Nutrição – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 18 Sep 2026 19:27:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Nutrição – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Café da Manhã com o Professor – Obesidade na Prática Pediátrica: Prevenindo e Tratando – Setembro Laranja https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-obesidade-na-pratica-pediatrica-prevenindo-e-tratando-setembro-laranja/ Sat, 12 Sep 2026 17:22:06 +0000 https://spsp.org.br/?p=57835 Realizado 12 de setembro de 2026 Formato Evento Presencial no Auditório da SPSP. Local Rua Maria Figueiredo, 595 10º andar – São Paulo/SP Informações do evento Realização SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo. Organização Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Coordenação Dr. Mauro Fisberg. Público-alvo Pediatras. Vagas 50 vagas presenciais. Endereço Auditório da SPSP – Rua Maria Figueiredo, 59510º andar – São Paulo/SP. Objetivo Apresentar e discutir o manejo clínico da prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade na prática clínica do pediatra. Inscrições online Prazo geral: até 10 de setembro de 2026. Inscreva-se Para se inscrever, é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br. Inscrições no local estarão disponíveis somente na dependência de vagas. Valores de inscrição Inscrição Valor Taxa Total Associados da SPSP R$ 100,00 R$ 5,00 R$ 105,00 Não associados da SPSP R$ 200,00 R$ 10,00 R$ 210,00 A taxa de serviços administrativos refere-se aos valores cobrados pela PagSeguro para emissão de boletos bancários ou pagamentos por cartão de crédito. Programação 09h00 às 12h00 – Mesa-redonda: Obesidade na Prática Pediátrica: Prevenindo e Tratando Coordenação e moderação da mesa: Dr. Tulio Konstantyner 08h30 – 09h00 Recepção com café da manhã Acolhimento dos participantes 09h00 – 09h05 Abertura Dra. Rosana Tumas 09h05 – 09h35 Diagnóstico Dra. Daniela França Gomes 09h35 – 10h05 Prevenção na prática pediátrica Dra. Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira 10h05 – 10h35 Repercussões clínicas Dra. Rosana Tumas 10h35 – 10h45 Intervalo Pausa na programação 10h45 – 11h15 Medicamentos x cirurgia bariátrica Dr. Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida 11h15 – 12h00 Discussão e perguntas Participação dos palestrantes e do público Coordenação e palestrantes Dr. Tulio Konstantyner Secretário do Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Professor Adjunto da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da EPM/UNIFESP. Dr. Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida Vice-Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Professor Adjunto III do Departamento de Medicina da UFSCar. Dra. Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira Presidente do Departamento Científico de Suporte Nutricional da SPSP. Doutora em Pediatria pelo Departamento de Pediatria da EPM/UNIFESP. Médica assistente da Disciplina de Nutrologia da EPM/UNIFESP. Dra. Rosana Tumas Membro do Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Médica pediatra com área de atuação em Nutrologia pela SBP. Responsável pela equipe de Nutrologia do Instituto da Criança e do Adolescente – HCFMUSP. Dra. Daniela França Gomes Secretária do Departamento Científico de Suporte Nutricional da SPSP. Nutróloga da Disciplina de Nutrologia Pediátrica da UNIFESP/EPM. Nutróloga da UTI Pediátrica do Hospital do Coração – HCor. Realização Apoio Este evento recebeu patrocínio de empresas privadas, em conformidade com a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006. Compete de forma prioritária aos profissionais e ao pessoal de saúde em geral estimular a prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuando até dois anos de idade ou mais. Portaria nº 2.051, de 08/11/2001 – Ministério da SaúdeResolução ANVISA nº 222, de 05/08/2002.]]>
Realizado 12 de setembro de 2026
Formato Evento Presencial no Auditório da SPSP.
Local Rua Maria Figueiredo, 595
10º andar – São Paulo/SP

Informações do evento

Realização

SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Organização

Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico de Nutrição da SPSP.

Coordenação

Dr. Mauro Fisberg.

Público-alvo

Pediatras.

Vagas

50 vagas presenciais.

Endereço

Auditório da SPSP – Rua Maria Figueiredo, 595
10º andar – São Paulo/SP.

