Combate ao Uso de Drogas – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 31 Aug 2026 19:53:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Combate ao Uso de Drogas – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Bets, best e bestas https://spsp.org.br/bets-best-e-bestas/ Mon, 31 Aug 2026 19:51:54 +0000 https://spsp.org.br/?p=58745 Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil | SPSP Vocês se lembram da Lei de Gerson (Gerson de Oliveira Nunes, ex-jogador e meio-campista da Seleção Brasileira tricampeã mundial em 1970)? Era a propaganda de uma marca de cigarro, Vila Rica, que dizia algo como “levar vantagem em tudo”. A ideia original da agência de publicidade era remeter à “lei da vantagem” do futebol, sugerindo que o consumidor levava mais produto pagando menos. Com o passar dos anos, a frase foi desvinculada do produto e passou a simbolizar o “jeitinho brasileiro” de agir com malandragem para obter benefício próprio em qualquer situação. O próprio ex-jogador Gerson lamentou publicamente por décadas ter ficado associado a esse sentido negativo, a Lei de Gerson. Na mesma época, Pelé não fez propaganda de cigarro ou bebida alcoólica. O consumo de cigarros caiu muito no nosso meio e a bebida alcoólica vem diminuindo entre os adolescentes (Lenad 2023/25). Mas surgem novas atrações que seguem características semelhantes à dependência de cigarros e álcool. Na Copa do Mundo houve uma avalanche de publicidade de casas de apostas na imprensa e nas transmissões esportivas e sabemos que o resultado disso foi e será atingir a renda e a saúde mental das famílias brasileiras. O sistema de dependência de jogatina e apostas é o mesmo da dependência de álcool, cigarros e outras drogas. Pesquisas recentes já mostraram que essas plataformas geram vício e são uma das principais causas de endividamento no país. Mas Danilo Luiz, o lateral da Seleção Brasileira, contrariou os seus colegas da seleção, ao ser um dos primeiros a utilizar as redes sociais para criticar a divulgação de plataformas de apostas on-line. Filipe Luis, técnico de futebol, também recusou ofertas milionárias que ligariam sua imagem às bets. Pelé seguramente não faria propaganda de bets, pela mesma razão que não fez propaganda das drogas lícitas, álcool e tabaco. Como quase tudo no Brasil, os nossos mandatários vão permitir que a desgraça ocorra no nosso meio para depois vir com medidas protetoras ou tratamento no SUS para a dependência de jogos. Sabemos que uma vez instalada a dependência, muitos não sairão dessa vida, semelhante ao que ocorreu com o tabaco. Comemoramos 17 anos da lei de ambiente fechado livre do tabaco em São Paulo (2009) e 12 anos no Brasil (2014), e mesmo assim estamos presenciando o uso de vapes (cigarros eletrônicos), com propaganda livre na internet. O mecanismo de atrelar o cigarro e a cerveja ao esporte, assim como as bets, é “do mal”. E o setor de marketing continua insistindo nessa tecla. A propaganda de cigarro na mídia está proibida, mas a propaganda indireta continua. Mbappé, jogador francês, não conseguiu passar para a final da Copa, mas deixou uma mensagem muito bonita em vídeo: ele diz com suas próprias palavras que a Seleção Francesa estava promovendo bets e sua seleção estava inspirando muitas pessoas nesse mau caminho. Diz que muitos de nós vêm de lugares onde as bets destroem um número incalculável de pessoas e ele disse à sua equipe e à sua mãe que ele não jogaria pela Seleção. Responderam o que as pessoas pensariam dele, e ele respondeu que não se importava. Venceu! O que faz jogadores ou pessoas famosas se renderem a ofertas de dinheiro, que já possuem de sobra, para ajudar a lesar a população, principalmente os menos afortunados, tanto na área da saúde como na área financeira? Atletas não deveriam associar o uso de drogas lícitas ou ilícitas e mesmo jogos com o esporte. Termino com a frase de Charles Chaplin, que disse: “Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco”. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Gastemos um tempo com nossos filhos ou netos comentando atitudes que previnem e que não serão logo esquecidas. A esses atletas não fica a derrota de uma partida, mas fica a decência e o amor ao próximo. Relator: João Paulo Becker Lotufo Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP]]> Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil | SPSP

Vocês se lembram da Lei de Gerson (Gerson de Oliveira Nunes, ex-jogador e meio-campista da Seleção Brasileira tricampeã mundial em 1970)? Era a propaganda de uma marca de cigarro, Vila Rica, que dizia algo como “levar vantagem em tudo”. A ideia original da agência de publicidade era remeter à “lei da vantagem” do futebol, sugerindo que o consumidor levava mais produto pagando menos.

Com o passar dos anos, a frase foi desvinculada do produto e passou a simbolizar o “jeitinho brasileiro” de agir com malandragem para obter benefício próprio em qualquer situação. O próprio ex-jogador Gerson lamentou publicamente por décadas ter ficado associado a esse sentido negativo, a Lei de Gerson.

