Prevenção da Sífilis – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 23 Oct 2025 17:22:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Prevenção da Sífilis – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Encontro com Especialista – Prevenindo a Sífilis Congênita: Uma Análise do Cenário Atual e das Melhores Práticas – Outubro Verde https://spsp.org.br/encontro-com-especialista-prevenindo-a-sifilis-congenita-uma-analise-do-cenario-atual-e-das-melhores-praticas-outubro-verde/ Tue, 21 Oct 2025 09:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53119 Realizado: 21 de outubro de 2025 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP Coordenação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck Público-alvo: Médicos Pediatras e profissionais da saúde com interesse no tema Objetivo: Conhecer a situação atual da sífilis na gestante e da sífilis congênita no Estado de São Paulo e discutir as dúvidas trazidas pela plateia. Programação 19h30 – 21h30 – Mesa Redonda – Prevenindo a Sífilis Congênita: Uma Análise do Cenário Atual e das Melhores Práticas Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin Palestrante: Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues Plantão de dúvidas do público pelo chat Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues, Dra. Maria Regina Bentlin, Dra. Heloisa Helena De Souza Marques – Dra. Carmen Silvia Bruniera DominguesMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSPMédica Pediatra EpidemiologistaCoordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP Dra. Maria Regina BentlinMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSPPediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Dra. Heloisa Helena De Souza MarquesMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSPChefe da unidade de Infectologia do Instituto da Criança e Adolescente do HC FMUSP Dra. Lilian dos Santos Rodrigues SadeckCoordenadora do GT Prevenção e tratamento da sífilis congênita SPSPPrimeira Secretária da SPSPPediatra e Neonatologista pela FMUSP]]>

Realizado: 21 de outubro de 2025

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP

Coordenação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck

Público-alvo: Médicos Pediatras e profissionais da saúde com interesse no tema

Objetivo: Conhecer a situação atual da sífilis na gestante e da sífilis congênita no Estado de São Paulo e discutir as dúvidas trazidas pela plateia.

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa Redonda – Prevenindo a Sífilis Congênita: Uma Análise do Cenário Atual e das Melhores Práticas
Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin
Palestrante: Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues
Plantão de dúvidas do público pelo chat
Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues, Dra. Maria Regina Bentlin, Dra. Heloisa Helena De Souza Marques

Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSP
Médica Pediatra Epidemiologista
Coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP

Dra. Maria Regina Bentlin
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSP
Pediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

Dra. Heloisa Helena De Souza Marques
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSP
Chefe da unidade de Infectologia do Instituto da Criança e Adolescente do HC FMUSP

Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do GT Prevenção e tratamento da sífilis congênita SPSP
Primeira Secretária da SPSP
Pediatra e Neonatologista pela FMUSP

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Sífilis na gestante e sífilis congênita: a urgência da prevenção materno-fetal https://spsp.org.br/sifilis-na-gestante-e-sifilis-congenita-a-urgencia-da-prevencao-materno-fetal/ Sat, 18 Oct 2025 12:04:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53680 A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento]]>

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento simples e eficaz (geralmente com penicilina), sua presença durante a gestação representa um grave risco para a saúde do bebê, podendo levar à sífilis congênita.

 Sífilis na gestante: um risco silencioso

Quando a sífilis afeta a gestante, a bactéria pode atravessar a placenta em qualquer fase da gravidez e infectar o feto. Muitas vezes, a sífilis materna pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves (como feridas ou manchas na pele, que desaparecem sozinhas), levando a gestante a desconhecer a infecção. Isso torna o rastreamento pré-natal uma etapa crucial.

As consequências da sífilis não tratada na gestação são sérias e incluem:

  • Abortamento espontâneo ou natimorto (morte fetal).
  • Parto prematuro.
  • Hidropsia fetal (acúmulo de líquido em vários órgãos do feto).

 

Sífilis congênita: as consequências para o bebê

A sífilis congênita ocorre quando o bebê é infectado pela mãe durante a gestação. A doença pode se manifestar de diversas formas e em diferentes momentos após o nascimento.

