Segurança – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 19 Aug 2026 19:15:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Segurança – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Rádio Z FM 96.5 – Super Safe: cuidados para se evitar afogamentos, com Tania Zamataro https://spsp.org.br/radio-z-fm-96-5-super-safe-cuidados-para-se-evitar-afogamentos-com-tania-zamataro/ Sat, 25 Jul 2026 16:03:03 +0000 https://spsp.org.br/?p=58138 Veículo: Rádio Z FM 96.5 (Jornal Z)

Data: 25/07/2026

O jornal Z, da Rádio Z FM 96.5, entrevistou a pediatra Tania Zamataro, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, para falar sobre o Super Safe, um super-herói que foi criado com o objetivo de alertar as pessoas sobre circunstâncias que colocam a população pediátrica em risco, trazendo orientações importantes para evitar que acidentes de quaisquer tipos aconteçam. A médica falou, especificamente, sobre os cuidados para se evitar afogamentos, dando dicas relevantes, como impedir que piscinas fiquem acessíveis às crianças, deixando-as devidamente cercadas e protegidas, e esvaziar bacias, baldes ou outros locais que armazenam água, mesmo que em pequenas quantidades.

Ouça a entrevista:

]]>
Um minuto de atenção pode salvar uma vida https://spsp.org.br/um-minuto-de-atencao-pode-salvar-uma-vida/ Sat, 25 Jul 2026 11:00:00 +0000 https://spsp.org.br/?p=57898 Todos os anos, em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre um problema que causa centenas de milhares de mortes todos os anos e que, na maioria das vezes, pode ser evitado. O afogamento, ao contrário do que muitos imaginam, é um evento rápido e silencioso. A pessoa que está se afogando geralmente não grita, não pede socorro, pois gasta toda sua energia na luta por manter nariz/boca acima da superfície: ela submerge e prende a respiração, enquanto tenta subir novamente à superfície. Nesses movimentos, engole água e pode também já “respirar” um pouco do líquido. Se não houver socorro, a pessoa entra em exaustão, não conseguindo mais emergir. Mesmo fazendo esforço para não respirar embaixo da água, esse mecanismo falha e o indivíduo acaba respirando líquido. Com essa falta de oxigenação adequada, ela perde a consciência. É assim que, em pleno século 21, em torno de 300 mil pessoas no mundo inteiro, principalmente crianças e jovens de 1 a 24 anos, perdem suas vidas ou mantêm sequelas físicas e emocionais que levarão para sempre. O afogamento não acontece apenas em praias e piscinas. Ele pode ocorrer em rios, lagos, represas, caixas d’água, baldes, banheiras e até em poucos centímetros de água. Bebês e crianças pequenas são os mais vulneráveis.  A prevenção é a forma mais eficaz de evitar que isso ocorra e está baseada em múltiplas camadas de proteção: Piscinas devem ser cercadas com grades de pelo menos 1,20 m de altura, sem que haja espaços para que se passe por entre elas, por baixo das mesmas ou que se escale para pulá-las, com um portão com autotravamento, evitando, assim, a entrada não autorizada. O mesmo deve ser feito para outros reservatórios de água que não possam ser esvaziados. Crianças menores de cinco anos, ou maiores que não saibam nadar, devem permanecer sempre a um braço de distância de um adulto quando estiverem na água ou próximos dela. A partir dos quatro anos de idade, a criança atinge um maior grau de maturidade cognitiva e capacidade de atenção (compreende e segue instruções com mais facilidade), melhor coordenação motora e equilíbrio corporal (mais força e controle postural) e autonomia (flutua, desloca-se e recupera a posição vertical com mais facilidade). A sobrevida no afogamento depende, em grande parte, da rapidez com que a oxigenação é restabelecida. Sendo assim, a melhor RCP é aquela iniciada imediatamente por quem presencia o acidente. Ensinar pais e cuidadores a reconhecer o afogamento, retirar a vítima da água com segurança e iniciar ventilações de resgate e RCP enquanto o serviço de emergência é acionado pode ser decisivo para salvar vidas. O uso de coletes salva-vidas certificados é uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes por afogamento, especialmente em crianças, durante atividades em embarcações, esportes aquáticos e em ambientes naturais, como rios, lagos e mar. Nem todo dispositivo de flutuação oferece proteção adequada. Um colete salva-vidas certificado possui flutuabilidade testada conforme normas técnicas; mantém a flutuação mesmo após longo período na água; tem tamanho e capacidade compatíveis com o peso do usuário; utiliza fechos resistentes e seguros e é fabricado para evitar que a criança escorregue para fora durante o uso. Neste 25 de julho, o convite é simples: compartilhe informações, converse com sua família e amigos e reveja os cuidados ao redor da água. E lembre-se, antes de entrar na água: Saber agir também faz diferença. Relatora: Tania ZamataroMembro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP]]>

