Neonatologia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 12 Jun 2026 19:37:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Neonatologia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Quando o coração bate mais forte https://spsp.org.br/quando-o-coracao-bate-mais-forte/ Fri, 12 Jun 2026 19:33:11 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57423 ]]>

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, representa uma grande oportunidade para ampliar o conhecimento da sociedade e dos profissionais de saúde sobre as doenças cardíacas que acometem as crianças e constituem hoje uma das principais causas de morbimortalidade na infância.

As cardiopatias congênitas compreendem um grupo heterogêneo de alterações anatômicas do coração e dos grandes vasos presentes ao nascimento, variando desde defeitos simples, com pouca repercussão clínica, até malformações complexas, que demandam intervenção cirúrgica ou cateterismo ainda nos primeiros dias de vida. Estima-se que aproximadamente 8 a cada 1.000 nascidos vivos apresentem algum tipo de defeito cardíaco estrutural, o que corresponde a 30.000 novos casos diagnosticados anualmente no Brasil.

No âmbito da assistência perinatal, o diagnóstico pré-natal apresentou grande avanço nas últimas décadas, permitindo o planejamento do parto do bebê em centro que disponha dos recursos iniciais necessários ao tratamento da sua cardiopatia, impactando diretamente no sucesso deste. Ainda nos primeiros dias de vida, o teste do coraçãozinho é um método de rastreamento obrigatório, com alta especificidade e que identifica uma possível cardiopatia crítica através da comparação entre a saturação dos membros superiores e inferiores, indicando a ampliação da investigação.

Além do diagnóstico perinatal, avanços na terapia intensiva neonatal, nas técnicas cirúrgicas e no acompanhamento multiprofissional permitiram um aumento significativo na sobrevida desses pacientes nas últimas décadas e, atualmente, a maioria das crianças com cardiopatia congênita alcança a vida adulta, configurando uma população crescente, que necessita de acompanhamento especializado ao longo de toda a vida.

Além dos aspectos diagnósticos, é importante destacar os impactos emocionais, sociais e econômicos enfrentados pelas crianças e suas famílias. Conviver com uma cardiopatia congênita frequentemente impõe longos períodos de hospitalização, múltiplas intervenções e acompanhamento médico contínuo, exigindo suporte psicológico e assistência multiprofissional. A conscientização da população contribui para reduzir o estigma associado às doenças cardíacas na infância e favorece a inclusão social, escolar e familiar desses pacientes.

Hoje sabemos que, com a terapêutica adequada e seguimento multiprofissional especializado, a grande maioria das crianças cardiopatas pode ter uma vida completa, participando das atividades escolares, esportivas e sociais compatíveis com sua condição, desenvolvendo seu potencial e construindo uma trajetória marcada por autonomia, qualidade de vida e inclusão.

A data também reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde cardiovascular pediátrica. A ampliação do acesso ao diagnóstico fetal, a regionalização da assistência especializada, a qualificação das equipes multiprofissionais e a garantia de seguimento longitudinal são medidas essenciais para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade do cuidado oferecido às crianças com cardiopatia congênita em todas as regiões do país.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita é um chamado à ação. Investir em educação, diagnóstico precoce, assistência especializada e pesquisa científica é fundamental para garantir que cada criança com cardiopatia congênita tenha a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial e alcançar uma vida saudável e repleta de conquistas.

Divulgar este tema e comemorar cada vitória continua sendo uma das mais poderosas ferramentas para transformar conhecimento em cuidado e esperança em melhores resultados.

