundo texto, do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP, destaca a otite média aguda recorrente. Por fim, o Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários aborda atualizações no tratamento de parasitoses intestinais em Pediatria.

Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalhos e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.

Clique aqui para acessar todas as edições em PDF.

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Uso responsável de telas e tecnologia https://spsp.org.br/uso-responsavel-de-telas-e-tecnologia/ Fri, 22 Aug 2025 19:07:19 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52847 O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada. É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de inform]]>

O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada.

É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de informações, comunicação, conexão com o mundo e diversão.

Bem-vindo a esse universo, conhecido como ambiente digital: o “on-line”, das interações virtuais, que teima em superar o “off-line”, das interações reais.

Sim, as crianças e adolescentes têm o direito de “passear” pelo ambiente digital. Mas, na qualidade de pais, adultos responsáveis e como sociedade, temos o dever de promover e garantir o acesso saudável e seguro, com proximidade, supervisão e muito diálogo.

 Como agir?

Deve-se considerar todos os contextos que englobam a navegação, exposição e vulnerabilidade de crianças e adolescentes.

  • Para os que acessam e/ou assistem – o conteúdo é apropriado para idade e maturidade?

– Os conteúdos assistidos e os aplicativos “baixados” são de conhecimento e entendimento dos responsáveis? Reconhecem todos os ícones?

 

 



– Estão cientes de que aplicativos e redes sociais apresentam classificação indicativa que precisa ser respeitada? (WhatsApp, Instagram, TikTok e X – antigo Twitter)

  • Como é a interação com dispositivo – utiliza sozinho, com amigos e/ou com adulto?
  • Local em que acessa – em casa: no quarto/na sala e/ou em ambiente não controlado?
  • Qual a finalidade do uso – aprendizado, distração, regulação emocional?
  • Em quais momentos do dia a rede é acessada – durante as refeições, em eventos familiares, antes de dormir ou sem nenhum controle de tempo?

 Como controlar o acesso aos dispositivos móveis?

Recomenda-se que crianças menores de 12 anos não possuam smartphone próprio. Um assunto um tanto polêmico, mas é necessária a abordagem entre as famílias. Reforçando que cada família tem um papel importante, como modelo, na convivência on-line.

Os acordos sobre tempo de telas precisam ser claros e o adulto precisa participar ativamente do que foi definido como momentos “on-line” e momentos “off-line”.

Assim, ficam estipulados o tempo diário de navegação, o local de uso das telas, as verificações periódicas dos conteúdos navegados e das atividades recentes nos dispositivos.

Nos momentos “on-line”, o uso criativo e compartilhado de conteúdos, jogos e séries aproxima diferentes gerações e os olhares se complementam. Uma oportunidade para contribuir com a construção de futuros adultos: atentos, críticos e responsáveis. Capazes de reconhecer suas habilidades emocionais e exercerem o direito à cidadania.

 Exposição nas redes sociais – um alerta

Um tema recorrente e atual reacende a discussão sobre a exposição de crianças e adolescentes nas mídias sociais. Na maioria das vezes, despretensiosa e inocente. Pais e/ou filhos postam sobre o dia a dia, passeios e viagens; entram em trends (dancinhas para se divertirem). Esses vídeos e imagens são entregues, pelos algoritmos das plataformas, indiscriminadamente, e podem ser deturpados por quem consome.

A Inteligência Artificial colabora com essa nova realidade. A partir dela, geram-se conteúdos impróprios através da distorção de imagens reais. O que se torna atraente para quem só tem um objetivo: monetização e lucro, alimentando uma rede de crimes contra crianças e adolescentes.

 A importância da mediação familiar

É importante promover o diálogo e reflexão com as crianças e adolescentes sobre os riscos e benefícios do uso das telas. Esse comportamento previne riscos, estimula o autoconhecimento e fortalece as relações.

