Ortopedia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 23 Jun 2026 18:41:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Ortopedia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Esporte é essencial para formar crianças mais saudáveis e confiantes https://spsp.org.br/esporte-e-essencial-para-formar-criancas-mais-saudaveis-e-confiantes/ Tue, 23 Jun 2026 18:41:19 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57566 ]]>

Para a criança, brincar para se movimentar e crescer com saúde é inicialmente o melhor esporte.

A atividade física faz parte do desenvolvimento saudável de toda criança, tanto para a parte motora quanto para a neurológica.

Mais do que melhorar o condicionamento físico, movimentar-se ajuda o crescimento dos ossos e músculos, o desenvolvimento da coordenação motora, da autoestima, da socialização e até do desempenho escolar.

Em uma época em que telas ocupam cada vez mais espaço no dia a dia, incentivar a prática de esportes tornou-se uma missão importante para pais, familiares e cuidadores.

Correr, pular, arremessar, pedalar e nadar são os chamados gestos olímpicos; estando também presentes no brincar ao ar livre, são atividades que ajudam a criança a descobrir suas capacidades, desenvolver confiança e criar hábitos saudáveis, que poderão acompanhá-la por toda a vida adulta.

O esporte também ensina valores fundamentais. Através dele, nossos filhos aprendem sobre disciplina, respeito às regras, trabalho em equipe, superação de desafios e convivência com vitórias e derrotas. Essas experiências contribuem para a formação de cidadãos mais resilientes e preparados para enfrentar as dificuldades da vida.

É importante lembrar que nem toda criança precisa ser atleta. O principal objetivo deve ser o prazer de se movimentar, de participar das atividades, sem a obrigação do bom desempenho.

Cada criança possui interesses, habilidades e ritmos diferentes. Algumas se identificam mais com esportes coletivos, como futebol, vôlei ou basquete. Outras preferem atividades individuais, como natação, ginástica, dança, artes marciais ou ciclismo. O mais importante é encontrar uma atividade que proporcione alegria e motivação.

Pais e cuidadores têm papel essencial nesse processo. O exemplo dos adultos costuma ser uma das maiores fontes de incentivo. Quando a família valoriza a atividade física e participa de momentos de lazer ativo, a criança tende a incorporar esses hábitos de forma mais natural.

Dicas para pais e cuidadores:

Incentive pelo exemplo; pratique atividades físicas sempre que possível; valorize a participação, não apenas os resultados; respeite os limites físicos e emocionais da criança/adolescente, evitando cobranças excessivas e comparações com outras crianças.

Certifique-se de que a criança esteja bem hidratada e utilize equipamentos de proteção quando necessários. Procure orientação médica caso haja dúvidas sobre a prática esportiva. Escolha uma atividade que ela goste.

Lembre-se de que aprender e se divertir são mais importantes do que vencer.

Neste Dia Nacional do Esporte, celebrado em 23 de junho, é essencial falar que este não forma apenas atletas; forma crianças mais saudáveis, confiantes e preparadas para os desafios da vida.

 

Relator:

Nei Botter Montenegro
Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da SPSP

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Lesões esportivas da criança e do adolescente https://spsp.org.br/lesoes-esportivas-da-crianca-e-do-adolescente/ Thu, 17 Jul 2025 14:01:22 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52293 O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada. A diferença entre a atividade física pura e o]]>

O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada.

A diferença entre a atividade física pura e o esporte é a competição associada.

Até a faixa etária dos seis a sete anos, essas atividades ocorrem através de escolas de esporte, onde vários tipos de modalidade são apresentados à criança.

Com isso, elas aprendem os cinco gestos esportivos com os quais podemos realizar quase todas as modalidades. São eles: a corrida, o salto, o arremesso, o nadar e o pedalar.

Após a escolha de uma modalidade, crianças e adolescentes então iniciam a prática nas suas escolas, em escolas específicas ou em clubes. Ultimamente há uma tendência à especialização cada vez mais precoce nas modalidades esportivas, visando competições e maior frequência nos treinos. Isso acaba sendo, por vezes, uma situação ruim, pois quanto mais competitiva é a atividade, mais lesiva ela acaba se tornando. Uma das situações vistas nos consultórios, atendendo esses atletas em formação, é que se ensina técnica e tática do esporte, deixando-se de lado a atividade fundamental, o condicionamento físico.