Em alguns casos, o bebê pode nascer sem sinais visíveis da doença. No entanto, sem tratamento adequado, a sífilis congênita pode causar lesões graves e irreversíveis, como:

  • Problemas ósseos e articulares.
  • Anemia e icterícia (pele e olhos amarelados).
  • Neurossífilis (infecção do sistema nervoso central), podendo causar meningite.
  • Alterações dentárias e oftalmológicas (visão).
  • Surdez ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, manifestando-se anos após o nascimento.

 

A importância crítica da prevenção materno-fetal

A transmissão da sífilis da mãe para o bebê é totalmente evitável. A prevenção reside em três pilares fundamentais: diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento do parceiro.

  1. Diagnóstico oportuno e universal:
    • Toda gestante deve ser testada para sífilis já na primeira consulta do pré-natal.
    • O teste deve ser repetido no segundo e no terceiro trimestres da gestação e, novamente, no momento do parto. O teste rápido, de resultado imediato, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico rápido em qualquer nível de atenção à saúde.
  2. Tratamento imediato e adequado:
    • Uma vez diagnosticada, a gestante deve ser tratada imediatamente com o esquema correto de penicilina benzatina, a única medicação que garante a cura materna e a prevenção da infecção fetal.
    • É imprescindível que o parceiro sexual também seja testado e tratado simultaneamente para evitar a reinfecção da gestante.
  3. Acompanhamento pós-tratamento:
    • A gestante e o parceiro devem ser acompanhados com exames de controle para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a cura.
    • A efetividade do tratamento materno é o fator-chave para que o bebê nasça sem sífilis congênita.

Neste Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, é importante enfatizar que a luta contra a sífilis congênita passa necessariamente pela qualidade da assistência pré-natal. Garantir que todas as gestantes sejam testadas, tratadas de forma completa e imediata, juntamente com o tratamento de seus parceiros, é a estratégia mais eficaz para que os bebês nasçam saudáveis e livres das consequências devastadoras dessa doença.

 

Relatora:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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Jornal de Araraquara – Campanha Outubro Verde da SPSP visa combater a sífilis congênita no Brasil, com SPSP https://spsp.org.br/jornal-de-araraquara-campanha-outubro-verde-da-spsp-visa-combater-a-sifilis-congenita-no-brasil-com-spsp/ Wed, 01 Oct 2025 12:41:41 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53691 Veículo: Jornal de Araraquara

Data: 01/10/2025

A campanha Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, com o objetivo de chamar a atenção da população e dos profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante, foi divulgada pelo Jornal de Araraquara. Segundo Lilian Sadeck, coordenadora do Grupo de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP e da campanha, apesar dos inúmeros esforços conjuntos de diversos profissionais de saúde, a doença ainda é muito prevalente em nosso meio. Conforme explica Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, ao se prevenir a transmissão da doença ao bebê, graves complicações que a criança poderá apresentar serão evitadas, bem como o risco de óbito.

Leia mais: https://jornaldeararaquara.com.br/campanha-outubro-verde-da-spsp-visa-combater-a-sifilis-congenita-no-brasil/

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Sífilis congênita: um desafio à saúde pública https://spsp.org.br/sifilis-congenita-um-desafio-a-saude-publica/ Sat, 19 Oct 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48529 A sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa transmissão pode ocorrer ]]>

A sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa transmissão pode ocorrer em qualquer período da gravidez e se não tratada de forma correta pode levar a sérias complicações, incluindo aborto, morte fetal, nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e problemas de saúde em longo prazo, como surdez, alterações visuais e atraso no desenvolvimento.

A sífilis congênita é considerada um grave problema de saúde pública por todas essas complicações que ela pode ocasionar à criança, e por ser uma doença evitável, mas que infelizmente vem num aumento crescente do número de casos no nosso país.

Esse fato alerta para a necessidade de estratégias contínuas de prevenção, e neste sentido, desde 2016, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), em parceria com o Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo, promove a Campanha do “Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita”.