Todos os anos, em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre um problema que causa centenas de milhares de mortes todos os anos e que, na maioria das vezes, pode ser evitado.

O afogamento, ao contrário do que muitos imaginam, é um evento rápido e silencioso. A pessoa que está se afogando geralmente não grita, não pede socorro, pois gasta toda sua energia na luta por manter nariz/boca acima da superfície: ela submerge e prende a respiração, enquanto tenta subir novamente à superfície. Nesses movimentos, engole água e pode também já “respirar” um pouco do líquido. Se não houver socorro, a pessoa entra em exaustão, não conseguindo mais emergir. Mesmo fazendo esforço para não respirar embaixo da água, esse mecanismo falha e o indivíduo acaba respirando líquido. Com essa falta de oxigenação adequada, ela perde a consciência.

É assim que, em pleno século 21, em torno de 300 mil pessoas no mundo inteiro, principalmente crianças e jovens de 1 a 24 anos, perdem suas vidas ou mantêm sequelas físicas e emocionais que levarão para sempre.

O afogamento não acontece apenas em praias e piscinas. Ele pode ocorrer em rios, lagos, represas, caixas d’água, baldes, banheiras e até em poucos centímetros de água. Bebês e crianças pequenas são os mais vulneráveis.

 A prevenção é a forma mais eficaz de evitar que isso ocorra e está baseada em múltiplas camadas de proteção:

  • Instalar barreiras físicas que controlem o acesso à água (ex.: cercas em piscinas, poços, tanques).

Piscinas devem ser cercadas com grades de pelo menos 1,20 m de altura, sem que haja espaços para que se passe por entre elas, por baixo das mesmas ou que se escale para pulá-las, com um portão com autotravamento, evitando, assim, a entrada não autorizada. O mesmo deve ser feito para outros reservatórios de água que não possam ser esvaziados.

  • Prover supervisão próxima e constante de crianças em ambientes aquáticos.

Crianças menores de cinco anos, ou maiores que não saibam nadar, devem permanecer sempre a um braço de distância de um adulto quando estiverem na água ou próximos dela.

  • Ensinar habilidades de natação, flutuação e segurança na água para crianças.

A partir dos quatro anos de idade, a criança atinge um maior grau de maturidade cognitiva e capacidade de atenção (compreende e segue instruções com mais facilidade), melhor coordenação motora e equilíbrio corporal (mais força e controle postural) e autonomia (flutua, desloca-se e recupera a posição vertical com mais facilidade).

  • Ensinar reanimação cardiopulmonar (RCP) a pais, cuidadores, professores.

A sobrevida no afogamento depende, em grande parte, da rapidez com que a oxigenação é restabelecida. Sendo assim, a melhor RCP é aquela iniciada imediatamente por quem presencia o acidente. Ensinar pais e cuidadores a reconhecer o afogamento, retirar a vítima da água com segurança e iniciar ventilações de resgate e RCP enquanto o serviço de emergência é acionado pode ser decisivo para salvar vidas.

  • Fornecer equipamentos de segurança para atividades aquáticas, como coletes salva-vidas certificados.

O uso de coletes salva-vidas certificados é uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes por afogamento, especialmente em crianças, durante atividades em embarcações, esportes aquáticos e em ambientes naturais, como rios, lagos e mar.

Nem todo dispositivo de flutuação oferece proteção adequada. Um colete salva-vidas certificado possui flutuabilidade testada conforme normas técnicas; mantém a flutuação mesmo após longo período na água; tem tamanho e capacidade compatíveis com o peso do usuário; utiliza fechos resistentes e seguros e é fabricado para evitar que a criança escorregue para fora durante o uso.