 

Relatora:
Ana Paula Damiano
Cardiologista Pediátrica do CAISM – Unicamp

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Revista Kdea 360, Inforbios e Gazeta da Semana – SPSP dedica o mês de março ao cuidado do recém-nascido prematuro, com SPSP https://spsp.org.br/revista-kdea-360-inforbios-e-gazeta-da-semana-spsp-dedica-o-mes-de-marco-ao-cuidado-do-recem-nascido-prematuro-com-spsp/ Mon, 16 Mar 2026 19:08:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55609 Veículos: Revista Kdea 360, Inforbios e Gazeta da Semana 

Data: 16/03/2026

Os portais da Revista Kdea 360, Inforbios e Gazeta da Semana divulgaram a campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo. Jamil Pedro de Siqueira Caldas, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP e coordenador da campanha, ressaltou que a prematuridade atinge uma proporção significativa dos nascimentos e o recém-nascido prematuro exige alguns cuidados especiais. Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, destacou que o acompanhamento pré-natal adequado, a realização das consultas com esclarecimento de dúvidas, solicitação de exames e tratamentos de eventuais patologias que se apresentarem reduzem o risco de um parto prematuro.

Leia mais: https://revistakdea360.com.br/noticia/53191/spsp-dedica-o-mes-de-marco-ao-cuidado-do-recem-nascido-prematuro

https://inforbios.com.br/noticia/4259/spsp-dedica-o-mes-de-marco-ao-cuidado-do-recem-nascido-prematuro

https://gazetadasemana.com.br/noticia/271361/spsp-dedica-o-mes-de-marco-ao-cuidado-do-recem-nascido-prematuro

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Encontro com Especialista – Impacto das mudanças climáticas na saúde perinatal – Março Lilás https://spsp.org.br/encontro-com-especialista-impacto-das-mudancas-climaticas-na-saude-perinatal-marco-lilas/ Thu, 12 Mar 2026 09:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55151 Aconteceu, no dia 12 de março, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, a respeito do tema Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde Perinatal, atividade em prol da campanha Março Lilás. O evento, que teve como público-alvo pediatras e demais profissionais de saúde que prestam assistência perinatal, foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Neonatologia da SPSP, tendo por objetivo discutir o impacto das mudanças climáticas na saúde perinatal. O Encontro foi coordenado por Jamil Pedro de Siqueira Caldas, presidente do DC de Neonatologia da SPSP, que também realizou a abertura e moderou o evento em conjunto com Maria Augusta Bento C. Gibelli, secretária do DC de Neonatologia da SPSP, e teve como palestrante Clery Bernardi Gallacci, membro do DC de Neonatologia da SPSP. Ao final da atividade, houve as considerações finais e os especialistas responderam perguntas do público enviadas pelo chat. A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br). – Programação 19h30 – 21h30 – Mesa – Mudanças climáticas e o impacto na saúde perinatal Coordenação e Moderação: Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas e Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli 19h30 – 19h35 – AberturaDr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas 19h35 – 20h35 – Mudanças climáticas e o impacto na saúde perinatalDra. Clery Bernardi Gallacci 20h35 – 21h30 – Considerações finais e respostas às perguntas do chat – Dr. Jamil Pedro de Siqueira CaldasPresidente do DC de Neonatologia da SPSPProfessor Livre-Docente em Neonatologia pela UNICAMP Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni GibelliSecretária do DC de Neonatologia da SPSPDiretora Médica da Maternidade São Luiz Star – Rede D’Or Dra. Clery Bernardi GallacciMembro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSPProfessora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo]]>

Aconteceu, no dia 12 de março, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, a respeito do tema Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde Perinatal, atividade em prol da campanha Março Lilás. O evento, que teve como público-alvo pediatras e demais profissionais de saúde que prestam assistência perinatal, foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Neonatologia da SPSP, tendo por objetivo discutir o impacto das mudanças climáticas na saúde perinatal.

