Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 22 Sep 2025 11:48:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Por que ter um dia para chamar a atenção sobre a saúde de adolescentes e jovens? https://spsp.org.br/por-que-ter-um-dia-para-chamar-a-atencao-sobre-a-saude-de-adolescentes-e-jovens/ Mon, 22 Sep 2025 11:44:38 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53260 O Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, comemorado em 22 de setembro, serve para reforçar a necessidade de atenção especial]]>

O Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, comemorado em 22 de setembro, serve para reforçar a necessidade de atenção especial às pessoas desse grupo populacional, que engloba a adolescência (10 a 19 anos e 11 meses) e juventude (15 a 24 anos).

A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, cognitivas, emocionais e sociais. É um período delicado da vida, em que mudanças hormonais, busca por identidade, influências de amigos e descobertas de novas responsabilidades podem gerar inseguranças, afetando a saúde mental e aumentando a exposição a situações de risco. Além disso, é uma oportunidade para orientar e corrigir hábitos adquiridos na infância, como padrões alimentares inadequados, sedentarismo, excesso de tempo diante de telas, dificuldades relacionadas ao sono e habilidades sociais. É na juventude que se inicia a prática de todo aprendizado dos anos anteriores, o exercício da autonomia e do autocuidado.

Como ensinar adolescentes e jovens a cuidarem de sua saúde?

Para formar adultos saudáveis e autônomos é preciso que exista uma rede de apoio, composta por famílias, escolas e profissionais de saúde. Quando essa rede atua de forma articulada, o adolescente encontra suporte para enfrentar dilemas, buscar ajuda diante de dificuldades e adotar hábitos que favoreçam um futuro mais saudável. Quando se sentem ouvidos e apoiados, os adolescentes tornam-se capazes de tomar boas decisões e construir projetos de vida.

Crescer em ambiente com diálogo aberto, escuta e ausência de julgamentos facilita ao adolescente tirar dúvidas e falar sobre medos e dificuldades. Conversas sobre autocuidado, respeito ao corpo, privacidade e sexualidade contribuem para escolhas mais seguras. O convívio familiar abre oportunidades de conversas, fortalece vínculos e exerce um fator protetor para o envolvimento em comportamentos de risco. Pais e responsáveis precisam ficar atentos a mudanças bruscas de condutas, como isolamento social, queda no rendimento escolar, alterações no sono ou alimentação, entre outras, pois são sinais que podem indicar sofrimento emocional e, quando percebidos, eles devem buscar ajuda profissional.

As escolas, além de serem locais para o aprendizado acadêmico, podem ser espaços de promoção de saúde e bem-estar. Incentivar rodas de conversa sobre saúde física e mental, sexualidade, prevenção de violência e projetos de vida permite aos alunos acesso à informação de qualidade e esclarece mitos. A instituição deve oferecer um ambiente acolhedor, onde estudantes sintam-se seguros para fazer perguntas, expressar sentimentos e procurar apoio sem medo de julgamento ou punição. É fundamental que exista um posicionamento antibullying, com políticas que incluam normas explícitas de convivência, com canais de escuta e denúncia, acompanhamento psicológico quando necessário e ações educativas contínuas. Quando a escola assume postura firme e transmite a mensagem de que violência e discriminação não são permitidas, fortalece vínculos e previne problemas de saúde emocional que poderiam causar impactos até a vida adulta.

Profissionais de saúde precisam adotar uma abordagem centrada no indivíduo, considerando suas necessidades, seus direitos e sua autonomia crescente. O atendimento deve ser feito com respeito, sigilo e empatia, favorecendo o vínculo de confiança. Adolescentes têm o direito de serem atendidos desacompanhados, desde que apresentem condições de compreender o que lhes é explicado e, mesmo quando acompanhados, é desejável que tenham um momento de privacidade, para que possam tirar dúvidas e receber orientações baseadas em suas vivências. O desenvolvimento da autonomia nos cuidados em saúde deve começar nessa fase da vida.