Neste 25 de julho, o convite é simples: compartilhe informações, converse com sua família e amigos e reveja os cuidados ao redor da água.

E lembre-se, antes de entrar na água:

  • escolha locais com guarda-vidas;
  • respeite as bandeiras de sinalização;
  • evite nadar sozinho;
  • nunca misture álcool com atividades aquáticas;
  • não mergulhe em locais cuja profundidade você desconhece.

Saber agir também faz diferença.

Relatora:

Tania Zamataro
Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

]]>
Portal de Notícias Diário de Assis – Fogos, fogueiras e futebol, com Sarah Saul https://spsp.org.br/portal-de-noticias-diario-de-assis-fogos-fogueiras-e-futebol-com-sarah-saul/ Fri, 19 Jun 2026 15:03:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57757 Veículo: Portal de Notícias Diário de Assis

Data: 19/06/2026

A pediatra Sarah Saul, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, falou ao portal de Notícias Diário de Assis a respeito dos cuidados com a segurança das crianças durante o mês de junho, em que acontecem as festas juninas e a Copa do Mundo. Ela diz que o clima frio, os fogos de artifício, alguns alimentos típicos, a fumaça das fogueiras e a maior circulação de vírus respiratórios podem aumentar os riscos para os pequenos. A médica dá algumas orientações importantes para os pais, entre as quais manter distância segura das fogueiras, não soltar balões e manter as crianças sob supervisão constante.

Leia mais: https://diariodeassis.com.br/fogos-fogueiras-e-futebol-atencao-com-a-seguranca-das-criancas/

]]>
Fogos, fogueiras e futebol: aproveite as festas com atenção à segurança das crianças https://spsp.org.br/fogos-fogueiras-e-futebol-aproveite-as-festas-com-atencao-a-seguranca-das-criancas/ Wed, 17 Jun 2026 19:35:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57479 ]]>

Junho é um mês especial para as famílias brasileiras. As festas juninas trazem música, dança e comidas típicas, enquanto a Copa do Mundo reúne pais e filhos em frente à televisão.

O clima frio, os fogos de artifício, alguns alimentos típicos, a fumaça das fogueiras e a maior circulação de vírus respiratórios podem aumentar os riscos para os pequenos.

É tempo de celebrar, mas também de cuidar.

Os perigos dos fogos de artifício e das fogueiras

Entre as principais causas de acidentes infantis nesta época do ano estão os fogos de artifício e as fogueiras. Queimaduras por esses agentes podem ser graves, causando dor intensa, cicatrizes permanentes e, em casos mais sérios, necessidade de hospitalização, cirurgia e até morte. Fogos de artifício também podem provocar lesões oculares e nos ouvidos.

Crianças são especialmente vulneráveis porque têm a pele mais fina e reagem de forma mais intensa ao calor.

 E durante os jogos da Copa?

As reuniões para assistir aos jogos também pedem atenção. Evite que crianças e adolescentes consumam bebidas alcoólicas ou excesso de alimentos ultraprocessados. Respeite o horário de sono, especialmente dos menores. Aglomerações também pedem cuidado com higiene das mãos e ventilação dos ambientes. O barulho de comemorações, fogos e buzinas pode assustar bebês, crianças pequenas ou portadores de deficiência, sendo que protetores auriculares podem ser necessários. Além disso, a exposição a barulhos excessivos, pode prejudicar a audição.

As crianças devem ser mantidas sempre por perto em locais movimentados, e providencie uma identificação com o nome, telefone e endereço dos responsáveis, caso se percam.