Na mesma época, Pelé não fez propaganda de cigarro ou bebida alcoólica. O consumo de cigarros caiu muito no nosso meio e a bebida alcoólica vem diminuindo entre os adolescentes (Lenad 2023/25). Mas surgem novas atrações que seguem características semelhantes à dependência de cigarros e álcool.

Na Copa do Mundo houve uma avalanche de publicidade de casas de apostas na imprensa e nas transmissões esportivas e sabemos que o resultado disso foi e será atingir a renda e a saúde mental das famílias brasileiras.

O sistema de dependência de jogatina e apostas é o mesmo da dependência de álcool, cigarros e outras drogas. Pesquisas recentes já mostraram que essas plataformas geram vício e são uma das principais causas de endividamento no país.

Mas Danilo Luiz, o lateral da Seleção Brasileira, contrariou os seus colegas da seleção, ao ser um dos primeiros a utilizar as redes sociais para criticar a divulgação de plataformas de apostas on-line. Filipe Luis, técnico de futebol, também recusou ofertas milionárias que ligariam sua imagem às bets. Pelé seguramente não faria propaganda de bets, pela mesma razão que não fez propaganda das drogas lícitas, álcool e tabaco.

Como quase tudo no Brasil, os nossos mandatários vão permitir que a desgraça ocorra no nosso meio para depois vir com medidas protetoras ou tratamento no SUS para a dependência de jogos. Sabemos que uma vez instalada a dependência, muitos não sairão dessa vida, semelhante ao que ocorreu com o tabaco.

Comemoramos 17 anos da lei de ambiente fechado livre do tabaco em São Paulo (2009) e 12 anos no Brasil (2014), e mesmo assim estamos presenciando o uso de vapes (cigarros eletrônicos), com propaganda livre na internet.

O mecanismo de atrelar o cigarro e a cerveja ao esporte, assim como as bets, é “do mal”. E o setor de marketing continua insistindo nessa tecla. A propaganda de cigarro na mídia está proibida, mas a propaganda indireta continua.

Mbappé, jogador francês, não conseguiu passar para a final da Copa, mas deixou uma mensagem muito bonita em vídeo: ele diz com suas próprias palavras que a Seleção Francesa estava promovendo bets e sua seleção estava inspirando muitas pessoas nesse mau caminho. Diz que muitos de nós vêm de lugares onde as bets destroem um número incalculável de pessoas e ele disse à sua equipe e à sua mãe que ele não jogaria pela Seleção. Responderam o que as pessoas pensariam dele, e ele respondeu que não se importava. Venceu!

O que faz jogadores ou pessoas famosas se renderem a ofertas de dinheiro, que já possuem de sobra, para ajudar a lesar a população, principalmente os menos afortunados, tanto na área da saúde como na área financeira? Atletas não deveriam associar o uso de drogas lícitas ou ilícitas e mesmo jogos com o esporte.

Termino com a frase de Charles Chaplin, que disse: “Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco”. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.

Gastemos um tempo com nossos filhos ou netos comentando atitudes que previnem e que não serão logo esquecidas. A esses atletas não fica a derrota de uma partida, mas fica a decência e o amor ao próximo.


Relator:
João Paulo Becker Lotufo

Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Por uma geração livre de nicotina https://spsp.org.br/por-uma-geracao-livre-de-nicotina/ Fri, 28 Aug 2026 17:01:09 +0000 https://spsp.org.br/?p=58668 Quando pensamos em tabagismo, é comum lembrarmos imediatamente das doenças que podem atingir quem fuma. Mas, quando existem crianças e adolescentes por perto, a questão vai muito além: eles também podem sofrer as consequências do cigarro, mesmo sem nunca terem fumado. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, muitas delas tóxicas. Quando uma pessoa fuma perto de uma criança, ela respira parte dessas substâncias. É o chamado tabagismo passivo. Essa exposição está associada a maior risco respiratório, com crises de asma, infecções respiratórias, além de otites e outros agravos à saúde. Para os bebês, além de tudo, aumenta o risco da síndrome da morte súbita. Não há uma quantidade de fumaça considerada segura para uma criança. “Puxa, eu nunca fumo perto do meu filho!” Isso é muito importante, mas existe outro problema menos conhecido: o chamado tabagismo de terceira mão. Depois que o cigarro é apagado, resíduos de nicotina e de outras substâncias permanecem no ambiente, podendo se depositar nas roupas, cabelos, sofás, cortinas, tapetes, paredes e bancos dos automóveis. Crianças pequenas são particularmente vulneráveis porque engatinham, brincam no chão, colocam objetos e as próprias mãos na boca e têm contato muito próximo com os adultos. A propósito: abrir a janela, fumar em outro cômodo, ligar o ventilador ou usar spray aromatizante não transformam o ambiente em um local livre de tabaco. A recomendação mais segura é simples: casa e carro devem ser ambientes 100% livres de cigarro … e vapes.! Isso mesmo: vapes (cigarros eletrônicos). O aerossol produzido pelos dispositivos eletrônicos pode conter nicotina, partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis, metais e outras substâncias potencialmente prejudiciais. Além do fato de que muitos dispositivos conseguem fornecer grandes quantidades de nicotina: aparelhos descartáveis ou recarregáveis de grande capacidade (com 10 ml a 20 ml de líquido) acumulam uma carga de nicotina equivalente a dezenas de maços de cigarro tradicional! O adolescente pode começar experimentando por curiosidade, influência dos amigos, pelos sabores atrativos ou pela ideia de que “vape não faz mal”. A nicotina chega ao cérebro em cerca de oito segundos após a tragada e gera uma sensação de prazer. Com o uso repetido, porém, pode surgir a necessidade de consumir nicotina em quantidade e frequência cada vez maior para conseguir o mesmo efeito, fenômeno conhecido como TOLERÂNCIA. A dependência química está instalada: quando o nível da substância cai no sangue, o corpo reage com irritação, ansiedade, insônia e falta de concentração, fenômenos de abstinência. A dependência de nicotina é real e parar pode ser difícil. Por isso, a conversa sobre vape não deve começar apenas quando os pais descobrem um dispositivo escondido na mochila. A prevenção deve começar antes da primeira experimentação. E lembre-se: o exemplo dos adultos também importa. O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, não deve ser apenas uma data para falar com quem já fuma. É também uma oportunidade para falar sobre prevenção. Proteger crianças da fumaça e dos resíduos do tabaco, impedir o acesso precoce à nicotina e conversar abertamente com adolescentes sobre cigarros eletrônicos são medidas que podem ter repercussões por toda a vida. “A melhor relação de uma criança ou adolescente com a nicotina é aquela que nunca começa”. Relatora: Tania ZamataroPresidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP]]>