O Encontro foi coordenado por Jamil Pedro de Siqueira Caldas, presidente do DC de Neonatologia da SPSP, que também realizou a abertura e moderou o evento em conjunto com Maria Augusta Bento C. Gibelli, secretária do DC de Neonatologia da SPSP, e teve como palestrante Clery Bernardi Gallacci, membro do DC de Neonatologia da SPSP. Ao final da atividade, houve as considerações finais e os especialistas responderam perguntas do público enviadas pelo chat.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa – Mudanças climáticas e o impacto na saúde perinatal Coordenação e Moderação: Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas e Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli
19h30 – 19h35 – Abertura
Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas
19h35 – 20h35 – Mudanças climáticas e o impacto na saúde perinatal
Dra. Clery Bernardi Gallacci
20h35 – 21h30 – Considerações finais e respostas às perguntas do chat

Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas
Presidente do DC de Neonatologia da SPSP
Professor Livre-Docente em Neonatologia pela UNICAMP

Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli
Secretária do DC de Neonatologia da SPSP
Diretora Médica da Maternidade São Luiz Star – Rede D’Or

Dra. Clery Bernardi Gallacci
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP
Professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

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Site Farol da Bahia – Março é dedicado ao cuidado do bebê prematuro, com SPSP https://spsp.org.br/site-farol-da-bahia-marco-e-dedicado-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-com-spsp/ Tue, 03 Mar 2026 16:14:30 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55443 Veículo: Site Farol da Bahia

Data: 03/03/2026

O site Farol da Bahia divulgou a campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo. Quem falou sobre a ação foram Jamil Pedro de Siqueira Caldas, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP e coordenador da campanha, e Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP. A ação visa informar e capacitar equipes médicas sobre os cuidados e desafios relacionados aos bebês prematuros, além de alertar a sociedade como um todo para a realização de pré-natal adequado, desde o início da gestação, uma vez que existem fatores relacionados à saúde da gestante os quais predispõem a um risco maior de prematuridade.

Leia mais: https://www.faroldabahia.com.br/noticia/marco-e-dedicado-ao-cuidado-do-bebe-prematuro

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Café da Manhã com o Professor – Abordagem das dificuldades alimentares do recém-nascido pré-termo – Novembro Roxo https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-abordagem-das-dificuldades-alimentares-do-recem-nascido-pre-termo-novembro-roxo/ Sat, 29 Nov 2025 17:59:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53286 Realizado: 29 de novembro de 2025 Local: Auditório da SPSP – Rua Maria Figueiredo, 595 – 10º andar – Paraíso – SPRealização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São PauloOrganização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Neonatologia da SPSPCoordenação: Dr. Jamil Pedro de Siqueira CaldasPúblico-alvo: PediatrasObjetivo: Discutir as principais dificuldades alimentares do recém-nascido pré-termo na internação e no seguimento.Vagas: 50 – – Programação 08h30 – 12h00 – Mesa redonda: Abordagem das dificuldades alimentares do recém-nascido pré-termoCoordenador e Moderação da mesa: Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas 08h00 – 08h30 – Recepção com café da manhã 08h30 – 08h40 – AberturaDr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas e Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros 08h40 – 09h25 – Dificuldades alimentares na fase neonatal e a atuação da fonoaudiologiaDra. Flávia Giuli Santi Martins Ribeiro 09h25 – 10h10 – Refluxo gastroesofágico no recém-nascido pré-termo – imaturidade funcional ou doença? Dra. Mary de Assis Carvalho 10h10 – 10h30 – Intervalo   10h30 – 11h15 – Uso racional de fórmulas lácteas especiais na unidade neonatalDr. Paulo Roberto Pachi 11h15 – 12h00 – Discussão e perguntasDr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas e Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli]]>

Realizado: 29 de novembro de 2025
Local: Auditório da SPSP – Rua Maria Figueiredo, 595 – 10º andar – Paraíso – SP
Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo
Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Neonatologia da SPSP
Coordenação: Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas
Público-alvo: Pediatras
Objetivo: Discutir as principais dificuldades alimentares do recém-nascido pré-termo na internação e no seguimento.
Vagas:
50

