Z Grupo de Trabalho – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 27 Aug 2026 11:18:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Z Grupo de Trabalho – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Revista Crescer – Movimento que ganhou força entre adolescentes incentiva a busca por uma aparência considerada ideal, com Andrea Hercowitz https://spsp.org.br/revista-crescer-movimento-que-ganhou-forca-entre-adolescentes-incentiva-a-busca-por-uma-aparencia-considerada-ideal-com-andrea-hercowitz/ Thu, 13 Aug 2026 11:15:10 +0000 https://spsp.org.br/?p=58640 Veículo: Revista Crescer

Data: 13/08/2026

A busca por uma aparência considerada ideal acendeu um novo alerta na área da saúde dos adolescentes. Movimento, que usa gírias como “ooksmaxxing”, “mewing” ou “mogging”, ganhou força principalmente entre meninos e pode envolver desde exercícios e dietas até hormônios e práticas sem comprovação científica. Sobre este tema, a revista Crescer entrevistou a hebiatra Andrea Hercowitz, coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta da SPSP. A médica ressaltou que o “mewing”, por exemplo, técnica que promete modificar o formato do rosto ou deixar a mandíbula mais definida, não possui qualquer evidência que comprove modificar a estrutura óssea da face.

Leia mais: https://revistacrescer.globo.com/saude/noticia/2026/08/seu-filho-fala-em-looksmaxxing-mewing-ou-mogging-entenda-por-que-a-tendencia-preocupa-especialistas.ghtml

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Rádio Record – Cuidando da saúde de adolescentes e jovens, com Andrea Hercowitz https://spsp.org.br/radio-record-cuidando-da-saude-de-adolescentes-e-jovens-com-andrea-hercowitz/ Fri, 08 May 2026 14:51:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57288 Veículo: Rádio Record

Data: 08/05/2026

A Rádio Record entrevistou a hebiatra Andrea Hercowitz, coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta
e membro do Departamento de Adolescência da SPSP, para falar sobre como cuidar da saúde de adolescentes e jovens. A médica explicou que as famílias devem ser exemplos para os filhos em relação aos hábitos saudáveis de alimentação, à prática de atividades físicas regulares etc., uma vez que crianças e adolescentes crescem observando seus pais e aprendem com eles seus hábitos de vida, mesmo quando o ensinamento não é verbal, mas sim comportamental. Ela reforça que o que é imposto e não compreendido não será fixado e não terá adesão, mas o que é conversado e explicado tem muito mais chance de aceitação por parte dos jovens.

Ouça a entrevista:

 

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Encontro com Especialista – Prevenindo a Sífilis Congênita: Uma Análise do Cenário Atual e das Melhores Práticas – Outubro Verde https://spsp.org.br/encontro-com-especialista-prevenindo-a-sifilis-congenita-uma-analise-do-cenario-atual-e-das-melhores-praticas-outubro-verde/ Tue, 21 Oct 2025 09:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53119 Realizado: 21 de outubro de 2025 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP Coordenação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck Público-alvo: Médicos Pediatras e profissionais da saúde com interesse no tema Objetivo: Conhecer a situação atual da sífilis na gestante e da sífilis congênita no Estado de São Paulo e discutir as dúvidas trazidas pela plateia. Programação 19h30 – 21h30 – Mesa Redonda – Prevenindo a Sífilis Congênita: Uma Análise do Cenário Atual e das Melhores Práticas Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin Palestrante: Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues Plantão de dúvidas do público pelo chat Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues, Dra. Maria Regina Bentlin, Dra. Heloisa Helena De Souza Marques – Dra. Carmen Silvia Bruniera DominguesMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSPMédica Pediatra EpidemiologistaCoordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP Dra. Maria Regina BentlinMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSPPediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Dra. Heloisa Helena De Souza MarquesMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSPChefe da unidade de Infectologia do Instituto da Criança e Adolescente do HC FMUSP Dra. Lilian dos Santos Rodrigues SadeckCoordenadora do GT Prevenção e tratamento da sífilis congênita SPSPPrimeira Secretária da SPSPPediatra e Neonatologista pela FMUSP]]>

Realizado: 21 de outubro de 2025

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP

Coordenação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck

Público-alvo: Médicos Pediatras e profissionais da saúde com interesse no tema

Objetivo: Conhecer a situação atual da sífilis na gestante e da sífilis congênita no Estado de São Paulo e discutir as dúvidas trazidas pela plateia.