Objetivo

Apresentar e discutir o manejo clínico da prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade na prática clínica do pediatra.

Inscrições online

Prazo geral: até 10 de setembro de 2026.

Inscreva-se

Para se inscrever, é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br.

Inscrições no local estarão disponíveis somente na dependência de vagas.

Valores de inscrição

Inscrição Valor Taxa Total
Associados da SPSP R$ 100,00 R$ 5,00 R$ 105,00
Não associados da SPSP R$ 200,00 R$ 10,00 R$ 210,00

A taxa de serviços administrativos refere-se aos valores cobrados pela PagSeguro para emissão de boletos bancários ou pagamentos por cartão de crédito.

Programação

09h00 às 12h00 – Mesa-redonda: Obesidade na Prática Pediátrica: Prevenindo e Tratando Coordenação e moderação da mesa: Dr. Tulio Konstantyner
08h30 – 09h00
Recepção com café da manhã Acolhimento dos participantes
09h00 – 09h05
Abertura Dra. Rosana Tumas
09h05 – 09h35
Diagnóstico Dra. Daniela França Gomes
09h35 – 10h05
Prevenção na prática pediátrica Dra. Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira
10h05 – 10h35
Repercussões clínicas Dra. Rosana Tumas
10h35 – 10h45
Intervalo Pausa na programação
10h45 – 11h15
Medicamentos x cirurgia bariátrica Dr. Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida
11h15 – 12h00
Discussão e perguntas Participação dos palestrantes e do público

Coordenação e palestrantes

Dr. Tulio Konstantyner

Secretário do Departamento Científico de Nutrição da SPSP.

Professor Adjunto da Disciplina de Nutrologia do Departamento de Pediatria da EPM/UNIFESP.

Dr. Carlos Alberto Nogueira-de-Almeida

Vice-Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP.

Professor Adjunto III do Departamento de Medicina da UFSCar.

Dra. Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira

Presidente do Departamento Científico de Suporte Nutricional da SPSP.

Doutora em Pediatria pelo Departamento de Pediatria da EPM/UNIFESP.

Médica assistente da Disciplina de Nutrologia da EPM/UNIFESP.

Dra. Rosana Tumas

Membro do Departamento Científico de Nutrição da SPSP.

Médica pediatra com área de atuação em Nutrologia pela SBP.

Responsável pela equipe de Nutrologia do Instituto da Criança e do Adolescente – HCFMUSP.

Dra. Daniela França Gomes

Secretária do Departamento Científico de Suporte Nutricional da SPSP.

Nutróloga da Disciplina de Nutrologia Pediátrica da UNIFESP/EPM.

Nutróloga da UTI Pediátrica do Hospital do Coração – HCor.

Realização

Sociedade de Pediatria de São Paulo

Apoio

Nestlé
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Colesterol alto também é coisa de criança: a prevenção começa na infância https://spsp.org.br/colesterol-alto-tambem-e-coisa-de-crianca-a-prevencao-comeca-na-infancia/ Fri, 07 Aug 2026 13:54:13 +0000 https://spsp.org.br/?p=58126 Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares. O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor. Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão. No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo. Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável. Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior. Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas. Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra. A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico. Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida. Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente. A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo. Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural. Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário. O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro. Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável. Relatoras: Natália Tonon DominguesMédica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESPMembro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSPMembro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP Lygia Mendes dos Santos BörderMédica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público EstadualVice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSPMembro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP]]>

Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares.

O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor.

Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão.

No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo.

Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável.

Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior.

Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas.

Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra.

A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico.

Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida.

Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente.

A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo.

Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural.

Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário.

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável.

