Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 12 Feb 2026 19:07:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Bebidas alcoólicas: vamos conhecer o que bebemos? https://spsp.org.br/bebidas-alcoolicas-vamos-conhecer-o-que-bebemos/ Wed, 11 Feb 2026 18:43:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55080 As bebidas alcoólicas apresentam como seu principal componente o etanol, ou álcool etílico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o álcool etílico é a substância psicoativa]]>

As bebidas alcoólicas apresentam como seu principal componente o etanol, ou álcool etílico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o álcool etílico é a substância psicoativa mais consumida em todo o mundo e de grande importância e preocupação para a saúde pública do planeta.

Como qualquer substância psicoativa, ao entrar no corpo o álcool atua no cérebro e pode mudar a forma como a pessoa pensa, sente, percebe ou se comporta.

Pela OMS, o uso nocivo do álcool é um dos principais fatores de risco para a saúde da população mundial, incluindo riscos para a saúde materno-infantil, doenças infecciosas (vírus da imunodeficiência humana, hepatite viral, tuberculose), doenças não transmissíveis, saúde mental, lesões e intoxicações. Responsável, também, por grande número de mortes e diminuição da expectativa de vida.

Quando consumido pelas mulheres grávidas, o etanol atravessa a placenta e pode levar a problemas no desenvolvimento e crescimento do embrião/feto, causando os chamados Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal. São condições permanentes, sem tratamento, que se manifestam por inúmeras alterações, como anomalias físicas e congênitas, atraso no crescimento, alterações cognitivas, comprometimento da linguagem, dificuldades de aprendizado, distúrbios de comportamento, grande vulnerabilidade social e dependência de terceiros.

A história do homem e o consumo de bebidas alcoólicas caminham juntos. Fontes arqueológicas evidenciam que as bebidas alcoólicas surgiram por volta de 7.000–6.600 a.C., de forma acidental e natural, quando leveduras, do meio ambiente, fermentaram açúcares presentes em cereais, frutas ou mel, dando origem ao etanol.

Ao contrário das bebidas fermentadas, as bebidas destiladas vêm de um processo tecnológico, não espontâneo, pela manipulação das primeiras. A destilação surgiu entre os séculos I e IX d.C., para fins medicinais e alquímicos, e apenas no século XIII d.C. começou a ser usada para fins recreativos, sociais e comerciais.

Além de serem classificadas em fermentadas e destiladas, as bebidas também podem ser denominadas de acordo com a concentração de álcool etílico/etanol que contêm. Embora essa classificação possa variar de acordo com a legislação dos diversos países, a maioria deles considera “bebidas alcoólicas” aquelas que contêm 0,5% ou mais de álcool por volume, “não alcoólicas/sem álcool” as que têm menos de 0,5% de álcool por volume, e as “zero álcool” as com menos de 0,05% de álcool por volume.

Sugestão de classificação e das características das bebidas encontra-se no quadro 1.

Quadro 1. Sugestão de definição e comparação entre os diferentes tipos de bebidas

CategoriaABVProcesso de produçãoExemplosRelevância clínica
Fermentadas3%-15%Fermentação de açúcaresCerveja, vinho, hidromel, chicha, espumantes, kombucha alcoólicaNão indicado para população vulnerável*
Espirituosas (Destiladas)≥ 15% (geralmente  35%-50%)Destilação de bebidas fermentadasWhisky, gin, vodka, rum, cachaça, tequila, conhaque, brandy, grappa, aguardentes de frutasNão indicado para população vulnerável*
Baixo teor alcoólico (Low-alcohol)0,05-1,2%DesalcoolizaçãoVinho desalcoolizadoNão indicado para população vulnerável*
Não alcoólicas (non-alcoholic beverage)< 0,5%  Desalcoolização Fermentação controladaCerveja não alcoólica, kombucha, vinho desalcoolizadoNão indicado para população vulnerável*
Zero álcool (Alcohol-free)< 0,05%Desalcoolização completaCervejaPode ser uma alternativa mais segura para gestantes, motoristas, adolescentes, indivíduos em uso de medicamentos incompatíveis com o álcool
Light< 30% de álcool do produto similar da mesma marca  Não indicado para população vulnerável*

ABV – Alcohol by Volume (concentração de álcool/volume)

* População vulnerável – menores de 18 anos, grávidas, pessoas com condições de saúde que possam ser prejudicadas pelo álcool, uso de medicamentos incompatíveis com o álcool, motoristas.

