Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 12 Jun 2026 19:37:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Quando o coração bate mais forte https://spsp.org.br/quando-o-coracao-bate-mais-forte/ Fri, 12 Jun 2026 19:33:11 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57423 ]]>

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, representa uma grande oportunidade para ampliar o conhecimento da sociedade e dos profissionais de saúde sobre as doenças cardíacas que acometem as crianças e constituem hoje uma das principais causas de morbimortalidade na infância.

As cardiopatias congênitas compreendem um grupo heterogêneo de alterações anatômicas do coração e dos grandes vasos presentes ao nascimento, variando desde defeitos simples, com pouca repercussão clínica, até malformações complexas, que demandam intervenção cirúrgica ou cateterismo ainda nos primeiros dias de vida. Estima-se que aproximadamente 8 a cada 1.000 nascidos vivos apresentem algum tipo de defeito cardíaco estrutural, o que corresponde a 30.000 novos casos diagnosticados anualmente no Brasil.

No âmbito da assistência perinatal, o diagnóstico pré-natal apresentou grande avanço nas últimas décadas, permitindo o planejamento do parto do bebê em centro que disponha dos recursos iniciais necessários ao tratamento da sua cardiopatia, impactando diretamente no sucesso deste. Ainda nos primeiros dias de vida, o teste do coraçãozinho é um método de rastreamento obrigatório, com alta especificidade e que identifica uma possível cardiopatia crítica através da comparação entre a saturação dos membros superiores e inferiores, indicando a ampliação da investigação.

Além do diagnóstico perinatal, avanços na terapia intensiva neonatal, nas técnicas cirúrgicas e no acompanhamento multiprofissional permitiram um aumento significativo na sobrevida desses pacientes nas últimas décadas e, atualmente, a maioria das crianças com cardiopatia congênita alcança a vida adulta, configurando uma população crescente, que necessita de acompanhamento especializado ao longo de toda a vida.

Além dos aspectos diagnósticos, é importante destacar os impactos emocionais, sociais e econômicos enfrentados pelas crianças e suas famílias. Conviver com uma cardiopatia congênita frequentemente impõe longos períodos de hospitalização, múltiplas intervenções e acompanhamento médico contínuo, exigindo suporte psicológico e assistência multiprofissional. A conscientização da população contribui para reduzir o estigma associado às doenças cardíacas na infância e favorece a inclusão social, escolar e familiar desses pacientes.

Hoje sabemos que, com a terapêutica adequada e seguimento multiprofissional especializado, a grande maioria das crianças cardiopatas pode ter uma vida completa, participando das atividades escolares, esportivas e sociais compatíveis com sua condição, desenvolvendo seu potencial e construindo uma trajetória marcada por autonomia, qualidade de vida e inclusão.

A data também reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde cardiovascular pediátrica. A ampliação do acesso ao diagnóstico fetal, a regionalização da assistência especializada, a qualificação das equipes multiprofissionais e a garantia de seguimento longitudinal são medidas essenciais para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade do cuidado oferecido às crianças com cardiopatia congênita em todas as regiões do país.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita é um chamado à ação. Investir em educação, diagnóstico precoce, assistência especializada e pesquisa científica é fundamental para garantir que cada criança com cardiopatia congênita tenha a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial e alcançar uma vida saudável e repleta de conquistas.

Divulgar este tema e comemorar cada vitória continua sendo uma das mais poderosas ferramentas para transformar conhecimento em cuidado e esperança em melhores resultados.

 

Relatora:
Ana Paula Damiano
Cardiologista Pediátrica do CAISM – Unicamp

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Mês de novembro se destaca por ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro https://spsp.org.br/mes-de-novembro-se-destaca-por-acoes-de-prevencao-da-prematuridade-e-de-cuidados-ao-recem-nascido-prematuro/ Mon, 17 Nov 2025 15:18:37 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54236 A prematuridade ainda persiste como um problema de saúde pública mundial. Dados recentes de 2023, apontados]]>

A prematuridade ainda persiste como um problema de saúde pública mundial. Dados recentes de 2023, apontados pelo relatório Born to Soon, da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que infelizmente a taxa não sofreu decréscimo no período de 2010 a 2020 e a prematuridade tem impacto sobre a mortalidade e o aparecimento de problemas clínicos, especialmente relacionados ao desenvolvimento neurológico.