Relatoras:

Natália Tonon Domingues
Médica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)
Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESP
Membro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP

Lygia Mendes dos Santos Börder
Médica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)
Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual
Vice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP

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Alimentos OGM: o que é importante saber https://spsp.org.br/alimentos-ogm-o-que-e-importante-saber/ Tue, 04 Aug 2026 12:19:41 +0000 https://spsp.org.br/?p=58101 O que são alimentos OGM? Quando a sigla OGM (Organismos Geneticamente Modificados) é mencionada, é comum que surjam dúvidas ou preocupações. Mas na prática, o que isso implica? Alimentos OGM são aqueles derivados de plantas ou microrganismos cujo material genético foi modificado em laboratório. Essa modificação pode ter diversos propósitos, como aumentar a resistência da planta a pragas, elevar a produtividade, melhorar a resistência à seca ou enriquecer os nutrientes que normalmente estão em níveis insuficientes. No Brasil, os OGMs mais frequentes na alimentação são a soja, o milho e o algodão geneticamente modificados. Esses ingredientes estão presentes de forma discreta em uma variedade de produtos industrializados que consumimos diariamente — desde óleos vegetais e farinhas até alimentos destinados a bebês e crianças. Por que essa questão é especialmente relevante para crianças? As crianças não são apenas adultos em miniatura. Seus corpos ainda estão em desenvolvimento — incluindo o cérebro, o sistema imunológico e o sistema digestório —, o que pode torná-las mais suscetíveis a algumas substâncias do que os adultos. Em 2023, a revista Pediatrics — publicação oficial da Academia Americana de Pediatria — apresentou as opiniões de especialistas em saúde infantil e ambiental. A conclusão foi equilibrada: os alimentos OGM aprovados pelas agências reguladoras não demonstram risco direto comprovado à saúde das crianças. Entretanto, os especialistas destacaram um alerta importante: o uso extensivo de herbicidas nas lavouras, como o glifosato, pode deixar resíduos nos alimentos, o que é motivo de preocupação real na Pediatria. Os benefícios reais são: •Maior produção de alimentos: plantas resistentes a pragas geram mais, com menos perdas. Em áreas onde a fome ainda é um problema, isso impacta diretamente a disponibilidade de alimentos; •Alimentos enriquecidos: pesquisadores estão criando culturas biofortificadas — como o “Arroz Dourado”, enriquecido com vitamina A — voltadas para crianças de regiões com carências nutricionais; •Ingredientes seguros para fórmulas infantis: a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) já aprovou ingredientes produzidos por microrganismos geneticamente modificados para uso em fórmulas infantis, como a 3-fucosilactose, um açúcar naturalmente presente no leite materno. Os riscos que preocupam os especialistassão:  • Resíduos de herbicidas: a maior preocupação em relação à saúde infantil é o aumento no uso de herbicidas associado a determinadas culturas OGM. O glifosato pode permanecer nos alimentos e, quando consumido em quantidades acumuladas, gera incertezas sobre seus efeitos no desenvolvimento neurológico e hormonal das crianças.  • Alergenicidade – Quando um gene é inserido em uma planta, surge a questão: a nova proteína produzida pode provocar reações alérgicas? Estudos recentes indicam que, até o momento, não houve reações alérgicas clinicamente comprovadas associadas aos OGMs aprovados. No entanto, especialistas defendem a necessidade de avaliações de segurança contínuas e rigorosas. • Falta de estudos de longo prazo em crianças — essa é a grande incógnita: ainda não há pesquisas de acompanhamento que avaliem os efeitos do consumo contínuo de OGMs ao longo da infância e da adolescência. A ciência disponível é boa — mas ainda não é completa. O que ainda não sabemos — a ciência é sincera ao reconhecer seus próprios limites. Entre as questões que necessitam de mais investigação estão: Quais são os efeitos cumulativos dos resíduos de herbicidas durante o crescimento infantil? Como os OGMs interagem com a microbiota intestinal das crianças — essenciais para a imunidade? Existem grupos mais vulneráveis — como crianças prematuras, com sistemas imunológicos comprometidos ou com doenças intestinais — que precisam de orientações específicas? Essas indagações não indicam que os OGMs sejam perigosos. Elas mostram que a ciência ainda está em busca de respostas — e que, nesse ínterim, a precaução é uma abordagem sensata. Dicas práticas para pais e cuidadores Conclusão Os alimentos OGM são uma realidade na mesa das famílias brasileiras. Com base nas evidências científicas disponíveis, os que foram aprovados por agências reguladoras não apresentam risco comprovado à saúde das crianças. Contudo, a questão dos resíduos de herbicidas, as lacunas nos estudos de longo prazo e a necessidade de monitoramento contínuo são motivos válidos para cautela e atenção. Informação de qualidade, diversificação alimentar e acompanhamento pediátrico regular permanecem as melhores formas de proteger a saúde de nossos filhos. Relator: Mauro FisbergCoordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares (CENDA), do Instituto Pensi – São PauloProfessor Sênior Doutor do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo.Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP]]>

O que são alimentos OGM? Quando a sigla OGM (Organismos Geneticamente Modificados) é mencionada, é comum que surjam dúvidas ou preocupações. Mas na prática, o que isso implica?