É um erro supor que as crianças e adolescentes têm condição física já preparada para todas essas atividades: força, resistência, alongamento muscular, assim como o condicionamento cardiorrespiratório, não são especificamente trabalhados previamente ao início da prática da modalidade na formação desses atletas mirins. Com isso, lesões acabam sendo frequentes, principalmente quando ocorre excesso de treinos.

As lesões típicas da atividade ocorrem quando crianças e adolescentes são submetidos à capacitação esportiva em escolas diferentes, não sendo as mesmas planejadas e executadas pelo mesmo treinador. Assim, elas são submetidas a atividades que, repetidamente, utilizam as regiões mais exigidas para determinado tipo de esporte.

Como o corpo dos atletas está em desenvolvimento, em muitas ocasiões eles acabam apresentando lesões nas áreas de crescimento, onde os principais grupos musculares são unidos aos ossos. Essas regiões são chamadas apófises. Como essas áreas estão em desenvolvimento, existe uma menor resistência mecânica. O excesso de uso e tração muscular desproporcional, geram lesões dolorosas, culminando na incapacidade de fazer as atividades antes realizadas, piorando a performance, quando então os pais os levam aos consultórios médicos.

Assim sendo, o excesso de treino e a prática em diferentes escolas de esporte ou em diferentes modalidades acabam por se tornar uma das principais causas de lesões ósseas, tendíneas e musculares dos atletas mirins.

A especialização precoce, a não individualização dos atletas e a falta de exame físico dos mesmos, para investigar a condição física, acabam por facilitar a ocorrência de lesões das regiões em crescimento, ósseas ou musculotendíneas e ligamentares, podendo ocorrer fraturas de estresse, inflamações nas regiões de crescimento, lesões musculares por falta de alongamento, aquecimento inadequado e excesso de atividades esportivas, o que acaba retirando o atleta da sua prática, sendo prejudicial a ele.

Lesões articulares como entorses e lesões ligamentares, assim como fraturas, também ocorrem por uso inadequado dos equipamentos (tamanho de bola, campo e tempo de jogo), assim como pela falta de técnicas protetivas para esportes específicos.

A própria FIFA, preocupada com lesões ocorridas nas categorias de base, criou, por exemplo, um tipo de aquecimento conhecido como FIFA 11+ Kids, para prevenir lesões que retirassem os jogadores por um ou mais meses do futebol, com êxito de 50% quando colocado em prática.

Em conclusão, em vez de ser uma boa prática, o excesso de atividades oferecidas por muitos pais a seus filhos, no intuito de melhorar a performance deles, acaba por prejudicá-los, necessitando interromper a prática desportiva para que seja feito o tratamento.

Com isso, o ideal para que a criança e o adolescente diminuam a chance da ocorrência de lesões, é fazer uma atividade esportiva principal, de sua escolha ou em conjunto com sua família, com dias de descanso entre os treinos, para que o sistema musculoesquelético tenha uma recuperação plena e melhora do seu condicionamento físico, o que na verdade é a intenção inicial dessa atividade.

Temos como pontos principais para evitar um maior número de lesões nos atletas em crescimento:

  • Desestimular a especialização precoce; não fazer treinos repetidos por uma ou por várias instituições; escolher apenas um esporte como principal; ter apenas um treinador responsável pela atividade do atleta mirim; realizar exame físico e clínico para detectar eventuais faltas de condicionamento físico, alongamento, resistência e de força muscular; descanso entre as atividades físicas principais e, também, uma vez por ano, não realizar a mesma atividade para que as regiões ósseas e musculares em crescimento possam se refazer.

O treino é gasto (catabolismo), mas o intervalo com repouso é ganho (anabolismo). De qualquer maneira, as atividades físicas dentro dos esportes são benéficas para o ser humano em crescimento. Por outro lado, as lesões advêm do excesso, o que acaba por anular esse benefício.