Quando pensamos em tabagismo, é comum lembrarmos imediatamente das doenças que podem atingir quem fuma. Mas, quando existem crianças e adolescentes por perto, a questão vai muito além: eles também podem sofrer as consequências do cigarro, mesmo sem nunca terem fumado.

A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, muitas delas tóxicas. Quando uma pessoa fuma perto de uma criança, ela respira parte dessas substâncias. É o chamado tabagismo passivo. Essa exposição está associada a maior risco respiratório, com crises de asma, infecções respiratórias, além de otites e outros agravos à saúde. Para os bebês, além de tudo, aumenta o risco da síndrome da morte súbita.

Não há uma quantidade de fumaça considerada segura para uma criança. “Puxa, eu nunca fumo perto do meu filho!”

Isso é muito importante, mas existe outro problema menos conhecido: o chamado tabagismo de terceira mão. Depois que o cigarro é apagado, resíduos de nicotina e de outras substâncias permanecem no ambiente, podendo se depositar nas roupas, cabelos, sofás, cortinas, tapetes, paredes e bancos dos automóveis. Crianças pequenas são particularmente vulneráveis porque engatinham, brincam no chão, colocam objetos e as próprias mãos na boca e têm contato muito próximo com os adultos.

A propósito: abrir a janela, fumar em outro cômodo, ligar o ventilador ou usar spray aromatizante não transformam o ambiente em um local livre de tabaco.

A recomendação mais segura é simples: casa e carro devem ser ambientes 100% livres de cigarro … e vapes.!

Isso mesmo: vapes (cigarros eletrônicos). O aerossol produzido pelos dispositivos eletrônicos pode conter nicotina, partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis, metais e outras substâncias potencialmente prejudiciais. Além do fato de que muitos dispositivos conseguem fornecer grandes quantidades de nicotina: aparelhos descartáveis ou recarregáveis de grande capacidade (com 10 ml a 20 ml de líquido) acumulam uma carga de nicotina equivalente a dezenas de maços de cigarro tradicional!

O adolescente pode começar experimentando por curiosidade, influência dos amigos, pelos sabores atrativos ou pela ideia de que “vape não faz mal”. A nicotina chega ao cérebro em cerca de oito segundos após a tragada e gera uma sensação de prazer. Com o uso repetido, porém, pode surgir a necessidade de consumir nicotina em quantidade e frequência cada vez maior para conseguir o mesmo efeito, fenômeno conhecido como TOLERÂNCIA. A dependência química está instalada: quando o nível da substância cai no sangue, o corpo reage com irritação, ansiedade, insônia e falta de concentração, fenômenos de abstinência.

A dependência de nicotina é real e parar pode ser difícil. Por isso, a conversa sobre vape não deve começar apenas quando os pais descobrem um dispositivo escondido na mochila. A prevenção deve começar antes da primeira experimentação.

E lembre-se: o exemplo dos adultos também importa.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, não deve ser apenas uma data para falar com quem já fuma. É também uma oportunidade para falar sobre prevenção.

Proteger crianças da fumaça e dos resíduos do tabaco, impedir o acesso precoce à nicotina e conversar abertamente com adolescentes sobre cigarros eletrônicos são medidas que podem ter repercussões por toda a vida.

A melhor relação de uma criança ou adolescente com a nicotina é aquela que nunca começa”.