Programação
08h30 – 12h00 – Mesa redonda: Abordagem das dificuldades alimentares do recém-nascido pré-termo
Coordenador e Moderação da mesa:
Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas
08h00 – 08h30 – Recepção com café da manhã
08h30 – 08h40 – Abertura
Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas e Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros
08h40 – 09h25 – Dificuldades alimentares na fase neonatal e a atuação da fonoaudiologia
Dra. Flávia Giuli Santi Martins Ribeiro
09h25 – 10h10 – Refluxo gastroesofágico no recém-nascido pré-termo – imaturidade funcional ou doença?
Dra. Mary de Assis Carvalho
10h10 – 10h30 – Intervalo  
10h30 – 11h15 – Uso racional de fórmulas lácteas especiais na unidade neonatal
Dr. Paulo Roberto Pachi
11h15 – 12h00 – Discussão e perguntas
Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas e Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli


Dr. Jamil Pedro de Siqueira Caldas

Presidente do DC de Neonatologia da SPSP
Professor Associado do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP


Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros
Vice-Presidente do DC de Neonatologia da SPSP
Médica da Disciplina de Pediatria Neonatal do Departamento de Pediatria – EPM/ UNIFESP


Dra. Flávia Giuli Santi Martins Ribeiro
Fonoaudióloga – Doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
Fonoaudióloga clínica, Pesquisadora e Coordenadora dos Programas de Triagem Auditiva Neonatal e de Disfagia Neonatal do Hospital São Luiz-Rede D’Or nas Unidades Star, Anália Franco e São Caetano


Dra. Mary de Assis Carvalho
Médica – Professora Doutora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual – Área de Gastrenterologia – Hepatologia Pediátrica


Dr. Paulo Roberto Pachi
Médico – Professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Doutor em Pediatria Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo


Dra. Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli
Secretária do DC de Neonatologia da SPSP
Diretora Médica da Maternidade Star Rede D’Or

 

Realização



Apoio

“Este evento recebeu patrocínio de empresas privadas, em conformidade com a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006”. “Compete de forma prioritária aos profissionais e ao pessoal de saúde em geral estimular a prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuando até dois anos de idade ou mais“. Portaria nº 2.051 de 08/11/2001 – MS e Resolução nº 222 de 05/08/2002 – ANVISA

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Mês de novembro se destaca por ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro https://spsp.org.br/mes-de-novembro-se-destaca-por-acoes-de-prevencao-da-prematuridade-e-de-cuidados-ao-recem-nascido-prematuro/ Mon, 17 Nov 2025 15:18:37 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54236 A prematuridade ainda persiste como um problema de saúde pública mundial. Dados recentes de 2023, apontados]]>

A prematuridade ainda persiste como um problema de saúde pública mundial. Dados recentes de 2023, apontados pelo relatório Born to Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que infelizmente a taxa não sofreu decréscimo no período de 2010 a 2020 e a prematuridade tem impacto sobre a mortalidade e o aparecimento de problemas clínicos, especialmente relacionados ao desenvolvimento neurológico.

A questão da prematuridade se intensifica nos países de baixa e média renda. O mesmo relatório da OMS mostra que, nos casos de recém-nascidos prematuros extremos, ou seja, nascidos antes de 28 semanas de gestação, nos países de alta renda, 9 em cada 10 deles sobrevivem, e no cenário dos países de baixa e média renda, a proporção se inverte: apenas uma em 10 crianças nessa categoria de nascimento sobrevive.

No Brasil, uma em cada 10 crianças nasce abaixo de 37 semanas de gestação, representando o nascimento de cerca de 300 mil crianças prematuras ao ano.

Nesse sentido, além dos esforços gigantescos das instituições governamentais e oficiais na promoção da prevenção do parto prematuro, bem como da assistência ao recém-nascido pré-termo, a Fundação Europeia para o Cuidado do Recém-nascido (EFCNI, da denominação em inglês European Foundation for the Care of Newborn Infants) realizou, entre muitas atividades, um encontro de organizações de pais de recém-nascidos prematuros em Roma, Itália, e uma das decisões desse encontro foi de criar um dia mundial de conscientização para os prematuros e suas famílias. 