Relator:

Nei Botter Montenegro

Médico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e Coordenador do Programa de Esportes para Crianças e Adolescentes do HIAE

Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Vice-Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

]]> Revista Crescer – Cirurgia de escoliose em crianças e adolescentes, com Miguel Akkari https://spsp.org.br/revista-crescer-cirurgia-de-escoliose-em-criancas-e-adolescentes-com-miguel-akkari/ Tue, 25 Mar 2025 11:46:41 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50690 Veículo: Revista Crescer

Data: 19/03/2025

A revista Crescer entrevistou o ortopedista pediátrico Miguel Akkari, presidente do Departamento Científico de Ortopedia da SPSP, para falar sobre o caso de uma menina de Pelotas (RS) que foi diagnosticada aos 11 anos com escoliose idiopática e necessita realizar com urgência a cirurgia de realinhamento da coluna. O médico explica que a escoliose é um desvio da coluna, que pode formar uma curva em S ou em C, causando uma assimetria corporal; quanto maior a curvatura, mais sério o problema. Ele afirma que em situações mais graves, pode até comprometer a parte respiratória. Sem conseguir fazer a cirurgia pelo plano de saúde, a família decidiu realizar uma campanha de arrecadação do valor, cerca de R$ 100 mil reais.

Leia mais: https://revistacrescer.globo.com/maes-e-pais/historias/noticia/2025/03/mae-revela-primeiro-sinal-de-escoliose-da-filha-diagnosticada-aos-11-meu-mundo-caiu.ghtml

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Encontro com o Especialista – Urgências e Emergências em Ortopedia – Como não passar despercebido https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-urgencias-e-emergencias-em-ortopedia-como-nao-passar-despercebido/ Tue, 22 Oct 2024 14:28:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47773 Foi realizado, no dia 22 de outubro, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, para discutir o tema Urgências e Emergências em Ortopedia – Como não passar despercebido. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Ortopedia da SPSP, o evento teve por objetivo abordar algumas afecções comuns no atendimento de urgência e emergência nos prontos-socorros e também nos consultórios de pediatria, além de chamar a atenção para o diagnóstico. Sob coordenação de Miguel Akkari, presidente do DC de Ortopedia da SPSP, o Encontro, direcionado a pediatras e residentes em pediatria e ortopedia, contou com a participação de Claudio Santili, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa–SP, que moderou e realizou a abertura do evento; Natasha Vogel, médica ortopedista e subespecialista em Ortopedia Pediátrica pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo – IOT-HC/FMUSP; e Gilberto Waisberg, chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Faculdade do ABC-SP. Os temas apresentados foram:   Infecções osteoarticulares, Dores nos membros de causas não infecciosas – diagnósticos diferenciais e Principais lesões osteoarticulares e ligamentares. Após as palestras, houve um colóquio com perguntas do público aos participantes da atividade. Programação 19h00 – 21h00 – Mesa: Urgências e Emergências em ortopedia – como não passa despercebidoCoordenação e Moderação: Dr. Claudio Santili 19h00 – 19h10 – Abertura Dr. Claudio Santili 19h10 – 19h40 – Infecções Osteo Articulares Dr. Miguel Akkari 19h40 – 20h10 – Dores nos membros causas não infecciosas – diagnósticos diferenciais Dra. Natasha Vogel 20h10 – 20h40 – Principais lesões osteo articulares e ligamentares Dr. Gilberto Waisberg 20h40 – 21h00 Colóquio de perguntas e respostas – Dr. Miguel AkkariPresidente do DC de Ortopedia da SPSPMestre e Doutor em Ortopedia e Traumatologia pela FCMSCSP Dr. Claudio SantiliDoutor em Medicina pela FCMSCSPProfessor Adjunto da Faculdade de Ciências Medicas Santa Casa – SP Dra. Natasha VogelMédica ortopedista, subespecialista em Ortopedia Pediátrica pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo – IOT-HC/FMUSPMestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo Dr. Gilberto WaisbergDoutor em Ortopedia e Traumatologia pela FCMSCSPChefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica pela Faculdade do ABC]]>

Foi realizado, no dia 22 de outubro, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, para discutir o tema Urgências e Emergências em Ortopedia – Como não passar despercebido. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Ortopedia da SPSP, o evento teve por objetivo abordar algumas afecções comuns no atendimento de urgência e emergência nos prontos-socorros e também nos consultórios de pediatria, além de chamar a atenção para o diagnóstico.