Fase de transição para a vida adulta

No fim da adolescência e início da juventude ocorre a finalização da escola, a entrada na faculdade, ingresso no mercado de trabalho e às vezes a saída de casa. É o início da vida adulta, com menos dependência da família. A liberdade adquirida nesse momento de vida é tentadora, sendo comum que se priorizem as festas, relacionamentos amorosos e saídas com amigos, em detrimento dos cuidados em saúde. O preparo para esse momento deve ser construído gradativamente no decorrer da adolescência, focando no desenvolvimento de autonomia com responsabilidade. Aprender a marcar consultas, compreender receitas, gerenciar as medicações, reconhecer sinais de alerta e saber onde buscar ajuda são competências tão importantes quanto aprender a administrar finanças e um lar. Quando esse treinamento não é feito, pode resultar em abandono das visitas médicas e de tratamentos, com grande impacto na saúde, principalmente naqueles com doenças crônicas e que necessitam de cuidados contínuos.

Com a atuação conjunta da família, escola e profissionais de saúde que ofereçam informações de qualidade, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento seguro, criam-se condições para que adolescentes e jovens façam escolhas conscientes, enfrentem desafios com resiliência e tornem-se adultos saudáveis, autônomos e preparados para participar plenamente da vida social e profissional.

 

Relatora:

Andrea Hercowitz
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta da SPSP
Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Direitos da Criança e do Adolescente da SPSP

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Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens https://spsp.org.br/dia-nacional-da-saude-de-adolescentes-e-jovens/ Sun, 22 Sep 2024 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48078 No dia 22 de setembro comemora-se o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. A Organização Mundial da Saúde define a adolescência como a fase da vida entre os 10 e os 19 anos,]]>

No dia 22 de setembro comemora-se o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. A Organização Mundial da Saúde define a adolescência como a fase da vida entre os 10 e os 19 anos, e a juventude, entre os 15 e os 24 anos de idade. São etapas muito peculiares, nas quais ocorrem grandes mudanças físicas, cognitivas, sociais e emocionais, que requerem cuidados de saúde específicos.

Apesar de ser considerado um período de vida saudável, do ponto de vista biológico, com grande ganho de aptidões físicas, paradoxalmente é uma fase de grande vulnerabilidade, determinada por escolhas e comportamentos sociais que têm potencial para afetar o padrão de saúde imediato, e podem, também, repercutir para a vida toda, o que justifica a importância da atenção integral à saúde dos adolescentes e jovens.

O médico precisa entender das transformações biológicas e psicológicas, mas também saber que os ambientes sociais e virtuais desempenham papel fundamental nesses agravos. Na consulta do adolescente, o médico tem vários desafios a enfrentar: saber os direitos que adolescentes e jovens têm, tais como privacidade e confidencialidade; criar vínculo com seu paciente; apresentar-se como um modelo de adulto diferente do que o adolescente tem de seus pais; apoiar seu paciente adolescente nas mudanças físicas e também na busca de uma nova identidade para esse corpo em transformação; avaliar comportamentos de risco psicossociais de seus pacientes e quando identificados os riscos, realizar intervenção breve.

A saúde de adolescentes e jovens é do âmbito da Pediatria, pois geralmente é o pediatra que acompanha esse adolescente desde sua infância, tem o respeito e confiança da família e do paciente, tem a capacitação em desenvolvimento humano. Para atendimento de adolescentes, o médico deve mudar o paradigma da consulta, trazer nova abordagem, centrado mais no paciente do que no(a) cuidador(a) e estar apto para abordar o desenvolvimento sexual, emocional e cognitivo dessa fase da vida.

Entre os principais tópicos a serem avaliados em uma consulta de adolescente estão:

Acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento físico e psicossocial; Educação em saúde;
Saúde sexual e reprodutiva
Saúde mental
Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas
Prevenção e controle de agravos
Promoção da cultura de paz e prevenção de violências

A educação em saúde é importante para ajudar os adolescentes e os jovens a fazerem as melhores escolhas. O fornecimento de informações ao paciente fundamentadas e isentas de julgamentos, têm papel relevante para essa finalidade.  Os dados apresentados nos quadros abaixo salientam a importância da educação em saúde.

Nas faixas de 15 a 29 anos, que abrange adultos jovens, as mortes são devidas a causas externas e à saúde mental e não a doenças orgânicas. No Brasil, o homicídio ocorre em adolescentes e jovens em sua maioria fora do ensino médio e em ações relacionadas ao crime e confrontos policiais.