A questão da prematuridade se intensifica nos países de baixa e média renda. O mesmo relatório da OMS mostra que, nos casos de recém-nascidos prematuros extremos, ou seja, nascidos antes de 28 semanas de gestação, nos países de alta renda, 9 em cada 10 deles sobrevivem, e no cenário dos países de baixa e média renda, a proporção se inverte: apenas uma em 10 crianças nessa categoria de nascimento sobrevive.

No Brasil, uma em cada 10 crianças nasce abaixo de 37 semanas de gestação, representando o nascimento de cerca de 300 mil crianças prematuras ao ano.

Nesse sentido, além dos esforços gigantescos das instituições governamentais e oficiais na promoção da prevenção do parto prematuro, bem como da assistência ao recém-nascido pré-termo, a Fundação Europeia para o Cuidado do Recém-nascido (EFCNI, da denominação em inglês European Foundation for the Care of Newborn Infants) realizou, entre muitas atividades, um encontro de organizações de pais de recém-nascidos prematuros em Roma, Itália, e uma das decisões desse encontro foi de criar um dia mundial de conscientização para os prematuros e suas famílias. 

Escolheu-se então o dia 17 de novembro como o “Dia Mundial da Prematuridade”, por um fato marcante na vida de um dos fundadores da EFCNI – após a perda de filhos nascidos trigêmeos prematuros, ele foi pai de uma filha nascida em 17 de novembro de 2008. A ideia em seguida foi apoiada pela Organização March of Dimes norte-americana, instituição famosa mundialmente pela busca de qualidade de atendimento perinatal.

No Brasil, em 2014, houve o início das comemorações do Novembro Roxo, no sentido de promover e conscientizar os profissionais de saúde e o público em geral sobre a questão da prematuridade. A escolha da cor roxa se deu pelo fato de a cor simbolizar sensibilidade e individualidade, características estas muito peculiares aos recém-nascidos prematuros, além de significar também a transmutação, indicando o processo de poder se transformar, de se modificar, de evoluir, fenômeno também do complexo da prematuridade, pois são crianças que necessitam de todo apoio no sentido de se desenvolverem e crescerem de modo adequado, mesmo fora do ambiente materno, já que nasceram prematuramente. Percebe-se então um alinhamento das atividades do Novembro Roxo com as práticas preconizadas pelo Método Canguru, estabelecidas pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Em 2015, a Organização Não Governamental Prematuridade.com propôs um projeto de lei para instituir o 17 de novembro como “Dia da Prematuridade”. Nesse aspecto, na semana que cerca essa data tão significativa, há promoção de ações de enfrentamento ao parto prematuro e campanhas de sensibilização sobre a prematuridade. Engloba assim todas as categorias de profissionais que atuam na atenção perinatal e envolvidos na prevenção da prematuridade e também, de modo importante, no estabelecimento de rotinas de cuidados para aquele que acabou por nascer prematuro e demanda atenção especializada e individualizada.

Gradativamente, com o Dia da Prematuridade, o Novembro Roxo tem se tornado um mês especial, no qual as instituições públicas e não governamentais de promoção à saúde encontram um espaço para destacar ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro, estimulando que essas ações se prolonguem ao longo de todo o ano.

 

Saiba mais:

  1. Organização Mundial da Saúde. Born too Soon. Disponível em https://www.who.int/publications/i/item/9789240073890.
  2. Prematuridade.com. Disponível em https://www.prematuridade.com.

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 3 ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2017. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_humanizada_metodo_canguru_manual_3ed.pdf.

 

Relator:

Jamil Pedro de Siqueira Caldas
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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Sífilis na gestante e sífilis congênita: a urgência da prevenção materno-fetal https://spsp.org.br/sifilis-na-gestante-e-sifilis-congenita-a-urgencia-da-prevencao-materno-fetal/ Sat, 18 Oct 2025 12:04:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53680 A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento]]>

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento simples e eficaz (geralmente com penicilina), sua presença durante a gestação representa um grave risco para a saúde do bebê, podendo levar à sífilis congênita.

 Sífilis na gestante: um risco silencioso

Quando a sífilis afeta a gestante, a bactéria pode atravessar a placenta em qualquer fase da gravidez e infectar o feto. Muitas vezes, a sífilis materna pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves (como feridas ou manchas na pele, que desaparecem sozinhas), levando a gestante a desconhecer a infecção. Isso torna o rastreamento pré-natal uma etapa crucial.