 Fonte: elaborado pela autora (MAM).

Quanto maior a concentração de álcool em uma bebida, piores os efeitos a que ele leva. Segundo a OMS, não existe nenhum nível seguro de seu consumo em relação a várias doenças, incluindo câncer, doenças imunológicas, cardiovasculares e os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal.

Temos que ter ciência de que bebida “não alcoólica” é diferente de “0% de álcool”. Mesmo sendo chamada de “não alcoólica”, pode conter traços de etanol resultantes da fermentação. A diferença entre 0,0% e 0,5% pode parecer pequena do ponto de vista percentual, mas é clinicamente relevante em situações em que a recomendação é de exclusão total de etanol, como na gestação e nos transtornos por uso de álcool.

Compreender as diferenças entre “bebidas alcoólicas”, “não alcoólica/sem álcool” e “zero álcool” é fundamental, a fim de escolhermos o que queremos e/ou podemos beber com o objetivo de reduzir os danos à nossa saúde e, muitas vezes, à saúde dos outros, como do embrião/feto.

Devemos nos acostumar a ler os rótulos das bebidas, para verificarmos a concentração do álcool nelas contido e, se possível, consultarmos a ficha técnica do seu fabricante. Temos a responsabilidade de prevenirmos e reduzirmos os malefícios que as bebidas alcoólicas podem causar.

Relatora:
Maria dos Anjos Mesquita
Médica Neonatologista
Mestre em Ciências da Saúde
Vice-Presidente do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP

]]>
Mitos e verdades sobre o consumo de álcool na gravidez https://spsp.org.br/mitos-e-verdades-sobre-o-consumo-de-alcool-na-gravidez/ Wed, 23 Aug 2023 19:24:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39110 Apesar de atualmente a conscientização sobre o consumo de bebidas alcoólicas por gestantes ser maior e haver mais divulgação sobre o tema, muitas mulhe]]>

Apesar de atualmente a conscientização sobre o consumo de bebidas alcoólicas por gestantes ser maior e haver mais divulgação sobre o tema, muitas mulheres ainda desconhecem a gravidade dos riscos à saúde do bebê da exposição pré-natal ao álcool e acreditam que beber eventualmente não oferece prejuízos.

No Brasil, estima-se que 15% das gestantes consomem bebidas alcoólicas, enquanto na região das Américas a prevalência é de 11,2% e, globalmente, de 9,8%. Além disso, mais brasileiras em idade fértil estão bebendo, o que representa um sinal de alerta. Por isso, para chamar a atenção de gestantes e futuras mães, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), por meio do Núcleo de Estudos dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido, e o CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (uma das principais referências no Brasil sobre este tema), esclarecem cinco mitos e verdades sobre a ingestão alcoólica na gravidez.

  1. O consumo de álcool na gestação não afeta a saúde da gestante.

MITO: A própria gestante consumidora de álcool está sujeita a consequências sérias, tais como diminuição dos reflexos, aumento da acidez gástrica e maior risco de broncoaspiração. Além disso, o álcool interfere no apetite da grávida, levando-a à má nutrição, provocando constrição dos vasos da placenta, tendo como consequência a dificuldade na passagem de nutrientes e oxigênio para o feto. Esses efeitos resultam em restrição do crescimento fetal e ocorrência de malformações congênitas.

  1. Mesmo o consumo eventual de bebida alcoólica pode causar danos ao feto.

 VERDADE: Não há evidências científicas que indiquem se há alguma quantidade segura de consumo; portanto, a gestante deve se abster completamente de todo tipo de bebida alcoólica durante toda a gravidez. O álcool atravessa a placenta, o que permite que, em pouco tempo, a concentração dessa substância no sangue fetal se torne equivalente à materna. Entretanto, o organismo do feto – ainda em formação – não consegue metabolizar o álcool, que permanece no seu sangue por mais tempo, até ser eliminado pela circulação materna. O consumo de álcool na gestação é a principal causa de deficiência mental não congênita, sendo a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) a forma mais grave.

  1. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é algo raro e não deve preocupar a gestante.

MITO: Estima-se que a frequência de SAF entre crianças e jovens na população geral ultrapassa 1% em 76 países, incluindo o Brasil. No entanto, nem 1% das crianças afetadas são diagnosticadas. Além da SAF, podem ocorrer disfunções mais sutis, englobadas no Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (em inglês, FASD – Fetal Alcohol Spectrum Disorders), como malformações da face e/ou de outros órgãos, como coração, rins, membros, distúrbios do desenvolvimento do cérebro.

