Dr. Marcelo Otsuka
Presidente do Departamento de Infectologia da SPSP
Coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia
Realizado 17 de setembro de 2026 Das 19h30 às 21h30 Formato Evento online e ao vivo Plataforma Transmissão pela plataforma Zoom Informações do evento Realização SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização Diretoria de Cursos e EventosDC de InfectologiaDC de Otorrinolaringologia da SPSP Coordenação Dr. Marcelo OtsukaDr. Manoel da Nóbrega Público-alvo Pediatras Objetivo Atualizar o manejo das Infecções de Vias Aéreas Superiores Prazo geral: até 16 de setembro de 2026 Inscreva-se Para se inscrever, é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br Valores de inscrição Inscrição Valor Taxa Total Associados da SPSP Gratuito Gratuito Gratuito Não associados da SPSP R$ 80,00 R$ 4,00 R$ 84,00 A taxa de serviços administrativos refere-se aos valores cobrados pela PagSeguro para emissão de boletos bancários ou pagamentos por cartão de crédito Programação 19h30 – 21h30 – Mesa – A Mudança de Paradigma: 5 Dias de Antibiótico como Nova Rotina para Infecções Respiratórias em Pediatria Coordenação e moderação: Dr. Marcelo Otsuka 19h30 – 19h35 Abertura Dr. Marcelo Otsuka e Dr. Manoel da Nóbrega 19h35 – 20h05 Apresentação do artigo “Give me five”. Antibiótico por menos tempo: estamos prontos para mudar? Dr. Eitan Naaman Berezin 20h05 – 20h25 Faringoamigdalite por Estreptococo do Grupo A (GAS) Dra. Flavia Jacqueline Almeida 20h25 – 20h45 Otite Média Aguda Dr. Carlos Eduardo Borges Rezende 20h45 – 21h05 Rinossinusites Bacterianas Agudas Dr. Manoel da Nóbrega 21h05 – 21h30 Debate: Considerações finais e respostas às perguntas do chat Todos os Palestantes Coordenação e palestrantes Dr. Marcelo Otsuka Presidente do Departamento de Infectologia da SPSP Coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia Dr. Manoel da Nóbrega Presidente do DC de Otorrinolaringologia da SPSP Médico Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial Dr. Eitan Naaman Berezin Secretário do Departamento de Infectologia da SPSP Professor Titular de Pediatria da Santa Casa de São Paulo Dra. Flavia Jacqueline Almeida Vice-presidente do DC de Infectologia da SPSP Chefe do serviço de Infectologia Pediátrica da Santa Casa de SP Diretora do departamento de Pediatria da FCMSCSP Dr. Carlos Eduardo Borges Rezende Membro do DC de Otorrinolaringologia da SPSP Professor Assistente da Disciplina de Otorrinolaringologia da FMABC]]>
SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo
Diretoria de Cursos e Eventos
DC de Infectologia
DC de Otorrinolaringologia da SPSP
Dr. Marcelo Otsuka
Dr. Manoel da Nóbrega
Pediatras
Atualizar o manejo das Infecções de Vias Aéreas Superiores
Prazo geral: até 16 de setembro de 2026
Inscreva-sePara se inscrever, é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br
| Inscrição | Valor | Taxa | Total |
|---|---|---|---|
| Associados da SPSP | Gratuito | Gratuito | Gratuito |
| Não associados da SPSP | R$ 80,00 | R$ 4,00 | R$ 84,00 |
A taxa de serviços administrativos refere-se aos valores cobrados pela PagSeguro para emissão de boletos bancários ou pagamentos por cartão de crédito
Presidente do Departamento de Infectologia da SPSP
Coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia
Presidente do DC de Otorrinolaringologia da SPSP
Médico Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
Secretário do Departamento de Infectologia da SPSP
Professor Titular de Pediatria da Santa Casa de São Paulo
Vice-presidente do DC de Infectologia da SPSP
Chefe do serviço de Infectologia Pediátrica da Santa Casa de SP
Diretora do departamento de Pediatria da FCMSCSP
Membro do DC de Otorrinolaringologia da SPSP
Professor Assistente da Disciplina de Otorrinolaringologia da FMABC
O fascículo 109 de Recomendações traz atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar aborda o artigo vacinação em condições crônicas e de complexidade médica]]>
Texto divulgado em 24/08/26
O fascículo 109 de Recomendações traz atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar aborda o artigo vacinação em condições crônicas e de complexidade médica. O segundo texto do DC de Otorrinolaringologia fala sobre vertigem na infância. Por fim, o DC de Oncologia destaca sinais e sintomas clínicos de atenção para predisposição ao câncer.
Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalhos e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.
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Texto divulgado em 07/05/2026 Aconteceu, no dia 5 de maio, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, a respeito do tema Distúrbios do Neurodesenvolvimento por Abuso do Uso de Telas e Fones de Ouvido. O evento, que teve como público-alvo pediatras, e contou com 38 participantes, foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamentos Científicos (DC) de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários e de Otorrinolaringologia da SPSP, tendo por objetivo alertar os pediatras e os médicos em geral sobre os malefícios do uso indevido de telas e fones de ouvido. A atividade foi coordenada por Regis Ricardo Assad, presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Atenção Básica da SPSP, que também realizou a abertura e moderou a mesa a respeito do tema do Encontro, e Manoel de Nobrega, presidente do DC de Otorrinolaringologia da SPSP. Os especialistas participantes do evento foram: Sulene Pirana, membro do DC de Otorrinolaringologia da SPSP, além de Adriana Cristina V. Domingues e Lygia M. dos Santos Border, respectivamente membro e vice-presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Atenção Básica da SPSP. Os temas apresentados foram: Relação do uso de telas com o desenvolvimento da fala e da linguagem, Os prejuízos do uso de telas no desenvolvimento cognitivo, Os prejuízos do uso indevido de fones de ouvido na audição de crianças e adolescentes e Como fazer a prevenção do uso de telas durante a consulta de puericultura. Ao final da atividade, houve uma sessão de discussão e os especialistas responderam perguntas do público. A gravação deste Encontro com o Especialista estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa ( www.spspeduca.org.br ). – Inscrição Valor Taxa Total Associados da SPSP Gratuito Gratuito Gratuito Não Associado da SPSP R$ 80,00 R$ 4,00 R$ 84,00 Taxa de serviços administrativos referem-se aos valores cobrados pela PagSeguro para a emissão de boletos bancários ou para pagamentos por cartões de crédito. – Programação 19h30 – 21h30 – Mesa: Distúrbios do Neuro-desenvolvimento por abuso do uso de telas e fones de ouvidoCoordenador: Dr. Regis Ricardo Assad 19h30 – 19h40 – AberturaDr. Regis Ricardo Assad 19h40 – 20h00 – Relação do uso de telas com o desenvolvimento da fala e da linguagem Dra. Sulene Pirana 20h00 – 20h20 – Os prejuízos do uso de telas no desenvolvimento cognitivoDra. Adriana Cristina Viesti Domingues 20h20 – 20h40 – Os prejuízos do uso indevido de fones de ouvido na audição de crianças e adolescentesDr. Manoel de Nobrega 20h40 – 21h00 – Como fazer a prevenção do uso de telas durante a consulta de puericulturaDra. Lygia Mendes dos Santos Border 21h00 – 21h30 – Discussão e perguntas – Dr. Regis Ricardo AssadPresidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSPMédico Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela SBP e AMB Dra. Sulene PiranaMembro do DC de Otorrinolaringologia da SPSPFoniatra do Ambulatório de Foniatria do HCFMUSP Dra. Adriana Cristina Viesti DominguesMembro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP Título de especialista em Pediatria pela SBP.Pós-graduada em docência e preceptoria médica pelo Hospital Israelita Albert Dr. Manoel de NobregaPresidente do DC de Otorrinolaringologia da SPSPProfessor Afiliado do Departamento de Otorrinolaringologia da UNIFESP Dra. Lygia Mendes dos Santos BorderVice-Presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSPMédica Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela SBP]]>
Texto divulgado em 07/05/2026
Aconteceu, no dia 5 de maio, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, a respeito do tema Distúrbios do Neurodesenvolvimento por Abuso do Uso de Telas e Fones de Ouvido. O evento, que teve como público-alvo pediatras, e contou com 38 participantes, foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamentos Científicos (DC) de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários e de Otorrinolaringologia da SPSP, tendo por objetivo alertar os pediatras e os médicos em geral sobre os malefícios do uso indevido de telas e fones de ouvido.
A atividade foi coordenada por Regis Ricardo Assad, presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Atenção Básica da SPSP, que também realizou a abertura e moderou a mesa a respeito do tema do Encontro, e Manoel de Nobrega, presidente do DC de Otorrinolaringologia da SPSP. Os especialistas participantes do evento foram: Sulene Pirana, membro do DC de Otorrinolaringologia da SPSP, além de Adriana Cristina V. Domingues e Lygia M. dos Santos Border, respectivamente membro e vice-presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Atenção Básica da SPSP.