Relatora:

Tania Zamataro
Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Encontro com Especialista – Álcool, Tabaco e Drogas na infância/adolescência: da conversa ao cuidado – Julho Branco https://spsp.org.br/encontro-com-especialista-alcool-tabaco-e-drogas-na-infancia-adolescencia-da-conversa-ao-cuidado-julho-branco/ Thu, 30 Jul 2026 13:16:17 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57022 Realizado: 30 de julho de 2026 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP Coordenação: Dra. Tania Maria Russo Zamataro Público-alvo: Pediatras e Profissionais de Saúde Objetivo: Tem como objetivo capacitar pediatras e profissionais de saúde para a compreensão, identificação, prevenção e abordagem dos principais fatores relacionados ao uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes. Inscrições online Prazo geral até 29/07/2026 às 16h00 – Clique aquiAssociados podem se inscrever até 30/07/2026 às 16h00  Para se inscrever é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br.O link será enviado por e-mail somente para os inscritos. Inscrição Valor Taxa Total Associados da SPSP Gratuito Gratuito Gratuito Não Associado da SPSP R$ 80,00 R$ 4,00 R$ 84,00 Taxa de serviços administrativos referem-se aos valores cobrados pela PagSeguro para a emissão de boletos bancários ou para pagamentos por cartões de crédito. – Programação 19h30 – 21h30 – Mesa – Abordagem, Prevenção e redução de risco na consulta pediátricaCoordenação e Moderação: Dra. Tania Maria Russo Zamataro 19h30 – 19h35 – AberturaDra. Tania Maria Russo Zamataro 19h35 – 20h10 – Roteiro prático para Intervenção breve, no consultório pediátrico com adolescente (álcool, vape, maconha e outras drogas) Dr. João Paulo Becker Lotufo 20h10 – 20h50 – Prevenção e redução de danos Dra. Denise Swei Lo 20h50 – 21h15 – Dr. Barto em: dicas de prevenção Dr. João Paulo Becker Lotufo 21h15 – 21h30 – Discussão e perguntas – Dra. Tania Maria Russo ZamataroPresidente NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPSecretária do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP Dr. João Paulo Becker LotufoVice-Presidente do NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPCoordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP e responsável do Projeto AntitábagicoDr. Bartô e os Doutores da Saúde, profilaxia de Tabagismo, Gravidez precoce e Álcool em escolas de São Paulo Dra. Denise Swei LoMembro do NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPVice-Supervisora do Programa de Residência em Pediatria da FMUSP]]>

Realizado: 30 de julho de 2026

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP

Coordenação: Dra. Tania Maria Russo Zamataro

Público-alvo: Pediatras e Profissionais de Saúde

Objetivo: Tem como objetivo capacitar pediatras e profissionais de saúde para a compreensão, identificação, prevenção e abordagem dos principais fatores relacionados ao uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes.

Inscrições online

Prazo geral até 29/07/2026 às 16h00 – Clique aqui
Associados podem se inscrever até 30/07/2026 às 16h00 

Para se inscrever é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br.
O link será enviado por e-mail somente para os inscritos.

InscriçãoValorTaxaTotal
Associados da SPSPGratuitoGratuitoGratuito
Não Associado da SPSPR$ 80,00R$ 4,00R$ 84,00
Taxa de serviços administrativos referem-se aos valores cobrados pela PagSeguro para a emissão de boletos bancários ou para pagamentos por cartões de crédito.
Programação
19h30 – 21h30 – Mesa – Abordagem, Prevenção e redução de risco na consulta pediátrica
Coordenação e Moderação: Dra. Tania Maria Russo Zamataro
19h30 – 19h35 – Abertura
Dra. Tania Maria Russo Zamataro
19h35 – 20h10 – Roteiro prático para Intervenção breve, no consultório pediátrico com adolescente (álcool, vape, maconha e outras drogas)
Dr. João Paulo Becker Lotufo
20h10 – 20h50 – Prevenção e redução de danos
Dra. Denise Swei Lo
20h50 – 21h15 – Dr. Barto em: dicas de prevenção
Dr. João Paulo Becker Lotufo
21h15 – 21h30 – Discussão e perguntas

Dra. Tania Maria Russo Zamataro
Presidente NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Secretária do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP

Dr. João Paulo Becker Lotufo
Vice-Presidente do NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Coordenador do Projeto Antitabágico do Hospital Universitário da USP e responsável do Projeto Antitábagico
Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, profilaxia de Tabagismo, Gravidez precoce e Álcool em escolas de São Paulo

Dra. Denise Swei Lo
Membro do NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Vice-Supervisora do Programa de Residência em Pediatria da FMUSP