Alimentos OGM são aqueles derivados de plantas ou microrganismos cujo material genético foi modificado em laboratório. Essa modificação pode ter diversos propósitos, como aumentar a resistência da planta a pragas, elevar a produtividade, melhorar a resistência à seca ou enriquecer os nutrientes que normalmente estão em níveis insuficientes.

No Brasil, os OGMs mais frequentes na alimentação são a soja, o milho e o algodão geneticamente modificados. Esses ingredientes estão presentes de forma discreta em uma variedade de produtos industrializados que consumimos diariamente — desde óleos vegetais e farinhas até alimentos destinados a bebês e crianças.

Por que essa questão é especialmente relevante para crianças? As crianças não são apenas adultos em miniatura. Seus corpos ainda estão em desenvolvimento — incluindo o cérebro, o sistema imunológico e o sistema digestório , o que pode torná-las mais suscetíveis a algumas substâncias do que os adultos.

Em 2023, a revista Pediatrics — publicação oficial da Academia Americana de Pediatria — apresentou as opiniões de especialistas em saúde infantil e ambiental. A conclusão foi equilibrada: os alimentos OGM aprovados pelas agências reguladoras não demonstram risco direto comprovado à saúde das crianças. Entretanto, os especialistas destacaram um alerta importante: o uso extensivo de herbicidas nas lavouras, como o glifosato, pode deixar resíduos nos alimentos, o que é motivo de preocupação real na Pediatria.

Os benefícios reais são:

•Maior produção de alimentos: plantas resistentes a pragas geram mais, com menos perdas. Em áreas onde a fome ainda é um problema, isso impacta diretamente a disponibilidade de alimentos;

•Alimentos enriquecidos: pesquisadores estão criando culturas biofortificadas — como o “Arroz Dourado”, enriquecido com vitamina A — voltadas para crianças de regiões com carências nutricionais;

•Ingredientes seguros para fórmulas infantis: a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) já aprovou ingredientes produzidos por microrganismos geneticamente modificados para uso em fórmulas infantis, como a 3-fucosilactose, um açúcar naturalmente presente no leite materno.

Os riscos que preocupam os especialistassão: 

• Resíduos de herbicidas: a maior preocupação em relação à saúde infantil é o aumento no uso de herbicidas associado a determinadas culturas OGM. O glifosato pode permanecer nos alimentos e, quando consumido em quantidades acumuladas, gera incertezas sobre seus efeitos no desenvolvimento neurológico e hormonal das crianças.

 • Alergenicidade – Quando um gene é inserido em uma planta, surge a questão: a nova proteína produzida pode provocar reações alérgicas? Estudos recentes indicam que, até o momento, não houve reações alérgicas clinicamente comprovadas associadas aos OGMs aprovados. No entanto, especialistas defendem a necessidade de avaliações de segurança contínuas e rigorosas.

• Falta de estudos de longo prazo em crianças — essa é a grande incógnita: ainda não há pesquisas de acompanhamento que avaliem os efeitos do consumo contínuo de OGMs ao longo da infância e da adolescência. A ciência disponível é boa — mas ainda não é completa.

O que ainda não sabemos — a ciência é sincera ao reconhecer seus próprios limites. Entre as questões que necessitam de mais investigação estão:

Quais são os efeitos cumulativos dos resíduos de herbicidas durante o crescimento infantil? Como os OGMs interagem com a microbiota intestinal das crianças — essenciais para a imunidade? Existem grupos mais vulneráveis — como crianças prematuras, com sistemas imunológicos comprometidos ou com doenças intestinais — que precisam de orientações específicas? Essas indagações não indicam que os OGMs sejam perigosos. Elas mostram que a ciência ainda está em busca de respostas — e que, nesse ínterim, a precaução é uma abordagem sensata.

