Imunizações – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 01 Jul 2026 19:58:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Imunizações – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Proteção desde os primeiros dias de vida https://spsp.org.br/protecao-desde-os-primeiros-dias-de-vida/ Wed, 01 Jul 2026 19:58:39 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57682 ]]>

Celebrado em 1º de julho, o Dia da Vacina BCG é uma oportunidade para lembrar a importância de uma das vacinas mais antigas e eficazes da história da saúde pública. Desenvolvida há mais de 100 anos pelos cientistas franceses Albert Calmette e Camille Guérin, a vacina BCG (abreviação de Bacilo de Calmette-Guérin) continua sendo uma ferramenta fundamental para reduzir complicações e salvar vidas, especialmente na infância.

Aplicada logo nos primeiros dias de vida, a BCG protege crianças contra as formas mais graves da tuberculose, uma doença infecciosa que ainda representa um importante desafio para a saúde em todo o mundo.

O que é a tuberculose?

A tuberculose é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. A transmissão ocorre pelo ar, por meio da eliminação de pequenas partículas liberadas quando uma pessoa com a doença pulmonar ativa tosse, fala ou espirra.

Embora afete principalmente os pulmões, a tuberculose pode atingir praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo. Em crianças pequenas, a infecção pode evoluir para formas particularmente graves, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, que podem causar sequelas importantes e até levar ao óbito.

Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a tuberculose ainda está entre as doenças infecciosas que mais causam mortes no mundo. No Brasil, milhares de novos casos são registrados todos os anos, o que reforça a importância das medidas de prevenção.

Por que a vacina BCG é tão importante?

A principal função da BCG é proteger bebês e crianças pequenas contra as formas mais graves da tuberculose. Embora ela não impeça todos os casos da doença, sua eficácia na prevenção das complicações mais severas é amplamente reconhecida.

Estudos mostram que a vacina reduz significativamente o risco de meningite tuberculosa e tuberculose disseminada na infância, contribuindo para diminuir hospitalizações, sequelas e mortes relacionadas à doença.

Por esse motivo, a BCG faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Quando a vacina deve ser aplicada?

A recomendação é que a vacina seja administrada preferencialmente ainda na maternidade ou nos primeiros dias de vida. Caso isso não seja possível, ela pode ser aplicada posteriormente, conforme as orientações do calendário vacinal vigente. A aplicação é feita no braço direito, por via intradérmica, utilizando uma técnica específica que permite uma resposta adequada do organismo. Quanto mais cedo a criança estiver protegida, menor será o risco de desenvolver as formas graves da doença durante os primeiros anos de vida.

O que acontece após a vacinação?

Muitos pais ficam preocupados ao observar alterações no local da aplicação, mas a maioria delas faz parte da resposta normal à vacina. Nas semanas seguintes à vacinação, é comum surgir uma pequena área avermelhada, que pode evoluir para uma lesão semelhante a uma pequena ferida. Com o tempo, essa região cicatriza e geralmente deixa uma pequena marca no braço, característica da BCG.

Todo esse processo pode levar alguns meses para ser concluído e normalmente não exige nenhum cuidado especial, além da higiene habitual com água e sabão. Não é recomendado espremer, cobrir ou aplicar pomadas sem orientação médica. É importante destacar que a ausência da cicatriz não significa falta de proteção, e, por isso, atualmente não existe mais recomendação de revacinação apenas porque a marca não apareceu.

Quando a BCG não deve ser aplicada?

A vacina é segura para a grande maioria dos recém-nascidos. No entanto, existem situações específicas em que sua aplicação deve ser adiada ou evitada, especialmente em crianças com suspeita ou diagnóstico de imunodeficiências graves. Por isso, a avaliação médica e os programas de triagem neonatal são tão importantes. Quando o teste de triagem neonatal para erros inatos da imunidade (chamado TREC/KREC) for coletado na maternidade, recomenda-se aguardar o resultado do exame para liberação da aplicação da BCG.

Quando existe histórico familiar de imunodeficiência ou alguma condição que possa comprometer o sistema imunológico do bebê, a vacinação deve ser analisada individualmente pelo especialista. Algumas medicações que impactam o sistema imunológico da gestante (como o Rituximabe) também interferem parcialmente na imunidade do recém-nascido, por isso a BCG deve ser adiada de acordo com a medicação utilizada.

Um compromisso com a saúde das crianças

O Dia da Vacina BCG reforça uma mensagem simples, mas muito importante: a vacinação continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir doenças graves e proteger a infância. Ao garantir que os bebês recebam a BCG no momento adequado, pais, cuidadores e profissionais de saúde contribuem para reduzir o impacto da tuberculose e oferecem às crianças uma proteção essencial desde os primeiros dias de vida.

