Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 26 Sep 2025 14:47:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Um gesto que transforma a vida! https://spsp.org.br/um-gesto-que-transforma-a-vida/ Sat, 27 Sep 2025 10:45:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53317 ]]>

No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente.

A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer.

Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade.

No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança.

O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade.

O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante.

Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária.

O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente.

Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.

 

Relator:

Flavio de Oliveira Ihara
Secretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP

]]>
Dia Mundial do Rim 2024: Saúde Renal para Todos! https://spsp.org.br/dia-mundial-do-rim-2024-saude-renal-para-todos/ Thu, 14 Mar 2024 11:29:47 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=43007 O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, desde 2006. Foi idealizado pela Sociedade Internacional]]>

O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente na segunda quinta-feira do mês de março, desde 2006. Foi idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia e, posteriormente, amparado por várias entidades. A Campanha do Dia Mundial do Rim tem como objetivo alertar e promover a conscientização da sociedade com informações sobre as doenças renais e a importância de sua prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado e adequado.

Em 2024, será comemorado no dia 14 de março e o tema será “Saúde Renal para Todos! Promovendo o acesso equitativo aos cuidados e ao tratamento!”

A possibilidade de acesso universal e gratuito aos serviços médicos é fundamental para a promoção da saúde de qualquer população. A infraestrutura e a disponibilidade equitativa e de qualidade, ampla e sem barreiras financeiras são essenciais para uma sociedade que foca a cidadania plena e humanitária. Essa infraestrutura inclui acesso à assistência primária e secundária, a disponibilidade de diagnóstico adequado e precoce, a abordagem de casos de alta complexidade e a oferta de medicações e terapias específicas para casos especiais.

A “saúde renal para todos” pode ser vista como uma “cadeia” muito ampla e que envolve várias necessidades e responsabilidades. Entre elas, a estruturação de logística e acessibilidade geográfica facilitada aos serviços de saúde, a capacitação de todos os profissionais envolvidos, a educação e a conscientização da população sobre as doenças renais e o acesso em tempo adequado ao tratamento.

Neste ponto, é importante ressaltar que muitas crianças portadoras de doenças renais não apresentam sintomas ou estes são discretos ou inespecíficos. Desta forma, a identificação de cenários e fatores de risco é fundamental para um direcionamento diagnóstico racional. Nestes cenários, lembramos das anomalias congênitas do rim e do trato urinário, das doenças genéticas e hereditárias e de outras condições adquiridas. Entre as condições relacionadas, lembramos das uropatias obstrutivas (muitas vezes já detectadas na gestação), glomerulopatias, distúrbios miccionais, bexiga neurogênica, tubulopatias, cálculos renais, complicações renais relacionadas com a prematuridade, entre outras. Algumas das manifestações relacionadas com as doenças renais incluem infecções urinárias de repetição, alterações do volume urinário (tanto urinar pouco como em excesso), alterações do padrão ou da dinâmica da micção, presença anormal de sangue e proteínas na urina, hipertensão arterial, inchaço nos olhos ou nos pés, anemia persistente, dificuldades de crescimento, alterações ósseas, entre outras.

Várias doenças sistêmicas também podem comprometer secundariamente os rins, tais como diabetes melito, vasculites, cardiopatias, doenças imunológicas, entre outras. Além disso, em várias condições agudas e de gravidade, os rins constantemente são comprometidos, o que aumenta a importância do acesso a essas informações, o seu reconhecimento precoce e o tratamento adequado.

Desta forma, o acesso ao diagnóstico é essencial e, em crianças, envolve particularidades de interpretação dos exames de sangue, urina e imagem. Entre os exames de sangue, a creatinina sérica deve ser utilizada com critérios em crianças, considerando os métodos de análise disponíveis, a faixa etária, o sexo, a massa muscular, o estado de hidratação, entre outros fatores.

O tratamento das doenças renais envolve, muitas vezes, a necessidade de medicações especiais e essenciais, tais como o tratamento e/ou a prevenção de infecções urinárias, controle da pressão arterial, redução da proteinúria, uso de imunossupressores especiais, etc. Esta estratégia auxilia não só na prevenção de inúmeras complicações orgânicas, como também na evolução para falência crônica dos rins.