As consequências da sífilis não tratada na gestação são sérias e incluem:

  • Abortamento espontâneo ou natimorto (morte fetal).
  • Parto prematuro.
  • Hidropsia fetal (acúmulo de líquido em vários órgãos do feto).

 

Sífilis congênita: as consequências para o bebê

A sífilis congênita ocorre quando o bebê é infectado pela mãe durante a gestação. A doença pode se manifestar de diversas formas e em diferentes momentos após o nascimento.

Em alguns casos, o bebê pode nascer sem sinais visíveis da doença. No entanto, sem tratamento adequado, a sífilis congênita pode causar lesões graves e irreversíveis, como:

  • Problemas ósseos e articulares.
  • Anemia e icterícia (pele e olhos amarelados).
  • Neurossífilis (infecção do sistema nervoso central), podendo causar meningite.
  • Alterações dentárias e oftalmológicas (visão).
  • Surdez ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, manifestando-se anos após o nascimento.

 

A importância crítica da prevenção materno-fetal

A transmissão da sífilis da mãe para o bebê é totalmente evitável. A prevenção reside em três pilares fundamentais: diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento do parceiro.

  1. Diagnóstico oportuno e universal:
    • Toda gestante deve ser testada para sífilis já na primeira consulta do pré-natal.
    • O teste deve ser repetido no segundo e no terceiro trimestres da gestação e, novamente, no momento do parto. O teste rápido, de resultado imediato, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico rápido em qualquer nível de atenção à saúde.
  2. Tratamento imediato e adequado:
    • Uma vez diagnosticada, a gestante deve ser tratada imediatamente com o esquema correto de penicilina benzatina, a única medicação que garante a cura materna e a prevenção da infecção fetal.
    • É imprescindível que o parceiro sexual também seja testado e tratado simultaneamente para evitar a reinfecção da gestante.
  3. Acompanhamento pós-tratamento:
    • A gestante e o parceiro devem ser acompanhados com exames de controle para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a cura.
    • A efetividade do tratamento materno é o fator-chave para que o bebê nasça sem sífilis congênita.

Neste Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, é importante enfatizar que a luta contra a sífilis congênita passa necessariamente pela qualidade da assistência pré-natal. Garantir que todas as gestantes sejam testadas, tratadas de forma completa e imediata, juntamente com o tratamento de seus parceiros, é a estratégia mais eficaz para que os bebês nasçam saudáveis e livres das consequências devastadoras dessa doença.

 

Relatora:

Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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Cardiopatias congênitas – importância do diagnóstico precoce https://spsp.org.br/cardiopatias-congenitas-importancia-do-diagnostico-precoce/ Wed, 11 Jun 2025 19:11:28 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51708 Você sabia que as cardiopatias congênitas são as anomalias congênitas mais comuns ao nascimento? Estima-se que a cada 100 bebês nascidos vivos, 1 nasce com algum tipo de defeito]]>

Você sabia que as cardiopatias congênitas são as anomalias congênitas mais comuns ao nascimento? Estima-se que a cada 100 bebês nascidos vivos, 1 nasce com algum tipo de defeito estrutural no coração. Isso representa cerca de 29 mil novos casos por ano no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, tem como principal objetivo informar e sensibilizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do apoio às famílias que convivem com essa condição.

As cardiopatias congênitas são alterações na formação do coração e dos grandes vasos que ocorrem ainda na fase embrionária, durante a gestação. Essas alterações podem comprometer a oxigenação adequada do organismo e, se não identificadas precocemente, podem levar a complicações graves nos primeiros dias, semanas ou meses de vida.

E como detectar precocemente?

O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação, por meio da ecocardiografia fetal, exame indicado para todos, mas principalmente quando há alterações no ultrassom morfológico, histórico familiar de cardiopatias ou fatores de risco maternos, como diabetes ou uso de medicamentos teratogênicos.

Após o nascimento, alguns sinais de alerta merecem atenção:

– Cianose (coloração arroxeada na pele, lábios ou unhas)

– Dificuldade para mamar

– Suor excessivo

– Dificuldade de ganho de peso

– Sopros cardíacos detectados na ausculta

Além disso, a realização do teste de oximetria de pulso, conhecido como teste do coraçãozinho, é fundamental. Esse exame, obrigatório por lei em todo o território nacional, deve ser feito nas primeiras 24 a 48 horas de vida e pode indicar a necessidade de investigação com ecocardiograma.