Em 2017, foi sancionada a Lei nº 13.430, de 31 de março, instituindo o “Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita”, comemorado no terceiro sábado do mês de outubro. Essas iniciativas têm por objetivo alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante, pois essa é a melhor forma de prevenir que a doença seja transmitida ao recém-nascido.

Um dos principais desafios no combate à sífilis congênita é a falta de acesso a serviços de saúde adequados. Muitas gestantes não realizam o pré-natal, ou não fazem os testes necessários para detectar a sífilis, ou quando fazem o teste, acabam demorando para receber o resultado e consequentemente atrasando o tratamento. O diagnóstico precoce da sífilis na gestante é crucial, pois quando a infecção é identificada e tratada no início da gestação, o risco de transmissão ao bebê é drasticamente reduzido.

Por isso a testagem para sífilis deve ser realizada no início do pré-natal, no meio da gestação e no momento do parto. O tratamento da gestante é realizado com a administração de penicilina, que é altamente eficaz e pode evitar a transmissão da infecção ao feto. Entretanto, é importante a gestante saber que se ela tratar, mas não houver o tratamento das suas parcerias sexuais, ela pode se reinfectar e transmitir a doença para o bebê. É vital que as mulheres em idade fértil e as gestantes sejam informadas sobre a importância do pré-natal, dos exames de sífilis e do tratamento correto da doença para protegerem seus filhos.

Também é necessário que o bebê da mãe que apresentou sífilis na gestação seja testado ao nascer, para ver se ele tem a doença ou não, pois muitas vezes a doença é traiçoeira e o bebê pode nascer inicialmente sem sinais ou sintomas e vir a desenvolver a doença e suas complicações mais tardiamente.

O tratamento do bebê também é feito com penicilina; o tipo da penicilina a ser utilizada vai depender da clínica do bebê e dos resultados dos exames realizados, que podem incluir hemograma, raio X de ossos longos, exame do liquor, entre outros.

Após a alta da maternidade, todos os bebês de mães que tiveram sífilis na gravidez, independente de terem recebido ou não o tratamento, precisam de seguimento pediátrico, para as mães acompanharem o desenvolvimento da criança, repetirem a testagem para sífilis para ter certeza de que estão protegidos da doença e para fazerem outros exames sempre que necessário, incluindo a avaliação da visão e da audição.

A eliminação da sífilis congênita é um desafio porque requer um trabalho conjunto, que vai desde a conscientização das mulheres em idade fértil e gestantes, das suas parcerias sexuais, da realização de um pré-natal de fato adequado, da qualificação constante de profissionais de saúde, da participação ativa da rede de atenção básica no seguimento da gestante e da criança, da atuação das sociedades de classe, da participação de gestores no sentido de priorizarem políticas públicas e linhas de cuidado. Somente desta forma, integrada e consciente, é que conseguiremos modificar o cenário da sífilis congênita no nosso país.

 

Relatoras:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Maria Regina Bentlin
Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Encontro com o Especialista – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação – Outubro Verde https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-o-desafio-da-sifilis-congenita-e-sua-eliminacao-outubro-verde/ Thu, 17 Oct 2024 15:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47930 No dia 17 de outubro, aconteceu o Encontro com o Especialista – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, uma ação pela campanha Outubro Verde. O evento foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, para discutir a situação atual da sífilis na gestante e a sífilis congênita no Estado de São Paulo, além de abordar as dúvidas mais frequentes dos participantes. Tendo como público-alvo médicos pediatras, residentes de pediatria e profissionais da saúde, o Encontro foi coordenado por Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Maria Regina Bentlin, respectivamente coordenadora e vice-coordenadora do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, que moderaram a atividade, e contou também com a participação de Carmen Silvia Bruniera Domingues, coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP e membro do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP. Após a abertura do evento, proferida por Lilian Rodrigues Sadeck, a palestra realizada abordou o tema Avanços e desafios no combate à sífilis congênita. Na sequência, as médicas participaram do plantão de dúvidas do público, que contou com 30 pessoas. – – Programação 19h30 – 21h00 – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin 19h30 – 19h40 – AberturaDra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck 19h40 – 20h15 – Avanços e desafios no combate à sífilis congênitaDra. Carmen Silvia Bruniera Domingues 20h15 – 21h00 – Discussão – Plantão de dúvidas Dra Maria Regina Bentlin, Dra Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues – Dra. Lilian dos Santos Rodrigues SadeckCoordenadora do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSPPediatra e Neonatologista pela FMUSP Dra. Maria Regina BentlinMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSPPediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Dra. Carmen Silvia Bruniera DominguesMédica Pediatra EpidemiologistaCoordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP]]>