Dicas práticas para pais e cuidadores

  1. Optem por alimentos in natura ou minimamente processados. Frutas, legumes, verduras, ovos, carnes e grãos inteiros têm menos aditivos e resíduos, independentemente de serem OGM ou não.
  2. Verifiquem os rótulos. No Brasil, produtos que contenham mais de 1% de ingrediente transgênico devem exibir o símbolo do triângulo amarelo com a letra “T”.
  3. Diminuam o consumo de ultraprocessados. Grande parte da exposição infantil a ingredientes OGM provém de biscoitos recheados, salgadinhos, cereais açucarados e bebidas industrializadas. Reduzi-los faz diferença — e não apenas por conta dos OGMs.
  4. Variem a alimentação. A diversidade alimentar é uma proteção. Uma criança que consome uma ampla gama de alimentos naturais está menos exposta a substâncias específicas — e é mais bem nutrida.
  5. Consultem o pediatra. Se seu filho tem alergias, doenças intestinais ou imunidade comprometida, discuta essas questões com o médico. Cada criança tem sua própria história.
  6. Desconfiem de extremos. Tanto o alarmismo (“OGM é veneno!”) quanto a complacência total (“não há nenhum risco”) são posturas equivocadas diante da ciência atual. A posição crítica equilibrada é a mais honesta.

Conclusão

Os alimentos OGM são uma realidade na mesa das famílias brasileiras. Com base nas evidências científicas disponíveis, os que foram aprovados por agências reguladoras não apresentam risco comprovado à saúde das crianças. Contudo, a questão dos resíduos de herbicidas, as lacunas nos estudos de longo prazo e a necessidade de monitoramento contínuo são motivos válidos para cautela e atenção.

Informação de qualidade, diversificação alimentar e acompanhamento pediátrico regular permanecem as melhores formas de proteger a saúde de nossos filhos.

Relator:

Mauro Fisberg
Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares (CENDA), do Instituto Pensi – São Paulo
Professor Sênior Doutor do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo.
Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP

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TV Cultura – Os perigos do consumo de whey protein e creatina por crianças e adolescentes, com Mauro Fisberg https://spsp.org.br/tv-cultura-os-perigos-do-consumo-de-whey-protein-e-creatina-por-criancas-e-adolescentes-com-mauro-fisberg/ Wed, 20 May 2026 19:18:29 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57505 Veículo: Jornal da Tarde (TV Cultura)

Data: 20/05/2026

A Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu um alerta sobre o consumo de suplementos alimentares, como proteínas em pó (whey protein) e creatina, por crianças e adolescentes. Segundo Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP, esses produtos são destinados a adultos que praticam atividades físicas intensas e regulares. Ele diz que, por serem alimentos ultraprocessados, oferecem uma carga concentrada de nutrientes que não é adequada para o organismo em desenvolvimento. O uso sem indicação médica pode acarretar sérios problemas, como a sobrecarga severa dos rins e do fígado, além do aumento inadequado de gordura corporal.

Assista à entrevista: 

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Jornal de Araraquara – Pediatras fazem alerta sobre uso de suplementos em crianças, com Mauro Fisberg https://spsp.org.br/jornal-de-araraquara-pediatras-fazem-alerta-sobre-uso-de-suplementos-em-criancas-com-mauro-fisberg/ Wed, 20 May 2026 18:20:39 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57499 Veículo: Jornal de Araraquara

Data: 20/05/2026

A popularização do whey protein e da creatina entre adultos ganhou um novo e preocupante capítulo nas redes sociais: influenciadoras digitais passaram a mostrar o uso desses suplementos na alimentação de crianças pequenas – inclusive adicionando whey protein à mamadeira dos filhos. Em entrevista ao Jornal de Araraquara, Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP, salientou que a suplementação com whey protein e creatina não é recomendada para crianças saudáveis sem indicação médica e acompanhamento profissional e alertou que o uso indiscriminado desses produtos pode criar uma falsa percepção de necessidade nutricional e trazer riscos aos pequenos.