O uso responsável de telas vai muito além do mero limite de tempo: extrapola na preocupação em direcionar escolhas através de um “menu digital” atento na classificação indicativa de cada aplicativo e plataforma; amplia-se para o conhecimento sobre as camadas de segurança na internet, que são educação, diálogo aberto, supervisão parental e a utilização de ferramentas adequadas (filtros parentais e dos próprios serviços e apps que restringem os conteúdos contraindicados para a faixa etária).

Reflexão

É urgente que monitoremos os usos dos dispositivos móveis e que verifiquemos com frequência o uso de todas as plataformas consumidas por nossas crianças e adolescentes. Como proteção e não punição. O estabelecimento de regras claras, limites e conversas sistemáticas são ações que garantirão o direito a uma navegação segura no ambiente digital saudável. Fiquemos atentos com quem e onde estão sendo compartilhados vídeos e imagens pessoais. E se essa exposição exagerada se faz, de fato, necessária.

Eles merecem todo esse cuidado.

Relatora:
Betina Lahterman
Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Conscientização da hemofilia – “Mulheres e garotas também sangram” https://spsp.org.br/conscientizacao-da-hemofilia-mulheres-e-garotas-tambem-sangram/ Thu, 17 Apr 2025 16:44:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51037 Em 17 de abril celebra-se o Dia Mundial de Conscientização da Hemofilia, cujo objetivo é esclarecer as pessoas sobre a hemofilia e outras desordens]]>

Em 17 de abril celebra-se o Dia Mundial de Conscientização da Hemofilia, cujo objetivo é esclarecer as pessoas sobre a hemofilia e outras desordens hemorrágicas. Esse dia é uma homenagem ao aniversário de nascimento de Frank Schnabel, fundador da Federação Mundial de Hemofilia (WFH), entidade que congrega a comunidade de pessoas portadoras, cientistas e profissionais da saúde, todos visando ao avanço e melhoria do cuidado, possibilitando que todos tenham acesso a isso.

A hemofilia é uma doença hereditária, cujos indivíduos não têm a capacidade de impedir o sangramento uma vez que a coagulação está prejudicada, ocorrendo sangramentos desde leves a graves, espontâneos ou após traumas. A hemofilia pode ser A ou B, dependendo do tipo de proteína da coagulação faltante (Fator VIII ou Fator IX, respectivamente).

O diagnóstico precoce é fundamental para uma assistência digna às crianças e para que elas possam ter uma infância plena. O acesso a um tratamento eficaz, que promova redução ou ausência do sangramento e suas sequelas, e que possa integrar o indivíduo na sociedade, é o que se almeja.  Muito se conquistou para a melhoria do cuidado dessas pessoas, principalmente para as crianças nos últimos anos com a profilaxia primária: iniciar a reposição de fator antes de se ter um sangramento. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer para que os desafios vivenciados no dia a dia dessas pessoas e suas famílias possam ser enfrentados de forma humana e inclusiva.

Somente com o conhecimento  sobre a hemofilia disseminado para a sociedade em que vivemos e todas as nuances envolvidas, desde diagnóstico precoce, tratamento adequado e suporte da equipe multiprofissional, é que o acesso para todos deixará de ser um slogan e se tornará uma realidade.

As associações de pacientes têm um papel fundamental para construção desse processo e no Brasil temos a Federação Brasileira de Hemofilia, desde 1976, participando ativamente dessa jornada.

Este ano, a campanha de” acesso para todos” escolheu um tema ainda pouco conhecido, que é “Mulheres e garotas também sangram”. (“Access for all: Women and girls bleed too”).

Ao longo dos vários anos, as desordens hemorrágicas nas garotas e nas mulheres foram pouco diagnosticadas e pouco tratadas. As mães de pacientes hemofílicos – portadoras de mutação e que apresentavam sangramento significativo – não eram diagnosticadas. E mesmo outras garotas ou mulheres que apresentavam sangramento de difícil controle (principalmente menstrual) não tinham investigação adequada.  