Sob coordenação de Miguel Akkari, presidente do DC de Ortopedia da SPSP, o Encontro, direcionado a pediatras e residentes em pediatria e ortopedia, contou com a participação de Claudio Santili, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa–SP, que moderou e realizou a abertura do evento; Natasha Vogel, médica ortopedista e subespecialista em Ortopedia Pediátrica pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo – IOT-HC/FMUSP; e Gilberto Waisberg, chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Faculdade do ABC-SP.

Os temas apresentados foram:   Infecções osteoarticularesDores nos membros de causas não infecciosas – diagnósticos diferenciais e Principais lesões osteoarticulares e ligamentares. Após as palestras, houve um colóquio com perguntas do público aos participantes da atividade.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

 

Programação
19h00 – 21h00 – Mesa: Urgências e Emergências em ortopedia – como não passa despercebido
Coordenação e Moderação
: Dr. Claudio Santili
19h00 – 19h10 – Abertura
Dr. Claudio Santili
19h10 – 19h40 – Infecções Osteo Articulares
Dr. Miguel Akkari
19h40 – 20h10 – Dores nos membros causas não infecciosas – diagnósticos diferenciais
Dra. Natasha Vogel
20h10 – 20h40 – Principais lesões osteo articulares e ligamentares
Dr. Gilberto Waisberg
20h40 – 21h00 Colóquio de perguntas e respostas

Dr. Miguel Akkari
Presidente do DC de Ortopedia da SPSP
Mestre e Doutor em Ortopedia e Traumatologia pela FCMSCSP

Dr. Claudio Santili
Doutor em Medicina pela FCMSCSP
Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Medicas Santa Casa – SP

Dra. Natasha Vogel
Médica ortopedista, subespecialista em Ortopedia Pediátrica pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo – IOT-HC/FMUSP
Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo

Dr. Gilberto Waisberg
Doutor em Ortopedia e Traumatologia pela FCMSCSP
Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica pela Faculdade do ABC

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Distrofia Muscular de Duchenne https://spsp.org.br/distrofia-muscular-de-duchenne-2/ Tue, 17 Sep 2024 11:45:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48011 ]]>

17 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização sobre as Distrofias Musculares. Entre elas, a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é a miopatia mais comum da infância, uma condição que causa fraqueza muscular progressiva com regressão motora em crianças. É causada por alteração no gene da distrofina, o que determina uma produção insuficiente da proteína de mesmo nome, levando à destruição muscular e sua substituição por tecido fibroadiposo. Essa destruição muscular leva a aumento de níveis séricos de enzimas musculares, o que nos traz a ferramenta de podermos usar indicadores laboratoriais antes mesmo do início dos sintomas (aumento de creatina fosfoquinase – CPK – e de enzimas hepáticas, que são bem características).

Possui uma incidência aproximada de 1:5.000 meninos nascidos vivos. Por se tratar de uma doença genética, cujo padrão de herança é recessivo e ligado ao X, o acometimento familiar apenas em meninos pode levantar a suspeita diagnóstica.

Os sinais de alerta para a DMD podem começar a aparecer em crianças pequenas, geralmente entre dois e cinco anos de idade. Alguns dos sinais mais comuns incluem:
1. Atraso no desenvolvimento motor: Crianças com DMD podem demorar mais para atingir marcos motores, como sentar, engatinhar e andar.

  1. Dificuldade para correr ou subir escadas: A fraqueza muscular nas pernas pode fazer com que a criança tenha dificuldade em correr, saltar ou subir escadas. Elas podem cair com frequência.
  2. Marcha de pato (marcha anserina): Devido à fraqueza nos músculos da pelve, as crianças podem desenvolver uma marcha característica, em que andam balançando os quadris de um lado para o outro.
  3. Sinal de Gowers: Ao tentarem levantar-se do chão, as crianças com DMD frequentemente usam as mãos para “escalar” as pernas e apoiar-se, devido à fraqueza muscular dos quadris e das coxas.
  4. Pseudo-hipertrofia dos músculos da panturrilha: As panturrilhas podem parecer grandes e fortes devido à substituição do tecido muscular por tecido adiposo, um fenômeno conhecido como pseudo-hipertrofia.
  5. Dificuldade para levantar os braços: Fraqueza muscular nos braços pode dificultar levantar os braços acima da cabeça.
  6. Fadiga muscular: Crianças com DMD podem se cansar facilmente durante atividades físicas.
    8. Alterações cognitivas: Algumas crianças com DMD podem apresentar dificuldades de aprendizado e problemas de atenção, embora esses sintomas não sejam universais.
    Identificar esses sinais precocemente é crucial para o diagnóstico e para o início do tratamento, que pode ajudar a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida da criança.