Leia mais: https://jornaldeararaquara.com.br/mamadeira-com-whey-pediatras-fazem-alerta-sobre-uso-de-suplementos-em-criancas/

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Jornal da Band – Influenciadoras colocam whey protein em mamadeiras de bebês, com Mauro Fisberg https://spsp.org.br/jornal-da-band-influenciadoras-colocam-whey-protein-em-mamadeiras-de-bebes-com-mauro-fisberg/ Mon, 04 May 2026 18:15:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57496 Veículo: Jornal da Band (Band Jornalismo) 

Data: 04/05/2026

Mais uma moda perigosa lançada por influenciadoras nas redes sociais: oferecer whey protein para crianças e até bebês, suplementos muito utilizados por quem faz academia e, segundo os pediatras, contraindicados para consumo na infância. De acordo com Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP, em entrevista ao Jornal da Band (Band Jornalismo), o whey protein é um produto que tem, muitas vezes, combinações de diferentes proteínas e pode ter adição de adoçantes, corantes e saborizantes. E todas essas substâncias, conforme explica o especialista, podem interferir na alimentação saudável da criança.

Assista à entrevista: 

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Revista Crescer – Bebês podem comer bacalhau?, com Mauro Fisberg https://spsp.org.br/revista-crescer-bebes-podem-comer-bacalhau-com-mauro-fisberg/ Tue, 31 Mar 2026 14:36:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56143 Veículo: Revista Crescer

Data: 31/03/2026

A revista Crescer entrevistou o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP, em que ele esclareceu se bebês podem comer bacalhau. De acordo com o médico, desde que sejam tomados alguns cuidados importantes, as crianças pequenas podem sim comer bacalhau – peixes, de forma geral, podem entrar na alimentação a partir dos 6 meses e trazem benefícios importantes, como proteínas de qualidade e ômega-3, que ajudam no desenvolvimento da criança. Ele explica que o ideal é utilizar o bacalhau fresco, pois o tradicional, que é salgado, só deve ser oferecido depois de um ano de idade e sempre muito bem dessalgado.

Leia mais: https://revistacrescer.globo.com/entretenimento/festas/pascoa/noticia/2026/03/bacalhau-para-bebes-veja-como-preparar-a-receita-tradicional-da-pascoa-para-toda-a-familia.ghtml

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Obesidade: um importante problema de saúde pública https://spsp.org.br/obesidade-um-importante-problema-de-saude-publica/ Thu, 05 Mar 2026 14:35:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55328 O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade]]>

O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade. Desde 2020, a data é celebrada todos os anos em 4 de março, servindo como um momento global de reflexão, informação e mobilização.

O principal objetivo da data é chamar a atenção para a obesidade como um importante problema de saúde pública, incentivar a prevenção e ampliar o acesso ao tratamento. Também busca reduzir o preconceito contra pessoas que vivem com obesidade e estimular governos e instituições a adotarem políticas que promovam ambientes mais saudáveis.

Diversas organizações internacionais participam dessa iniciativa, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em muitos países, sociedades científicas, universidades e associações de profissionais de saúde organizam campanhas educativas, eventos e ações de conscientização.

A cada ano, o Dia Mundial da Obesidade apresenta um tema específico para ampliar o debate. As campanhas procuram informar a população sobre os riscos da obesidade, incentivar hábitos saudáveis e mostrar que o problema é complexo, envolvendo fatores biológicos, sociais e ambientais – e não apenas escolhas individuais.

Desafios para prevenir a obesidade

Apesar de décadas de campanhas de saúde pública, ainda existem lacunas importantes no conhecimento da população sobre obesidade, suas consequências e formas de tratamento. Estudos mostram que muitas pessoas não reconhecem corretamente seu próprio peso ou subestimam o impacto de hábitos como atividade física regular na manutenção da saúde. Além disso, nem sempre os profissionais de saúde abordam o tema de forma ativa nas consultas, o que pode atrasar a identificação do problema e o início de estratégias de controle do peso.

Outro desafio importante é o estigma associado à obesidade. Preconceito, discriminação e mensagens negativas podem causar sofrimento psicológico, isolamento social e até dificultar que as pessoas busquem ajuda ou adotem hábitos saudáveis. Por isso, campanhas de saúde precisam informar sobre os riscos da obesidade sem reforçar estereótipos ou culpabilizar indivíduos, reconhecendo que se trata de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, sociais e ambientais.