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Café da Manhã com o Professor – Álcool, Tabaco e Drogas na Infância e Adolescência – Julho Branco https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-alcool-tabaco-e-drogas-na-infancia-e-adolescencia-julho-branco/ Sat, 04 Jul 2026 12:39:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57016 No dia 4 de julho, foi realizado o Café da Manhã com o Professor – Álcool, Tabaco e Drogas na Infância e Adolescência, uma ação pela Campanha Julho Branco. Organizada pela Diretoria de Cursos e Eventos e Núcleo de Estudos (NE) de Combate ao Uso de Drogas da SPSP, o evento, que aconteceu ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, teve por objetivo capacitar pediatras e profissionais de saúde para a compreensão, identificação, prevenção e abordagem dos principais fatores relacionados ao uso de substâncias psicoativas por crianças e adolescentes. O Café da Manhã foi coordenado e moderado pela pediatra Tania Maria Russo Zamataro, presidente do NE de Combate ao Uso de Drogas da SPSP, que também realizou a abertura do evento. A atividade contou, ainda, com as apresentações das médicas Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi, Regina Silvia Costa Carnaúba, Marina Buarque de Almeida e Ilana Holender Rosenhek, membros do NE de Combate ao Uso de Drogas da SPSP. Os temas das palestras englobaram: Epidemiologia, Neurodesenvolvimento e Fatores de Risco e Proteção; Álcool; Tabaco, Vape, Cannabis; e Estimulantes. Ao final da atividade, houve uma sessão de discussão entre as especialistas. A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br). – Programação 09h00 – 12h00 – Mesa redonda:  Álcool, Tabaco e Drogas na Infância e AdolescênciaCoordenador e moderador da mesa: Dra. Tania Maria Russo Zamataro 09h00 – 09h05 – Abertura Dra. Tania Maria Russo Zamataro 09h05 – 09h30 – Epidemiologia, Neurodesenvolvimento e Fatores de risco e proteçãoDra. Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi 09h30 – 10h00 – ÁlcoolDra. Regina Silvia Costa Carnaúba 10h00 – 10h30 – Tabaco, vape, cannabisDra. Marina Buarque de Almeida 10h30 – 11h00 – Estimulantes Dra. Ilana Holender Rosenhek 11h00 – 12h00 – Discussão          – Dra. Tania Maria Russo ZamataroPresidente NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPSecretária do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP Dra. Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi  Membro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPProfessora de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiai Dra. Regina Silvia Costa CarnaúbaMembro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPMédica Pediatra pelo Instituto da Criança da FMUSP Dra. Marina Buarque de AlmeidaMembro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPMédica colaboradora da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança – HC FMUSP Dra. Ilana Holender RosenhekMembro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSPMembro da Associação Brasileira de Psiquiatria]]>

No dia 4 de julho, foi realizado o Café da Manhã com o Professor – Álcool, Tabaco e Drogas na Infância e Adolescência, uma ação pela Campanha Julho Branco. Organizada pela Diretoria de Cursos e Eventos e Núcleo de Estudos (NE) de Combate ao Uso de Drogas da SPSP, o evento, que aconteceu ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, teve por objetivo capacitar pediatras e profissionais de saúde para a compreensão, identificação, prevenção e abordagem dos principais fatores relacionados ao uso de substâncias psicoativas por crianças e adolescentes.

O Café da Manhã foi coordenado e moderado pela pediatra Tania Maria Russo Zamataro, presidente do NE de Combate ao Uso de Drogas da SPSP, que também realizou a abertura do evento. A atividade contou, ainda, com as apresentações das médicas Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi, Regina Silvia Costa Carnaúba, Marina Buarque de Almeida e Ilana Holender Rosenhek, membros do NE de Combate ao Uso de Drogas da SPSP.

Os temas das palestras englobaram: Epidemiologia, Neurodesenvolvimento e Fatores de Risco e ProteçãoÁlcoolTabaco, Vape, Cannabis; e Estimulantes. Ao final da atividade, houve uma sessão de discussão entre as especialistas.

A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

Programação
09h00 – 12h00 – Mesa redonda:  Álcool, Tabaco e Drogas na Infância e Adolescência
Coordenador e moderador da mesa: Dra. Tania Maria Russo Zamataro
09h00 – 09h05 Abertura
Dra. Tania Maria Russo Zamataro
09h05 – 09h30 – Epidemiologia, Neurodesenvolvimento e Fatores de risco e proteção
Dra. Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi
09h30 – 10h00 – Álcool
Dra. Regina Silvia Costa Carnaúba
10h00 – 10h30 – Tabaco, vape, cannabis
Dra. Marina Buarque de Almeida
10h30 – 11h00 – Estimulantes
Dra. Ilana Holender Rosenhek
11h00 – 12h00 – Discussão         

Dra. Tania Maria Russo Zamataro
Presidente NE Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Secretária do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP

Dra. Ana Paula Antunes Pascalicchio Bertozzi  
Membro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Professora de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiai

Dra. Regina Silvia Costa Carnaúba
Membro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Médica Pediatra pelo Instituto da Criança da FMUSP

Dra. Marina Buarque de Almeida
Membro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Médica colaboradora da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança – HC FMUSP

Dra. Ilana Holender Rosenhek
Membro do NE do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP
Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria

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Portal de Notícias Diário de Assis – Combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes, com SPSP https://spsp.org.br/portal-de-noticias-diario-de-assis-combate-ao-uso-de-drogas-por-criancas-e-adolescentes-com-spsp/ Wed, 01 Jul 2026 18:48:27 +0000 https://spsp.org.br/?p=58014 Veículo: Portal Diário de Assis

Data: 01/07/26

O Portal de Notícias Diário de Assis divulgou a campanha Julho Branco: com consciência, sem drogas, promovida pela SPSP. De acordo com Tania Zamataro, presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP e coordenadora da campanha, a prevenção do uso drogas entre a  população pediátrica é um dos grandes desafios da especialidade e, nesse contexto, o pediatra ocupa uma posição estratégica, pois acompanha o crescimento e o desenvolvimento do paciente, estabelecendo uma relação de confiança com ele e sua família. Para Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, este é um tópico de grande relevância para a Sociedade, uma vez que o contato com as drogas tem sido cada vez mais precoce e o impacto decorrente desse consumo é avassalador.