Em algumas situações de injúria renal aguda e em casos avançados de doença renal crônica, pode ocorrer a necessidade de terapias de suporte renal (métodos dialíticos e/ou transplante renal). Neste sentido, a participação de uma equipe multiprofissional de saúde é essencial para a boa condução destes graves cenários, estabelecendo o diagnóstico correto, a abordagem terapêutica adequada e evitando efeitos adversos e complicações potenciais preveníveis. O nefrologista pediátrico está capacitado para a interpretação adequada dos exames relacionados ao diagnóstico, o uso destas medicações e das terapias complexas relacionadas.

Além do papel dos serviços privados, os recursos e as políticas integradas de saúde de todas as esferas do governo são essenciais para o acesso igualitário e universal das famílias, garantia de viabilidade do diagnóstico precoce, medidas preventivas, disponibilidade e oferta de medicações e terapêuticas específicas para as doenças renais.

Todas estas ações são vitais para a “saúde renal” e para a justiça social!

Relator:
Olberes Vitor Braga de Andrade
Membro do Departamento Científico da Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

]]>
27 de setembro: Dia Nacional de Doação de Órgãos https://spsp.org.br/27-de-setembro-dia-nacional-de-doacao-de-orgaos/ Wed, 28 Sep 2022 17:45:59 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34633 Vamos falar sobre transplante e doação de órgãos? Também conhecido como “Setembro Verde”, o “Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos” foi instituído pela Lei no 11.584/2007 e é comemor]]>

Vamos falar sobre transplante e doação de órgãos?

Também conhecido como “Setembro Verde”, o “Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos” foi instituído pela Lei no 11.584/2007 e é comemorado no dia 27 deste mês, data atribuída à realização do primeiro transplante da humanidade. Conta-se que São Cosme e São Damião, irmãos gêmeos e médicos, realizaram o primeiro transplante de um membro nesse dia e desde então o mês de setembro é dedicado à conscientização pública sobre os potenciais doadores de órgãos, bem como à sensibilização de seus familiares sobre a importância da doação.

Apesar do Brasil ter o maior programa público de transplante de órgãos do mundo, há quase 60.000 brasileiros – incluindo crianças – na fila de espera aguardando por um rim, fígado, coração, entre outros órgãos e tecidos. Durante a pandemia de covid-19 houve uma queda de 13% no número de transplantes. Com o avanço da vacinação e a redução do número de casos de covid-19, os programas de transplante vêm testemunhando um aumento do número de procedimentos, porém o crescimento da fila de espera ainda é maior do que a oferta de doadores e é fundamental a conscientização da população sobre esse assunto.

Pode parecer uma questão insignificante e distante, mas quem já vivenciou o drama de um parente, amigo, um pai, uma mãe ou um filho com um problema de saúde grave, incapacitante, progressivo e irreversível, certamente considerou o tema “doação de órgãos” como uma prioridade para a realização de um transplante. Nestes casos, o transplante pode ser a única esperança e recomeço não só de uma, mas de várias vidas beneficiadas por esse ato louvável e soberano.

A legislação atual exige o consentimento, a permissão e a autorização final dos familiares para a doação de um órgão de um potencial doador em morte encefálica, mesmo que ele tenha manifestado ou registrado o seu desejo em vida.

Num cenário crítico de um potencial doador de órgãos, a equipe médica realiza um protocolo bem estabelecido e rígido, incluindo a história, dados clínicos e o exame físico, adicionados à realização de testes especiais e complementares para a constatação inquestionável da morte encefálica.

Um paciente se encontra em morte encefálica quando há a confirmação da interrupção da irrigação sanguínea e morte das células do sistema nervoso central. Este cenário é irreversível e incompatível com a vida. Nesse período, ainda há uma circulação sanguínea temporária e breve para outros órgãos. É justamente nessa “janela de tempo” que se realiza o processo da retirada desses órgãos do doador (considerado morto) para o paciente receptor de órgãos, o qual se encontra em espera na fila. Desta forma, é vital a brevidade na autorização dos familiares para o órgão se manter viável para esse ato de amor e caridade.

Após essa autorização e a efetivação da doação, as Centrais de Transplante Estaduais realizam a seleção de doadores compatíveis, através de um registro de lista de espera, incluindo também algumas situações especiais de prioridade, estabelecidas por lei. Após a retirada dos órgãos e tecidos da pessoa morta, os cortes realizados são suturados e todos os cuidados são realizados, de tal forma que não há nenhuma percepção de qualquer deformidade. Posteriormente, o corpo poderá ser velado por seus familiares e sepultado.

