Nefrologia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 03 Sep 2026 11:33:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Nefrologia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Pediatra Atualize-se: Nefrologia na Pediatria https://spsp.org.br/pediatra-atualize-se-nefrologia-na-pediatria/ Wed, 19 Aug 2026 15:23:31 +0000 https://spsp.org.br/?p=58406 A quarta edição de 2026 do boletim Pediatra Atualize-se tem como tema principal a nefrologia na Pediatria.]]>

Texto divulgado em 19/08/26


A quarta edição de 2026 do boletim Pediatra Atualize-se tem como tema principal a nefrologia na Pediatria. Os tópicos abordados são: doença renal crônica: alerta para o pediatra; doenças renais raras: diagnóstico começa com o pediatra; e inteligência artificial em nefrologia pediátrica.

O conteúdo foi elaborado pelo Departamento Científico de Nefrologia da SPSP.

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Um gesto que transforma a vida! https://spsp.org.br/um-gesto-que-transforma-a-vida/ Sat, 27 Sep 2025 10:45:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53317 ]]>

No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente.

A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer.

Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade.

No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança.

O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade.

O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante.

Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária.

O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente.

Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.

 

Relator:

Flavio de Oliveira Ihara
Secretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP

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Café da Manhã com o Professor – Anomalias Congênitas do Rim e Trato Urinário https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-anomalias-congenitas-do-rim-e-trato-urinario/ Sat, 16 Aug 2025 13:41:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51582 Realizado: 16 de agosto de 2025 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Nefrologia da SPSP Coordenação: Dr. Flávio de Oliveira Ihara Público-alvo: Pediatras, Nefrologistas Pediátrico, Nefrologistas e Residentes de Pediatria e Nefrologia Pediátrica. Objetivo: Atualizar os conhecimentos acerca das principais malformações do trato urinário em Crianças e Adolescentes –   Programação 09h00 – 12h00 – Anomalias Congênitas do Rim e Trato UrinárioCoordenação e Moderação: Dr. Flávio de Oliveira Ihara 09h00 – 09h10 – AberturaDr. Flavio de Oliveira Ihara 09h10 – 09h50 – Considerações Genéticas Dr. Zan Mustacchi 09h50 – 10h30 – Diagnóstico por Métodos de Imagem Dr. Henrique Manoel Lederman 10h30 – 11h10 – Abordagem CirúrgicaDr. Marco Gianetti Machado 11h10 – 12h00 – Colóquio e responder perguntas do público enviadas pelo chat Dr. Flávio de Oliveira IharaPresidente do DC de Nefrologia da SPSPAssistente do Ambulatório de Nefrologia Pediátrica do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus Dr. Zan MustacchiPresidente do Departamento Científico de Genética da SPSPGeneticista e Pediatra, Doutor e Mestre pela USP Dr. Henrique Manoel LedermanVice-Presidente do DC de Diagnóstico por Imagem da SPSPProf Emérito de Radiologia Escola Paulista de Medicina UNIFESP Dr. Marcos Giannetti MachadoChefe do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de UrologiaMédico Assistente Doutor do setor de Uropediatria do HCFMUSP]]>

Realizado: 16 de agosto de 2025

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Nefrologia da SPSP

Coordenação: Dr. Flávio de Oliveira Ihara

Público-alvo: Pediatras, Nefrologistas Pediátrico, Nefrologistas e Residentes de Pediatria e Nefrologia Pediátrica.