 

Quadro 1: Principais causas de óbito segundo a faixa etária. Brasil, 2021 *

 

5 a 14

15 a 19

20 a 29

1

Acidentes de transporte

(9,69%)

Agressões

(35,37%)

Agressões

(29,86%)

2

Rest. das doenças do sistema nervoso (8,77%)

Acidentes de transporte

(13,63%)

Acidentes de transporte

(13,86%)

3

Leucemia

(5,61%

Lesões autoprovocadas voluntariamente

 (6,90%)

Rest. algumas doenças infecciosas e parasitárias

(9,89%)

4

Agressões

(5,54%)

Rest. sint, sin e ach anom. Clin. e Laborat. (3,96%)

Lesões autoprovocadas voluntariamente (5,56%)

5

Afogamento e submersões acidentais

(5,01%)

Rest. algumas doenças infecciosas e parasitárias (3,63%)

Rest. sint, sin e ach anorm. Clin. e Laborat.

(4,23%)

6

Rest. algumas doenças infecciosas e parasitárias (4,81%%)

Intervenções legais e operações de guerra (3,14%)

Eventos cuja intenção é indeterminada

(3,07%)

7

Rest. sint, sin e ach anom. Clin. e Laborat. (4,78%)

Eventos cuja intenção é indeterminada (3,04%)

Doenças virais

(2,44%)

8

Neoplasias malignas, meningites, encef. E outras partes do sistema nervoso central (4,58%)

Rest. das doenças do sistema Nervoso

(2,95%)

Intervenções legais e operações de guerra (2,19%)

9

Rest. de neoplasias malignas

(4,46%)

Afogamento e submersões acidentais

(2,79%)

Outras causas externas

(1,77%)

10

Outras causas externas

(4,27%)

Outras causas externas

(1,96%)

Outras doenças cardíacas

(1,59%)

11

Lesões autoprovocadas voluntariamente

 (3,41%)

Rest. de neoplasias malignas

(1,86%)

Rest. de neoplasias malignas

(1,49%)

 

Quadro 2: Percentual de adolescentes de 13 a 17 anos que, alguma vez na vida, experimentaram álcool, cigarro e outras substâncias psicoativas (SPA) **

 

2015

2019

Álcool

61,4%

63,3%

Cigarro

22,9%

22,6%

Ouras SPA

12,0%

13,0%

 

Celebrando esse Dia, gostaríamos de alertar pais, professores e gestores da saúde sobre a importância do atendimento especializado de adolescentes e jovens, tanto no consultório privado como no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os médicos que atendem adolescentes devem ser capacitados para o atendimento integral, voltado para as especificidades dessas faixas etárias, com comunicação adequada e assertiva.

Infelizmente os adolescentes e jovens são invisíveis no sistema de saúde e suas necessidades são negligenciadas. Os gestores de saúde têm a responsabilidade de estabelecer programas de atendimento à saúde de adolescentes e jovens. Este é um direito estabelecido pela Constituição brasileira e corroborado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Enquanto as três principais causas de morte do adolescente e do jovem brasileiro forem causas preveníveis, estamos fracassando como sociedade.

 

Saiba mais:

* Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em 5 de fevereiro de 2024.

** Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PeNSE), publicado em 2019. 

 

Relatoras:
Elizete Prescinotti Andrade
Lilia D’ Souza Li
Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial da Juventude https://spsp.org.br/dia-mundial-da-juventude/ Thu, 30 Mar 2023 17:40:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36713 No dia 30 de março comemora-se o Dia Mundial da Juventude, data marcada para celebrar a contribuição dos jovens na criação da sociedade. São considerados jovens todos aqueles com idade entre]]>

No dia 30 de março comemora-se o Dia Mundial da Juventude, data marcada para celebrar a contribuição dos jovens na criação da sociedade. São considerados jovens todos aqueles com idade entre 15 e 29 anos: pessoas em fase de transição de ciclo de vida, que vivenciam realidades diferentes na busca da constru­ção de sua identidade, autonomia, aprendizagem, profissão, independência financeira, possibilidade de inovação e participação ativa na economia.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 os jovens entre 15 e 29 anos correspondiam a 23% da população brasileira, ou seja, mais de 47 milhões de pessoas.