Nas últimas décadas, houve progressos significativos no diagnóstico e no tratamento da DMD, com aumento da expectativa de vida e com qualidade de vida.

Historicamente, a expectativa de vida era de apenas até a adolescência ou início da segunda década de vida. No entanto, com os cuidados atuais, muitos pacientes vivem até os 30 anos ou mais.

Fatores que influenciam a expectativa de vida incluem:

  1. Cuidados respiratórios: Problemas respiratórios com insuficiência respiratória progressiva são comuns em estágios avançados da DMD devido à fraqueza dos músculos respiratórios. O uso de ventilação não invasiva e outros suportes respiratórios têm sido fundamental para prolongar a vida. Também devemos associar cuidados ortopédicos para evitar desvios como a cifoescoliose, prevenir e combater as infecções respiratórias.
    2. Cuidados cardiológicos: A cardiomiopatia dilatada, uma condição em que o coração se torna dilatado e incapaz de bombear eficientemente, é uma complicação comum e a principal causa de óbito. O monitoramento regular e o uso de medicamentos cardioprotetores ajudam a gerenciar essa condição.
  2. Fisioterapia e mobilidade: Manter a mobilidade pelo maior tempo possível com fisioterapia e, eventualmente, o uso de cadeiras de rodas adequadas impacta a qualidade de vida positivamente e a expectativa de vida.
  3. Nutrição e gerenciamento de peso: Manter uma nutrição adequada é crucial, pois a fraqueza muscular pode levar a problemas de deglutição e desnutrição. O gerenciamento do peso também é importante para evitar complicações adicionais.
  4. Vacinação: Atualização do calendário vacinal, inclusive com vacinas especiais disponíveis nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) para portadores de doenças neurológicas crônicas.
  5. Terapias emergentes: Novos tratamentos promissores, incluindo terapias genéticas e outros medicamentos, estão sendo desenvolvidos e testados, com potencial para melhorar ainda mais a expectativa de vida.

Com os cuidados adequados e um plano de tratamento bem gerenciado, muitos pacientes com DMD podem ter uma vida significativamente mais longa e com melhor qualidade do que era possível no passado.

O aconselhamento genético é uma parte essencial do manejo da DMD, tanto para famílias afetadas quanto para aquelas com risco potencial de terem um filho com a condição, sendo de relevância central discutir essas chances de recorrência em futuras gestações e as opções disponíveis.

Existem muitas diretrizes internacionais publicadas, diretrizes da SBP com recomendações pautadas em evidências científicas, o que vem facilitando o manejo dessa patologia complexa, progressiva e de acompanhamento multidisciplinar.

O seguimento da DMD deve acontecer com equipes especializadas em tratamento de crianças com doenças neuromusculares, pois a somatória de todas essas frentes de tratamento é que levará ao sucesso do paciente e seus familiares, com uma vida mais longa e com qualidade de vida.

 

Relatora:
Patrícia Salmona
Pediatra e Geneticista Clínica
Secretária do Departamento Científico de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Revista Crescer – Doença dos ossos de vidro, com Miguel Akkari https://spsp.org.br/revista-crescer-doenca-dos-ossos-de-vidro-com-miguel-akkari/ Tue, 02 Jul 2024 12:55:34 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47290 Veículo: Revista Crescer

Data: 02/07/2024

Em entrevista à revista Crescer, Miguel Akkari, presidente do Departamento Científico de Ortopedia da SPSP, falou sobre a osteogênese imperfeita, conhecida como a doença dos ossos de vidro, em que explicou que a osteogênese é uma patologia genética que atrapalha a produção de colágeno (que constitui parte da matriz óssea) pelo organismo e, portanto, quando alterado, promove um osso frágil, predispondo a fraturas e deformidades. A reportagem conta a história de Vitoria Bueno, de 11 anos, diagnosticada com osteogênese imperfeita do tipo 3, a mais grave entre as displasias. A menina soma mais de 1 milhão de seguidores nas redes, fazendo sucesso com dancinhas e vídeos de maquiagem.