Ainda hoje, muitas crianças com cardiopatias congênitas recebem o diagnóstico tardiamente, o que pode comprometer a eficácia do tratamento. Conscientizar profissionais de saúde, pais e cuidadores sobre os sinais clínicos e a importância do rastreio precoce é uma das ferramentas mais poderosas que temos para mudar essa realidade.

A maioria das cardiopatias congênitas pode ser tratada, seja por meio de medicações, procedimentos intervencionistas ou cirurgias cardíacas. Crianças com cardiopatias podem sim ter um desenvolvimento dentro da normalidade e levar uma vida saudável quando recebem assistência adequada desde o início.

As famílias que recebem o diagnóstico de uma cardiopatia congênita enfrentam desafios emocionais, logísticos e, muitas vezes, financeiros. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar, com equipe composta por cardiopediatra, cirurgião cardíaco, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, é essencial.

Além disso, o acolhimento e a informação clara ajudam a reduzir o medo, fortalecer o vínculo familiar e melhorar os desfechos clínicos. A participação em grupos de apoio também pode ser uma fonte importante de troca e esperança.

Por esse motivo, neste dia 12 de junho renovamos o nosso compromisso com a conscientização, o diagnóstico precoce e o cuidado integral às crianças com cardiopatias congênitas. Que mais profissionais estejam capacitados, mais famílias sejam acolhidas, e mais crianças tenham acesso ao que é seu por direito.

 

Relator:
Gustavo Foronda
Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Conscientização e prevenção sobre os defeitos do nascimento https://spsp.org.br/conscientizacao-e-prevencao-sobre-os-defeitos-do-nascimento/ Mon, 03 Mar 2025 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50422 No dia 3 de março é celebrado o Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, uma data criada para conscientização sobre condições que podem afetar a saúde e o desenvolvimento dos]]>

No dia 3 de março é celebrado o Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, uma data criada para conscientização sobre condições que podem afetar a saúde e o desenvolvimento dos bebês. Defeitos do nascimento, também conhecidos como anomalias congênitas, são alterações estruturais ou funcionais presentes desde a gestação, que podem impactar negativamente a qualidade de vida das crianças. Essas malformações são problemas estruturais ou funcionais que ocorrem durante o desenvolvimento do bebê, geralmente no início da gravidez. Elas podem afetar qualquer parte do corpo, incluindo coração, cérebro, pés, entre outros. Alguns exemplos comuns incluem:

  • Fendas labiopalatais: Abertura na boca ou no céu da boca.
  • Cardiopatias congênitas: Situação de gravidade que ocorre quando a formação do coração se faz de forma anormal.
  • Espinha bífida: Problema grave de desenvolvimento da coluna vertebral.

A Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da prevenção e do acompanhamento pré-natal, com consultas regulares e exames durante a gravidez, que colaboram para identificar precocemente possíveis defeitos do nascimento para reduzir as suas consequências. Fatores como a ingestão de ácido fólico antes e durante a gestação, vacinação adequada, controle de doenças crônicas e evitar o consumo de álcool, tabaco e outras substâncias nocivas são essenciais para uma gestação mais saudável.

Além disso, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença. Exames como o teste do pezinho, ultrassonografias e outros procedimentos podem identificar condições que necessitam de cuidados específicos logo nos primeiros momentos de vida, garantindo um melhor prognóstico e qualidade de vida para a criança se a intervenção for também precoce.

Neste Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, convidamos todas as famílias a se informarem e se engajarem nessa causa, lembrando que as famílias dessas crianças frequentemente precisam de apoio emocional e financeiro. O conhecimento e a prevenção são os melhores aliados para garantir um início de vida saudável para os bebês.

Neste sentido, a Sociedade de Pediatria de São Paulo segue comprometida em promover a saúde das nossas crianças e em apoiar as famílias nesse percurso, e através de campanhas, eventos educativos e orientações, buscamos proporcionar melhor qualidade de vida e inclusão para todos.

Junte-se a nós neste Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento.