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa Redonda – Prevenindo a Sífilis Congênita: Uma Análise do Cenário Atual e das Melhores Práticas
Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin
Palestrante: Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues
Plantão de dúvidas do público pelo chat
Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues, Dra. Maria Regina Bentlin, Dra. Heloisa Helena De Souza Marques

Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSP
Médica Pediatra Epidemiologista
Coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP

Dra. Maria Regina Bentlin
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSP
Pediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

Dra. Heloisa Helena De Souza Marques
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita SPSP
Chefe da unidade de Infectologia do Instituto da Criança e Adolescente do HC FMUSP

Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do GT Prevenção e tratamento da sífilis congênita SPSP
Primeira Secretária da SPSP
Pediatra e Neonatologista pela FMUSP

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Sífilis na gestante e sífilis congênita: a urgência da prevenção materno-fetal https://spsp.org.br/sifilis-na-gestante-e-sifilis-congenita-a-urgencia-da-prevencao-materno-fetal/ Sat, 18 Oct 2025 12:04:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53680 A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento]]>

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento simples e eficaz (geralmente com penicilina), sua presença durante a gestação representa um grave risco para a saúde do bebê, podendo levar à sífilis congênita.

 Sífilis na gestante: um risco silencioso

Quando a sífilis afeta a gestante, a bactéria pode atravessar a placenta em qualquer fase da gravidez e infectar o feto. Muitas vezes, a sífilis materna pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves (como feridas ou manchas na pele, que desaparecem sozinhas), levando a gestante a desconhecer a infecção. Isso torna o rastreamento pré-natal uma etapa crucial.

As consequências da sífilis não tratada na gestação são sérias e incluem:

  • Abortamento espontâneo ou natimorto (morte fetal).
  • Parto prematuro.
  • Hidropsia fetal (acúmulo de líquido em vários órgãos do feto).

 

Sífilis congênita: as consequências para o bebê

A sífilis congênita ocorre quando o bebê é infectado pela mãe durante a gestação. A doença pode se manifestar de diversas formas e em diferentes momentos após o nascimento.

Em alguns casos, o bebê pode nascer sem sinais visíveis da doença. No entanto, sem tratamento adequado, a sífilis congênita pode causar lesões graves e irreversíveis, como:

  • Problemas ósseos e articulares.
  • Anemia e icterícia (pele e olhos amarelados).
  • Neurossífilis (infecção do sistema nervoso central), podendo causar meningite.
  • Alterações dentárias e oftalmológicas (visão).
  • Surdez ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, manifestando-se anos após o nascimento.

 

A importância crítica da prevenção materno-fetal

A transmissão da sífilis da mãe para o bebê é totalmente evitável. A prevenção reside em três pilares fundamentais: diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento do parceiro.

  1. Diagnóstico oportuno e universal:
    • Toda gestante deve ser testada para sífilis já na primeira consulta do pré-natal.
    • O teste deve ser repetido no segundo e no terceiro trimestres da gestação e, novamente, no momento do parto. O teste rápido, de resultado imediato, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico rápido em qualquer nível de atenção à saúde.
  2. Tratamento imediato e adequado:
    • Uma vez diagnosticada, a gestante deve ser tratada imediatamente com o esquema correto de penicilina benzatina, a única medicação que garante a cura materna e a prevenção da infecção fetal.
    • É imprescindível que o parceiro sexual também seja testado e tratado simultaneamente para evitar a reinfecção da gestante.
  3. Acompanhamento pós-tratamento:
    • A gestante e o parceiro devem ser acompanhados com exames de controle para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a cura.
    • A efetividade do tratamento materno é o fator-chave para que o bebê nasça sem sífilis congênita.

Neste Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, é importante enfatizar que a luta contra a sífilis congênita passa necessariamente pela qualidade da assistência pré-natal. Garantir que todas as gestantes sejam testadas, tratadas de forma completa e imediata, juntamente com o tratamento de seus parceiros, é a estratégia mais eficaz para que os bebês nasçam saudáveis e livres das consequências devastadoras dessa doença.