Os temas apresentados foram: Relação do uso de telas com o desenvolvimento da fala e da linguagem, Os prejuízos do uso de telas no desenvolvimento cognitivo, Os prejuízos do uso indevido de fones de ouvido na audição de crianças e adolescentes e Como fazer a prevenção do uso de telas durante a consulta de puericultura. Ao final da atividade, houve uma sessão de discussão e os especialistas responderam perguntas do público.
A gravação deste Encontro com o Especialista estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa ( www.spspeduca.org.br ).
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| Inscrição | Valor | Taxa | Total |
| Associados da SPSP | Gratuito | Gratuito | Gratuito |
| Não Associado da SPSP | R$ 80,00 | R$ 4,00 | R$ 84,00 |
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| Programação |
|---|
| 19h30 – 21h30 – Mesa: Distúrbios do Neuro-desenvolvimento por abuso do uso de telas e fones de ouvido Coordenador: Dr. Regis Ricardo Assad |
| 19h30 – 19h40 – Abertura Dr. Regis Ricardo Assad |
| 19h40 – 20h00 – Relação do uso de telas com o desenvolvimento da fala e da linguagem Dra. Sulene Pirana |
| 20h00 – 20h20 – Os prejuízos do uso de telas no desenvolvimento cognitivo Dra. Adriana Cristina Viesti Domingues |
| 20h20 – 20h40 – Os prejuízos do uso indevido de fones de ouvido na audição de crianças e adolescentes Dr. Manoel de Nobrega |
| 20h40 – 21h00 – Como fazer a prevenção do uso de telas durante a consulta de puericultura Dra. Lygia Mendes dos Santos Border |
| 21h00 – 21h30 – Discussão e perguntas |
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Dr. Regis Ricardo Assad
Presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP
Médico Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela SBP e AMB
Dra. Sulene Pirana
Membro do DC de Otorrinolaringologia da SPSP
Foniatra do Ambulatório de Foniatria do HCFMUSP
Dra. Adriana Cristina Viesti Domingues
Membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP Título de especialista em Pediatria pela SBP.
Pós-graduada em docência e preceptoria médica pelo Hospital Israelita Albert
Dr. Manoel de Nobrega
Presidente do DC de Otorrinolaringologia da SPSP
Professor Afiliado do Departamento de Otorrinolaringologia da UNIFESP
Dra. Lygia Mendes dos Santos Border
Vice-Presidente do DC de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP
Médica Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela SBP
O que é gagueira? é uma alteração da fluência da fala, caracterizada por repetições (por exemplo, “-pa-pa-papai”), prolongamentos de sons (“ssssala”) ou bloqueios (pausas em]]>
O que é gagueira? é uma alteração da fluência da fala, caracterizada por repetições (por exemplo, “-pa-pa-papai”), prolongamentos de sons (“ssssala”) ou bloqueios (pausas em que a palavra não sai). É comum em crianças pequenas, enquanto a fala e o controle da linguagem estão em desenvolvimento. Nem toda gagueira na infância vira gagueira persistente (aquela que acompanha a pessoa por mais tempo).
As causas prováveis, baseadas em evidências, incluem
Fatores emocionais e de temperamento, ansiedade e frustração, eventos estressantes podem agravar a gagueira, mas não são a causa dela.
Eventos estressantes: grandes modificações na vida da criança (mudança, chegada de irmão) podem coincidir com o início, mas também não são a causa da gagueira.
Como agir quando a criança começa a gaguejar
Quando se preocupar (procurar avaliação em curto prazo)
Quando é razoável aguardar (observação ativa)
A gagueira na infância é comum e muitas vezes melhora com apoio e tempo. Agir com calma, oferecer um ambiente de fala seguro e buscar avaliação profissional quando houver sinais de risco são as melhores atitudes.
Relatora:
Sulene Pirana
Médica Otorrinolaringologista com Área de Atuação em Foniatria e Medicina do Sono
Membro do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP
Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP
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No primeiro artigo aborda o tema “Neuroirritabilidade: desafios para o pediatra”]]>
Texto divulgado em 10/12/25
O fascículo 107 de Recomendações traz atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Núcleo de Estudos de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP aborda o tema “Neuroirritabilidade: desafios para o pediatra”. O segundo texto, do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP, destaca a otite média aguda recorrente. Por fim, o Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários aborda atualizações no tratamento de parasitoses intestinais em Pediatria.
Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalhos e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.
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Data: 28/11/2025
A revista Crescer entrevistou Manoel de Nobrega, presidente do Departamento de Otorrinolaringologia da SPSP, para falar sobre os riscos do uso de descongestionantes nasais por crianças. Ele explica que as crianças, principalmente menores de 6 anos, são mais sensíveis aos efeitos dos descongestionantes nasais, uma vez que o sistema nervoso e cardiovascular ainda está em desenvolvimento, aumentando a chance de efeitos adversos. Ele orienta a utilizar medicamentos para congestão nasal apenas quando prescritos pelos médicos, principalmente para crianças pequenas. A matéria mostra o caso de uma menina, hoje com 2 anos, que sofreu uma parada cardíaca após intoxicação pela utilização de descongestionante nasal.
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O dia 10 de novembro é mais do que uma data no calendário. É um convite para uma pausa, uma reflexão profunda sobre um sentido que, muitas vezes, damos como certo: a audição]]>
O dia 10 de novembro é mais do que uma data no calendário. É um convite para uma pausa, uma reflexão profunda sobre um sentido que, muitas vezes, damos como certo: a audição. O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, instituído pelo Ministério da Saúde, é um farol que ilumina a importância de cuidarmos da saúde auditiva das nossas crianças e adolescentes.
Entendendo a Audição – A Orquestra Interna
Para cuidar, é preciso entender. Nosso sistema auditivo é uma obra-prima da engenharia biológica, uma orquestra perfeitamente sincronizada que transforma ondas sonoras em informações compreensíveis para o cérebro.
As Partes do Ouvido: Uma Jornada do Som
Qualquer interrupção nesse caminho, por mais mínima que seja, pode resultar em uma perda auditiva.
Os Diferentes Tipos e Graus da Surdez
A perda auditiva, especialmente na infância e adolescência, pode ser silenciosa, mas suas consequências são profundas, afetando a comunicação, o aprendizado, a socialização e a autoestima. A boa notícia é que, em muitos casos, ela pode ser prevenida, identificada precocemente e tratada com sucesso.
Graus de Perda Auditiva (o quanto se ouve):

Fonte: Hearing First – hearingfirst.org – [email protected]
Sinais de Alerta – Aprendendo a “ouvir” o que a criança não diz
Reações que a criança com perda auditiva pode apresentar, por faixa etária:
A detecção precoce é a nossa maior arma. Muitas vezes, a criança não sabe ou não consegue comunicar que não está ouvindo bem. Cabe a nós, adultos atentos, observar os sinais.
Recém-Nascido e Bebê (0 a 2 anos):
Criança Pequena (2 a 5 anos):
Criança em Idade Escolar e Adolescente (6 a 18 anos):
Se você observar qualquer um desses sinais, não espere. Procure um profissional!
Atenção, Pais e Cuidadores!
Se o seu filho apresenta vários dos sinais de alerta listados acima para a faixa etária dele, ou se você tem uma preocupação intuitiva sobre a audição ou a fala dele, confie nos seus instintos! Procure um profissional. O pediatra é o primeiro passo, que poderá encaminhar para uma avaliação mais detalhada com um fonoaudiólogo e/ou um otorrinolaringologista. Lembre-se: a intervenção precoce faz toda a diferença no futuro da criança.
Prevenção – A Chave Mestra da Saúde Auditiva
Este é o coração da nossa missão no dia 10 de novembro. A prevenção começa antes mesmo do nascimento e se estende por toda a vida.
A Primeira Linha de Defesa: A Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha)
O que é? Um exame rápido, indolor e obrigatório por lei, realizado preferencialmente nos primeiros dias de vida, ainda na maternidade.
Sinais de alerta:
Os especialistas criaram uma lista de situações que aumentam a chance de uma criança ter perda auditiva. São os chamados indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA). Se seu filho se enquadra em algum deles, é preciso redobrar a atenção e garantir que a avaliação auditiva seja feita o quanto antes.
Pode-se utilizar 2 tipos de testagem:
Se seu bebê não fez o teste, ou se falhou e não fez a reavaliação, procure um pediatra ou serviço de saúde IMEDIATAMENTE.