Escolheu-se então o dia 17 de novembro como o “Dia Mundial da Prematuridade”, por um fato marcante na vida de um dos fundadores da EFCNI – após a perda de filhos nascidos trigêmeos prematuros, ele foi pai de uma filha nascida em 17 de novembro de 2008. A ideia em seguida foi apoiada pela Organização March of Dimes norte-americana, instituição famosa mundialmente pela busca de qualidade de atendimento perinatal.

No Brasil, em 2014, houve o início das comemorações do Novembro Roxo, no sentido de promover e conscientizar os profissionais de saúde e o público em geral sobre a questão da prematuridade. A escolha da cor roxa se deu pelo fato de a cor simbolizar sensibilidade e individualidade, características estas muito peculiares aos recém-nascidos prematuros, além de significar também a transmutação, indicando o processo de poder se transformar, de se modificar, de evoluir, fenômeno também do complexo da prematuridade, pois são crianças que necessitam de todo apoio no sentido de se desenvolverem e crescerem de modo adequado, mesmo fora do ambiente materno, já que nasceram prematuramente. Percebe-se então um alinhamento das atividades do Novembro Roxo com as práticas preconizadas pelo Método Canguru, estabelecidas pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Em 2015, a Organização Não Governamental Prematuridade.com propôs um projeto de lei para instituir o 17 de novembro como “Dia da Prematuridade”. Nesse aspecto, na semana que cerca essa data tão significativa, há promoção de ações de enfrentamento ao parto prematuro e campanhas de sensibilização sobre a prematuridade. Engloba assim todas as categorias de profissionais que atuam na atenção perinatal e envolvidos na prevenção da prematuridade e também, de modo importante, no estabelecimento de rotinas de cuidados para aquele que acabou por nascer prematuro e demanda atenção especializada e individualizada.

Gradativamente, com o Dia da Prematuridade, o Novembro Roxo tem se tornado um mês especial, no qual as instituições públicas e não governamentais de promoção à saúde encontram um espaço para destacar ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro, estimulando que essas ações se prolonguem ao longo de todo o ano.

 

Saiba mais:

  1. Organização Mundial da Saúde. Born too Soon. Disponível em https://www.who.int/publications/i/item/9789240073890.
  2. Prematuridade.com. Disponível em https://www.prematuridade.com.

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 3 ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2017. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_humanizada_metodo_canguru_manual_3ed.pdf.

 

Relator:

Jamil Pedro de Siqueira Caldas
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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TV Câmara Campinas – Novembro Roxo: conscientização sobre a prematuridade, com Marina de Moraes Barros https://spsp.org.br/tv-camara-campinas-novembro-roxo-conscientizacao-sobre-a-prematuridade-com-marina-de-moraes-barros/ Sun, 16 Nov 2025 17:48:05 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54341

Veículo: TV Câmara Campinas

Data: 16/11/2025

Para celebrar o Novembro Roxo, campanha de conscientização sobre a prematuridade, a TV Câmara Campinas entrevistou a neonatologista Marina de Moraes Barros, vice-presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP, em que ela abordou diversas questões relacionadas à prematuridade, entre as quais as causas desta condição, que englobam fatores como doenças maternas (hipertensão, diabetes gestacional, infecções) e problemas da gestação, como placenta prévia, descolamento prematuro da placenta, além de gestação gemelar. Ela disse que houve avanços significativos nos cuidados de reanimação dos prematuros e citou a importância da prevenção da hipotermia na sala de parto e do suporte de oxigênio aos bebês.