É muito importante se informar e esclarecer as dúvidas sobre este tema ainda polêmico e pouco compreendido. Conversar com seus familiares e amigos, comunicar sobre o seu desejo de doação e quebrar as barreiras e as superstições envolvidas são fundamentais para o sucesso dos programas de transplante dos adultos e de nossas crianças.

A doação de órgãos é um dos maiores gestos de amor e humanidade! Um doador pode salvar mais de 8 vidas (ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).

Doe órgãos, doe vida.

 

Relatores:
Olberes Vitor Braga de Andrade
Lilian Monteiro Pereira Palma
Membros dos Departamentos de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Nefrologia

 

Foto: @atlascompany / www.freepik.com

]]>
Incontinência urinária infantil https://spsp.org.br/incontinencia-urinaria-infantil/ Tue, 17 May 2022 13:28:17 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=32514 A incontinência urinária é a perda involuntária de urina que ocorre após o estabelecimento do controle miccional adquirido de forma plena ou quando este já deveria ter sido obtido. Pode ser contínua e intermitente, diurna e noturna]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 17/05/2022


 A incontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina que ocorre após o estabelecimento do controle miccional adquirido de forma plena ou quando este já deveria ter sido obtido. Pode ser classificada em contínua e intermitente e em diurna e noturna. A perda contínua e constante de urina necessita de avaliação e atenção em qualquer idade. Este foco deve ocorrer principalmente após o estabelecimento esperado do desfralde, pois pode estar relacionada com alterações estruturais e anomalias congênitas do rim e do trato urinário (CAKUT).

A IU intermitente, em geral, se associa com perdas urinárias em menor quantidade em crianças a partir dos 5 anos de idade, podendo ocorrer durante o dia ou à noite. A IU diurna pode ocorrer em distúrbios congênitos ou adquiridos que comprometem a estrutura e a função da bexiga e do trato urinário inferior. A IU também pode ser confundida com o aumento do volume urinário (poliúria), o qual ocorre devido à inabilidade do rim em concentrar a urina, presente em patologias que levam à perda progressiva da função renal.

Outro ponto importante é que a IU no período diurno também pode estar relacionada com disfunção do trato urinário inferior (DTUI) e com distúrbios relacionados com a micção. Estas condições podem fazer parte da assim chamada enurese noturna não-monossintomática, quando além de escapes involuntários de urina no período noturno e do sono, se associam outros sintomas do trato urinário inferior, tais como alterações da frequência miccional, manobras e posturas de retenção, hesitação, urgência miccional, entre outras manifestações.

É importante destacar também que, muitas vezes, os distúrbios funcionais urinários se acompanham de comorbidades como as infecções urinárias de repetição, a constipação, distúrbios psiquiátricos, distúrbios do sono, anomalias congênitas do sistema nervoso central e obesidade, por exemplo.  Quando a DTUI se associa à constipação, esta enfermidade é designada como disfunção vesical e intestinal (DVI). Além da constipação, outras comorbidades podem estar associadas, tais como infecções do trato urinário, distúrbios comportamentais, entre outros.

A identificação da IU envolve, inicialmente, uma anamnese detalhada e informações coletadas da criança e do adolescente, dos genitores, dos cuidadores e dos profissionais da escola. É importante a avaliação criteriosa do pediatra durante a consulta de rotina e a análise do desenvolvimento e aquisições relacionadas ao desfralde diurno e noturno e da caracterização do estabelecimento do padrão miccional. Através deste inquérito, podemos constatar, por exemplo, que “as roupas íntimas ficam molhadas durante o dia ou à noite”. É importante a caracterização dos marcos de desenvolvimento evolutivos relacionados a fisiologia da micção, os horários e a frequência das micções e das perdas observadas, a postura miccional, as manobras relacionadas à micção, entre outros dados. É importante avaliar se a criança “fica segurando para fazer xixi”, se “tem que correr rápido para urinar”, acompanhado ou não de perdas de urina ou gotejamento nas roupas ou até mesmo no trajeto do chão. Muitas vezes, a IU é detectada indiretamente pela presença de odor residual no vestuário e nas roupas íntimas.