Objetivo: Atualizar os conhecimentos acerca das principais malformações do trato urinário em Crianças e Adolescentes


  Programação
09h00 – 12h00 – Anomalias Congênitas do Rim e Trato Urinário
Coordenação e Moderação: Dr. Flávio de Oliveira Ihara
09h00 – 09h10 – Abertura
Dr. Flavio de Oliveira Ihara
09h10 – 09h50 – Considerações Genéticas
Dr. Zan Mustacchi
09h50 – 10h30 – Diagnóstico por Métodos de Imagem
Dr. Henrique Manoel Lederman
10h30 – 11h10 – Abordagem Cirúrgica
Dr. Marco Gianetti Machado
11h10 – 12h00 – Colóquio e responder perguntas do público enviadas pelo chat


Dr. Flávio de Oliveira Ihara
Presidente do DC de Nefrologia da SPSP
Assistente do Ambulatório de Nefrologia Pediátrica do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus

Dr. Zan Mustacchi
Presidente do Departamento Científico de Genética da SPSP
Geneticista e Pediatra, Doutor e Mestre pela USP

Dr. Henrique Manoel Lederman
Vice-Presidente do DC de Diagnóstico por Imagem da SPSP
Prof Emérito de Radiologia Escola Paulista de Medicina UNIFESP

Dr. Marcos Giannetti Machado
Chefe do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de Urologia
Médico Assistente Doutor do setor de Uropediatria do HCFMUSP

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Encontro com o Especialista – Hematúrias: Diagnóstico Diferencial https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-hematurias-diagnostico-diferencial/ Tue, 26 Nov 2024 13:45:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47915 Aconteceu, no dia 26 de novembro, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, para discutir o tema Hematúrias: Diagnóstico Diferencial.  Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Nefrologia da SPSP, a atividade teve por finalidade promover a troca e aprimoramento do conhecimento sobre hematúrias e seus diagnósticos diferenciais. Dirigida a pediatras, nefrologistas pediátricos e clínicos, além de médicos residentes das áreas de pediatria e nefrologia, o evento foi coordenado por Flávio de Oliveira Ihara, presidente do DC de Nefrologia da SPSP, que realizou a abertura do Encontro, contando, ainda, com a participação de Natalia Andrea da Cruz e Marcia Camegaçava Riyuzo (que coordenou e moderou a atividade), respectivamente vice-presidente e secretária do DC de Nefrologia da SPSP. Os temas apresentados foram: Hematúrias de Origem Glomerular e Hematúrias de Origem Não Glomerulares. Após as apresentações, houve um colóquio com perguntas do público aos participantes do evento.   – Programação 19h00 – 21h30 – Hematúrias: Diagnóstico DiferencialCoordenação e Moderação: Dra. Marcia Camegaçava Riyuzo   19h00 – 19h10 – Abertura Dr. Flávio de Oliveira Ihara   19h10 – 19h50 – Hematúrias de Origem GlomerularDra. Natalia Andrea da Cruz   19h50 – 20h30 – Hematúrias de Origem Não Glomerulares Dr. Flávio de Oliveira Ihara   20h30 – 21h30 – Colóquio e responder perguntas   – Dra. Marcia Camegaçava RiyuzoSecretária do DC de Nefrologia da SPSPProfessor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Dra. Natalia Andrea Da CruzVice Presidente do DC de Nefrologia da SPSPMédica Chefe do Serviço de Nefrologia e Diálise do Hospital Infantil Darcy Vargas Dr. Flávio de Oliveira IharaPresidente do DC de Nefrologia da SPSPMédico Assistente do Ambulatório de Nefrologia Pediátrica do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus]]>

Aconteceu, no dia 26 de novembro, o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, para discutir o tema Hematúrias: Diagnóstico Diferencial.  Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Nefrologia da SPSP, a atividade teve por finalidade promover a troca e aprimoramento do conhecimento sobre hematúrias e seus diagnósticos diferenciais.

Dirigida a pediatras, nefrologistas pediátricos e clínicos, além de médicos residentes das áreas de pediatria e nefrologia, o evento foi coordenado por Flávio de Oliveira Ihara, presidente do DC de Nefrologia da SPSP, que realizou a abertura do Encontro, contando, ainda, com a participação de Natalia Andrea da Cruz e Marcia Camegaçava Riyuzo (que coordenou e moderou a atividade), respectivamente vice-presidente e secretária do DC de Nefrologia da SPSP.