  1. Grávidas podem ingerir bebidas de baixo teor alcoólico ou “zero álcool”.

MITO: Bebidas de baixo teor alcoólico possuem uma certa quantidade de álcool, até mesmo as “zero álcool”. De acordo com a legislação brasileira, bebidas zero álcool podem ter no máximo 0,5% de álcool em sua composição, portanto não é recomendável seu consumo. No entanto, estudos internacionais mostraram que essas bebidas podem conter nível maior de etanol do que o indicado nos rótulos, podendo chegar a 1,8% de teor alcoólico. Ainda sobre bebidas, um outro alerta é sobre o kombucha, bebida fermentada feita a partir do chá verde ou chá preto, açúcar e uma cultura de leveduras e bactérias, conhecida como SCOBY. No processo de fermentação são produzidos ácido acético, gás carbônico e outros compostos, que dão ao kombucha um sabor ácido e ligeiramente adocicado. Se os processos de produção e armazenamento forem adequados, a bebida não deve apresentar teor alcoólico superior a 0,5%. Mas se eles não forem devidamente controlados, como numa produção caseira, a quantidade de álcool pode aumentar. De qualquer forma, seu consumo é contraindicado durante a gestação

  1. Crianças diagnosticadas com problemas de aprendizado ou distúrbios de comportamento podem ser vítimas da exposição pré-natal ao álcool.

VERDADE: Além da SAF e da FASD, também há evidências de que o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) pode ser reflexo do consumo de álcool na gestação, estando presente em 50% a 80% das crianças afetadas. Outros comprometimentos cognitivos são frequentes, como os problemas no aprendizado de matemática, atrasos na linguagem e motricidade, dificuldades de integração e comunicação, além de risco aumentado de doenças psiquiátricas na vida adulta.

O álcool é considerado atualmente a principal causa de deficiência mental e de anomalias congênitas: 5% a 10% dos fetos expostos ao álcool durante a gestação apresentarão prejuízos em seu desenvolvimento. É algo totalmente evitável! Portanto, mulheres grávidas ou que desejam engravidar não devem beber álcool, em qualquer quantidade e em qualquer fase da gestação.

 

Relatora:
Helenilce de Paula Fiod Costa
Presidente do Núcleo de Estudos dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido (SAF) da Sociedade de Pediatria de São Paulo

]]>
Site Mariana Kotscho – Os distúrbios dos efeitos do álcool no feto, com Helenilce de Paula Costa https://spsp.org.br/site-mariana-kotscho-os-disturbios-dos-efeitos-do-alcool-no-feto-com-helenilce-de-paula-costa/ Wed, 29 Mar 2023 18:05:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37006 Veículo: Site Mariana Kotscho

Data : 29/03/2023

O site da jornalista Mariana Kotscho publicou artigo da pediatra Helenilce de Paula Costa, presidente do Núcleo de Estudos dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido (SAF) da SPSP, em que ela ressalta que o álcool constitui a principal causa de retardo mental e de anomalias congênitas não hereditárias nos Estados Unidos e que entre 5% e 10% dos fetos expostos ao álcool durante a vida intrauterina apresentarão anormalidades do desenvolvimento relacionadas a essa substância. De acordo com a especialista, de todas as substâncias de abuso (incluindo cocaína, heroína e maconha), o álcool é a droga que produz os efeitos neurológicos e comportamentais mais graves no feto.

Leia mais: https://marianakotscho.uol.com.br/gravidez-sem-alcool/alcool-e-a-principal-causa-de-retardo-mental-e-de-anomalias-congenitas.html

]]>
Gazeta da Semana e Rio Preto News – Riscos do consumo de álcool durante gravidez, com SPSP https://spsp.org.br/gazeta-da-semana-e-rio-preto-news-riscos-do-consumo-de-alcool-durante-gravidez-com-spsp-2/ Fri, 09 Sep 2022 14:08:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34562 Veículo: Jornal Gazeta da Semana e Site Rio Preto News

Data: 09/09/2022

O jornal Gazeta da Semana e o site Rio Preto News divulgaram a campanha apoiada por diversas entidades médica, entre elas a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), #gravidezsemalcool, que visa chamar a atenção sobre os danos causados pelo consumo de bebida alcoólica à saúde dos bebês. Uma das ações da campanha deste ano foi a realização, no dia 9 de setembro – Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), – de um mutirão médico no terminal EMTU/Metrô Jabaquara, com pediatras esclarecendo gestantes, familiares e sociedade em geral a respeito dos riscos do consumo de álcool durante a gravidez.