Cuidados no Dia a Dia: Do Berço à Adolescência
Proteção em Ambientes Ruidosos
Festas infantis barulhentas, shows, fogos de artifício, cinemas. Em situações com ruído intenso, considere o uso de protetores auriculares. Existem modelos específicos para crianças, confortáveis e que diminuem o volume sem cortar completamente o som.
E Se a Perda Auditiva For Identificada? O Caminho da Intervenção
Receber o diagnóstico de que uma criança tem perda auditiva pode ser assustador, mas é importante saber que há um caminho bem estabelecido e cheio de esperança.
Aqui, a jornada se personaliza. Não existe uma única forma “correta” de se comunicar. A escolha da abordagem deve considerar o tipo e grau da perda auditiva, o contexto familiar e as necessidades individuais da criança. O trabalho do fonoaudiólogo é essencial em todas elas.
Além da Prevenção e da Intervenção – Inclusão, Cidadania e a Riqueza da Diversidade
Combater a surdez vai muito além dos cuidados médicos e terapêuticos. É um trabalho contínuo de construir uma sociedade verdadeiramente acessível, que não apenas “aceite”, mas valorize ativamente as diferentes formas de se comunicar e experienciar o mundo.
Respeitando e Incluindo Todas as Formas de Comunicação
A jornada de uma criança com perda auditiva é única. Como vimos, algumas famílias e indivíduos focam na reabilitação oral, outras adotam a Comunicação Total e outras ainda mergulham na Língua de Sinais como base de sua identidade. Todas essas escolhas são válidas e merecem respeito.
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) como Direito e Patrimônio
A Libras é um pilar de acessibilidade e cidadania para milhões de brasileiros.
Acessibilidade: Um Dever de Todos
A inclusão também é prática e está nos detalhes do dia a dia:
A Semente da Empatia: Ensinando Nossos Filhos
A construção de um mundo mais inclusivo começa em casa. Podemos ensinar nossas crianças, com ou sem perda auditiva, a:
Cuidar da saúde auditiva é um ato de amor. Escolher uma abordagem de comunicação é um ato de autonomia. E construir uma sociedade inclusiva é um ato de cidadania.
Nossa Voz no Mundo
No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, somos lembrados de que a audição é uma ponte vital para o mundo. É pela audição que uma criança aprende a falar, que um adolescente compartilha suas descobertas, que nos conectamos com a música, a natureza e com quem amamos.
Como pais e cuidadores, temos o poder e a responsabilidade de proteger essa ponte. Através da informação, da observação atenta e da adoção de hábitos saudáveis, podemos garantir que as futuras gerações possam desfrutar da riqueza do mundo sonoro em toda a sua plenitude.
A saúde auditiva não é um detalhe. É fundamental para uma vida plena. Vamos fazer do dia 10 de novembro um ponto de partida, não apenas uma data no calendário. Vamos espalhar essa conscientização, conversar com nossos filhos, exigir os exames preventivos e buscar ajuda sempre que necessário.
Juntos, podemos fazer a diferença. Um som de cada vez.
Relator:
Manoel de Nobrega
Presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP
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Pediatra Atualize-se tem como tema principal a Otorrinolaringologia na Pediatria. Os tópicos abordados são videoendoscopia da deglutição e viodeglutograma]]>
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Por que a audição do seu filho é tão importante? Vamos conversar sobre um tema fundamental para o desenvolvimento saudável das]]>
Por que a audição do seu filho é tão importante?
Vamos conversar sobre um tema fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças: a audição.
A capacidade de ouvir é a porta de entrada para a linguagem, a fala, a aprendizagem e a interação social. Quando uma deficiência auditiva não é identificada e tratada precocemente, pode impactar significativamente a vida da criança. Hoje em dia, com os avanços da medicina, temos condições de detectar problemas auditivos nos primeiros dias de vida e intervir de maneira eficaz.
O objetivo principal deste texto é esclarecer, de forma simples e prática, as principais causas da perda auditiva, os indicadores de risco que pediatras e famílias devem observar, os exames de triagem disponíveis e as opções de tratamento.
Entendendo a perda auditiva: tipos e causas
Antes de tudo, é importante saber que existem diferentes tipos de perda auditiva:
E o que pode causar essas perdas? As causas são divididas entre congênitas (presentes ao nascimento) e adquiridas (que surgem após o nascimento).
Sinais de alerta: os indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA)
Os especialistas criaram uma lista de situações que aumentam a chance de uma criança ter perda auditiva. São os chamados indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA). Se seu filho se enquadra em algum deles, é preciso redobrar a atenção e garantir que a avaliação auditiva seja feita o quanto antes.