Os temas apresentados foram: Hematúrias de Origem Glomerular e Hematúrias de Origem Não Glomerulares. Após as apresentações, houve um colóquio com perguntas do público aos participantes do evento.  

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

 

Programação
19h00 – 21h30 – Hematúrias: Diagnóstico Diferencial
Coordenação e Moderação:
Dra. Marcia Camegaçava Riyuzo  
19h00 – 19h10 – Abertura
Dr. Flávio de Oliveira Ihara  
19h10 – 19h50 – Hematúrias de Origem Glomerular
Dra. Natalia Andrea da Cruz  
19h50 – 20h30 – Hematúrias de Origem Não Glomerulares
Dr. Flávio de Oliveira Ihara  
20h30 – 21h30Colóquio e responder perguntas  

Dra. Marcia Camegaçava Riyuzo
Secretária do DC de Nefrologia da SPSP
Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Dra. Natalia Andrea Da Cruz
Vice Presidente do DC de Nefrologia da SPSP
Médica Chefe do Serviço de Nefrologia e Diálise do Hospital Infantil Darcy Vargas

Dr. Flávio de Oliveira Ihara
Presidente do DC de Nefrologia da SPSP
Médico Assistente do Ambulatório de Nefrologia Pediátrica do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus

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Fascículo 102 de Recomendações tem artigos de Dermatologia, Cuidados Domiciliares e Nefrologia https://spsp.org.br/fasciculo-102-de-recomendacoes-tem-artigos-de-dermatologia-cuidados-domiciliares-e-nefrologia/ Mon, 08 Apr 2024 19:26:32 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=44938 A edição 102 de Recomendações já está disponível no portal da SPSP para download]]>

Texto divulgado em 08/04/24


A edição 102 de Recomendações já está disponível no portal da SPSP para download. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Dermatologia aborda a hidratação da pele do recém-nascido. O segundo texto tem como tema cuidados para condições crônicas complexas de saúde, do DC de Cuidados Domiciliares. Por fim, o DC de Nefrologia destaca o edema: quando pensar em causas renais?

Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalho e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.

A publicação conta com o apoio da Libbs Farmacêutica.

 

Clique no play para ouvir o podcast desta edição

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Dia Mundial do Rim 2024: Saúde Renal para Todos! https://spsp.org.br/dia-mundial-do-rim-2024-saude-renal-para-todos/ Thu, 14 Mar 2024 11:29:47 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=43007 O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, desde 2006. Foi idealizado pela Sociedade Internacional]]>

O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, desde 2006. Foi idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia e, posteriormente, amparado por várias entidades. A Campanha do Dia Mundial do Rim tem como objetivo alertar e promover a conscientização da sociedade com informações sobre as doenças renais e a importância de sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado e adequado.

Em 2024, será comemorado no dia 14 de março e o tema será “Saúde Renal para Todos! Promovendo o acesso equitativo aos cuidados e ao tratamento!”

A possibilidade de acesso universal e gratuito aos serviços médicos é fundamental para a promoção da saúde de qualquer população. A infraestrutura e a disponibilidade equitativa e de qualidade, ampla e sem barreiras financeiras são essenciais para uma sociedade que foca a cidadania plena e humanitária. Essa infraestrutura inclui acesso à assistência primária e secundária, a disponibilidade de diagnóstico adequado e precoce, a abordagem de casos de alta complexidade e a oferta de medicações e terapias específicas para casos especiais.

A “saúde renal para todos” pode ser vista como uma “cadeia” muito ampla e que envolve várias necessidades e responsabilidades. Entre elas, a estruturação de logística e acessibilidade geográfica facilitada aos serviços de saúde, a capacitação de todos os profissionais envolvidos, a educação e a conscientização da população sobre as doenças renais e o acesso em tempo adequado ao tratamento.