 

Relatora:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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Jornal de Araraquara – Campanha Outubro Verde da SPSP visa combater a sífilis congênita no Brasil, com SPSP https://spsp.org.br/jornal-de-araraquara-campanha-outubro-verde-da-spsp-visa-combater-a-sifilis-congenita-no-brasil-com-spsp/ Wed, 01 Oct 2025 12:41:41 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53691 Veículo: Jornal de Araraquara

Data: 01/10/2025

A campanha Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, com o objetivo de chamar a atenção da população e dos profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante, foi divulgada pelo Jornal de Araraquara. Segundo Lilian Sadeck, coordenadora do Grupo de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP e da campanha, apesar dos inúmeros esforços conjuntos de diversos profissionais de saúde, a doença ainda é muito prevalente em nosso meio. Conforme explica Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, ao se prevenir a transmissão da doença ao bebê, graves complicações que a criança poderá apresentar serão evitadas, bem como o risco de óbito.

Leia mais: https://jornaldeararaquara.com.br/campanha-outubro-verde-da-spsp-visa-combater-a-sifilis-congenita-no-brasil/

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Por que ter um dia para chamar a atenção sobre a saúde de adolescentes e jovens? https://spsp.org.br/por-que-ter-um-dia-para-chamar-a-atencao-sobre-a-saude-de-adolescentes-e-jovens/ Mon, 22 Sep 2025 11:44:38 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53260 O Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, comemorado em 22 de setembro, serve para reforçar a necessidade de atenção especial]]>

O Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, comemorado em 22 de setembro, serve para reforçar a necessidade de atenção especial às pessoas desse grupo populacional, que engloba a adolescência (10 a 19 anos e 11 meses) e juventude (15 a 24 anos).

A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, cognitivas, emocionais e sociais. É um período delicado da vida, em que mudanças hormonais, busca por identidade, influências de amigos e descobertas de novas responsabilidades podem gerar inseguranças, afetando a saúde mental e aumentando a exposição a situações de risco. Além disso, é uma oportunidade para orientar e corrigir hábitos adquiridos na infância, como padrões alimentares inadequados, sedentarismo, excesso de tempo diante de telas, dificuldades relacionadas ao sono e habilidades sociais. É na juventude que se inicia a prática de todo aprendizado dos anos anteriores, o exercício da autonomia e do autocuidado.

Como ensinar adolescentes e jovens a cuidarem de sua saúde?

Para formar adultos saudáveis e autônomos é preciso que exista uma rede de apoio, composta por famílias, escolas e profissionais de saúde. Quando essa rede atua de forma articulada, o adolescente encontra suporte para enfrentar dilemas, buscar ajuda diante de dificuldades e adotar hábitos que favoreçam um futuro mais saudável. Quando se sentem ouvidos e apoiados, os adolescentes tornam-se capazes de tomar boas decisões e construir projetos de vida.

Crescer em ambiente com diálogo aberto, escuta e ausência de julgamentos facilita ao adolescente tirar dúvidas e falar sobre medos e dificuldades. Conversas sobre autocuidado, respeito ao corpo, privacidade e sexualidade contribuem para escolhas mais seguras. O convívio familiar abre oportunidades de conversas, fortalece vínculos e exerce um fator protetor para o envolvimento em comportamentos de risco. Pais e responsáveis precisam ficar atentos a mudanças bruscas de condutas, como isolamento social, queda no rendimento escolar, alterações no sono ou alimentação, entre outras, pois são sinais que podem indicar sofrimento emocional e, quando percebidos, eles devem buscar ajuda profissional.

As escolas, além de serem locais para o aprendizado acadêmico, podem ser espaços de promoção de saúde e bem-estar. Incentivar rodas de conversa sobre saúde física e mental, sexualidade, prevenção de violência e projetos de vida permite aos alunos acesso à informação de qualidade e esclarece mitos. A instituição deve oferecer um ambiente acolhedor, onde estudantes sintam-se seguros para fazer perguntas, expressar sentimentos e procurar apoio sem medo de julgamento ou punição. É fundamental que exista um posicionamento antibullying, com políticas que incluam normas explícitas de convivência, com canais de escuta e denúncia, acompanhamento psicológico quando necessário e ações educativas contínuas. Quando a escola assume postura firme e transmite a mensagem de que violência e discriminação não são permitidas, fortalece vínculos e previne problemas de saúde emocional que poderiam causar impactos até a vida adulta.