Leia mais: https://diariodeassis.com.br/campanha-da-sociedade-de-pediatria-visa-combater-o-uso-de-drogas-por-criancas-e-adolescentes/

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Vamos falar de cigarro? De novo? https://spsp.org.br/vamos-falar-de-cigarro-de-novo/ Mon, 01 Jun 2026 19:43:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57270 ]]>

Mãe de adolescente sabe bem: a rotina nunca é fácil. Naquela manhã, ela acordou com pressa e com a sensação de que o tempo voava. Ao entrar no quarto da filha – que acabara de sair para a escola –, tentou apenas minimizar a bagunça diária. Como de costume, entrar ali parecia uma visita a uma loja de departamentos (não faltam piadas sobre isso): saía sempre carregando duas canecas, um copo, uma calça e três moletons espalhados. Ao recolher a bolsa usada na festa do fim de semana, que estava aberta em um canto, veio a surpresa: no fundo, encontrava-se um maço de cigarros aberto. Era daquela marca antiga, que ela mesma usava para fazer piada, lembrando dos tios fumando na sua infância. Que situação inesperada! O que fazer? A primeira reação, movida pelo impulso, era a de buscar a filha na escola naquele exato momento para confrontá-la (na verdade, queria tomar uma atitude bem brusca!).

Embora essa seja uma cena fictícia, ela ilustra uma realidade enfrentada por algumas famílias. O tabaco continua sendo uma das substâncias de abuso mais frequentes em nosso meio. Estatísticas brasileiras apontam para um aumento explosivo no consumo de nicotina por meio de dispositivos eletrônicos, os famosos vapes. No entanto, muitos adolescentes ainda recorrem aos cigarros convencionais e a alternativas que ganharam espaço, como os cigarros de palha (na moda em algumas festas da moçada).

Esse consumo tende a crescer conforme a idade avança e, como já destacado em publicações anteriores do nosso departamento, é fortemente influenciado pelo grupo social em que o jovem se insere. O desejo de pertencimento muitas vezes diminui o julgamento crítico.

A partir do momento da descoberta, o que fazer?

Não existe uma receita mágica, mas algumas estratégias podem ajudar os pais:

  1. manter um diálogo aberto – a proibição isolada ou a punição raramente mudam o comportamento; pelo contrário, podem afastar o jovem e criar uma cultura de segredos);
  2. conhecer o entorno do seu filho – saiba quem são os amigos, quais são os seus espaços de convivência e participe ativamente da sua rotina),
  3. apoiar em vez de punir – pais acolhedores e que compreendam a raiz do problema, deixando os julgamentos de lado;
  4. monitorar o universo digital – o adolescente de hoje é hiperconectado. A publicidade do tabaco não está mais na TV aberta, mas camuflada em plataformas de streaming, redes sociais e influenciadores digitais;
  5. conversar abertamente sobre o que eles consomem na internet.

 

Além disso, fortaleça a parceria com a escola: as instituições de ensino podem adotar o conceito de “campus saudável”, fiscalizando o uso de substâncias em seus perímetros, e capacitando professores para identificar sinais de vulnerabilidade. Pais e escolas devem formar uma rede única de apoio. Cada um fazendo a sua parte.

Descobrir que um filho adolescente está fumando pode evocar sentimentos de falha, medo e frustração. Contudo, esse momento crítico deve ser transformado em uma oportunidade de aproximação e não de ruptura. O combate ao tabagismo jovem não se faz na força da autoridade, mas sim no vínculo familiar. Ao substituir o confronto pelo acolhimento e a punição pela informação, os pais conseguem desarmar o adolescente. Proteger essa geração exige presença ativa, escuta atenta e a construção de uma rede de cuidado que envolva a família, a escola e a sociedade. Afinal, educar dá trabalho, mas é sinônimo de afeto.

 

Relatora:
Ana Paula Pascalicchio Bertozzi
Membro do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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É legal. Mas será que é legal? https://spsp.org.br/e-legal-mas-sera-que-e-legal/ Thu, 30 Apr 2026 13:13:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56793 Domingão ensolarado, amigos e famílias se reúnem. Braseiro acesso e aquele cheirinho de gordura de linguiça queimando no ar. Todo mundo animado e criançada brincando e correndo em ]]>

Domingão ensolarado, amigos e famílias se reúnem. Braseiro acesso e aquele cheirinho de gordura de linguiça queimando no ar. Todo mundo animado e criançada brincando e correndo em volta dos adultos. Ufa! Eles não estão na tela.

Som ligado e tocando – caipirinha e cerveja são temas de pagode ou música sertaneja cantada por todos. A animação do pessoal aumenta com o consumo de álcool. Conversa alta. Criançada na bagunça – Será que eles estão vendo?