Leia mais: https://gazetadasemana.com.br/noticia/85270/spsp-se-une-em-acao-que-alerta-sobre-riscos-do-consumo-de-alcool-durante-gravidez

https://rpnews.com.br/noticia/44106/spsp-se-une-em-acao-que-alerta-sobre-riscos-do-consumo-de-alcool-durante-gravidez

]]>
A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) https://spsp.org.br/a-sindrome-alcoolica-fetal-saf/ Fri, 22 Jul 2022 19:10:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33416 Por que a ingestão de álcool durante a gestação representa um perigo para o feto, além de comprometer a gestante? O álcool presente no sangue materno passa para o feto através do cordão umbilical e, em cerca de 1-2 hs, a concentração de álcool no sangue fetal é semelhante à da mãe. A ingestão de álcool durante a gestação pode causar abortamento, recém nascidos que nascem mortos, além de uma enorme variedade de deficiências no feto conhecidas como “distúrbios causados pelos efeitos do álcool no feto (DEAF ou FASD na sigla em inglês)”.   Isto ocorre porque o álcool é um agente teratogênico podendo atingir todos os órgãos do organismo fetal em formação, mas principalmente o sistema nervoso central. Quais são, então, essas deficiências? Crianças acometidas podem apresentar: anomalias na face (como borda vermelha do lábio superior muito fina, ausência do filtro nasal, fendas palpebrais pequenas – tríade característica da SAF); tamanho pequeno da cabeça (microcefalia); comprometimento da estatura; peso baixo; coordenação motora comprometida; hiperatividade; memória comprometida; dificuldades escolares (principalmente para matemática); deficiência de linguagem; quociente intelectual (QI) baixo; deficiência na capacidade de julgamento; problemas auditivos; problemas visuais; problemas em outros órgãos (coração, rins, ossos).   Haveria uma quantidade de álcool que poderia ser definida como segura? Não. Não se conhece uma quantidade de álcool segura ingerida pela gestante, abaixo da qual não ocorram problemas. Em que fase da gestação o álcool é perigoso? Em qualquer fase. Não se conhece uma fase da gestação em que a ingestão de álcool seja segura. Além disso os problemas de ingestão de álcool por mulheres que desejam engravidar também podem atingir o feto futuramente. Lembrar que o cérebro do feto se desenvolve durante toda a gestação e pode ser afetado em qualquer momento. Essa afecção tem tratamento? Não, não há nenhum tratamento curativo, apenas de suporte. É uma afecção para toda a vida. A única medida que se pode aplicar é a PREVENÇÃO que é 100% eficaz: se estiver grávida não beba; se beber não engravide. Todos os anos, no dia 09 de setembro comemora-se mundialmente o dia de prevenção da síndrome alcoólica fetal (SAF). Embora a prevalência da afecção seja mundialmente considerada alta (9 casos por 1000 nascidos vivos), ela permanece como um grande mistério e mesmo desconhecida em nosso país. Relatora: Conceição Aparecida de Mattos SegreNúcleo de Estudos dos Efeitos do Álcool na Gestação da Sociedade de Pediatria de São Paulo   Foto: ridofranz | depositphotos.com]]>

Por que a ingestão de álcool durante a gestação representa um perigo para o feto, além de comprometer a gestante?

O álcool presente no sangue materno passa para o feto através do cordão umbilical e, em cerca de 1-2 hs, a concentração de álcool no sangue fetal é semelhante à da mãe.

A ingestão de álcool durante a gestação pode causar abortamento, recém nascidos que nascem mortos, além de uma enorme variedade de deficiências no feto conhecidas como “distúrbios causados pelos efeitos do álcool no feto (DEAF ou FASD na sigla em inglês)”.   Isto ocorre porque o álcool é um agente teratogênico podendo atingir todos os órgãos do organismo fetal em formação, mas principalmente o sistema nervoso central.

Quais são, então, essas deficiências?