Neste ponto, é importante ressaltar que muitas crianças portadoras de doenças renais não apresentam sintomas ou estes são discretos ou inespecíficos. Desta forma, a identificação de cenários e fatores de risco é fundamental para um direcionamento diagnóstico racional. Nestes cenários, lembramos das anomalias congênitas do rim e do trato urinário, das doenças genéticas e hereditárias e de outras condições adquiridas. Entre as condições relacionadas, lembramos das uropatias obstrutivas (muitas vezes já detectadas na gestação), glomerulopatias, distúrbios miccionais, bexiga neurogênica, tubulopatias, cálculos renais, complicações renais relacionadas com a prematuridade, entre outras. Algumas das manifestações relacionadas com as doenças renais incluem infecções urinárias de repetição, alterações do volume urinário (tanto urinar pouco como em excesso), alterações do padrão ou da dinâmica da micção, presença anormal de sangue e proteínas na urina, hipertensão arterial, inchaço nos olhos ou nos pés, anemia persistente, dificuldades de crescimento, alterações ósseas, entre outras.

Várias doenças sistêmicas também podem comprometer secundariamente os rins, tais como diabetes melito, vasculites, cardiopatias, doenças imunológicas, entre outras. Além disso, em várias condições agudas e de gravidade, os rins constantemente são comprometidos, o que aumenta a importância do acesso a essas informações, o seu reconhecimento precoce e o tratamento adequado.

Desta forma, o acesso ao diagnóstico é essencial e, em crianças, envolve particularidades de interpretação dos exames de sangue, urina e imagem. Entre os exames de sangue, a creatinina sérica deve ser utilizada com critérios em crianças, considerando os métodos de análise disponíveis, a faixa etária, o sexo, a massa muscular, o estado de hidratação, entre outros fatores.

O tratamento das doenças renais envolve, muitas vezes, a necessidade de medicações especiais e essenciais, tais como o tratamento e/ou a prevenção de infecções urinárias, controle da pressão arterial, redução da proteinúria, uso de imunossupressores especiais, etc. Esta estratégia auxilia não só na prevenção de inúmeras complicações orgânicas, como também na evolução para falência crônica dos rins.

Em algumas situações de injúria renal aguda e em casos avançados de doença renal crônica, pode ocorrer a necessidade de terapias de suporte renal (métodos dialíticos e/ou transplante renal). Neste sentido, a participação de uma equipe multiprofissional de saúde é essencial para a boa condução destes graves cenários, estabelecendo o diagnóstico correto, a abordagem terapêutica adequada e evitando efeitos adversos e complicações potenciais preveníveis. O nefrologista pediátrico está capacitado para a interpretação adequada dos exames relacionados ao diagnóstico, o uso destas medicações e das terapias complexas relacionadas.

Além do papel dos serviços privados, os recursos e as políticas integradas de saúde de todas as esferas do governo são essenciais para o acesso igualitário e universal das famílias, garantia de viabilidade do diagnóstico precoce, medidas preventivas, disponibilidade e oferta de medicações e terapêuticas específicas para as doenças renais.

Todas estas ações são vitais para a “saúde renal” e para a justiça social!

Relator:
Olberes Vitor Braga de Andrade
Membro do Departamento Científico da Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Encontro com o Especialista: Abordagem Inicial das Tubulopatias https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-abordagem-inicial-das-tubulopatias-zoom/ Tue, 15 Aug 2023 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37308 Programação Mesa Redonda: Abordagem Inicial das Tubulopatias Coordenação e Moderação: Dra. Natalia Andréa da Cruz Abertura Dra. Natalia Andréa da Cruz Quando suspeitar de Tubulopatias. Abordagem Inicial.Dra. Marta Liliane de Almeida Maia Síndrome de Fanconi e Distúrbios do Túbulo Proximal Dra. Maria Helena Vaisbich Distúrbios Tubulares da Homeostase do Potássio: Bartter e Gitelman Dr. Olberes Vitor Braga de Andrade Colóquio e respostas ao público de perguntas enviadas pelo chat. – Dra. Natalia Andréa da CruzVice Presidente do DC de Nefrologia da SPSPMédica chefe do Serviço de nefrologia e diálise do Hidv Dra. Maria Helena VaisbichMestre e Doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo/UNIFESPMembro do DC de Nefrologia da SPSP Dra. Marta Liliane de Almeida MaiaMestre em CiênciasResponsável pelo ambulatório de Tubulopatias da Unifesp. Dr. Olberes Vitor Braga de AndradeMestre em Nefrologia pela UNIFESPDoutor em Pediatria pela FCM da Santa Casa de São Paulo]]>