Orientações para os pais:

  • Fogos de artifício. Nunca devem ser manuseados por crianças, independentemente do tamanho ou tipo. Mesmo os chamados “fogos de mão”, como “estrelinhas”, atingem temperaturas altíssimas e são responsáveis por muitos acidentes.
  • Mantenha distância segura das fogueiras. Crianças pequenas devem ser observadas de perto o tempo todo quando há fogo por perto. Roupas típicas com tecidos leves e sintéticos podem pegar fogo com facilidade, então prefira fantasias de algodão.
  • Balões. Não solte balões. Além de ser crime ambiental no Brasil, podem provocar incêndios e acidentes graves.
  • Supervisão. As crianças devem ficar sob supervisão constante de um adulto responsável e assistir aos fogos apenas de longe.
  • Em caso de queimadura. Resfrie a área imediatamente com água corrente fria por pelo menos 10 minutos. Não use pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou qualquer outro produto caseiro. Procure atendimento médico.
  • Atenção redobrada às comidas típicas. Alimentos redondos ou duros, como amendoins inteiros, pipoca ou mesmo salsicha, oferecem risco de engasgo para crianças pequenas. Corte os alimentos em pedaços menores e não deixe a criança dançar ou brincar enquanto está comendo.

 

Junho pode e deve ser um mês de muita alegria para toda a família. Com informação e atenção, é possível celebrar com segurança.

 

Relatora:
Sarah Saul
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

]]>
Queimaduras: prevenir é a melhor forma de proteção https://spsp.org.br/queimaduras-prevenir-e-a-melhor-forma-de-protecao/ Sat, 06 Jun 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57302 ]]>

O Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras foi instituído do Brasil pela Lei nº 12.026/2009, com a finalidade de divulgar as medidas preventivas necessárias à redução da incidência destes eventos.

O principal objetivo é conscientizar a população em geral sobre a prevenção de queimaduras e das sequelas físicas e emocionais graves que podem deixar. Grande parte desses acidentes ocorre dentro de casa e poderia ser evitada com medidas simples de cuidado e atenção. Embora muitas pessoas associem queimaduras apenas ao fogo, elas também podem acontecer por líquidos quentes, vapor, eletricidade, produtos químicos e até pela exposição excessiva ao sol.

Nos meses de junho e julho os riscos aumentam por causa das festas juninas. Fogueiras, fogos de artifício, balões e brincadeiras perigosas tornam-se causas frequentes de acidentes, especialmente entre crianças. O manuseio inadequado de álcool líquido é um dos fatores mais associados a queimaduras graves e explosões domésticas. Crianças nunca devem manusear fogos de artifício sem supervisão. O ideal é manter distância segura das fogueiras.

Dentro de casa, panelas devem ficar com os cabos virados para dentro do fogão e líquidos quentes precisam permanecer fora do alcance das crianças. No caso do banho, é importante testar a temperatura da água antes. Pequenos descuidos podem causar acidentes sérios em poucos segundos.

As queimaduras são classificadas em primeiro, segundo e terceiro graus. As de primeiro grau são superficiais, que causam vermelhidão na pele; as de segundo grau causam bolhas e são as mais doloridas; as de terceiro grau queimam a pele, a epiderme, a derme e outros tecidos mais profundos, sendo as mais perigosas.

Quando ocorre uma queimadura, a primeira medida é resfriar a região atingida com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 10 a 20 minutos. Não se deve aplicar pasta de dente, manteiga, café, pomadas caseiras ou qualquer outro produto sobre a queimadura, pois isso pode piorar a lesão e aumentar o risco de infecção. Também não é recomendado estourar bolhas.

Em casos leves, a área pode ser protegida com um pano limpo ou gaze e ser observada e acompanhada.

Já queimaduras extensas, profundas, com presença de fumaça inalada, choque elétrico ou atingindo rosto, mãos, pés e regiões íntimas exigem atendimento médico imediato. Caso não seja possível levar o paciente ao hospital, o SAMU deve ser acionado imediatamente através do número 192.

Prevenir é proteger: informação, supervisão de crianças e atitudes responsáveis podem salvar vidas e evitar acidentes que deixam marcas permanentes.

 

Saiba mais:

https://www.sbqueimaduras.org.br/junho-laranja

https://sobest.com.br/6-de-junho-dia-nacional-da-luta-contra-queimaduras/

https://hsvp.com.br/post/1022/dia-nacional-de-luta-contra-queimaduras-e-lembrado-no-dia-06

 

Relatora:

Luciana Oliveira S. A. Cardoso

Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

]]>
Pelo direito de toda criança chegar em segurança https://spsp.org.br/pelo-direito-de-toda-crianca-chegar-em-seguranca/ Tue, 21 Apr 2026 11:11:25 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56484 O Dia Nacional da Paz no Trânsito, celebrado em 21 de abril, nos convida a uma reflexão urgente e necessária: nossas crianças e adolescentes estão seguros quando saem de casa? O trânsito é]]>

O Dia Nacional da Paz no Trânsito, celebrado em 21 de abril, nos convida a uma reflexão urgente e necessária: nossas crianças e adolescentes estão seguros quando saem de casa?