Profissionais de saúde precisam adotar uma abordagem centrada no indivíduo, considerando suas necessidades, seus direitos e sua autonomia crescente. O atendimento deve ser feito com respeito, sigilo e empatia, favorecendo o vínculo de confiança. Adolescentes têm o direito de serem atendidos desacompanhados, desde que apresentem condições de compreender o que lhes é explicado e, mesmo quando acompanhados, é desejável que tenham um momento de privacidade, para que possam tirar dúvidas e receber orientações baseadas em suas vivências. O desenvolvimento da autonomia nos cuidados em saúde deve começar nessa fase da vida.

Fase de transição para a vida adulta

No fim da adolescência e início da juventude ocorre a finalização da escola, a entrada na faculdade, ingresso no mercado de trabalho e às vezes a saída de casa. É o início da vida adulta, com menos dependência da família. A liberdade adquirida nesse momento de vida é tentadora, sendo comum que se priorizem as festas, relacionamentos amorosos e saídas com amigos, em detrimento dos cuidados em saúde. O preparo para esse momento deve ser construído gradativamente no decorrer da adolescência, focando no desenvolvimento de autonomia com responsabilidade. Aprender a marcar consultas, compreender receitas, gerenciar as medicações, reconhecer sinais de alerta e saber onde buscar ajuda são competências tão importantes quanto aprender a administrar finanças e um lar. Quando esse treinamento não é feito, pode resultar em abandono das visitas médicas e de tratamentos, com grande impacto na saúde, principalmente naqueles com doenças crônicas e que necessitam de cuidados contínuos.

Com a atuação conjunta da família, escola e profissionais de saúde que ofereçam informações de qualidade, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento seguro, criam-se condições para que adolescentes e jovens façam escolhas conscientes, enfrentem desafios com resiliência e tornem-se adultos saudáveis, autônomos e preparados para participar plenamente da vida social e profissional.

 

Relatora:

Andrea Hercowitz
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta da SPSP
Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Direitos da Criança e do Adolescente da SPSP

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Recomendações: Artigos de Medicina do Sono, Fase de Transição para a Vida Adulta e Reumatologia https://spsp.org.br/recomendacoes-artigos-de-medicina-do-sono-fase-de-transicao-para-a-vida-adulta-e-reumatologia/ Thu, 12 Dec 2024 12:55:18 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=49503 O fascículo 104 de Recomendações traz uma atualização de condutas em Pediatria]]>

Texto divulgado em 12/12/2024



O fascículo 104 de Recomendações traz uma atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono aborda o tema ambiente seguro de sono no primeiro ano de vida. O segundo texto, do Grupo de Trabalho Fase de Transição para a Vida Adulta, é uma abordagem da Pediatria para a clínica adulta de jovens com deficiência intelectual. Por fim, o DC de Reumatologia destaca a febre reumática.


Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalhos e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria

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Sífilis congênita: um desafio à saúde pública https://spsp.org.br/sifilis-congenita-um-desafio-a-saude-publica/ Sat, 19 Oct 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48529 A sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa transmissão pode ocorrer ]]>

A sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação, causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa transmissão pode ocorrer em qualquer período da gravidez e se não tratada de forma correta pode levar a sérias complicações, incluindo aborto, morte fetal, nascimento prematuro, baixo peso ao nascer e problemas de saúde em longo prazo, como surdez, alterações visuais e atraso no desenvolvimento.

A sífilis congênita é considerada um grave problema de saúde pública por todas essas complicações que ela pode ocasionar à criança, e por ser uma doença evitável, mas que infelizmente vem num aumento crescente do número de casos no nosso país.

Esse fato alerta para a necessidade de estratégias contínuas de prevenção, e neste sentido, desde 2016, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), em parceria com o Programa Estadual de IST/Aids de São Paulo, promove a Campanha do “Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita”.

Em 2017, foi sancionada a Lei nº 13.430, de 31 de março, instituindo o “Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita”, comemorado no terceiro sábado do mês de outubro. Essas iniciativas têm por objetivo alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante, pois essa é a melhor forma de prevenir que a doença seja transmitida ao recém-nascido.