No dia 17 de outubro, aconteceu o Encontro com o Especialista – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, uma ação pela campanha Outubro Verde. O evento foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, para discutir a situação atual da sífilis na gestante e a sífilis congênita no Estado de São Paulo, além de abordar as dúvidas mais frequentes dos participantes.

Tendo como público-alvo médicos pediatras, residentes de pediatria e profissionais da saúde, o Encontro foi coordenado por Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Maria Regina Bentlin, respectivamente coordenadora e vice-coordenadora do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, que moderaram a atividade, e contou também com a participação de Carmen Silvia Bruniera Domingues, coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP e membro do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP.

Após a abertura do evento, proferida por Lilian Rodrigues Sadeck, a palestra realizada abordou o tema Avanços e desafios no combate à sífilis congênita. Na sequência, as médicas participaram do plantão de dúvidas do público, que contou com 30 pessoas.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

 

Programação
19h30 – 21h00 – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação
Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin
19h30 – 19h40 – Abertura
Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
19h40 – 20h15 – Avanços e desafios no combate à sífilis congênita
Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
20h15 – 21h00 – Discussão – Plantão de dúvidas
Dra Maria Regina Bentlin, Dra Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues

Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Pediatra e Neonatologista pela FMUSP

Dra. Maria Regina Bentlin
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Pediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
Médica Pediatra Epidemiologista
Coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP

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Gazeta da Semana – Mês do Combate à Sífilis Congênita, com SPSP https://spsp.org.br/gazeta-da-semana-mes-do-combate-a-sifilis-congenita-com-spsp/ Fri, 06 Oct 2023 16:20:43 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39727 Veículo: Jornal Gazeta da Semana

Data: 06/10/2023

O jornal Gazeta da Semana divulgou a campanha promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita, que visa chamar a atenção da população para a importância do diagnóstico e do tratamento da sífilis congênita na gestante – a melhor forma de prevenir ou tratar a doença. Lilian dos Santos Sadeck, coordenadora da campanha, enfatiza que quando a prevenção durante a gestação não é feita, o diagnóstico e o tratamento da sífilis devem ser feitos logo após o nascimento do bebê, para evitar complicações. Claudio Barsanti, coordenador das Campanha da SPSP, diz que a campanha Outubro Verde tem sido muito importante para alertar a população, uma vez que os números de sífilis congênita no país e no mundo são alarmantes. e preocupantes.

Leia mais: https://gazetadasemana.com.br/noticia/137037/campanha-outubro-verde

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Encontro com o Especialista – Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita – Outubro Verde https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-prevencao-e-tratamento-da-sifilis-congenita-outubro-verde-zoom/ Tue, 18 Oct 2022 11:06:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34512 No dia 18 de outubro, aconteceu o Encontro com o Especialista – Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênitaao vivo com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, uma ação pela campanha Outubro Verde. O evento foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção à Sífilis Congênita da SPSP, tendo por objetivo atualizar os pediatras sobre a situação da sífilis em gestantes e a sífilis congênita no Estado de São Paulo, além do impacto das estratégias implantadas nos últimos anos.