O trânsito é uma das principais causas de morbimortalidade infantojuvenil no Brasil: crianças atropeladas ao irem à escola, adolescentes vítimas de colisões em ciclofaixas, jovens passageiros em veículos sem equipamentos de segurança adequados, sendo que cada estatística esconde um nome, uma história, uma família.

Celebrar este dia é também assumir compromissos: defender políticas públicas de mobilidade segura, promover dispositivos de retenção infantis (cadeirinha) como hábitos inegociáveis, e educar famílias sobre os riscos reais do dia a dia nas ruas. Como pediatras e defensores da saúde integral de nossas crianças, reafirmamos: proteger a criança no trânsito é proteger o seu direito ao futuro.

Quando uma criança morre no trânsito há quase sempre uma sequência de falhas: de fiscalização, de infraestrutura, de comportamento e de proteção. Em geral, é um contexto evitável e não “obra do acaso”.

A seguir, algumas dicas de como prevenir lesões no trânsito:

A criança como ciclista

– Coloque corretamente o capacete, bem ajustado e sem folgas. Uso de joelheira e cotoveleira também é indicado;

– Crianças pequenas devem pedalar sempre com a supervisão de um adulto;

– Escolha locais seguros, priorizando ciclovias, parques e áreas fechadas;

– A bicicleta deve estar do tamanho certo para a criança, a fim de que consiga apoiar os pés no chão;

– Ensine sempre regras básicas de trânsito e lembre-se de que pais que seguem as regras incentivam o comportamento seguro;

– Use roupas claras ou faixas refletivas e evite pedalar em dias chuvosos ou em terrenos escorregadios.

A criança como pedestre

– Ensine a criança a atravessar a rua corretamente, olhando para os dois lados, atravessando apenas na faixa de pedestre, após conferir que os carros realmente pararam. Ensine os significados básicos de placas e semáforos;

– Ensine a criança a não brincar ou correr perto da rua, pois elas se distraem facilmente. Não usar o celular enquanto atravessa a rua;

– Crianças pequenas devem dar a mão a um adulto ao atravessar, e serem sempre supervisionadas;

– Muito cuidado com veículos estacionados, sempre procurar um ponto onde motoristas consigam ver a criança. Atenção deve ser dada também à entrada e saída de veículos. Pare e olhe antes de passar por esses pontos.

A criança como ocupante de veículo

– Utilize sempre os dispositivos de segurança adequados para a idade (bebê-conforto, cadeirinha e booster). A instalação deve ser correta, seguindo o manual;

– Crianças de até 13 anos devem viajar sempre no banco traseiro;

– Nunca deixe a criança sozinha no carro, pois há risco de exposição a calor extremo, asfixia e movimentação do veículo;

– Seja sempre o exemplo ao dirigir, respeite os limites de velocidade, use o cinto de segurança e não use o celular;

– Mantenha o carro com a manutenção em dia e com a trava infantil ativada;

– Os objetos, como brinquedos e mochilas, dentro do carro devem estar bem fixados, para evitar que em caso de freada, virem “projéteis”.

Neste Dia Nacional da Paz no Trânsito, reafirmamos o compromisso com a defesa da vida das crianças e adolescentes dentro e fora dos consultórios.

 

Relatora:
Sarah Saul
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

]]>
Jornal de Araraquara e Portal de Notícias Diário de Assis – Os perigos das boias de pescoço para os bebês, com Tania Zamataro https://spsp.org.br/jornal-de-araraquara-e-portal-de-noticias-diario-de-assis-os-perigos-das-boias-de-pescoco-para-os-bebes-com-tania-zamataro/ Tue, 27 Jan 2026 10:51:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54980

Veículos: Jornal de Araraquara e Portal de Notícias Diário de Assis

Data: 27/01/2026

O jornal de Araraquara e o portal de Notícias Diário de Assis publicaram entrevista com a pediatra Tania Zamataro, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, na qual ela falou sobre uso dos babies neck floats (ou boias de pescoço), anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do bebê. De acordo com a médica, a segurança e a eficácia das boias de pescoço para desenvolver força, promover o desenvolvimento motor ou como uma ferramenta de fisioterapia não foram estabelecidas, e mesmo para uso “recreacional”, os flutuadores de pescoço acabaram se mostrando perigosos, com risco de morte por afogamento e sufocamento, distensão e lesão no pescoço do bebê.