Um dos principais desafios no combate à sífilis congênita é a falta de acesso a serviços de saúde adequados. Muitas gestantes não realizam o pré-natal, ou não fazem os testes necessários para detectar a sífilis, ou quando fazem o teste, acabam demorando para receber o resultado e consequentemente atrasando o tratamento. O diagnóstico precoce da sífilis na gestante é crucial, pois quando a infecção é identificada e tratada no início da gestação, o risco de transmissão ao bebê é drasticamente reduzido.

Por isso a testagem para sífilis deve ser realizada no início do pré-natal, no meio da gestação e no momento do parto. O tratamento da gestante é realizado com a administração de penicilina, que é altamente eficaz e pode evitar a transmissão da infecção ao feto. Entretanto, é importante a gestante saber que se ela tratar, mas não houver o tratamento das suas parcerias sexuais, ela pode se reinfectar e transmitir a doença para o bebê. É vital que as mulheres em idade fértil e as gestantes sejam informadas sobre a importância do pré-natal, dos exames de sífilis e do tratamento correto da doença para protegerem seus filhos.

Também é necessário que o bebê da mãe que apresentou sífilis na gestação seja testado ao nascer, para ver se ele tem a doença ou não, pois muitas vezes a doença é traiçoeira e o bebê pode nascer inicialmente sem sinais ou sintomas e vir a desenvolver a doença e suas complicações mais tardiamente.

O tratamento do bebê também é feito com penicilina; o tipo da penicilina a ser utilizada vai depender da clínica do bebê e dos resultados dos exames realizados, que podem incluir hemograma, raio X de ossos longos, exame do liquor, entre outros.

Após a alta da maternidade, todos os bebês de mães que tiveram sífilis na gravidez, independente de terem recebido ou não o tratamento, precisam de seguimento pediátrico, para as mães acompanharem o desenvolvimento da criança, repetirem a testagem para sífilis para ter certeza de que estão protegidos da doença e para fazerem outros exames sempre que necessário, incluindo a avaliação da visão e da audição.

A eliminação da sífilis congênita é um desafio porque requer um trabalho conjunto, que vai desde a conscientização das mulheres em idade fértil e gestantes, das suas parcerias sexuais, da realização de um pré-natal de fato adequado, da qualificação constante de profissionais de saúde, da participação ativa da rede de atenção básica no seguimento da gestante e da criança, da atuação das sociedades de classe, da participação de gestores no sentido de priorizarem políticas públicas e linhas de cuidado. Somente desta forma, integrada e consciente, é que conseguiremos modificar o cenário da sífilis congênita no nosso país.

 

Relatoras:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Maria Regina Bentlin
Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Encontro com o Especialista – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação – Outubro Verde https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-o-desafio-da-sifilis-congenita-e-sua-eliminacao-outubro-verde/ Thu, 17 Oct 2024 15:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47930 No dia 17 de outubro, aconteceu o Encontro com o Especialista – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, uma ação pela campanha Outubro Verde. O evento foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, para discutir a situação atual da sífilis na gestante e a sífilis congênita no Estado de São Paulo, além de abordar as dúvidas mais frequentes dos participantes. Tendo como público-alvo médicos pediatras, residentes de pediatria e profissionais da saúde, o Encontro foi coordenado por Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Maria Regina Bentlin, respectivamente coordenadora e vice-coordenadora do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, que moderaram a atividade, e contou também com a participação de Carmen Silvia Bruniera Domingues, coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP e membro do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP. Após a abertura do evento, proferida por Lilian Rodrigues Sadeck, a palestra realizada abordou o tema Avanços e desafios no combate à sífilis congênita. Na sequência, as médicas participaram do plantão de dúvidas do público, que contou com 30 pessoas. – – Programação 19h30 – 21h00 – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin 19h30 – 19h40 – AberturaDra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck 19h40 – 20h15 – Avanços e desafios no combate à sífilis congênitaDra. Carmen Silvia Bruniera Domingues 20h15 – 21h00 – Discussão – Plantão de dúvidas Dra Maria Regina Bentlin, Dra Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues – Dra. Lilian dos Santos Rodrigues SadeckCoordenadora do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSPPediatra e Neonatologista pela FMUSP Dra. Maria Regina BentlinMembro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSPPediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP Dra. Carmen Silvia Bruniera DominguesMédica Pediatra EpidemiologistaCoordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP]]>

No dia 17 de outubro, aconteceu o Encontro com o Especialista – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, uma ação pela campanha Outubro Verde. O evento foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, para discutir a situação atual da sífilis na gestante e a sífilis congênita no Estado de São Paulo, além de abordar as dúvidas mais frequentes dos participantes.