Dessa forma, o Dia Mundial de Conscientização da Hemofilia é um chamamento à ação, para que todos os envolvidos, como governos, profissionais de saúde e comunidade trabalhem para essa necessidade não atendida, em que as desigualdades no acesso deixem de ser uma realidade.

Que as campanhas envolvendo as mídias possam desmistificar a hemofilia e as demais doenças hemorrágicas, conquistando assim um papel de destaque para o empoderamento das crianças e suas famílias diante desse desafio que é enfrentar diariamente os vários medos que envolvem o desconhecido diante de qualquer tipo de sangramento.

É importante destacar que as crianças devem ser olhadas de forma integral e que qualquer sangramento persistente em mucosas ou articulações, independentemente da história familiar, deve ser visto com atenção pelos profissionais da saúde.

O hematologista pediátrico pode ajudar nessa missão de melhorar o acesso de nossas crianças a um diagnóstico acurado e precoce e assim promover a qualidade de vida e a certeza de uma infância mais feliz.

 

Relatora:
Mônica Veríssimo
Hematologista e Hemoterapeuta Pediátrica do Centro Infantil Boldrini – Campinas (SP)

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Dia Mundial do Rim 2024: Saúde Renal para Todos! https://spsp.org.br/dia-mundial-do-rim-2024-saude-renal-para-todos/ Thu, 14 Mar 2024 11:29:47 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=43007 O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, desde 2006. Foi idealizado pela Sociedade Internacional]]>

O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, desde 2006. Foi idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia e, posteriormente, amparado por várias entidades. A Campanha do Dia Mundial do Rim tem como objetivo alertar e promover a conscientização da sociedade com informações sobre as doenças renais e a importância de sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado e adequado.

Em 2024, será comemorado no dia 14 de março e o tema será “Saúde Renal para Todos! Promovendo o acesso equitativo aos cuidados e ao tratamento!”

A possibilidade de acesso universal e gratuito aos serviços médicos é fundamental para a promoção da saúde de qualquer população. A infraestrutura e a disponibilidade equitativa e de qualidade, ampla e sem barreiras financeiras são essenciais para uma sociedade que foca a cidadania plena e humanitária. Essa infraestrutura inclui acesso à assistência primária e secundária, a disponibilidade de diagnóstico adequado e precoce, a abordagem de casos de alta complexidade e a oferta de medicações e terapias específicas para casos especiais.

A “saúde renal para todos” pode ser vista como uma “cadeia” muito ampla e que envolve várias necessidades e responsabilidades. Entre elas, a estruturação de logística e acessibilidade geográfica facilitada aos serviços de saúde, a capacitação de todos os profissionais envolvidos, a educação e a conscientização da população sobre as doenças renais e o acesso em tempo adequado ao tratamento.

Neste ponto, é importante ressaltar que muitas crianças portadoras de doenças renais não apresentam sintomas ou estes são discretos ou inespecíficos. Desta forma, a identificação de cenários e fatores de risco é fundamental para um direcionamento diagnóstico racional. Nestes cenários, lembramos das anomalias congênitas do rim e do trato urinário, das doenças genéticas e hereditárias e de outras condições adquiridas. Entre as condições relacionadas, lembramos das uropatias obstrutivas (muitas vezes já detectadas na gestação), glomerulopatias, distúrbios miccionais, bexiga neurogênica, tubulopatias, cálculos renais, complicações renais relacionadas com a prematuridade, entre outras. Algumas das manifestações relacionadas com as doenças renais incluem infecções urinárias de repetição, alterações do volume urinário (tanto urinar pouco como em excesso), alterações do padrão ou da dinâmica da micção, presença anormal de sangue e proteínas na urina, hipertensão arterial, inchaço nos olhos ou nos pés, anemia persistente, dificuldades de crescimento, alterações ósseas, entre outras.

Várias doenças sistêmicas também podem comprometer secundariamente os rins, tais como diabetes melito, vasculites, cardiopatias, doenças imunológicas, entre outras. Além disso, em várias condições agudas e de gravidade, os rins constantemente são comprometidos, o que aumenta a importância do acesso a essas informações, o seu reconhecimento precoce e o tratamento adequado.