Vacinar é um gesto de cuidado, responsabilidade e amor. Afinal, proteger hoje é construir um futuro mais saudável para toda a sociedade.

 

Relatores:

Pedro Vale Bedê
Médico pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
Infectologista Pediátrico pela Universidade de São Paulo (USP)
Médico Infectologista Pediátrico do Hospital Sírio-Libanês
Preceptor do Ambulatório de Infectologia Pediátrica do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (HMIMJ)
Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP

 

Daniel Jarovsky
Professor Instrutor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSC-SP)
Infectologista Pediátrico do Sabará Hospital Infantil e do Hospital Israelita Albert Einstein
Vice-Presidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP
Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP

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Celebrar conquistas, combater a desinformação e proteger o futuro https://spsp.org.br/celebrar-conquistas-combater-a-desinformacao-e-proteger-o-futuro/ Tue, 09 Jun 2026 15:30:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57328 Relatores Tim MüllerPediatra Alergista e ImunologistaMembro do Departamento Científico de Imunizações da SPSPPresidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP Renato KfouriPediatra InfectologistaMembro da Câmara Técnica Assessora do Programa Nacional de ImunizaçõesPresidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP]]>

O Dia da Imunização, celebrado em 9 de junho, nos convida a recordar uma das maiores conquistas da Medicina e da Saúde Pública: as vacinas. Mas essa data também traz um alerta importante. Muitas doenças que hoje parecem distantes deixaram de fazer parte do cotidiano de muitas famílias porque gerações inteiras foram vacinadas. Quando o número de vacinados cai, essas doenças podem retornar.

A história da vacinação começou há mais de dois séculos, com a vacina contra a varíola. Edward Jenner desenvolveu essa vacina no final do século XVIII. A partir daí, a ciência iniciou uma revolução silenciosa. O objetivo era prevenir doenças antes que causassem sofrimento, sequelas e mortes.

No Brasil, a vacinação contra a varíola foi uma das primeiras grandes experiências de imunização em massa. Com o passar do tempo, o país criou instituições fundamentais para a produção e distribuição de vacinas, como a Fiocruz/Bio-Manguinhos e o Instituto Butantan. Essas instituições ainda desempenham um papel essencial na saúde pública brasileira.

Um dos maiores marcos dessa trajetória foi a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1973. Desde então, o Brasil construiu um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo, oferecendo vacinas gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes, gestantes, adultos, idosos e grupos com necessidades especiais. Esse é um patrimônio da população brasileira: um programa que garante que vacinas gratuitas, seguras e eficazes cheguem a milhões de pessoas em todas as regiões do país.

O calendário de vacinação vem mudando muito ao longo das décadas. Antes, havia poucas vacinas disponíveis; agora, temos proteção contra várias doenças graves. Além do calendário do PNI, que define as vacinas oferecidas gratuitamente na rede pública, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) oferecem informações para médicos e famílias, incluindo recomendações complementares com base em idade, condições de saúde, riscos individuais e disponibilidade de vacinas na rede privada.

É muito comum que algumas famílias tenham dúvidas diante de tanta informação. O calendário vacinal atual inclui mais vacinas do que no passado, mas isso não sobrecarrega o sistema imunológico. Pelo contrário, todos os dias, desde o nascimento, as crianças entram em contato com milhares de micro-organismos e partículas do ambiente. As vacinas apresentam apenas pequenas partes dos agentes infecciosos ou versões enfraquecidas ou inativadas deles, suficientes para ensinar o corpo a se defender. Estudos mostram que receber mais de uma vacina ao mesmo tempo é seguro e não causa problemas ou “enfraquece” a imunidade.

Um exemplo recente de avanço é a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), recomendada para gestantes. O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e internação em bebês pequenos. Ao vacinar a gestante, transferimos anticorpos para o bebê durante a gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, quando ele é mais vulnerável. Essa conquista mostra que a vacinação continua evoluindo para responder a problemas reais na pediatria.

Quando falamos de vacinas, devemos lembrar de doenças que muitos pais e mães jovens quase não conhecem mais. A poliomielite, por exemplo, podia causar paralisia permanente. O tétano pode surgir a partir de ferimentos e continua sendo uma doença grave. A difteria, hoje rara, pode comprometer a respiração e causar complicações severas. Essas doenças não desapareceram porque ficaram “fracas” ou porque simplesmente deixaram de existir; elas foram controladas porque a vacinação funcionou.

As vacinas também são essenciais no combate a epidemias e pandemias. Elas reduzem casos graves, internações e mortes, além de proteger os serviços de saúde contra sobrecarga. A experiência recente com a Covid-19 lembrou ao mundo que a ciência, a vigilância em saúde e a vacinação são ferramentas indispensáveis para responder a emergências sanitárias.