Crianças acometidas podem apresentar:

  • anomalias na face (como borda vermelha do lábio superior muito fina, ausência do filtro nasal, fendas palpebrais pequenas – tríade característica da SAF);
  • tamanho pequeno da cabeça (microcefalia);
  • comprometimento da estatura;
  • peso baixo;
  • coordenação motora comprometida;
  • hiperatividade;
  • memória comprometida;
  • dificuldades escolares (principalmente para matemática);
  • deficiência de linguagem;
  • quociente intelectual (QI) baixo;
  • deficiência na capacidade de julgamento;
  • problemas auditivos;
  • problemas visuais;
  • problemas em outros órgãos (coração, rins, ossos).

 

Haveria uma quantidade de álcool que poderia ser definida como segura?

Não. Não se conhece uma quantidade de álcool segura ingerida pela gestante, abaixo da qual não ocorram problemas.

Em que fase da gestação o álcool é perigoso?

Em qualquer fase. Não se conhece uma fase da gestação em que a ingestão de álcool seja segura. Além disso os problemas de ingestão de álcool por mulheres que desejam engravidar também podem atingir o feto futuramente. Lembrar que o cérebro do feto se desenvolve durante toda a gestação e pode ser afetado em qualquer momento.

Essa afecção tem tratamento?

Não, não há nenhum tratamento curativo, apenas de suporte. É uma afecção para toda a vida.

A única medida que se pode aplicar é a PREVENÇÃO que é 100% eficaz: se estiver grávida não beba; se beber não engravide.

Todos os anos, no dia 09 de setembro comemora-se mundialmente o dia de prevenção da síndrome alcoólica fetal (SAF). Embora a prevalência da afecção seja mundialmente considerada alta (9 casos por 1000 nascidos vivos), ela permanece como um grande mistério e mesmo desconhecida em nosso país.

Relatora: Conceição Aparecida de Mattos Segre
Núcleo de Estudos dos Efeitos do Álcool na Gestação da Sociedade de Pediatria de São Paulo  

Foto: ridofranz | depositphotos.com

]]>
Câmara Municipal de São Paulo aprova PL sobre a conscientização da SAF https://spsp.org.br/camara-municipal-de-sao-paulo-aprova-pl-sobre-conscientizacao-da-saf/ Tue, 02 Feb 2016 16:30:46 +0000 http://www.spsp.org.br/?p=2010 Veículo: MaxPress

Diretoria da SPSP

 

Veja a notícia na íntegra em:

http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,804741,Camara_Municipal_de_Sao_Paulo_aprova_PL_sobre_a_conscientizacao_da_SAF,804741,9.htm

]]>
Câmara Municipal de São Paulo aprova PL sobre a conscientização da SAF https://spsp.org.br/camara-municipal-de-sao-paulo-aprova-pl-sobre-a-conscientizacao-da-saf/ Mon, 07 Dec 2015 15:06:43 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=1045 No dia 25 de novembro, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, projeto de lei do vereador Gilberto Natalini (PV), o qual dispõe sobre a criação de campanha educativa de conscientização sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A PL 33/2014 pretende levar à população informação adequada quanto aos riscos da ingestão de bebida alcoólica durante a gestação. Antes mesmo da aprovação, a PL já havia obtido manifestação favorável de todas as comissões da Câmara pelas quais passou durante o percurso regimental. O próximo passo, agora, é o agendamento da segunda votação, a qual deve entrar em pauta nas próximas semanas. Após este processo, o prefeito tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a lei. A ação de prevenção à SAF é uma campanha da Sociedade de Pediatria de São Paulo, de abrangência nacional, com apoio institucional da Marjan Farma, Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas – Seção São Paulo, Conselho Regional de Medicina de São Paulo, entre outras entidades. Aliás, a Sociedade de Pediatria de São Paulo, desde 2014, encabeça a campanha #gravidezsemalcool, alertando os cidadãos de todo país sobre os malefícios do consumo pré-natal de qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica. Afinal, evidencias médicas demonstram que um só gole pode acarretar em graves problemas irreversíveis ao bebê. Tais distúrbios, revelados ao nascimento ou tardiamente, perpetuam-se pelo resto da vida, acarretando prejuízos físicos, psicológicos e ao sistema nervoso central. Assim, em razão da natureza do projeto de lei do Vereador Natalini, visando sua abrangência e dimensão, existe boa expectativa por parte das entidades de saúde quanto à sanção da prefeitura – haja vista que a PL 33/2014 é baseada em um problema de saúde pública, necessitando ampla divulgação. Deborah Secco apoia campanha #gravidezsemalcool contra a SAF Sobre a SAF A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção. Entretanto, existem números de universos específicos. Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz. “É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”. Características O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta. “Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Dra. Conceição. No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%). “A SAF é um problema que afeta toda a sociedade, não só na área de saúde, mas também na de segurança, por poder se manifestar como comportamento perverso”, comenta do Dr. Mário Roberto Hirschheimer, presidente da SPSP. Um mundo sem SAF: o futuro está na prevenção Diagnóstico e Tratamento Em São Paulo, o Grupo da SPSP, coordenado pela Dra. Conceição, cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos. Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil. “Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima, o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 7/12/2015. photo credit: Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