Com certeza muitos já viveram momentos assim. Porém, se as crianças aprendem observando, precisamos com urgência rever nosso comportamento. Afinal, qual o problema? Não é ilegal e pode parecer divertido. Mas será que é legal?

Vejamos alguns dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III, 2023):

– O consumo de álcool é o principal fator de risco para mortalidade e morbidade associadas ao uso de substâncias psicoativas no Brasil. Aproximadamente 73,9 milhões de brasileiros (42,5% da população com 14 anos ou mais) relataram uso de bebidas alcoólicas, e cerca de 19,9 milhões apresentam critérios de uso problemático.

– Nenhuma outra substância ou comportamento analisado – como tabaco, cocaína, crack ou mesmo as apostas – alcança tamanha dimensão em termos de prevalência e carga para a saúde pública.

– O álcool tem aceitação social e ampla disponibilidade, o que torna difícil a implementação de políticas de prevenção e controle. A normalização do uso dificulta a percepção dos danos causados pelo seu consumo (mortes evitáveis, adoecimento físico e mental e repercussões sociais e econômicas).

O que acham? Vamos refletir? Vamos mudar?

 

Relator:

André P. L. Mattar
Membro do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Maconha: o que pouca gente te conta https://spsp.org.br/maconha-o-que-pouca-gente-te-conta/ Wed, 29 Apr 2026 11:10:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56769 A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferen]]>

A maconha costuma ser vista como algo “leve”, “natural” e sem grandes consequências. Mas a realidade, principalmente para quem ainda está em fase de crescimento, é bem diferente. O cérebro de adolescentes e jovens continua em desenvolvimento até por volta dos 25 anos. E é exatamente nesse período que a maconha pode causar mais impacto.

O principal componente, o THC (tetra-hidrocanabinol), interfere em áreas importantes do cérebro, como memória, atenção, tomadas de decisões e controle de emoções.

Nem tudo acontece no momento do uso: alguns efeitos vão surgindo com o tempo, como ansiedade e crises de pânico, desmotivação, alterações de sono etc. Alguns jovens podem ter depressão e quadros psicóticos.

“Mas todo mundo usa…”

Mentira. Nem todo mundo usa! E quem usa, nem sempre está bem. Muitos escondem dificuldades na escola, problemas emocionais, dependência. Sim, dependência! Principalmente em quem iniciou o uso cedo.

Fique atento aos sinais de alerta: precisa usar com frequência, sem interesse por outras coisas, não consegue parar, mesmo querendo.

O uso também aumenta riscos de acidentes (dirigir ou andar de bike), decisões impulsivas e outras situações de risco.

A maconha sai caro – e vira prioridade sem você perceber! No começo parece pouco, mas vira gasto fixo. Dinheiro que poderia ser usado em viagens, esportes, namoro. E quando o uso aumenta, o custo acompanha, sendo que em alguns casos a pessoa começa a priorizar a droga acima de outras coisas.

No fim, você paga não só com dinheiro – mas com oportunidades.

Se você ainda não se convenceu que não é uma boa o uso, aqui vão mais alguns pontos:

  • O uso no Brasil não é liberado. A maconha está ligada à Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006). Porte para uso pessoal não é considerado crime com prisão, mas pode gerar abordagem policial, registro, advertência e comparecimento ao juiz. Pode trazer uma quantidade grande de problemas. E na prática, a distinção entre usuário e traficante nem sempre é clara.
  • Você não sabe nem o que está consumindo. Diferente de um remédio, não existe controle de qualidade. Pode ter concentração muito alta de THC, pode estar misturada a outras substâncias e ter até contaminação com bactérias, etc. Ou seja: você nunca sabe exatamente o que está entrando no seu corpo.

Se você está atrás de boas emoções, vá praticar esportes. Ao se exercitar, seu corpo libera endorfinas (causam sensação de bem-estar e redução da dor), dopamina (origina recompensa e motivação), serotonina (gera melhora do humor). É um prazer progressivo e duradouro, diferentemente do prazer artificial do uso da maconha e sem os efeitos deletérios mencionados acima.

Nem todo prazer vale o preço que cobra depois. Você não precisa de química para ser quem você pode ser.

 

Relatora:

Tania Zamataro
Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Todo mundo usa https://spsp.org.br/todo-mundo-usa/ Tue, 24 Mar 2026 18:54:54 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55552 ]]>

É muito comum ouvirmos dos jovens que atendemos que todo mundo bebe e todo mundo usa drogas. Talvez naquele grupo que o jovem frequenta a maioria possa ser usuária, mas analisando os dados do LENAD III – UNIFESP, colhidos em 2023 e publicados recentemente, percebe-se que a coisa não é bem como o jovem coloca.

Em relação à bebida alcoólica, 48,8% da população brasileira com mais de 14 anos nunca bebeu, 57,5% não consumiu álcool no último ano e 69,9% não bebeu nada no último mês. Em relação aos adolescentes, apenas 25,8% dos homens e 29,5% das mulheres consumiram álcool na vida; 16,7% e 21,6% no último ano e 12,4% e 8,5% no último mês.