Tendo como público-alvo médicos pediatras, residentes de pediatria e profissionais da saúde, o Encontro foi coordenado por Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Maria Regina Bentlin, respectivamente coordenadora e vice-coordenadora do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP, que moderaram a atividade, e contou também com a participação de Carmen Silvia Bruniera Domingues, coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP e membro do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP.

Após a abertura do evento, proferida por Lilian Rodrigues Sadeck, a palestra realizada abordou o tema Avanços e desafios no combate à sífilis congênita. Na sequência, as médicas participaram do plantão de dúvidas do público, que contou com 30 pessoas.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

 

Programação
19h30 – 21h00 – O desafio da sífilis congênita e sua eliminação
Coordenação e Moderação: Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra. Maria Regina Bentlin
19h30 – 19h40 – Abertura
Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
19h40 – 20h15 – Avanços e desafios no combate à sífilis congênita
Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
20h15 – 21h00 – Discussão – Plantão de dúvidas
Dra Maria Regina Bentlin, Dra Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck e Dra Carmen Silvia Bruniera Domingues

Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Pediatra e Neonatologista pela FMUSP

Dra. Maria Regina Bentlin
Membro do GT Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Pediatra e Neonatologista da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

Dra. Carmen Silvia Bruniera Domingues
Médica Pediatra Epidemiologista
Coordenadora das ações para eliminação da transmissão vertical do HIV, Sífilis e HTLV no Programa Estadual de IST/AIDS de SP

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Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens https://spsp.org.br/dia-nacional-da-saude-de-adolescentes-e-jovens/ Sun, 22 Sep 2024 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48078 No dia 22 de setembro comemora-se o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. A Organização Mundial da Saúde define a adolescência como a fase da vida entre os 10 e os 19 anos,]]>

No dia 22 de setembro comemora-se o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. A Organização Mundial da Saúde define a adolescência como a fase da vida entre os 10 e os 19 anos, e a juventude, entre os 15 e os 24 anos de idade. São etapas muito peculiares, nas quais ocorrem grandes mudanças físicas, cognitivas, sociais e emocionais, que requerem cuidados de saúde específicos.

Apesar de ser considerado um período de vida saudável, do ponto de vista biológico, com grande ganho de aptidões físicas, paradoxalmente é uma fase de grande vulnerabilidade, determinada por escolhas e comportamentos sociais que têm potencial para afetar o padrão de saúde imediato, e podem, também, repercutir para a vida toda, o que justifica a importância da atenção integral à saúde dos adolescentes e jovens.

O médico precisa entender das transformações biológicas e psicológicas, mas também saber que os ambientes sociais e virtuais desempenham papel fundamental nesses agravos. Na consulta do adolescente, o médico tem vários desafios a enfrentar: saber os direitos que adolescentes e jovens têm, tais como privacidade e confidencialidade; criar vínculo com seu paciente; apresentar-se como um modelo de adulto diferente do que o adolescente tem de seus pais; apoiar seu paciente adolescente nas mudanças físicas e também na busca de uma nova identidade para esse corpo em transformação; avaliar comportamentos de risco psicossociais de seus pacientes e quando identificados os riscos, realizar intervenção breve.

A saúde de adolescentes e jovens é do âmbito da Pediatria, pois geralmente é o pediatra que acompanha esse adolescente desde sua infância, tem o respeito e confiança da família e do paciente, tem a capacitação em desenvolvimento humano. Para atendimento de adolescentes, o médico deve mudar o paradigma da consulta, trazer nova abordagem, centrado mais no paciente do que no(a) cuidador(a) e estar apto para abordar o desenvolvimento sexual, emocional e cognitivo dessa fase da vida.