Leia mais: https://revistacrescer.globo.com/criancas/desenvolvimento/noticia/2024/07/com-doenca-dos-ossos-de-vidro-brasileira-de-11-anos-viraliza-fazendo-dancinhas-nas-redes-sociais.ghtml

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Revista Viva Saúde – Dor de crescimento: O que é normal?, com Nei Botter Montenegro https://spsp.org.br/revista-viva-saude-dor-de-crescimento-o-que-e-normal-com-nei-botter-montenegro/ Wed, 01 May 2024 17:17:09 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46770 ]]>

Veículo: Revista Viva Saúde


Data: Maio/2024


Associada a um forte desconforto passageiro que a criança sente nos membros inferiores, a dor de crescimento acomete em torno de 10% a 20% dos pacientes pediátricos. Para falar sobre esse tema, a revista Viva Saúde entrevistou o ortopedista pediátrico Nei Botter Montenegro, vice-presidente do Departamento Científico de Ortopedia da SPSP. O especialista explica que os sintomas que o paciente refere são dores intensas em regiões como coxas, joelhos, panturrilhas e canelas, e que podem limitar suas atividades diárias. Ele ressalta que, em casos mais intensos, podem ser prescritos, além de analgésicos, medicamentos anti-inflamatórios.

Leia mais: PDF

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Site Farol da Bahia – Importância do esporte para crianças e adolescentes, Nei Botter Montenegro https://spsp.org.br/site-farol-da-bahia-importancia-do-esporte-para-criancas-e-adolescentes-nei-botter-montenegro/ Thu, 22 Feb 2024 18:54:48 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42906 Veículo: Site Farol da Bahia

Data: 22/02/2024

O site Farol da Bahia publicou entrevista com Nei Botter Montenegro, vice-presidente do Departamento Científico de Ortopedia da SPSP, para falar sobre a importância do esporte na população pediátrica. O médico enfatiza que, além do desenvolvimento físico, as atividades esportivas incrementam a interação social entre as crianças e adolescentes e a autoestima, auxiliando na prevenção de doenças relacionadas à obesidade, cada vez mais prevalente nessas faixas etárias, além daquelas ligadas ao comportamento e à psique. Quanto à escolha do esporte, ele diz que é preciso levar em conta a idade de cada criança/adolescente.

Leia mais: http://www.faroldabahia.com/noticia/importancia-do-esporte-para-criancas-e-adolescentes

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Diário da Região – Peso da mochila escolar, com Miguel Akkari https://spsp.org.br/diario-da-regiao-peso-da-mochila-escolar-com-miguel-akkari/ Tue, 30 Jan 2024 14:42:20 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42604 Veículo: Jornal Diário da Região

Data: 30/01/2024

Para falar sobre o peso da mochila escolar, assunto importante com o retorno das aulas, o jornal Diário da Região entrevistou o ortopedista pediátrico Miguel Akkari, presidente do Departamento Científico de Ortopedia da SPSP. De acordo o especialista, o ideal é que a mochila seja de duas alças, de modo que fique presa aos dois ombros, e que sejam largas e acolchoadas, pois mochilas com tira única para o ombro não distribuem o peso uniformemente. Ele também ressaltou que os carrinhos ou mochila com rodinhas são uma opção, porém somente se o caminho for plano – se houver buracos e escadas, o carrinho acaba se tornando um problema ainda maior.