Além disso, a avaliação da ingestão de líquidos e do hábito intestinal é fundamental. Uma ferramenta para o diagnóstico utilizado pelos profissionais envolvidos é o diário das eliminações, incluindo o diário miccional e o diário das evacuações, onde os cuidadores descrevem durante o dia e noite, registro da ingestão hídrica, frequência e volume urinário, perdas observadas, entre outros aspectos já comentados. O exame clínico pelo médico e, eventualmente, a realização de exames específicos podem ser indicados, destacando-se a ultrassonografia dos rins e vias urinárias (preferencialmente com estudo funcional da bexiga), a urofluxometria, entre outros exames complementares. O nefrologista pediátrico, assim como outros profissionais, pode auxiliar na caracterização e no diagnóstico da IU.

O planejamento terapêutico, em geral, é multiprofissional e depende da condição de base relacionada. Alterações estruturais podem necessitar de abordagem cirúrgica ou endoscópica. As DTUI e a DVI, dependendo do caso, são habitualmente abordadas com uroterapia e reeducação miccional com micção programada, englobando orientações quanto à postura miccional, ingestão hídrica e à periodicidade da micção. A abordagem urofisioterápica é fundamental, onde o profissional utiliza várias técnicas de condicionamento dirigidas para cada caso. A utilização de medicações, como os anticolinérgicos, entre outros, também constituem parte do arsenal terapêutico dirigido e individualizado. Em alguns casos, a terapia cognitiva-comportamental pode ser uma medida auxiliar.

 

Relator:
Olberes Vitor Braga de Andrade
Presidente do Departamento Científico da Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 Foto: t tomsickova | depositphotos.com

]]>
Dia Mundial do Rim 2022: 10 de março https://spsp.org.br/dia-mundial-do-rim-2022-10-de-marco/ Thu, 10 Mar 2022 13:36:36 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31526 O Dia Mundial do Rim é comemorado todos os anos na segunda quinta-feira de março. Este ano é no dia 10/03. Em 2022, a comemoração ressalta a importância da conscientização e a educação sobre as doenças renais. ]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 10/03/2022


Saúde dos rins para todos: educando sobre a doença renal

O Dia Mundial do Rim é comemorado todos os anos na segunda quinta-feira de março. Este ano é no dia 10/03. Em 2022, a comemoração ressalta a importância da conscientização e a educação sobre as doenças renais. Idealizada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e amparada por várias entidades, neste ano, a campanha trata da importância da educação sobre a doença renal. Neste sentido, ela engloba o conhecimento do comprometimento agudo da função renal (lesão renal aguda), como a de patologias com potencial de evolução para doença renal crônica (DRC).

A adaptação a uma doença crônica é um processo complexo que se modifica à medida que a criança e a sua família superam enfrentamentos anteriores e suas consequências se projetam além da pediatria e da adolescência. A DRC, caracterizada por lesões irreversíveis nos rins por mais de 3 meses, é um problema com elevada morbimortalidade na infância e necessita de um atendimento multiprofissional.

As causas mais comuns da DRC em pediatria são as anomalias congênitas do rim e trato urinário e as nefropatias genéticas e hereditárias. Outras condições estão associadas, tais como uropatias obstrutivas e infecções urinárias de repetição, glomerulopatias, bexiga neurogênica, distúrbios miccionais, tubulopatias, vasculites, cálculos renais, entre outras enfermidades. A lesão renal aguda também apresenta potencial de evolução para DRC, associada com desidratação prolongada, sepse, utilização de drogas nefrotóxicas, pós-operatórios etc.

Importante ressaltar que muitas crianças são portadoras de doenças renais, mas não sabem, pois os sintomas às vezes são discretos e só aparecem quando o rim já está parando de funcionar. Devemos ficar atentos às alterações do volume urinário (tanto urinar pouco ou em excesso), presença de sangue e espuma na urina, inchaço nos olhos e pés, alterações da dinâmica da micção, dor para urinar, anemia persistente, problemas de dificuldade de crescimento, alterações ósseas, entre outros sintomas ou sinais.

A importância do diagnóstico precoce      

O reconhecimento precoce destes cenários pelo pediatra e outros profissionais de saúde, o reforço ao aleitamento materno, a alimentação saudável, a atividade física regular, a utilização criteriosa de medicamentos e o diagnóstico das diversas comorbidades associadas constituem medidas preventivas da DRC. Crianças após os 3 anos de idade devem ter sua pressão arterial aferida e exame de urina e creatinina sérica incluídos em seu atendimento de rotina. Na presença das condições acima referidas e de outros fatores de risco, estas medidas devem ser antecipadas.