No dia 15 de agosto aconteceu o Encontro com o Especialista, ao vivo com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, para discutir o tema Abordagem Inicial das Tubulopatias. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Nefrologia da SPSP, o evento, que teve como público-alvo pediatras, nefrologistas, residentes de pediatria e de nefrologia, objetivou difundir e ampliar os conhecimentos sobre o estudo das tubulopatias, bem como sua abordagem inicial.

Sob coordenação de Flávio de Oliveira Ihara, secretário do DC de Nefrologia da SPSP, o Encontro contou com a participação de Natalia Andréa da Cruz, vice-presidente do DC de Nefrologia da SPSP, que realizou a abertura do evento, Maria Helena Vaisbich, membro do DC de Nefrologia da SPSP, Marta Liliane de Almeida Maia, responsável pelo Ambulatório de Tubulopatias da Unifesp, além de Olberes Vitor Braga de Andrade, presidente do DC de Nefrologia da SPSP.

Os temas apresentados foram:  Quando suspeitar de Tubulopatias – Abordagem Inicial; Síndrome de Fanconi e Distúrbios do Túbulo Proximal; e Distúrbios Tubulares da Homeostase do Potássio: Bartter e Gitelman. Ao término do evento, foi realizado um colóquio e os especialistas responderam perguntas do público, que contou com 31 pessoas, enviadas pelo chat.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

Programação

Mesa Redonda: Abordagem Inicial das Tubulopatias
Coordenação e Moderação: Dra. Natalia Andréa da Cruz
Abertura Dra. Natalia Andréa da Cruz
Quando suspeitar de Tubulopatias. Abordagem Inicial.
Dra. Marta Liliane de Almeida Maia
Síndrome de Fanconi e Distúrbios do Túbulo Proximal
Dra. Maria Helena Vaisbich
Distúrbios Tubulares da Homeostase do Potássio: Bartter e Gitelman
Dr. Olberes Vitor Braga de Andrade
Colóquio e respostas ao público de perguntas enviadas pelo chat.


Dra. Natalia Andréa da Cruz
Vice Presidente do DC de Nefrologia da SPSP
Médica chefe do Serviço de nefrologia e diálise do Hidv

Dra. Maria Helena Vaisbich
Mestre e Doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP
Membro do DC de Nefrologia da SPSP

Dra. Marta Liliane de Almeida Maia
Mestre em Ciências
Responsável pelo ambulatório de Tubulopatias da Unifesp.

Dr. Olberes Vitor Braga de Andrade
Mestre em Nefrologia pela UNIFESP
Doutor em Pediatria pela FCM da Santa Casa de São Paulo

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Documento Científico: Raquitismo e Osteomalácia: O que o Pediatra deve saber https://spsp.org.br/documento-cientifico-raquitismo-e-osteomalacia-o-que-o-pediatra-deve-saber/ Thu, 06 Jul 2023 17:33:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38528 Texto divulgado em 06/07/23 Os Departamentos Científicos de Endocrinologia e Nefrologia da SPSP prepararam o documento científico “Raquitismo e Osteomalácia: O que o Pediatra deve saber”, redigido por Guido de Paula Colares Neto, Vanessa Radonsky e Marta Liliane de Almeida Maia. O documento tem o objetivo de auxiliar na compreensão de múltiplos aspectos do raquitismo e da osteomalácia para melhor prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado. Clique aqui para acessar o documento em pdf.]]>

Texto divulgado em 06/07/23


Os Departamentos Científicos de Endocrinologia e Nefrologia da SPSP prepararam o documento científico “Raquitismo e Osteomalácia: O que o Pediatra deve saber”, redigido por Guido de Paula Colares Neto, Vanessa Radonsky e Marta Liliane de Almeida Maia.