 

Relator:
Celso Moura Rebello
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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HIV: Posso me infectar durante o aleitamento materno? https://spsp.org.br/hiv-posso-me-infectar-durante-o-aleitamento-materno/ Fri, 29 Nov 2024 12:31:02 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=49228 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dia 1º de dezembro é a data escolhida para que, internacionalmente, possamos unir esforços no combate ao HIV/Aids]]>

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dia 1º de dezembro é a data escolhida para que, internacionalmente, possamos unir esforços no combate ao HIV/Aids, recordando e ressaltando tantos avanços conseguidos no transcorrer desses 40 anos de história com o vírus e lutando contra o preconceito, estigma e discriminação das pessoas que vivem com HIV, melhorando dessa forma o entendimento da população sobre o vírus e suas repercussões, reconhecendo-o como um problema de saúde pública global.

O UNAIDS é um programa conjunto das Nações Unidas que tem como objetivo liderar e coordenar a resposta global à epidemia de HIV/Aids. O órgão publica relatórios periódicos mostrando a situação no mundo, em seus diferentes locais e as metas a serem alcançadas. Uma delas é acabar com a Aids como uma ameaça à saúde pública até 2030. As estatísticas mostram que infelizmente estamos longe de chegar ao nosso objetivo.

Globalmente, temos 39,9 milhões de pessoas vivendo com HIV, sendo 1,3 milhão de novas infecções em 2023. Por minuto, uma pessoa ainda morre por causas relacionadas à Aids no planeta.

Um grupo que se mostra bastante vulnerável à evolução mais complicada da doença são as crianças, em decorrência de vários fatores, como imaturidade imunológica, dependência total da família ou cuidadores para serem tratadas, menor oferta de medicações disponíveis que sejam específicas para essa faixa etária, entre outros. Sendo assim, todos os esforços devem ser feitos para que as crianças não se infectem e adoeçam.

A principal forma de infecção das crianças é a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o filho, que pode acontecer durante a gestação, parto ou no aleitamento materno.

Temos no Brasil hoje um protocolo de prevenção da transmissão vertical muito bem estabelecido: medicação antirretroviral para gestante durante toda a gravidez mantendo-a estável clínica e laboratorialmente, escolha da via de parto adequada, medicação para criança por 28 dias e não amamentar. Com todas essas medidas estabelecidas, a chance de uma criança se infectar é muito baixa, cerca de 0% a 3%.

Como a política pública de saúde do Brasil tem como regra a testagem de todas as gestantes durante o pré-natal e parto (envolvendo as atendidas na saúde pública ou privada), espera-se que a imensa maioria delas sejam diagnosticadas e poderão receber todo esse protocolo. Porém, um grupo que nos preocupa muito e tem aumentado é o das pessoas que são negativas para os exames de HIV na gestação e parto e se infectam durante o aleitamento materno; e sim, isso é possível!!!

Temos de lembrar que pessoas que amamentam são sexualmente ativas na imensa maioria dos casos, correndo o risco de se infectar por HIV. Isso ocorrendo, há um risco altíssimo da criança se infectar, que pode chegar a até 30% a 40%, dependendo da situação materna.

Segundo levantamento da Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, de 2019 para cá, 14,7% das infecções pelo HIV por transmissão vertical foram pelo aleitamento materno de pessoas exatamente com esse perfil, ou seja, pessoas que eram negativas e se infectaram durante o aleitamento.

Infelizmente, não temos ainda como política pública a obrigatoriedade da testagem para o HIV nas lactantes, como temos para as gestantes. A testagem regular permitiria o diagnóstico precoce das pessoas lactantes e dos bebês, podendo estes serem tratados e evitando o adoecimento.

Pensando em todo esse contexto, recomendo fortemente que pessoas em aleitamento discutam com seus médicos a possibilidade de testagem regular e mesmo de uso de outras formas de prevenção, como uso de preservativo, de medicamentos para prevenção de infecção para o HIV, a depender da sua situação de vida. Cada caso é um caso e as condutas e direcionamentos devem sempre ser individualizados e discutidos com seu médico.

As medidas de proteção da infecção pelo HIV são necessárias em todas as fases de vida do indivíduo e o período de aleitamento deve ser visto da mesma forma.

Divulgar e veicular de forma ampla o assunto HIV/Aids, abordando também questões de prevenção, não apenas no mês de dezembro, mas sempre, em todas as oportunidades, facilita o acesso a essas informações, podendo prevenir aparecimento de novas infecções, além de possibilitar maior acolhimento e menor discriminação de quem vive com HIV.