Também é fundamental considerar o papel dos chamados “ambientes obesogênicos” – contextos que favorecem o ganho de peso. Em muitas cidades, há grande oferta de alimentos ultraprocessados e calóricos, porções cada vez maiores, intensa publicidade de produtos pouco saudáveis e poucas oportunidades para atividade física segura. Esse cenário mostra que a prevenção da obesidade não depende apenas de decisões individuais, mas também de políticas públicas e mudanças no ambiente que facilitem escolhas mais saudáveis.

Assim, o Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse problema exige informação, empatia e ação coletiva, envolvendo indivíduos, profissionais de saúde, governos e toda a sociedade na construção de ambientes mais saudáveis.

Caminhos para o futuro

Especialistas destacam que o enfrentamento da obesidade exige ações contínuas ao longo de todo o ano, e não apenas campanhas pontuais. O Dia Mundial da Obesidade deve servir como um ponto de partida para programas permanentes de prevenção, educação e cuidado.

Também é essencial reduzir desigualdades. A obesidade atinge de forma mais intensa populações socialmente vulneráveis, que muitas vezes vivem em ambientes com menos acesso a alimentação saudável e oportunidades de atividade física. Políticas públicas devem buscar garantir acesso equitativo à prevenção e ao tratamento para toda a população.

Outro ponto importante é avaliar melhor as iniciativas de prevenção. Muitos países realizam campanhas e programas criativos, mas ainda há pouca evidência sobre o impacto real dessas ações no comportamento, no conhecimento das pessoas e nos resultados de saúde.

Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de combater o estigma e promover abordagens mais humanas e respeitosas, tratando a obesidade como uma condição de saúde complexa que exige cuidado, apoio e informação – e não julgamento.

Por fim, a cooperação entre países e instituições é fundamental para compartilhar experiências e estratégias eficazes. Trocar conhecimentos e aprender com diferentes realidades pode ajudar a fortalecer ações de prevenção e tratamento.

Uma responsabilidade de todos

A obesidade está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de representar um grande impacto para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida das pessoas.

O Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse desafio exige informação, empatia e ação coletiva. Mais do que uma data no calendário, ele é um convite para que governos, profissionais de saúde, escolas, famílias e comunidades trabalhem juntos na construção de ambientes mais saudáveis e de um futuro com melhor qualidade de vida para todos.

 

Relator:

Mauro Fisberg
Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares – CENDA – Instituto Pensi
Professor Associado (SR) do Departamento de Pediatria EPM-UNIFESP Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP

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TV Cultura – Aumento da obesidade entre gestantes é causado, principalmente, pelo consumo de ultraprocessados, com Mauro Fisberg https://spsp.org.br/tv-cultura-aumento-da-obesidade-entre-gestantes-e-causado-principalmente-pelo-consumo-de-ultraprocessados-com-mauro-fisberg/ Mon, 15 Dec 2025 11:33:42 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54667 Veículo: TV Cultura (Jornal da Tarde)

Data: 15/12/2025

Um estudo das Universidades de Fortaleza e Federal do Ceará apontou que quase 90% das gestantes consomem alimentos ultraprocessados em comparação à média de 18% da população brasileira. Para falar sobre o tema, o Jornal da Tarde, da TV Cultura, entrevistou Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP, que falou sobre a importância do período dos mil dias, que vai do pré-natal até o segundo ano de vida da criança e que é essencial para o crescimento, desenvolvimento e para as condições imunológicas do bebê. Os itens mais citados no estudo consumidos pelas gestantes foram biscoitos recheados, salgadinhos e bebidas açucaradas.

Assista à entrevista: 

 

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Segurança em relação a dietas com baixo teor de carboidratos para controlar o diabetes em crianças https://spsp.org.br/seguranca-em-relacao-a-dietas-com-baixo-teor-de-carboidratos-para-controlar-o-diabetes-em-criancas/ Mon, 03 Nov 2025 12:28:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54029 Uma das grandes preocupações de pais de crianças com diabetes tipo 1 (DM1) é buscar um equilíbrio dos níveis de glicose diariamente]]>

Uma das grandes preocupações de pais de crianças com diabetes tipo 1 (DM1) é buscar um equilíbrio dos níveis de glicose diariamente e a longo prazo, com o objetivo de evitar as complicações agudas e crônicas da doença. Ao mesmo tempo, há o sentimento de reduzir o sofrimento dos filhos por conta das famosas “picadas” – seja para monitorizar os níveis de glicose, seja para a aplicação da insulina. A dieta desempenha papel importante no tratamento do DM1; abordaremos, neste espaço, alguns aspectos relativos à utilização dos carboidratos.