O documento tem o objetivo de auxiliar na compreensão de múltiplos aspectos do raquitismo e da osteomalácia para melhor prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado.

Clique aqui para acessar o documento em pdf.

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Café da manhã com o professor – Raquitismo e suas várias faces https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-raquitismo-e-suas-varias-faces-hibrido/ Sat, 15 Oct 2022 17:15:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34007 Programa Recepção com café da manhã no local do evento Mesa redonda – Raquitismo e suas várias facesCoordenação e moderação: Dra. Louise Cominato AberturaDra. Louise Cominato Raquitismo/ Raquitismo hipocalcêmicoDr. Hamilton Cabral de Meneses Filho Raquitismo Hipofosfatêmico Dr.Guido Colares Neto Visão nefrológica do RaquitismoDra. Maria Helena Vaisbish Visão ortopédica do RaquitismoDr. Miguel Akkari  Bate papo entre os palestrantes e perguntas APOIO]]>

No dia 15 de outubro aconteceu o Café da Manhã com o Professor – raquitismo e suas várias faces, que foi realizado em formato híbrido, presencialmente no auditório da SPSP com transmissão ao vivo pelo site SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamentos Científicos de Endocrinologia, Nefrologia e Ortopedia da SPSP, o evento foi coordenado por Louise Cominato, Presidente do DC Endocrinologia da SPSP.

Tendo por objetivo promover uma discussão multidisciplinar sobre raquitismo aos pediatras, o Café da Manhã contou com a presença dos médicos Hamilton Cabral de Meneses Filho, Médico assistente da Unidade de Endocrinologia do Instituto da Criança do HC – FMUSP; Guido Colares Neto, Endocrinologista Pediátrico do Hospital Infantil Darcy Vargas- SP; Maria Helena Vaisbish, Membro do DC de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Nefrologia; e Miguel Akkari, Presidente do DC de Ortopedia da SPSP. 

Entre os temas discutidos, foram abordados: Raquitismo hipocalcêmico, Raquitismo Hipofosfatêmico, Visão nefrológica do Raquitismo e Visão ortopédica do Raquitismo.

 A gravação deste Café da Manhã com o Professor está disponível no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

 

Programa

Recepção com café da manhã no local do evento
Mesa redonda – Raquitismo e suas várias faces
Coordenação e moderação: Dra. Louise Cominato
Abertura
Dra. Louise Cominato
Raquitismo/ Raquitismo hipocalcêmico
Dr. Hamilton Cabral de Meneses Filho
Raquitismo Hipofosfatêmico
Dr.Guido Colares Neto
Visão nefrológica do Raquitismo
Dra. Maria Helena Vaisbish
Visão ortopédica do Raquitismo
Dr. Miguel Akkari 
Bate papo entre os palestrantes e perguntas

APOIO

“Este evento recebeu patrocínio de empresas privadas, em conformidade com a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006”. “Compete de forma prioritária aos profissionais e ao pessoal de saúde em geral estimular a prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuando até dois anos de idade ou mais“. Portaria nº 2.051 de 08/11/2001 – MS e Resolução nº 222 de 05/08/2002 – ANVISA

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27 de setembro: Dia Nacional de Doação de Órgãos https://spsp.org.br/27-de-setembro-dia-nacional-de-doacao-de-orgaos/ Wed, 28 Sep 2022 17:45:59 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34633 Vamos falar sobre transplante e doação de órgãos? Também conhecido como “Setembro Verde”, o “Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos” foi instituído pela Lei no 11.584/2007 e é comemor]]>

Vamos falar sobre transplante e doação de órgãos?