 

Relatora:
Daniela Vinhas Bertolini
Membro do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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Por uma maior conscientização sobre a prematuridade https://spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho-2/ Sun, 17 Nov 2024 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48922 O dia 17 de novembro, considerado o Dia Internacional de Conscientização Sobre Prematuridade, foi criado por organizações de mães na Europa e pela European Foundation for the Care]]>

O dia 17 de novembro, considerado o Dia Internacional de Conscientização Sobre Prematuridade, foi criado por organizações de mães na Europa e pela European Foundation for the Care of Newborn Infants (EFCNI) em 2008. Em 2010, a organização norte-americana March of Dimes, a organização africana LittleBigSouls, a Australian National Preemie Foundation e a EFCNI se juntaram para celebrar esse dia especial.

Desde 2011 é designado o Dia Mundial da Prematuridade e, desde então, vem abarcando mais e mais países no mundo. Em 2013 eram 60 e em 2019 já tinham mais 100 países, em que grupos de pais, famílias, profissionais de saúde, políticos, hospitais, organizações e outras partes interessadas envolvidas no nascimento prematuro realizam campanhas de mídia, eventos locais e outras atividades em níveis local, regional, nacional ou internacional para conscientizar o público.

O dia foi ampliado para todo o mês de novembro, sendo escolhido o roxo, por simbolizar sensibilidade e individualidade, características que são muito peculiares aos recém-nascidos pré-termos. O roxo também significa transmutação, ou seja, mudança, transformação.

O número de bebês prematuros no mundo ainda é muito elevado, segundo a Organização Mundial da Saúde. Em 2020, aproximadamente 13,4 milhões de bebês nasceram prematuros no mundo, representando mais de 10% de todos os nascimentos. No Brasil, em 2023, a ocorrência desses nascimentos chegou a cerca de 301.718 (11,9% dos nascidos vivos), sendo equivalente a 840 por dia.

O Novembro Roxo é o mês dedicado às ações de sensibilização voltadas para prevenir ou minimizar o nascimento prematuro, já que é atualmente uma das principais causas de óbito no período neonatal e entre crianças menores de cinco anos.

Durante esse mês são realizadas atividades e mobilizações direcionadas ao enfrentamento do parto prematuro, com foco na prevenção do nascimento antecipado e na conscientização sobre os riscos envolvidos, bem como na assistência, proteção e promoção dos direitos dos bebês prematuros e suas famílias.

O parto prematuro pode, em grande parte, ser prevenido com um pré-natal adequado e iniciado precocemente. A detecção de problemas maternos, que podem desencadear o parto prematuro, deve ser feita durante as consultas de pré-natal, incluindo avaliação de exames clínico-laboratoriais, que estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde. Um atendimento adequado no pré-natal já irá diminuir o número de bebês que nascem antes de 37 semanas de idade gestacional.

Em alguns casos, mesmo realizando um pré-natal adequado, o bebê pode nascer prematuro, seja por doenças maternas graves ou por problemas do próprio bebê. Nesses casos eles deverão nascer em hospitais que tenham Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), possibilitando o cuidado adequado para esses pequenos pacientes.

Os problemas da prematuridade vão além do baixo peso, um prematuro precisa de cuidados especiais na UTI, o que aumenta em três vezes o risco de morte e sequelas futuras para sua vida adulta. Observa-se que com os avanços tecnológicos dos últimos anos está aumentando a sobrevida de recém-nascidos cada vez mais prematuros, com possibilidade de sobrevida de bebês que nascem a partir de 24-25 semanas.

Essas crianças permanecem por um longo tempo internadas e, durante esse período, seus pais passam por vários graus de ansiedade e de medos. Medo da perda, de sequelas e depois, próximo da alta, o medo de cuidar em casa. Portanto, além da equipe da UTIN cuidar do recém-nascido, deve cuidar também da família, que irá necessitar de muito apoio e acolhimento. E progressivamente, de acordo com a evolução do bebê, ir estimulando os pais a participarem dos cuidados do dia a dia.