Coordenado por Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, coordenadora do GT de Prevenção à Sífilis Congênita e da Diretoria de Cursos e Eventos da SPSP, o Encontro contou com a participação de Maria Regina Bentlin e Carmen Silvia Bruniera Domingues, ambas membros do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

                                                                           Programação

Encontro com Especialista – Campanha Outubro Verde
Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita
Coordenadoras: Dra Lilian dos S. R. Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin
Abertura
Dra. Lilian dos S. R. Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin
Situação da Sífilis Congênita no Estado de São Paulo
Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
Discussão e perguntas

Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do Grupo de Trabalho Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita” da SPSP
1ª Secretária da SPSP
Coordenadora da Diretoria de Cursos e Eventos da SPSP

Dra.  Maria Regina Bentlin
Vice-Coordenadora do Grupo de Trabalho Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
Coordenadora das Ações para Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis – Programa Estadual de IST/Aids – CRT-IST/Aids – Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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 Dia 17 de agosto é o Dia do Amor https://spsp.org.br/dia-17-de-agosto-e-o-dia-do-amor/ Wed, 17 Aug 2022 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33819 ]]>

Todo amor é especial, mas nenhum é tão único quanto o amor de mãe! Quando começa o amor? Pode ser antes da primeira vista?

Antes mesmo do nascimento, os pais e mães geralmente são invadidos por uma grande mistura de emoções e ansiedades, sentimentos que realmente dão o tom da futura relação com o filho. Durante a gestação ocorre a primeira etapa da vinculação, caracterizada pelas representações do bebê imaginário, o qual corresponde às fantasias e os desejos dos pais. Durante esse período, a vinculação é construída através do anúncio da gravidez, a primeira ultrassonografia obstétrica, a audição dos batimentos cardíacos e a percepção dos movimentos do bebê. Desde a concepção, mães e bebês compartilham um sistema intrincado de relações, que se organizam e se modificam por meio do fluxo da evolução e de eventos que estão relacionados ao desenvolvimento do binômio.

 

Amor de mãe é tão forte, que mesmo o cordão umbilical tendo sido cortado, ela sentirá como se não tivesse sido. Há um cordão divino unindo-a ao filho!

A segunda fase de desenvolvimento da vinculação e do amor ocorre no parto e pós-parto imediato, sendo influenciada pelo trabalho de parto e pelo encontro com o bebê real, o qual é possível ver, tocar e ouvir. Destaca-se que a experiência positiva do parto pode ser um facilitador da ligação mãe-bebê.

A última fase é a vinculação pós-natal, estabelecida através da capacidade da mãe em responder às necessidades do seu filho e do feedback deste ser satisfatório para ela. O puerpério começa entre uma a duas horas após a saída da placenta e tem seu fim indeterminado, uma vez que enquanto a mulher amamentar ela vai continuar sofrendo alterações em seu corpo e mente.

Em relação às questões psicológicas, o puerpério é o período mais crítico do ciclo gravídico-puerperal, pois é nesse momento que as fantasias se confrontam com a realidade e o casal finalmente encontra-se diante da maternidade e da paternidade.

O nascimento de um bebê modifica a vida do casal, e particularmente a da mãe. A resposta da mãe às diferentes mudanças que ocorrem nesse período é influenciada por aspectos individuais e ambientais, enfatizando-se o apoio que ela recebe do seu círculo social mais próximo, especialmente do pai do bebê. A disponibilidade de apoio social favorece uma maternagem responsiva, especialmente em situações estressantes, facilitando a construção de um apego seguro entre mãe-bebê e afetando diretamente a criança por meio do contato dela com os integrantes da rede de apoio.

 

E se não houver amor imediato?

Algumas mães não sentem aquele amor profundo por seus bebês rapidamente, muitas vezes porque apareceram problemas durante a gestação, experiências negativas no momento do parto ou a criança não é exatamente como sonhava. Decepção, estresse e exaustão são fortes o suficiente para dificultar a vinculação e o desenvolvimento dos laços afetivos. Mas felizmente esses efeitos não são para sempre e podem ser minimizados com o apoio do pai, da família e da equipe de profissionais que atende ao binômio.