Também conhecido como “Setembro Verde”, o “Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos” foi instituído pela Lei no 11.584/2007 e é comemorado no dia 27 deste mês, data atribuída à realização do primeiro transplante da humanidade. Conta-se que São Cosme e São Damião, irmãos gêmeos e médicos, realizaram o primeiro transplante de um membro nesse dia e desde então o mês de setembro é dedicado à conscientização pública sobre os potenciais doadores de órgãos, bem como à sensibilização de seus familiares sobre a importância da doação.

Apesar do Brasil ter o maior programa público de transplante de órgãos do mundo, há quase 60.000 brasileiros – incluindo crianças – na fila de espera aguardando por um rim, fígado, coração, entre outros órgãos e tecidos. Durante a pandemia de covid-19 houve uma queda de 13% no número de transplantes. Com o avanço da vacinação e a redução do número de casos de covid-19, os programas de transplante vêm testemunhando um aumento do número de procedimentos, porém o crescimento da fila de espera ainda é maior do que a oferta de doadores e é fundamental a conscientização da população sobre esse assunto.

Pode parecer uma questão insignificante e distante, mas quem já vivenciou o drama de um parente, amigo, um pai, uma mãe ou um filho com um problema de saúde grave, incapacitante, progressivo e irreversível, certamente considerou o tema “doação de órgãos” como uma prioridade para a realização de um transplante. Nestes casos, o transplante pode ser a única esperança e recomeço não só de uma, mas de várias vidas beneficiadas por esse ato louvável e soberano.

A legislação atual exige o consentimento, a permissão e a autorização final dos familiares para a doação de um órgão de um potencial doador em morte encefálica, mesmo que ele tenha manifestado ou registrado o seu desejo em vida.

Num cenário crítico de um potencial doador de órgãos, a equipe médica realiza um protocolo bem estabelecido e rígido, incluindo a história, dados clínicos e o exame físico, adicionados à realização de testes especiais e complementares para a constatação inquestionável da morte encefálica.

Um paciente se encontra em morte encefálica quando há a confirmação da interrupção da irrigação sanguínea e morte das células do sistema nervoso central. Este cenário é irreversível e incompatível com a vida. Nesse período, ainda há uma circulação sanguínea temporária e breve para outros órgãos. É justamente nessa “janela de tempo” que se realiza o processo da retirada desses órgãos do doador (considerado morto) para o paciente receptor de órgãos, o qual se encontra em espera na fila. Desta forma, é vital a brevidade na autorização dos familiares para o órgão se manter viável para esse ato de amor e caridade.

Após essa autorização e a efetivação da doação, as Centrais de Transplante Estaduais realizam a seleção de doadores compatíveis, através de um registro de lista de espera, incluindo também algumas situações especiais de prioridade, estabelecidas por lei. Após a retirada dos órgãos e tecidos da pessoa morta, os cortes realizados são suturados e todos os cuidados são realizados, de tal forma que não há nenhuma percepção de qualquer deformidade. Posteriormente, o corpo poderá ser velado por seus familiares e sepultado.

É muito importante se informar e esclarecer as dúvidas sobre este tema ainda polêmico e pouco compreendido. Conversar com seus familiares e amigos, comunicar sobre o seu desejo de doação e quebrar as barreiras e as superstições envolvidas são fundamentais para o sucesso dos programas de transplante dos adultos e de nossas crianças.

A doação de órgãos é um dos maiores gestos de amor e humanidade! Um doador pode salvar mais de 8 vidas (ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).

Doe órgãos, doe vida.

 

Relatores:
Olberes Vitor Braga de Andrade
Lilian Monteiro Pereira Palma
Membros dos Departamentos de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Nefrologia

 

Foto: @atlascompany / www.freepik.com

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