 

Relatora:
Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck
Membro do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional do Teste do Pezinho https://spsp.org.br/dia-nacional-do-teste-do-pezinho/ Thu, 06 Jun 2024 16:30:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46538 ]]>

O “Dia Nacional do Teste do Pezinho”, uma data estabelecida para conscientizar a população sobre a importância desse exame essencial para a saúde dos recém-nascidos, é comemorado no Brasil no dia 6 de junho. O “Teste do Pezinho” é o nome que se popularizou para a triagem neonatal de uma série de doenças, sendo realizado a partir de uma gota de sangue retirada do calcanhar do bebê após o nascimento. Esse exame permite a detecção precoce de diversas doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que podem comprometer o desenvolvimento infantil.

A triagem neonatal no Brasil teve início na década de 1970, inspirada por algumas iniciativas internacionais que já demonstravam a eficácia do teste em outros países. No ano de 1992, o Programa Nacional de Triagem Neonatal foi instituído pelo Ministério da Saúde, regulamentando a obrigatoriedade do Teste do Pezinho em todo o território nacional. Essa determinação tornou o exame uma prática comum e uma importante ferramenta de saúde pública, pois através dele é possível identificar doenças como o hipotireoidismo congênito, a fenilcetonúria, a anemia falciforme, a fibrose cística, entre outras. A detecção precoce dessas condições permite não apenas que o tratamento seja iniciado nos primeiros meses de vida, prevenindo complicações graves e, muitas vezes, garantindo uma melhor qualidade de vida para as crianças afetadas, mas também reduzindo os custos associados às complicações das doenças não diagnosticadas e não tratadas a tempo, o que é importante em países com recursos limitados como o nosso.

Um dos aspectos mais importantes do “Dia Nacional do Teste do Pezinho” é a conscientização da sociedade sobre a necessidade de realização do exame. Muitas famílias, por desinformação ou falta de acesso aos serviços de saúde, acabam não realizando o teste ou o fazem fora do período ideal. Campanhas de conscientização, promovidas por órgãos de saúde e entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), são essenciais para informar a população e garantir que os recém-nascidos tenham acesso a esse importante exame.

A data também serve para reforçar a importância de investimentos contínuos em pesquisa e tecnologia para a ampliação do escopo do Teste do Pezinho. Atualmente, a versão básica do exame cobre seis doenças, mas versões ampliadas, que detectam até 50 doenças, estão disponíveis em algumas regiões e instituições privadas. A meta é que, no futuro, a versão ampliada seja acessível a toda a população brasileira, garantindo uma cobertura ainda maior e mais abrangente. Essa desigualdade é um importante desafio a ser superado, especialmente nas regiões mais remotas e carentes do país. Esforços para garantir a universalidade e a equidade no acesso ao Teste do Pezinho são essenciais para que todos os bebês brasileiros tenham um início de vida saudável e protegido contra doenças tratáveis.

 

Relator:
Celso Moura Rebello
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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17 de novembro: Dia Mundial da Prematuridade https://spsp.org.br/17-de-novembro-dia-mundial-da-prematuridade-2/ Fri, 17 Nov 2023 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=40720 O mês de novembro é especial para os neonatologistas e demais profissionais que trabalham na UTI Neonatal, porque no dia 17 celebramos o “Dia Mundial]]>

O mês de novembro é especial para os neonatologistas e demais profissionais que trabalham na UTI Neonatal, porque no dia 17 celebramos o “Dia Mundial da Prematuridade”. Esse dia foi instituído em 2011 para aumentar a conscientização sobre os desafios que os bebês prematuros e suas famílias enfrentam, permitindo uma reflexão sobre crianças que nascem antes do tempo.

O que exatamente significa nascer “antes do tempo”? O tempo de gestação normal em humanos é de aproximadamente 40 semanas (ou 9 meses, na contagem leiga), mas consideramos aceitável o nascimento a partir da 37ª semana de gestação. Desta forma, bebês nascidos na faixa de 37 a 42 semanas são considerados “de termo”, ou seja, não são prematuros. A prematuridade é definida quando um bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação, e isto é importante porque esses bebês muitas vezes precisam de cuidados especiais, uma vez que seus órgãos ainda não estão totalmente desenvolvidos. Eles são pequenos e muito frágeis, e é por isso que o “Dia da Prematuridade” é tão importante, para nos lembrar de que esse é um problema mais comum do que se imagina, afetando muitas famílias em todo o mundo.