É fundamental que a mãe possa ter contato próximo com o seu bebê, o mais cedo possível. Mesmo que não possa ficar bem grudadinha com ele desde o início, já irá criar laços de amor, que irá crescer com o tempo. Se o bebê nasceu prematuro ou com algum problema de saúde, a mãe deve ser incentivada a estar com ele sempre que possível. Pesquisas recentes apontaram que o contato pele a pele dos pais é um dos melhores tratamentos para o bebê, especialmente os prematuros. E vale dizer que o toque do papai é tão tranquilizador quanto o da mamãe nesses casos.

Após essa fase inicial turbulenta, se a mãe se sentir apoiada e segura, o amor irá surgir e se desenvolver nos primeiros meses de vida, pois a vinculação materna é descrita como um processo gradual de envolvimento afetivo entre ambos, que se estabelece também na dependência do desenvolvimento de certas competências por parte do bebê, por meio do qual o bebê participa na ligação afetiva que a mãe vai ter com ele. O comportamento do bebê interfere na vinculação materna, ressaltando-se, então, que este não é um processo de mão única. Além disso, a relação inicial entre a mãe e seu filho caracteriza-se por ser pouco estruturada, com o predomínio de uma comunicação não verbal, sendo intensamente emocional e mobilizadora. Nesse sentido, mãe e bebê desenvolvem um padrão de relação muito particular, no qual se afetam reciprocamente.

 

O amor de mãe é um amor que se desenvolve e cresce de forma absoluta, única, constante e consegue atravessar a vida, se duvidar até a morte!

É importante lembrar que o amor, por qualquer pessoa nova em nossa vida, cresce com o tempo. O bebê vai aprender a gostar muito de quem o segurar no desespero do choro ou que o alimenta na hora da fome. Ele vai sentir sua falta nos momentos de ausência e vibrar de alegria quando você estiver por perto. Isso pode até não ser “amor” segundo a definição dos adultos, mas é um dos sentimentos mais fortes que os bebês conhecem.

É impossível “estragar” um bebê com amor, atenção e afeto. Quando se conforta um filho, o que ocorre na realidade é a construção de uma base de confiança que vai durar a vida toda.

 

Relatora:
Lilian dos Santos R. Sadeck
1ª Secretária da Diretoria Executiva da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

 

Foto: @senivpetro/br.freepik.com

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Campanha Outubro Verde: para eliminação da sífilis congênita https://spsp.org.br/campanha-outubro-verde-para-eliminacao-da-sifilis-congenita/ Fri, 29 Oct 2021 16:00:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30292 A sífilis congênita é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. O bebê se infecta pela bactéria ainda na vida intrauterina, quando a mãe com sífilis não é diagnosticada.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 29/10/2021


Um grande problema de saúde pública que deve ser enfrentado!

O que é sífilis congênita?

A sífilis congênita é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. O bebê se infecta pela bactéria ainda na vida intrauterina, quando a mãe com sífilis não é diagnosticada ou não é tratada adequadamente.

Como ocorre a transmissão da sífilis congênita?

A transmissão ocorre pela passagem do Treponema pallidum da mãe para o feto, através da placenta. A taxa de transmissão, no caso da gestante não tratada, pode variar de 10-70%, dependendo da fase da doença que a gestante está. Quanto menor o tempo que ela adquiriu a bactéria, maior será a taxa de transmissão.

Como prevenir a sífilis congênita?

A prevenção pode ser feita com o tratamento adequado da gestante. O difícil é saber se a mãe tem ou não sífilis. Muitas gestantes não sabem que estão com a doença, pois, na maioria das vezes, não apresentam nenhum sinal ou sintoma. Portanto, todas as gestantes devem coletar exame de sangue para sífilis, durante o pré-natal no 1º trimestre e, se possível, no 2º e 3º trimestres de gestação.

Se confirmar a sífilis na gestante, seu tratamento e do parceiro devem ser iniciados o mais rápido possível, com injeção de penicilina. O antibiótico deve ser aplicado no serviço de saúde onde ela faz o pré-natal. Depois, a gestante deverá repetir mensalmente o exame, para avaliar se está curada.