Entre os principais tópicos a serem avaliados em uma consulta de adolescente estão:

Acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento físico e psicossocial; Educação em saúde;
Saúde sexual e reprodutiva
Saúde mental
Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas
Prevenção e controle de agravos
Promoção da cultura de paz e prevenção de violências

A educação em saúde é importante para ajudar os adolescentes e os jovens a fazerem as melhores escolhas. O fornecimento de informações ao paciente fundamentadas e isentas de julgamentos, têm papel relevante para essa finalidade.  Os dados apresentados nos quadros abaixo salientam a importância da educação em saúde.

Nas faixas de 15 a 29 anos, que abrange adultos jovens, as mortes são devidas a causas externas e à saúde mental e não a doenças orgânicas. No Brasil, o homicídio ocorre em adolescentes e jovens em sua maioria fora do ensino médio e em ações relacionadas ao crime e confrontos policiais.

 

Quadro 1: Principais causas de óbito segundo a faixa etária. Brasil, 2021 *

 

5 a 14

15 a 19

20 a 29

1

Acidentes de transporte

(9,69%)

Agressões

(35,37%)

Agressões

(29,86%)

2

Rest. das doenças do sistema nervoso (8,77%)

Acidentes de transporte

(13,63%)

Acidentes de transporte

(13,86%)

3

Leucemia

(5,61%

Lesões autoprovocadas voluntariamente

 (6,90%)

Rest. algumas doenças infecciosas e parasitárias

(9,89%)

4

Agressões

(5,54%)

Rest. sint, sin e ach anom. Clin. e Laborat. (3,96%)

Lesões autoprovocadas voluntariamente (5,56%)

5

Afogamento e submersões acidentais

(5,01%)

Rest. algumas doenças infecciosas e parasitárias (3,63%)

Rest. sint, sin e ach anorm. Clin. e Laborat.

(4,23%)

6

Rest. algumas doenças infecciosas e parasitárias (4,81%%)

Intervenções legais e operações de guerra (3,14%)

Eventos cuja intenção é indeterminada

(3,07%)

7

Rest. sint, sin e ach anom. Clin. e Laborat. (4,78%)

Eventos cuja intenção é indeterminada (3,04%)

Doenças virais

(2,44%)

8

Neoplasias malignas, meningites, encef. E outras partes do sistema nervoso central (4,58%)

Rest. das doenças do sistema Nervoso

(2,95%)

Intervenções legais e operações de guerra (2,19%)

9

Rest. de neoplasias malignas

(4,46%)

Afogamento e submersões acidentais

(2,79%)

Outras causas externas

(1,77%)

10

Outras causas externas

(4,27%)

Outras causas externas

(1,96%)

Outras doenças cardíacas

(1,59%)

11

Lesões autoprovocadas voluntariamente

 (3,41%)

Rest. de neoplasias malignas

(1,86%)

Rest. de neoplasias malignas

(1,49%)

 

Quadro 2: Percentual de adolescentes de 13 a 17 anos que, alguma vez na vida, experimentaram álcool, cigarro e outras substâncias psicoativas (SPA) **

 

2015

2019

Álcool

61,4%

63,3%

Cigarro

22,9%

22,6%

Ouras SPA

12,0%

13,0%

 

Celebrando esse Dia, gostaríamos de alertar pais, professores e gestores da saúde sobre a importância do atendimento especializado de adolescentes e jovens, tanto no consultório privado como no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os médicos que atendem adolescentes devem ser capacitados para o atendimento integral, voltado para as especificidades dessas faixas etárias, com comunicação adequada e assertiva.

Infelizmente os adolescentes e jovens são invisíveis no sistema de saúde e suas necessidades são negligenciadas. Os gestores de saúde têm a responsabilidade de estabelecer programas de atendimento à saúde de adolescentes e jovens. Este é um direito estabelecido pela Constituição brasileira e corroborado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Enquanto as três principais causas de morte do adolescente e do jovem brasileiro forem causas preveníveis, estamos fracassando como sociedade.

 

Saiba mais:

* Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em 5 de fevereiro de 2024.

** Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PeNSE), publicado em 2019. 

 

Relatoras:
Elizete Prescinotti Andrade
Lilia D’ Souza Li
Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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