Leia mais: PDF

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Encontro com o Especialista – Displasia do desenvolvimento no quadril https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-displasia-do-desenvolvimento-no-quadril/ Tue, 03 Oct 2023 16:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39393 Realizado: 03 de outubro de 2023 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Ortopedia da SPSP Coordenação: Dr. Miguel Akkari e Nei Botter Montenegro Público-alvo: Pediatras e Ortopedistas Objetivo: Compreender a complexidade da afecção, população de risco, correta avaliação clínica e seus exames de imagem, acompanhamento durante o desenvolvimento da criança, implicações sociais e jurídicas. Entender que a doença tem muitas nuances podendo nos surpreender com seu desenvolvimento. Evento gratuito Programação Abertura Dr. Miguel Akkari Aspectos gerais, fatores epidemiológicos, políticas de investigaçãoDra. Natasha Vogel Aspectos clínicos, exame físico de acordo com faixa etáriaDr. Alexandre Francisco Lourenço Exames de imagem, quando realizá-los, como acompanhar Dra. Susana Braga Tratamento dos 0 aos 6 meses de vidaDra. Ellen Goiano Tratamento dos 6 aos 18 meses de vida Dr. Gilberto Waiberg Tratamento após 18 meses de vidaDr. Nei Botter Montenegro Casos atípicos de DDQ Dr.Alexandre Zuccon Considerações finais Dr. Miguel Akkari Casos clínicos / perguntas Dr. Miguel Akkari – coordenação – Dr. Miguel AkkariPresidente do DC de Ortopedia da SPSPChefe da Ortopedia e Traumatologia Pediátrica Santa Casa – SP Dr. Alexandre LourençoProfessor Afiliado da Disciplina de Ortopedia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina – UNIFESPEx-Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica – SBOP Dra. Natasha VogelOrtopedista PediátricaPreceptora da Ortopedia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo           Dra. Susana BragaMédica Assistente do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa/SPMédica do Grupo de Ortopedia Pediatrica do Hospital Israelita Albert Einstein Dra. Ellen GoianoMembro Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica – SBOPMestra em Ciências da Saúde pela FCMSCSP Dr. Gilberto WaibergChefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Faculdade de Medicina ABCAssistente da Santa Casa de São Paulo Dr. Nei Botter MontenegroVice-Presidente do DC de Ortopedia da SPSPMédico ortopedista da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein Dr. Alexandre ZucconOrtopedista Pediátrico e atual Diretor Clínico da AACD-SPDoutorado em Bases gerais da Cirurgia – Ortopedia pela UNESP]]>

Realizado: 03 de outubro de 2023

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Ortopedia da SPSP

Coordenação: Dr. Miguel Akkari e Nei Botter Montenegro

Público-alvo: Pediatras e Ortopedistas

Objetivo: Compreender a complexidade da afecção, população de risco, correta avaliação clínica e seus exames de imagem, acompanhamento durante o desenvolvimento da criança, implicações sociais e jurídicas. Entender que a doença tem muitas nuances podendo nos surpreender com seu desenvolvimento.

Evento gratuito

Programação

Abertura
Dr. Miguel Akkari
Aspectos gerais, fatores epidemiológicos, políticas de investigação
Dra. Natasha Vogel
Aspectos clínicos, exame físico de acordo com faixa etária
Dr. Alexandre Francisco Lourenço
Exames de imagem, quando realizá-los, como acompanhar
Dra. Susana Braga
Tratamento dos 0 aos 6 meses de vida
Dra. Ellen Goiano
Tratamento dos 6 aos 18 meses de vida Dr. Gilberto Waiberg
Tratamento após 18 meses de vida
Dr. Nei Botter Montenegro
Casos atípicos de DDQ Dr.Alexandre Zuccon
Considerações finais Dr. Miguel Akkari
Casos clínicos / perguntas Dr. Miguel Akkari – coordenação

Dr. Miguel Akkari
Presidente do DC de Ortopedia da SPSP
Chefe da Ortopedia e Traumatologia Pediátrica Santa Casa – SP

Dr. Alexandre Lourenço
Professor Afiliado da Disciplina de Ortopedia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica – SBOP

Dra. Natasha Vogel
Ortopedista Pediátrica
Preceptora da Ortopedia do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo          

Dra. Susana Braga
Médica Assistente do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa/SP
Médica do Grupo de Ortopedia Pediatrica do Hospital Israelita Albert Einstein

Dra. Ellen Goiano
Membro Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica – SBOP
Mestra em Ciências da Saúde pela FCMSCSP

Dr. Gilberto Waiberg
Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Faculdade de Medicina ABC
Assistente da Santa Casa de São Paulo

Dr. Nei Botter Montenegro
Vice-Presidente do DC de Ortopedia da SPSP
Médico ortopedista da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein

Dr. Alexandre Zuccon
Ortopedista Pediátrico e atual Diretor Clínico da AACD-SP
Doutorado em Bases gerais da Cirurgia – Ortopedia pela UNESP

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