Quanto mais cedo estas condições e suas complicações forem diagnosticadas e tratadas, incluindo o período da gestação e o pré-natal, maior a possibilidade de serem controladas ou retardadas. Em estágios avançados, a DRC pode resultar na necessidade de diálise e transplante renal.

O apoio à criança e aos familiares e sua capacitação para alcançarem uma melhor qualidade de vida é ponto essencial ao sucesso do tratamento, envolvendo projetos de educação continuada e políticas públicas de saúde. 

“Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!”  (Paulo Freire).

 

Relatora:
Natália Andréa da Cruz
Vice-presidente do Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: ​benschonewille | depositphotos.com

]]>
Covid-19 e envolvimento renal https://spsp.org.br/covid-19-e-envolvimento-renal-2/ Fri, 24 Apr 2020 18:02:03 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3163 Até o momento, sabemos que a grande maioria das crianças com diagnóstico da doença relacionada ao novo coronavírus (Covid-19) não apresenta sintomas ou, quando apresenta, em geral são quadros leves. Nas crianças com manifestações clínicas, os sintomas são muito semelhantes aos quadros de gripe, cursando com tosse, febre, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, dores musculares e, algumas vezes, vômitos, diarreia, manifestações oculares, quadros inespecíficos de pele, entre outros sintomas.

Notícias de envolvimento renal nas crianças são raras ou inexistentes. Há relatos da presença de sangue ou proteína na urina, entretanto, sem gravidade nas crianças. Em adultos, pode ocorrer mau funcionamento dos rins (insuficiência renal) com necessidade de diálise (recurso artificial para substituição da função dos rins) nos casos graves, mas não observamos essa complicação, até o momento, em nossas crianças sem fatores de risco.

sheftsoff | depositphotos.com

Nem todas as crianças portadoras de doenças renais estão no grupo de risco para as complicações da Covid-19, diferente do que é observado naquelas que apresentam cardiopatias, hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças pulmonares crônicas, obesidade e outras condições.

Devido à variabilidade muito grande das doenças renais, o grupo de risco e a preocupação das equipes médicas recaem nas crianças que apresentam comprometimento de sua imunidade ou que recebem medicações imunossupressoras. Esses pacientes são os portadores de síndrome nefrótica, renais crônicos em diálise, transplantados renais e aqueles que fazem uso de corticosteroides, ciclosporina, mofetil micofenolato ou outros medicamentos imunossupressores. Além disso, muitas crianças com comprometimento renal apresentam também outras comorbidades com maior risco, tais como doenças genéticas, vasculites (como o lúpus eritematoso disseminado sistêmico) e doenças metabólicas.

Orientações para portadoras de doenças renais

Neste momento, devem ser reforçadas as orientações de se evitar a utilização de medicações potencialmente nefrotóxicas (como os anti-inflamatórios não-hormonais) e a manutenção da aderência medicamentosa prescrita, incluindo os medicamentos anti-hipertensivos. É fundamental, também, manter a programação da terapia dialítica no hospital, evitando a perda de sessões de hemodiálise, por exemplo.

Toda a população e os pacientes devem seguir as orientações dos órgãos do sistema de saúde evitando aglomerações, praticando o distanciamento social e as medidas comportamentais e de higienização. Importante redobrar a atenção à lavagem das mãos com água e sabão e/ou álcool gel e a utilização de máscaras faciais, conforme as recomendações do serviço de saúde e das sociedades de Pediatria. Lembrar que é importante a correta utilização e manipulação dos revestimentos faciais de tecidos caseiros!

Os pais e cuidadores devem sempre entrar em contato com seu pediatra, nefrologista pediátrico ou equipe médica responsável pelo seu atendimento para esclarecer qualquer dúvida ou preocupação. É importante rediscutir individualmente, não só a condição de fator de risco do seu filho, como também as medidas preventivas de contágio, a programação das medicações, a disponibilização das receitas e medicações especiais, o reagendamento das consultas ambulatoriais eletivas, entre outras dúvidas.