Leia mais: https://jornaldeararaquara.com.br/os-perigos-das-boias-de-pescoco-para-os-bebes/

https://diariodeassis.com.br/os-perigos-das-boias-de-pescoco-para-os-bebes

 

]]>
Jornal O São Paulo – O que fazer quando uma criança se engasga?, com Tania Zamataro https://spsp.org.br/jornal-o-sao-paulo-o-que-fazer-quando-uma-crianca-se-engasga-com-tania-zamataro/ Sun, 18 Jan 2026 19:01:40 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55603 Veículo: Jornal O São Paulo

Data: 18/01/2026

Para falar sobre como socorrer uma criança que está se engasgando, o jornal O São Paulo entrevistou Tania Zamataro, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP. De acordo com a pediatra, se a criança estiver tossindo em razão de um engasgo, não se deve mexer nela e nem a chacoalhar, não bater nas suas costas e não virar de ponta cabeça, pois o organismo tem na tosse a manobra mais eficaz para retirar o corpo estranho, e se criança está tossindo é porque ainda está conseguindo respirar. Ela também explicou as manobras atuais de desengasgo para  as crianças menores de um ano de idade e para as maiores de um ano.

Leia mais: https://osaopaulo.org.br/brasil/e-se-alguem-se-engasgar-perto-de-voce-o-que-fazer/

]]>
Canguru News – Dezembro Vermelho: prevenção de acidentes na infância e adolescência, com Sarah Saul https://spsp.org.br/canguru-news-dezembro-vermelho-prevencao-de-acidentes-na-infancia-e-adolescencia-com-sarah-saul/ Sun, 14 Dec 2025 11:33:19 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54664 Veículo: Site Canguru News

Data: 14/12/2025

A pediatra Sarah Saul, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, foi entrevistada pelo site Canguru News  a respeito da campanha Dezembro Vermelho, em que faz um alerta sobre a importância da prevenção dos acidentes entre crianças e adolescentes. De acordo com a médica, quedas, queimaduras, intoxicações, sufocamento, afogamento e acidentes de trânsito lideram as estatísticas, entretanto, ela diz que muitos acidentes ocorrem também dentro de casa, como quedas de escadas e janelas e intoxicação por produtos de limpeza. A especialista menciona o que deve ser feito para prevenir esses acidentes e enfatiza que supervisão não substitui medidas de segurança.

Leia mais: https://cangurunews.com.br/voce-sabia-que-90-dos-acidentes-com-criancas-e-adolescentes-poderiam-ser-evitados-com-medidas-simples/

]]>
Jornal de Araraquara – Prevenção de acidentes entre crianças e adolescentes, com SPSP https://spsp.org.br/jornal-de-araraquara-prevencao-de-acidentes-entre-criancas-e-adolescentes-com-spsp/ Tue, 02 Dec 2025 11:53:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54573 Veículo: Jornal de Araraquara

Data: 02/12/2025

O Jornal de Araraquara divulgou a campanha promovida pela SPSP Dezembro Vermelho: Prevenção de Acidentes na Infância e Adolescência, tema de grande importância, uma vez que os acidentes estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade na população pediátrica. A publicação traz entrevistas de Sarah Saul, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP e coordenadora da campanha, que afirma que a vulnerabilidade das crianças em seus diferentes estágios de desenvolvimento exige atenção constante e orientação, e de Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, que ressalta que a maioria dos acidentes é previsível e pode ser evitada com medidas simples.

Leia mais: https://jornaldeararaquara.com.br/spsp-realiza-campanha-direcionada-a-prevencao-de-acidentes-entre-criancas-e-adolescentes/

 

]]>