Nosso país ocupa o 10º lugar entre os países com maior número de nascimentos prematuros no planeta, lista que é encabeçada pela Índia e pela China. Celebrar esta data é, portanto, uma maneira de mostrar apoio a essas famílias e destacar a necessidade de melhorar a assistência médica para os bebês prematuros, que muitas vezes necessitam ser cuidados em unidades de terapia intensiva neonatal por períodos longos, de semanas ou meses, no caso dos nascidos extremamente prematuros.

O “Dia da Prematuridade” destaca a importância de garantir que essas crianças recebam o melhor atendimento possível, que inclui o cuidado multiprofissional de uma equipe formada por médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, nutricionistas, farmacêuticas, além de psicólogas para o atendimento das famílias dos bebês prematuros. Os avanços na medicina têm melhorado as chances de sobrevivência e de uma qualidade de vida sem sequelas destas crianças, porém para isso há necessidade de uma estrutura de equipamentos e profissionais especializados. O dia 17 de novembro nos lembra também que o apoio da comunidade é fundamental para garantir uma estrutura adequada para este complexo processo de cuidado.

E você pode se envolver de várias maneiras. Usar roupas roxas (a cor do dia) ou um laço roxo é uma maneira simples de demonstrar apoio. Compartilhar informações sobre a prematuridade e as necessidades especiais desses bebês nas redes sociais também ajuda a conscientizar as pessoas.

Este mês, celebrado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Sociedade de Pediatria de São Paulo como “Novembro Roxo”, é uma oportunidade para refletirmos sobre os desafios enfrentados por esses bebês, mostrar nosso apoio e conscientizar a comunidade sobre a necessidade de se promover o cuidado adequado para essas crianças especiais. Com o apoio de todos, podemos ajudar e melhorar a vida desses bebês e de suas famílias.

Relator:
Celso Moura Rebello
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial da Gestante https://spsp.org.br/dia-mundial-da-gestante/ Wed, 16 Aug 2023 19:47:46 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39008 Em 15 de agosto é celebrado o Dia Mundial da Gestante, desde 1914. É uma data que nos faz lembrar que toda gestante precisa de atenção e cuidados especiais para o seu bem-estar e do seu]]>

Em 15 de agosto é celebrado o Dia Mundial da Gestante, desde 1914. É uma data que nos faz lembrar que toda gestante precisa de atenção e cuidados especiais para o seu bem-estar e do seu filho. O pré-natal é uma assistência preventiva e terapêutica que associada à assistência adequada ao parto diminui os índices de morbidade e mortalidade materno-fetal.

As consultas no pré-natal devem começar logo que o casal resolve engravidar, porque muitas doenças prévias podem levar a risco para o binômio mãe-filho. O Ministério da Saúde do Brasil orienta que a gestante faça no mínimo 6 consultas ao longo da gravidez; entretanto, é desejável que ela faça 1 consulta por mês até o sétimo mês, depois a cada 15 dias no oitavo mês e no último mês semanalmente, segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

Durante as consultas de pré-natal devem ser solicitados exames de sangue, como tipagem sanguínea, hemograma, glicemia de jejum e teste de tolerância a glicose, sorologias para sífilis, toxoplasmose, hepatites, rubéola, HIV, covid, exame de urina e cultura e ultrassonografia no primeiro trimestre e outro entre 20-24 semanas, para verificar o crescimento do feto e anormalidades em seus órgãos.

É importante que a gestante tenha esquema de vacinação completo, definido pelo Ministério da Saúde. O apoio paterno e inclusão dos pais neste cuidado é fundamental. E que o obstetra aborde como reconhecer os sinais de início do trabalho de parto e oriente o momento certo de procurar assistência médico-hospitalar.

Fale sobre as possibilidades de analgesia que amenizam os desconfortos do trabalho de parto e a possibilidade de analgesia farmacológica ou uma combinação com anestesia peridural. A analgesia de parto deveria estar disponível a todas as parturientes no nosso meio. É crucial orientar as mães durante o pré-natal sobre a importância da amamentação, lembrando que o sucesso depende da motivação, estímulo e habilidades técnicas: maneira de posicionar o recém-nascido, garantir pega adequada, estabelecer o intervalo entre as mamadas, entre outros. É um momento de muitos desafios, em que a gestante precisará de apoio e informações corretas.

“Proteger a gravidez significa proteger toda a Sociedade”, segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo.

 

Relatora:
Helenilce de Paula Fiod Costa
Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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