Desta forma, o acesso ao diagnóstico é essencial e, em crianças, envolve particularidades de interpretação dos exames de sangue, urina e imagem. Entre os exames de sangue, a creatinina sérica deve ser utilizada com critérios em crianças, considerando os métodos de análise disponíveis, a faixa etária, o sexo, a massa muscular, o estado de hidratação, entre outros fatores.

O tratamento das doenças renais envolve, muitas vezes, a necessidade de medicações especiais e essenciais, tais como o tratamento e/ou a prevenção de infecções urinárias, controle da pressão arterial, redução da proteinúria, uso de imunossupressores especiais, etc. Esta estratégia auxilia não só na prevenção de inúmeras complicações orgânicas, como também na evolução para falência crônica dos rins.

Em algumas situações de injúria renal aguda e em casos avançados de doença renal crônica, pode ocorrer a necessidade de terapias de suporte renal (métodos dialíticos e/ou transplante renal). Neste sentido, a participação de uma equipe multiprofissional de saúde é essencial para a boa condução destes graves cenários, estabelecendo o diagnóstico correto, a abordagem terapêutica adequada e evitando efeitos adversos e complicações potenciais preveníveis. O nefrologista pediátrico está capacitado para a interpretação adequada dos exames relacionados ao diagnóstico, o uso destas medicações e das terapias complexas relacionadas.

Além do papel dos serviços privados, os recursos e as políticas integradas de saúde de todas as esferas do governo são essenciais para o acesso igualitário e universal das famílias, garantia de viabilidade do diagnóstico precoce, medidas preventivas, disponibilidade e oferta de medicações e terapêuticas específicas para as doenças renais.

Todas estas ações são vitais para a “saúde renal” e para a justiça social!

Relator:
Olberes Vitor Braga de Andrade
Membro do Departamento Científico da Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional para a Redução da Mortalidade Materna https://spsp.org.br/dia-nacional-para-a-reducao-da-mortalidade-materna/ Fri, 26 May 2023 18:32:58 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37586 No dia 28 de maio comemoramos o Dia Nacional para a Redução da Mortalidade Materna, uma data estabelecida há 14 anos. Trata-se de uma celebração an]]>

No dia 28 de maio comemoramos o Dia Nacional para a Redução da Mortalidade Materna, uma data estabelecida há 14 anos. Trata-se de uma celebração anual dedicada a aumentar a conscientização sobre a importância de se reduzir as taxas de mortalidade materna e melhorar a saúde e o bem-estar das mães no Brasil.

A mortalidade materna refere-se à morte de uma mulher durante a gravidez, parto ou até 42 dias após o parto, geralmente devido a complicações relacionadas à gravidez ou cuidados de saúde inadequados. Essa data tem como objetivo promover diversas iniciativas e estratégias para enfrentar os fatores que contribuem para as mortes maternas, incluindo a melhoria da infraestrutura de saúde, garantir que profissionais de saúde qualificados estejam disponíveis durante a gravidez e o parto (incluindo a presença do neonatologista na sala de parto), fornecer cuidados pré-natais e pós-natais adequados, melhorar os serviços obstétricos de emergência e aumentar o acesso a serviços de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

No nosso país, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem contribuído de forma significativa no enfrentamento dos desafios impostos pela gravidez e o parto, particularmente permitindo o acesso a serviços de saúde de qualidade para a população de baixa renda.

Neste dia, não apenas as organizações governamentais, mas também as sociedades médicas, incluindo a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), se organizam para promover campanhas e programas educacionais para informar e educar o público sobre as causas e consequências da mortalidade materna. Essas atividades visam aumentar a conscientização, promover o diálogo e incentivar a implementação de intervenções e políticas eficazes para reduzir as taxas de mortalidade materna e proteger a vida das mães e de seus filhos.

 

Relator:
Celso Moura Rebello
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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