Apesar de na juventude as pessoas terem menos problemas de saúde do que na infância, esse é um momento delicado. Longe de seus responsáveis, os jovens tendem a priorizar outros aspectos da vida, como amizades, relacionamentos, hobbies e estudos, deixando de lado os cuidados clínicos preventivos. Além disso, podem apresentar dificuldades financeiras, prejudicando o acesso ao transporte e à medicação. A situação torna-se ainda mais grave quando os jovens são portadores de doenças crônicas, pois necessitam de acompanhamento contínuo e muitas vezes frequente.

Países que não investem e não cuidam da saúde de seus jovens têm seu futuro como nação comprometido em curto espaço de tempo. É preciso ensinar-lhes autocuidado e autogestão, assim como estimular que lutem por seus direitos.

No Brasil, a Constituição Federal, o Estatuto da Juventude e outros documentos oficiais, tanto nacionais quanto internacionais nos quais o país é signatário, garantem diversos direitos aos jovens. Infelizmente, nem tudo que está no papel acontece na realidade. São adquiridos, por exemplo, o direito à diversidade e à igualdade de direitos e de oportunidades, independentemente de cor/raça, sexo, gênero e orientação sexual. No entanto, dados oficiais mostram que:

  • Jovens do sexo masculino têm uma taxa de mortalidade 3,5 vezes maior do que jovens do sexo feminino;
  • Jovens do sexo masculino de 20 a 24 anos têm 11 vezes mais chances de sofrerem uma morte violenta se comparados às jovens do sexo feminino na mesma idade;
  • As estatísticas oficiais tendem a invisibilizar a juventude não binária e a indígena.

 

A juventude brasileira sempre precisou de um olhar atento de toda a sociedade no que diz respeito à sua saúde, mas isso tornou-se ainda mais urgente, levando-se em consideração a pandemia do coronavírus, que impactou gravemente a saúde física e mental dos jovens, como descrito no quadro 1.

 

Quadro 1

 

 

Para 29% dos jovens entrevistados, a pandemia piorou muito seu estado emocional e 41% referiram que piorou um pouco. Isso, somado às incertezas e inseguranças dessa fase da vida, levou a um aumento expressivo das taxas de depressão, principalmente entre pessoas de 18 a 24 anos, como pode ser visto no quadro 2.

 

Quadro 2

 

Outro importante marcador em saúde é a gravidez na adolescência. Apesar dos índices estarem, aos poucos, regredindo no Brasil, isso vem acontecendo de forma mais lenta do que nos outros países. Enquanto 46 a cada mil partos no mundo são de meninas entre 15 e 19, em nosso país ela é de 68,4 nascimentos a cada mil partos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

E a educação integrada é vista como uma das melhores ferramentas para a prevenção da gravidez na adolescência; entretanto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a taxa de desistência no ensino médio na rede pública mais do que dobrou entre 2020 (2,3%) e 2021 (5,6%). Segundo pesquisa do IBGE, a faixa etária com maior número de pessoas fora das escolas é justamente a de jovens entre 15 e 17 anos de idade (quadro 3).

 

Quadro 3

 

Ciente das peculiaridades que envolvem a juventude, a Sociedade de Pediatria de São Paulo criou um grupo de estudos voltado para orientar e ajudar pediatras, pais, escola e sociedade no processo de transição dos cuidados da infância e adolescência para a vida adulta.

Promover discussões, elaborar protocolos e advogar em prol dos jovens, são ações que devem ser vistas como prioridades, pois com o crescente envelhecimento da população brasileira, a juventude será segmento estratégico, responsável pela geração de recursos. Para que possam exercer seu papel, os jovens precisam ter as condições necessárias para se desenvolverem de forma saudável, com acesso a todos os direitos garantidos formalmente em nosso país.

A juventude tem o potencial de protagonizar agendas globais e locais de desenvolvimento social, mas, para isso, precisa do apoio de suas famílias, escolas, sociedade, governos e outros parceiros.

 

Saiba mais:

  1. https://juventudesdoagora.com.br/wp-content/uploads/2022/08/doc-atualizado-16-08.pdf
  2. https://atlasdasjuventudes.com.br/
  3. https://www.feac.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Guia-Juventudes-e-os-DSR-Revisao-Julho-2019.pdf

 

Relatoras:
Andrea Hercowitz
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Elizete Prescinotti Andrade
Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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