Assista à entrevista: 

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Sífilis na gestante e sífilis congênita: a urgência da prevenção materno-fetal https://spsp.org.br/sifilis-na-gestante-e-sifilis-congenita-a-urgencia-da-prevencao-materno-fetal/ Sat, 18 Oct 2025 12:04:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53680 A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento]]>

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento simples e eficaz (geralmente com penicilina), sua presença durante a gestação representa um grave risco para a saúde do bebê, podendo levar à sífilis congênita.

 Sífilis na gestante: um risco silencioso

Quando a sífilis afeta a gestante, a bactéria pode atravessar a placenta em qualquer fase da gravidez e infectar o feto. Muitas vezes, a sífilis materna pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves (como feridas ou manchas na pele, que desaparecem sozinhas), levando a gestante a desconhecer a infecção. Isso torna o rastreamento pré-natal uma etapa crucial.

As consequências da sífilis não tratada na gestação são sérias e incluem:

  • Abortamento espontâneo ou natimorto (morte fetal).
  • Parto prematuro.
  • Hidropsia fetal (acúmulo de líquido em vários órgãos do feto).

 

Sífilis congênita: as consequências para o bebê

A sífilis congênita ocorre quando o bebê é infectado pela mãe durante a gestação. A doença pode se manifestar de diversas formas e em diferentes momentos após o nascimento.

Em alguns casos, o bebê pode nascer sem sinais visíveis da doença. No entanto, sem tratamento adequado, a sífilis congênita pode causar lesões graves e irreversíveis, como:

  • Problemas ósseos e articulares.
  • Anemia e icterícia (pele e olhos amarelados).
  • Neurossífilis (infecção do sistema nervoso central), podendo causar meningite.
  • Alterações dentárias e oftalmológicas (visão).
  • Surdez ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, manifestando-se anos após o nascimento.

 

A importância crítica da prevenção materno-fetal

A transmissão da sífilis da mãe para o bebê é totalmente evitável. A prevenção reside em três pilares fundamentais: diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento do parceiro.

  1. Diagnóstico oportuno e universal:
    • Toda gestante deve ser testada para sífilis já na primeira consulta do pré-natal.
    • O teste deve ser repetido no segundo e no terceiro trimestres da gestação e, novamente, no momento do parto. O teste rápido, de resultado imediato, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico rápido em qualquer nível de atenção à saúde.
  2. Tratamento imediato e adequado:
    • Uma vez diagnosticada, a gestante deve ser tratada imediatamente com o esquema correto de penicilina benzatina, a única medicação que garante a cura materna e a prevenção da infecção fetal.
    • É imprescindível que o parceiro sexual também seja testado e tratado simultaneamente para evitar a reinfecção da gestante.
  3. Acompanhamento pós-tratamento:
    • A gestante e o parceiro devem ser acompanhados com exames de controle para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a cura.
    • A efetividade do tratamento materno é o fator-chave para que o bebê nasça sem sífilis congênita.

Neste Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, é importante enfatizar que a luta contra a sífilis congênita passa necessariamente pela qualidade da assistência pré-natal. Garantir que todas as gestantes sejam testadas, tratadas de forma completa e imediata, juntamente com o tratamento de seus parceiros, é a estratégia mais eficaz para que os bebês nasçam saudáveis e livres das consequências devastadoras dessa doença.

 

Relatora:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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Portal Drauzio Varella – O primeiro banho do bebê, com Jamil de Siqueira Caldas https://spsp.org.br/portal-drauzio-varella-o-primeiro-banho-do-bebe-com-jamil-de-siqueira-caldas/ Fri, 25 Jul 2025 12:09:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52580 Veículo: Portal Drauzio Varella

Data: 25/07/2025

Jamil de Siqueira Caldas, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP, concedeu entrevista ao Portal Drauzio Varella a respeito do primeiro banho do bebê. Segundo o especialista, é importante que o banho seja adiado até que a criança tenha uma estabilidade da temperatura corporal, uma vez que, após o nascimento, ela precisa adaptar sua temperatura do ambiente intrauterino para o ambiente externo. Ele orienta que o banho seja realizado no momento mais quente do dia e numa situação que permita o conforto do bebê. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o primeiro banho seja realizado após 24 horas do nascimento ou, se não for possível, que seja adiado por pelo menos 6 horas.