O grande problema, fora a iniciação precoce, é que dos que bebem na população adulta, 35,7% dos homens e 26,8% das mulheres o fazem em BINGE, ou seja, um consumo excessivo e descontrolado (4 ou 5 doses em 2 horas). Não é alcoólico só aquele que bebe todo ou quase todo dia (5,6%), mas também aquele que bebe em binge, ou aquele que tem um consumo pesado episódico (6 ou mais doses em uma única ocasião).

Levando-se em conta que o jovem diz que “todos bebem”, o mesmo ocorre com as outras drogas: Não é todo mundo que usa álcool ou outras drogas, aliás, de longe, a maioria não usa. Os dados do LENAD III mostram que 6,2% da população masculina adolescente usou cannabis na vida. Comparado com 2012, houve um aumento de 1,5%, sendo que a novidade é que as mulheres estão usando mais do que os homens (4,6% p 7,9%). No último ano, apenas 3,4% (2,3% homens e 4,6% mulheres). Os sintomas neuropsiquiátricos autorrelatados associados ao uso de cannabis em usuários de 14 anos foram:

 


 

Ou seja, 85% da população com 14 anos ou mais nunca usou. Dos usuários, um terço continuou usando (6%), e destes, mais de um terço desenvolve dependência.

Dos usuários, de 30% a 40% pode ter distúrbios ou transtornos relacionados à droga, pois os estudos mostram que os dados são maiores do que a autopercepção.

Em relação à cocaína, os dados são menos prevalentes, mas não deixam de ser assustadores: 94,6% da população brasileira nunca experimentou, mas destes que utilizaram alguma vez, um terço seguiu usando e a maioria desenvolveu dependência. Portanto, não é todo mundo que usa; o consumo entre adolescentes está caindo.

A pergunta que se deve fazer AO JOVEM é: “Vale a pena correr o risco?” Se você pertence a um grupo onde “todo mundo bebe”, você está num grupo errado, pois “a maioria não bebe”. Isto vale para todas as drogas.

 

Relator:
João Paulo Becker Lotufo
Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Alerta aos pais, familiares e adolescentes: cigarros eletrônicos (vapes e pods) não são inofensivos https://spsp.org.br/alerta-aos-pais-familiares-e-adolescentes-cigarros-eletronicos-vapes-e-pods-nao-sao-inofensivos/ Wed, 11 Mar 2026 18:52:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55414 Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo]]>

Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo preocupante: a forte dependência de nicotina que esses dispositivos causam. Há adolescentes que já não conseguem assistir a uma aula inteira sem sair da sala para “vaporizar”, ou que usam escondido no fundo da classe, já que a fumaça quase não tem cheiro. Muitos dizem que não fumam – apenas “vaporizam”. Mas o efeito no corpo é real e perigoso.

Esses aparelhos contêm altas doses de nicotina, uma substância que causa vício rapidamente, além de diversos produtos químicos tóxicos que prejudicam os pulmões, o coração e o cérebro – especialmente em crianças e adolescentes, que ainda estão em desenvolvimento.

Quem usa vape pode ter de cinco a seis vezes mais nicotina no sangue do que quem fuma o cigarro tradicional. Com isso, a dependência é maior e parar se torna muito mais difícil.

Esse fenômeno não é por acaso. Existe um marketing bem planejado de uma indústria que aumentou a concentração de nicotina e criou sabores doces e agradáveis para atrair cada vez mais jovens, formando consumidores por muitos anos. Os sabores de frutas, menta e doces facilitam o início do uso e passam a falsa ideia de algo inofensivo. É importante reforçar: vape não é vapor de água! É um aerossol cheio de substâncias prejudiciais, incluindo metais pesados, produtos cancerígenos e compostos que podem causar inflamações graves nos pulmões.

Esses dispositivos foram divulgados como uma alternativa “menos prejudicial”, mas já se sabe que podem causar doenças pulmonares graves e precoces, tão sérias quanto problemas conhecidos, como o enfisema. Além disso, muitas informações falsas circulam nas redes sociais, minimizando os riscos e incentivando o uso entre adolescentes.

Outro ponto preocupante é quando adultos acabam normalizando o consumo – seja usando vape junto com os filhos ou tratando isso como algo sem perigo. O exemplo dentro de casa tem enorme influência.

Estudos mostram que:
 • Quando os pais fumam, cerca de metade dos filhos tende a repetir o hábito
 • Quando os pais não fumam, esse número cai muito
 O mesmo acontece com o consumo de álcool.

Ou seja, o comportamento da família faz grande diferença.

É verdade que nem todas as pessoas que fumam terão doenças graves, mas o risco existe – e aumenta muito quando há histórico familiar de câncer ou problemas respiratórios. O tabagismo pode multiplicar essas chances.

Muitos jovens começam por curiosidade com amigos, às vezes aos 12 ou 13 anos, e quando os pais percebem, o uso já se tornou diário.

O consumo começa cada vez mais cedo e traz riscos reais à saúde.

Vale a pena correr esse risco?

Cuidar hoje é proteger o futuro.

 

Relatores:

Marina Buarque de Almeida
João Paulo Lotufo
Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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