SAF-campanhaNo dia 25 de novembro, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, projeto de lei do vereador Gilberto Natalini (PV), o qual dispõe sobre a criação de campanha educativa de conscientização sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A PL 33/2014 pretende levar à população informação adequada quanto aos riscos da ingestão de bebida alcoólica durante a gestação.

Antes mesmo da aprovação, a PL já havia obtido manifestação favorável de todas as comissões da Câmara pelas quais passou durante o percurso regimental. O próximo passo, agora, é o agendamento da segunda votação, a qual deve entrar em pauta nas próximas semanas. Após este processo, o prefeito tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a lei.

A ação de prevenção à SAF é uma campanha da Sociedade de Pediatria de São Paulo, de abrangência nacional, com apoio institucional da Marjan Farma, Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas – Seção São Paulo, Conselho Regional de Medicina de São Paulo, entre outras entidades. Aliás, a Sociedade de Pediatria de São Paulo, desde 2014, encabeça a campanha #gravidezsemalcool, alertando os cidadãos de todo país sobre os malefícios do consumo pré-natal de qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica. Afinal, evidencias médicas demonstram que um só gole pode acarretar em graves problemas irreversíveis ao bebê.

Tais distúrbios, revelados ao nascimento ou tardiamente, perpetuam-se pelo resto da vida, acarretando prejuízos físicos, psicológicos e ao sistema nervoso central. Assim, em razão da natureza do projeto de lei do Vereador Natalini, visando sua abrangência e dimensão, existe boa expectativa por parte das entidades de saúde quanto à sanção da prefeitura – haja vista que a PL 33/2014 é baseada em um problema de saúde pública, necessitando ampla divulgação.

Deborah Secco apoia campanha #gravidezsemalcool contra a SAF

Sobre a SAF
A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção. Entretanto, existem números de universos específicos. Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.

“É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”.

Características
O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta.

“Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Dra. Conceição.

No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%). “A SAF é um problema que afeta toda a sociedade, não só na área de saúde, mas também na de segurança, por poder se manifestar como comportamento perverso”, comenta do Dr. Mário Roberto Hirschheimer, presidente da SPSP.

Um mundo sem SAF: o futuro está na prevenção

Diagnóstico e Tratamento
Em São Paulo, o Grupo da SPSP, coordenado pela Dra. Conceição, cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos.

Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil.

“Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima, o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição.

___
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 7/12/2015.
photo credit:

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
II Caminhada contra a SAF ocupa Parque Villa-Lobos https://spsp.org.br/ii-caminhada-contra-a-saf-ocupa-parque-villa-lobos-2/ Mon, 21 Sep 2015 20:11:51 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=987 O parque Villa-Lobos recebeu, no dia 20 de setembro, a II Caminhada contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Com stand localizado logo na entrada principal, a população pode tirar dúvidas com médicos e receber informações corretas e atualizadas sobre os riscos da ingestão de álcool durante a gravidez. Dezenas de pessoas buscaram os flyers e informativos da campanha #gravidezseálcool, interessando-se e preocupando-se com o tema. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê – tal dado foi recebido com surpresa pelas mães, as quais questionaram os profissionais presentes por mais detalhes. A partir das 11h, o parque foi ocupado por balões, faixa e placas, que engrossaram o eco por tolerância zero ao álcool na gestação. Médicos especializados em Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria uniram suas vozes aos de pessoas de todas as idades – juntos, buscaram conscientizar sobre essa questão da saúde pública. A atriz Bruna Carvalho e membros do elenco do musical Peter Pan estiveram presentes para demonstrar seu apoio e ajudar a erguer essa bandeira, a fim de atrair atenção de um público mais abrangente. Toda essa ação integra a campanha, de abrangência nacional, #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal, idealizada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, com apoio institucional da Marjan Farma e apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas – Seção São Paulo. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 31/09/2015. Fotos: divulgação SPSP Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O parque Villa-Lobos recebeu, no dia 20 de setembro, a II Caminhada contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Com stand localizado logo na entrada principal, a população pode tirar dúvidas com médicos e receber informações corretas e atualizadas sobre os riscos da ingestão de álcool durante a gravidez.