Quando a mãe é tratada adequadamente durante a gestação, especialmente quando iniciou a medicação antes do último mês de gravidez, está prevenindo ou diminuindo o risco do seu filho nascer com sífilis congênita.

Quais os sinais e sintomas do bebê com sífilis congênita?

Os sinais mais frequentes ao nascimento são:

  • Prematuridade
  • Baixo peso
  • Manchas brancas e vermelhas com descamação da pele
  • Descamação das palmas das mãos e plantas dos pés
  • Aumento do fígado e do baço
  • Icterícia
  • Inchaço
  • Rinite mucosanguinolenta
  • Anemia
  • Petéquias (diminuição de plaquetas)
  • Problemas respiratórios, podendo haver pneumonia

Geralmente, essas alterações desaparecem após o tratamento adequado. No entanto, alguns bebês podem apresentar quadros mais graves, com risco de morrer.

É importante salientar que mais de 50% dos bebês irão nascer assintomáticos, evoluindo silenciosamente, com o aparecimento de lesões tardias, muitas vezes irreversíveis mesmo com o tratamento adequado. Estas alterações podem aparecer por volta dos dois anos de idade, afetando o sistema nervoso e se manifestando com retardo mental, convulsões, alterações ósseas, dos dentes superiores, da visão e da audição.

Como saber se o bebê tem sífilis congênita?

Quando o bebê nasce com os sinais descritos acima, deve-se suspeitar de sífilis congênita. Para confirmar o diagnóstico, será necessário coletar exames laboratoriais tanto da mãe, quanto do recém-nascido. O problema é que muitos bebês podem nascer sem sintomas. Nesses casos, o diagnóstico só poderá ser feito através da coleta de exame de sangue do binômio mãe-bebê. Para tentar detectar todos os recém-nascidos com sífilis congênita, na maternidade deve ser coletado exame de sangue para sífilis da mãe e do bebê, cujo resultado deve sair antes da alta hospitalar.

Como tratar o bebê com sífilis congênita?

O tratamento do bebê varia de acordo com o risco de infecção e do comprometimento do sistema nervoso. Será feito com penicilina aplicada na veia ou no músculo, geralmente por 10 dias. O bebê será acompanhado, após a alta hospitalar, com retornos mensais com o pediatra. Serão realizados exames de sangue seriados e avalição do sistema nervoso, da visão e da audição, até os dois anos de idade, para confirmar o tratamento e garantir que não evolua com lesões permanentes.

Para enfrentarmos esse grande desafio, que é a eliminação da sífilis congênita, são necessários a conscientização e o envolvimento dos profissionais da saúde, das gestantes e seus familiares. A gestante deve realizar todos os exames solicitados desde o 1º trimestre e, caso tenha sífilis, fazer o tratamento correto. Essa medida poderá prevenir a doença no seu filho.

Venha fazer parte dessa campanha – Outubro verde!

Relatora:
Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora da Campanha Outubro Verde: combate à sífilis congênita – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: andrew lozovyi | depositphotos.com

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Portal Hospitais Brasil – Sífilis congênita: um grande desafio aos pediatras, com SPSP https://spsp.org.br/portal-hospitais-brasil-sifilis-congenita-um-grande-desafio-aos-pediatras-com-spsp/ Mon, 04 Oct 2021 18:10:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30048 Veículo: Portal Hospitais Brasil

Data: 04/10/2021

O portal Hospitais Brasil divulgou a campanha promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo Outubro Verde: Combate à sífilis congênita, cujo objetivo é discutir a situação da doença no Estado de São Paulo (e no Brasil), devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical, representando um enorme desafio aos pediatras. O texto traz depoimentos de Lilian Rodrigues Sadeck, coordenadora da campanha e do Grupo de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, e Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP.

Leia mais: https://portalhospitaisbrasil.com.br/sifilis-congenita-um-grande-desafio-aos-pediatras/

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