Os principais IRDA são:
A preocupação dos pais é o IRDA mais importante!
Este é o ponto número um por um motivo muito simples: os pais são os maiores especialistas em seus filhos. Se você, mãe ou pai, tem qualquer preocupação sobre a audição, a fala ou o desenvolvimento da linguagem do seu bebê ou criança, mesmo que ela tenha passado na triagem auditiva neonatal, deve procurar um especialista (otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo) imediatamente. Nunca ignore seu instinto.
Histórico familiar
Se existe na família (pais, irmãos, avós, tios) algum caso de surdez ou perda auditiva permanente que começou na infância, o risco é maior. Muitas formas de perda auditiva são hereditárias.
Problemas durante a gravidez e o parto:
O pré-natal é fundamental para prevenir, diagnosticar e tratar essas infecções.
Características físicas e síndromes
Uso de medicamentos ototóxicos
Certos medicamentos, embora necessários para tratar infecções graves ou câncer, podem prejudicar a audição. Os principais são alguns antibióticos e quimioterápicos.
Causas adquiridas na infância
A triagem auditiva neonatal: o primeiro e fundamental exame
Todas as crianças devem fazer o teste da orelhinha ainda na maternidade, preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida. É um exame rápido, indolor e que não incomoda o bebê.
Lembre-se: Passar no teste da orelhinha é ótimo, mas não descarta 100% a possibilidade de uma perda auditiva se desenvolver mais tarde. Por isso, a observação contínua dos pais é insubstituível.
O que esperar da consulta com o especialista (otorrinolaringologista)
Se houver suspeita de perda auditiva, o médico fará uma avaliação completa:
Opções de tratamento e reabilitação:
O diagnóstico de perda auditiva não é o fim da linha. Pelo contrário, é o início de uma jornada de reabilitação com resultados fantásticos, especialmente quando iniciada cedo. As opções dependem do tipo e grau da perda:
São os conhecidos aparelhos auditivos. Eles amplificam o som e são a primeira opção para a maioria das crianças com perda auditiva sensorioneural. A adaptação deve ser feita por um fonoaudiólogo especializado.
Indicadas para casos em que o som não consegue chegar ao ouvido interno pela via normal, como em algumas malformações de orelha ou após cirurgias. Elas vibram o osso do crânio, que por sua vez estimula a cóclea diretamente.
É uma tecnologia incrível para crianças com perdas auditivas severas a profundas, que não se beneficiam suficientemente dos aparelhos convencionais. É um dispositivo eletrônico implantado cirurgicamente que substitui a função da cóclea danificada, enviando sinais elétricos diretamente para o nervo auditivo.
Outros implantes
Existem também implantes de orelha média e até implantes no tronco cerebral para casos muito específicos em que o implante coclear não é possível.
O papel da família e a importância da intervenção precoce
A família é o pilar mais importante da reabilitação. O envolvimento dos pais no processo de terapia, a criação de um ambiente rico em estímulos sonoros e linguísticos, muito amor e paciência fazem toda a diferença.
Estudos mostram que crianças com perda auditiva identificada e tratada antes dos 6 meses de idade desenvolvem habilidades de linguagem muito melhores do que aquelas identificadas tardiamente. Cada dia conta!
Conclusão: fique atento e converse com seu pediatra
A audição é um sentido precioso. Conhecer os indicadores de risco e acompanhar de perto o desenvolvimento do seu filho são as melhores formas de garantir que qualquer problema seja detectado a tempo.
Em resumo:
A medicina avança a cada dia, e as possibilidades de reabilitação auditiva são vastas e cheias de sucesso. Com informação, cuidado e apoio, seu filho terá todas as ferramentas para desenvolver todo o seu potencial.
Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta com o pediatra ou otorrinolaringologista. Para qualquer dúvida específica sobre a saúde do seu filho, procure sempre um profissional de saúde.
Relator:
Manoel de Nóbrega
Presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP
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Texto divulgado em 10/09/25
O fascículo 106 de Recomendações traz atualizações de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Departamento Científico de Otorrinolaringologia aborda o tema “Apneia obstrutiva do sono em crianças: diagnóstico e tratamento”. O segundo texto, do Departamento Científico de Adolescência, destaca esportes coletivos na formação de habilidades sociais. Por fim, o Departamento Científico de Oftalmologia discorre sobre o uso de telas e a visão infantil: uma mensagem aos pais e pediatras.
Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalhos e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.
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