Neste momento de grande uso das redes sociais, deve-se também ter o cuidado de avaliar a fonte das diversas informações compartilhadas. Siga sempre as recomendações da sua equipe de saúde e, juntos, vamos vencer esta pandemia!

___
Relator:
Dr. Olberes Vitor Braga de Andrade
Departamento Científico de Nefrologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo



]]>
Dia Mundial do Rim https://spsp.org.br/dia-mundial-do-rim-2/ Thu, 12 Mar 2020 13:25:00 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3054 No dia 12 de março de 2020, comemoramos o Dia Mundial do Rim. Idealizada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e, no Brasil, coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, esta data, celebrada anualmente na segunda quinta-feira de março, tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo. Os rins participam do controle e do equilíbrio do organismo, incluindo a filtração e depuração de toxinas e metabolitos como a creatinina, regulação do volume de sangue, controle da pressão arterial, balanço hidroeletrolítico e interação com o metabolismo de outros órgãos. Em 2020, o tema da campanha do Dia Mundial do Rim é: “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”. A dosagem é um exame simples e primordial para o diagnóstico da doença renal crônica (DRC) e deve fazer parte de qualquer exame de rotina. A DRC é um problema de saúde pública e apresenta proporções epidêmicas. O Departamento Científico de Nefrologia Pediátrica da SPSP abraça essa campanha diante da importância da prevenção dessa doença desde a infância. O objetivo é facilitar a identificação precoce, incentivar um estilo de vida saudável nas crianças e seus pais para combater o aumento de um problema evitável nos rins e adotar medidas terapêuticas apropriadas. A DRC se caracteriza pela perda progressiva e irreversível da função renal e pela evidência de anormalidades estruturais e funcionais dos rins. A caracterização da perda da função renal é estabelecida de forma direta ou indireta através da análise da creatinina sérica. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou estes são discretos e inespecíficos. Na infância, o impacto da DRC pode ser devastador, levando a várias complicações, como a dificuldade no crescimento, deformidades ósseas, anemia, pressão alta, entre outras consequências graves somadas à perda da qualidade de vida. A principal causa da DRC na infância são as malformações do trato urinário, as quais, muitas vezes, não são diagnosticadas no pré-natal ou em outras situações de risco, tais como glomerulopatias e doenças sistêmicas que podem comprometer os rins. Além disso, em várias ocasiões estes pacientes não são prontamente e devidamente encaminhados para um seguimento especializado. Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina! Relatora:Natalia Andréa da CruzDepartamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo]]>

No dia 12 de março de 2020, comemoramos o Dia Mundial do Rim. Idealizada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e, no Brasil, coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, esta data, celebrada anualmente na segunda quinta-feira de março, tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo.

benschonewille | depositphotos.com

Os rins participam do controle e do equilíbrio do organismo, incluindo a filtração e depuração de toxinas e metabolitos como a creatinina, regulação do volume de sangue, controle da pressão arterial, balanço hidroeletrolítico e interação com o metabolismo de outros órgãos.

Em 2020, o tema da campanha do Dia Mundial do Rim é: “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”. A dosagem é um exame simples e primordial para o diagnóstico da doença renal crônica (DRC) e deve fazer parte de qualquer exame de rotina.

A DRC é um problema de saúde pública e apresenta proporções epidêmicas. O Departamento Científico de Nefrologia Pediátrica da SPSP abraça essa campanha diante da importância da prevenção dessa doença desde a infância. O objetivo é facilitar a identificação precoce, incentivar um estilo de vida saudável nas crianças e seus pais para combater o aumento de um problema evitável nos rins e adotar medidas terapêuticas apropriadas.

A DRC se caracteriza pela perda progressiva e irreversível da função renal e pela evidência de anormalidades estruturais e funcionais dos rins. A caracterização da perda da função renal é estabelecida de forma direta ou indireta através da análise da creatinina sérica. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou estes são discretos e inespecíficos. Na infância, o impacto da DRC pode ser devastador, levando a várias complicações, como a dificuldade no crescimento, deformidades ósseas, anemia, pressão alta, entre outras consequências graves somadas à perda da qualidade de vida.

A principal causa da DRC na infância são as malformações do trato urinário, as quais, muitas vezes, não são diagnosticadas no pré-natal ou em outras situações de risco, tais como glomerulopatias e doenças sistêmicas que podem comprometer os rins. Além disso, em várias ocasiões estes pacientes não são prontamente e devidamente encaminhados para um seguimento especializado.

Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!

Relatora:
Natalia Andréa da Cruz
Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



]]>
Momento Saúde: infecção urinária em crianças – investigação e seguimento https://spsp.org.br/momento-saude-infeccao-urinaria-em-criancas-investigacao-e-seguimento/ Wed, 29 May 2019 18:20:24 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2550 Não se deve pensar que a criança com infecção de urina tratada sarou. É sempre importante o seguimento com o médico.

Após dois dias de tratamento, se não houve melhora dos sintomas, deve-se repetir o exame de urina e, se necessário, trocar o antibiótico. É importante repetir o exame de urina após o tratamento. Exames de sangue são indicados para avaliar o funcionamento dos rins e a intensidade de infecção.

Em crianças, a infecção urinária pode alertar para problemas nos rins e nas vias urinárias, por isso a ultrassonografia deve ser feita na primeira ocorrência e, se alterada, outros exames serão necessários. A investigação da causa é feita de acordo com a idade da criança e os sintomas apresentados.

Caso haja novos sintomas, um novo exame de urina deve ser feito imediatamente e o médico avisado, para que possa ver o resultado e prescrever o tratamento adequado, que não deve ser iniciado por conta própria.

É importante informar ao médico:
• as características da criança quanto a seu comportamento e rotina das micções: controle sobre o momento de ir “fazer xixi” ou não, se perde urina na roupa, dormindo ou se tem que sair correndo para urinar;
• como funciona o intestino da criança: quantas vezes e se todos os dias vai ao banheiro, se perde fezes nas roupas, se tem dor para evacuar, diarreia ou se apresenta sangue.

vadimphoto1 | depositphotos.com

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

___
Relatora:
Dra. Maria Helena Vaisbich

Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 29/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
Momento Saúde: infecção urinária em crianças – tratamento https://spsp.org.br/momento-saude-infeccao-urinaria-em-criancas-tratamento/ Wed, 22 May 2019 18:20:48 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2547 A criança que apresenta sintomas de infecção urinária e alteração do exame de urina deve iniciar o antibiótico imediatamente. A urocultura (exame laboratorial), que tem seu resultado disponível depois de três a cinco dias, deve ser colhida no mesmo momento do exame de urina tipo I e serve para confirmar o crescimento de microrganismos. Ele irá guiar se o antibiótico utilizado está adequado ou deve ser trocado para outro mais eficiente para aquela infecção. Caso a cultura de urina seja negativa, deve-se suspender o antibiótico.

Em geral, o tratamento deve ser de sete a 14 dias a partir do início da medicação apropriada, diferente do adulto que pode utilizar um tratamento mais curto.

Vários estudos demonstraram que não há diferença de resultado entre o tratamento oral (por boca) e parenteral (injetável), assim, a maioria das crianças pode ser tratada por medicações administradas por boca se apresentar condições para isso. O tratamento com medicações injetáveis será necessário em crianças com quadro clínico mais grave, nos menores de três meses de idade ou nos que não toleram a medicação pela boca.

frolicsomepl | pixabay

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

___
Relator:
Dr. HenriqueTakase

Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 22/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
Momento Saúde: infecção urinária em crianças – sintomas https://spsp.org.br/momento-saude-infeccao-urinaria-em-criancas-sintomas/ Wed, 15 May 2019 18:25:51 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2540 A infecção urinária na infância nem sempre apresenta sintomas, especialmente nos recém-nascidos e lactentes jovens. Nestes pacientes, o sintoma pode variar desde não ganhar peso adequadamente, falta de apetite, urina com cheiro forte, irritabilidade, alteração do sono, choro persistente até febre sem razão aparente.

Em crianças maiores, podemos, além da febre, identificar queixas relacionadas a urina, tais como: urina com cheiro forte, com sangue e, naqueles que já têm o controle da urina, vontade muito frequente de urinar e pequenas quantidades a cada vez (polaciúria), dor para urinar (disúria), urgência ou perdas urinárias nas roupas.

Podem, ainda, apresentar outros sintomas como: dor nas costas, no pé da barriga, queda do estado geral.

A infecção urinária deve sempre ser descartada quando houver febre de origem não determinada em crianças.

t.tomsickova | depositphotos.com

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

___
Relatora:
Dra. Paula Ronsse Nussenzveig

Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 15/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>