O carboidrato é um macronutriente que compõe a nossa pirâmide alimentar, sendo a base dela – ou seja, a maioria da nossa caloria consumida por dia é por conta dos carboidratos (pelo menos 50% a 55% das calorias diárias). Ao mesmo tempo, o carboidrato é a principal fonte que aumenta de forma imediata os níveis de glicose após seu consumo nos pacientes DM1. Por conta deste impacto, pelo receio de aumentos exorbitantes das glicemias após as refeições e, ao mesmo tempo, tentando buscar uma forma para aplicação de uma menor quantidade de insulinas bolus, algumas famílias buscam utilizar uma dieta com uma menor quantidade de carboidratos para as crianças DM1 – as famosas dietas low-carb (LC), very low-carb (VLC) e dieta cetogênica (DC).

Pensando-se na proposta e resultado dela, realmente pode haver um impacto positivo, tanto na redução dos níveis de glicose com estas dietas. No entanto, qual a segurança na realização delas em crianças DM1?

Pois atenção: toda criança, independentemente se apresenta doenças ou não, necessita de forma obrigatória dos carboidratos. Devemos lembrar que eles são a fonte imediata de energia para nossas células do corpo, e a redução drástica do seu consumo pode afetar o desenvolvimento e o rendimento da criança, podendo causar, por exemplo, apatia, sonolência, queda do rendimento escolar, entre outros comportamentos. Ao mesmo tempo, o carboidrato tem efeito direto na proliferação celular e, por isso, gera uma consequência direta no crescimento do indivíduo. Ou seja, uma redução além do normal no consumo de carboidratos em crianças pode afetar o crescimento e desenvolvimento delas a curto e longo prazo.

Outra questão que deve ser considerada: pelo fato de o carboidrato ser uma fonte imediata de energia, a redução do consumo nem sempre é tolerada na população pediátrica, gerando sintomas como fraqueza, tonturas, vômitos, entre outros.

Mais um aspecto a ser discutido: com a redução do consumo de carboidratos, a tendência é que a dieta seja reforçada por um maior nível de proteínas e gorduras. Estes, apesar de em menor proporção, possuem conversão e podem impactar também em aumento dos níveis de glicose após horas do seu consumo; além disso, o consumo aumentado de proteínas e gorduras pode gerar impactos nos níveis de colesterol, aumentar risco de obesidade, gerar impactos na saúde hepática e renal, etc.

As dietas VLC e DC, pela redução considerável do consumo de carboidratos, podem gerar um aumento da quebra do tecido adiposo corporal para fornecimento de glicose para fornecimento de energia – entretanto, este mecanismo pode causar a redução do pH sanguíneo (acidose) e aumentar a formação de corpos cetônicos – e a junção destes dois mecanismos pode levar a uma cetoacidose diabética mesmo com níveis normais de glicose, chamada cetoacidose diabética euglicêmica, que é uma emergência médica e deve ser tratada imediatamente.

Em resumo: crianças com DM1 devem ter uma dieta individualizada, com aporte calórico adequado e consumo correto de carboidratos, proteínas e gorduras. A redução do consumo de carboidratos na dieta não possui, a princípio, estudos que demonstrem segurança para o seu uso de forma indiscriminada. A alimentação do paciente DM1 deve ser acompanhada de forma rigorosa por um nutricionista, de tal forma que haja ajustes adequados para otimizar o crescimento, desenvolvimento e níveis adequados de glicose nas crianças DM1.

 

Relator:

Thiago Santos Hirose
Endocrinologista Pediátrico
Membro do Departamento Científico de Endocrinologia da SPSP
Diretor da Regional de Ribeirão Preto da SPSP

 

 

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