Leia mais: https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/primeiro-banho-do-bebe-por-que-esperar-24-horas/#:~:text=%C3%89%20importante%20esperar%20at%C3%A9%20que,%2C%20no%20m%C3%ADnimo%2C%206%20horas.

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Cardiopatias congênitas – importância do diagnóstico precoce https://spsp.org.br/cardiopatias-congenitas-importancia-do-diagnostico-precoce/ Wed, 11 Jun 2025 19:11:28 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51708 Você sabia que as cardiopatias congênitas são as anomalias congênitas mais comuns ao nascimento? Estima-se que a cada 100 bebês nascidos vivos, 1 nasce com algum tipo de defeito]]>

Você sabia que as cardiopatias congênitas são as anomalias congênitas mais comuns ao nascimento? Estima-se que a cada 100 bebês nascidos vivos, 1 nasce com algum tipo de defeito estrutural no coração. Isso representa cerca de 29 mil novos casos por ano no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, tem como principal objetivo informar e sensibilizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do apoio às famílias que convivem com essa condição.

As cardiopatias congênitas são alterações na formação do coração e dos grandes vasos que ocorrem ainda na fase embrionária, durante a gestação. Essas alterações podem comprometer a oxigenação adequada do organismo e, se não identificadas precocemente, podem levar a complicações graves nos primeiros dias, semanas ou meses de vida.

E como detectar precocemente?

O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação, por meio da ecocardiografia fetal, exame indicado para todos, mas principalmente quando há alterações no ultrassom morfológico, histórico familiar de cardiopatias ou fatores de risco maternos, como diabetes ou uso de medicamentos teratogênicos.

Após o nascimento, alguns sinais de alerta merecem atenção:

– Cianose (coloração arroxeada na pele, lábios ou unhas)

– Dificuldade para mamar

– Suor excessivo

– Dificuldade de ganho de peso

– Sopros cardíacos detectados na ausculta

Além disso, a realização do teste de oximetria de pulso, conhecido como teste do coraçãozinho, é fundamental. Esse exame, obrigatório por lei em todo o território nacional, deve ser feito nas primeiras 24 a 48 horas de vida e pode indicar a necessidade de investigação com ecocardiograma.

Ainda hoje, muitas crianças com cardiopatias congênitas recebem o diagnóstico tardiamente, o que pode comprometer a eficácia do tratamento. Conscientizar profissionais de saúde, pais e cuidadores sobre os sinais clínicos e a importância do rastreio precoce é uma das ferramentas mais poderosas que temos para mudar essa realidade.

A maioria das cardiopatias congênitas pode ser tratada, seja por meio de medicações, procedimentos intervencionistas ou cirurgias cardíacas. Crianças com cardiopatias podem sim ter um desenvolvimento dentro da normalidade e levar uma vida saudável quando recebem assistência adequada desde o início.

As famílias que recebem o diagnóstico de uma cardiopatia congênita enfrentam desafios emocionais, logísticos e, muitas vezes, financeiros. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar, com equipe composta por cardiopediatra, cirurgião cardíaco, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, é essencial.

Além disso, o acolhimento e a informação clara ajudam a reduzir o medo, fortalecer o vínculo familiar e melhorar os desfechos clínicos. A participação em grupos de apoio também pode ser uma fonte importante de troca e esperança.

Por esse motivo, neste dia 12 de junho renovamos o nosso compromisso com a conscientização, o diagnóstico precoce e o cuidado integral às crianças com cardiopatias congênitas. Que mais profissionais estejam capacitados, mais famílias sejam acolhidas, e mais crianças tenham acesso ao que é seu por direito.

 

Relator:
Gustavo Foronda
Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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