Dezenas de pessoas buscaram os flyers e informativos da campanha #gravidezseálcool, interessando-se e preocupando-se com o tema. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê – tal dado foi recebido com surpresa pelas mães, as quais questionaram os profissionais presentes por mais detalhes.

A partir das 11h, o parque foi ocupado por balões, faixa e placas, que engrossaram o eco por tolerância zero ao álcool na gestação. Médicos especializados em Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria uniram suas vozes aos de pessoas de todas as idades – juntos, buscaram conscientizar sobre essa questão da saúde pública.

A atriz Bruna Carvalho e membros do elenco do musical Peter Pan estiveram presentes para demonstrar seu apoio e ajudar a erguer essa bandeira, a fim de atrair atenção de um público mais abrangente.

Toda essa ação integra a campanha, de abrangência nacional, #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal, idealizada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, com apoio institucional da Marjan Farma e apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas – Seção São Paulo.

___
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 31/09/2015.
Fotos: divulgação SPSP

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
É neste domingo: caminhada contra a SAF! https://spsp.org.br/e-neste-domingo-caminhada-contra-a-saf/ Fri, 18 Sep 2015 19:43:04 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=979 Em 20 de setembro, domingo, às 10h, o Parque Villa-lobos será palco da II Caminhada no Parque contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A ideia é alertar a população paulista e brasileira sobre os malefícios do consumo pré-natal de qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Para animar a Caminhada a Companhia London levará o musical Peter Pan e o público poderá ter um gostinho do espetáculo que acontece aos sábados e domingos, no teatro Ruth Escobar. “Vamos apresentar a dança de abertura da Terra do Nunca, quando Peter e as crianças encontram os índios pela primeira vez. É uma coreografia muito interessante, adaptada da dança de rua. Esperamos encantar e inspirar a todos durante a caminhada”, informa Tiago Dombidau, diretor geral. “É uma honra poder participar deste evento, lutando por uma causa tão importante. Poder participar da caminhada irá enobrecer a nossa peça”, completa Dombidau. Para os que se animarem com o pedacinho da peça, ela estará em cartaz até o último final de semana de novembro, sempre às 16h. “Estamos planejando uma turnê para o ano que vem, também!”, anuncia o diretor. A Caminhada, que tem largada programada para 11h, também contará com ginecologistas, obstetras e pediatras em posição estratégica, na entrada principal do parque, orientando a comunidade sobre esse importante problema de saúde pública. Participe!]]>

Momento da Caminhada contra a SAF realizada ano passado.

Momento da Caminhada contra a SAF realizada ano passado.

Em 20 de setembro, domingo, às 10h, o Parque Villa-lobos será palco da II Caminhada no Parque contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). A ideia é alertar a população paulista e brasileira sobre os malefícios do consumo pré-natal de qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê.

Para animar a Caminhada a Companhia London levará o musical Peter Pan e o público poderá ter um gostinho do espetáculo que acontece aos sábados e domingos, no teatro Ruth Escobar.

“Vamos apresentar a dança de abertura da Terra do Nunca, quando Peter e as crianças encontram os índios pela primeira vez. É uma coreografia muito interessante, adaptada da dança de rua. Esperamos encantar e inspirar a todos durante a caminhada”, informa Tiago Dombidau, diretor geral. “É uma honra poder participar deste evento, lutando por uma causa tão importante. Poder participar da caminhada irá enobrecer a nossa peça”, completa Dombidau.

Para os que se animarem com o pedacinho da peça, ela estará em cartaz até o último final de semana de novembro, sempre às 16h. “Estamos planejando uma turnê para o ano que vem, também!”, anuncia o diretor.

A Caminhada, que tem largada programada para 11h, também contará com ginecologistas, obstetras e pediatras em posição estratégica, na entrada principal do parque, orientando a comunidade sobre esse importante problema de saúde pública.

Participe!

]]>