Outro ponto importante é entender que a vacinação não é apenas uma decisão individual. Quando uma pessoa se vacina, ela também contribui para proteger quem está ao seu redor: bebês que ainda não têm idade para receber algumas vacinas, pessoas com imunidade baixa, idosos e pacientes com doenças crônicas. Por isso, manter altas taxas de vacinação é um compromisso coletivo. O Ministério da Saúde considera a vacinação uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde da população e reduzir a disseminação de doenças infecciosas na comunidade.

Ao mesmo tempo, vivemos uma época em que informações falsas circulam rapidamente. Fake news sobre vacinas podem parecer convincentes, especialmente quando exploram o medo dos pais. Muitas vezes distorcem dados, ignoram evidências ou atribuem às vacinas problemas que não têm relação com elas. A hesitação vacinal deve ser recebida com escuta, orientação clara e informação confiável. Em caso de dúvida, a família deve conversar com o pediatra e buscar fontes reconhecidas, como sociedades científicas, o Ministério da Saúde e serviços de vacinação.

No Brasil, poucas imagens representam tão bem essa história quanto o Zé Gotinha. Criado em 1986, ele se tornou símbolo da vacinação infantil, ajudando a conectar as campanhas às crianças e suas famílias. Em 2026, o Zé Gotinha completará 40 anos, lembrando que uma comunicação clara, afetiva e confiável também faz parte da Saúde Pública.

Neste Dia da Imunização, a principal mensagem é simples: “Vacinas salvam vidas!” Vacinar é proteger. Proteger a criança, a família, a comunidade e as futuras gerações. Aproveitem a data para conferir a caderneta de vacinação de toda a família e atualizar as doses pendentes – de crianças, adolescentes, gestantes, adultos e idosos. Em caso de dúvida, procurem um médico da sua confiança.

As vacinas são vítimas do seu próprio sucesso: quando funcionam bem, tornam as doenças invisíveis. Mas é por isso que precisamos continuar vacinando. Celebrar a imunização é reconhecer o passado, combater a desinformação, cuidar do presente e proteger o futuro.

Relatores

Tim Müller
Pediatra Alergista e Imunologista
Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP
Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

Renato Kfouri
Pediatra Infectologista
Membro da Câmara Técnica Assessora do Programa Nacional de Imunizações
Presidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP

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Encontro com o Especialista – Hesitação Vacinal: o que o Pediatra precisa saber. Uma visão 360º – Abril Azul https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-hesitacao-vacinal-o-que-o-pediatra-precisa-saber-uma-visao-360o-abril-azul/ Tue, 28 Apr 2026 13:17:46 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55618 No dia 28 de abril, aconteceu o Encontro com o Especialista – Hesitação Vacinal: o que o pediatra precisa saber. Uma visão 360º, em prol da campanha Abril Azul. O evento, realizado ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, e organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Imunizações da SPSP, teve por intuito capacitar médicos e profissionais da saúde no enfrentamento da hesitação vacinal, com um olhar humanizado e escuta empática, reforçando as habilidades de comunicação baseada em evidências.

A atividade foi coordenada por Renato de Ávila Kfouri, presidente do DC de Imunizações da SPSP, tendo a participação de  Marco Aurélio Sáfadi, membro do DC de Imunizações da SPSP, que coordenou e moderou a mesa sobre o tema e também realizou a abertura do evento em conjunto com o presidente da SPSP, Sulim Abramovici. Além disso, contou com a presença de Mônica Levi, membro do DC Imunizações da SPSP, e Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência.

As apresentações discutiram O fenômeno da hesitação: de onde surge, como se dissemina – as principais faláciasO papel e a responsabilidade do pediatra na confiança em vacinas e Entendendo o comportamento hesitante: como responder. Antes do encerramento da atividade, os especialistas responderam perguntas do público.

A gravação deste Encontro com o Especialista estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br). 

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa redonda – Hesitação vacinal: uma visão 360º
Coordenador e moderador da mesa: Dr. Marco Aurélio Sáfadi
19h30 – 19h35 – Abertura
Dr. Sulim Abramovici e Dr. Marco Aurélio Sáfadi
19h35 – 19h50 – O fenômeno da hesitação: de onde surge, como se dissemina – as principais falácias
Dr. Renato de Ávila Kfouri
19h50 – 20h05 – O papel e a responsabilidade do pediatra na confiança em vacinas
Dra. Mônica Levi
20h05 – 20h35 – Entendendo o comportamento hesitante: como responder
Dra. Natalia Pasternak
20h35 – 21h00 – Responder perguntas e encerramento

Dr. Sulim Abramovici
Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo – SPSP
Médico Pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein

Dr. Marco Aurélio Sáfadi
Membro do Departamento Científico de Imunizações da – SPSP
Professor Adjunto e Diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Presidente do DC de Imunizações da SPSP
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm

Dra. Mônica Levi
Membro do DC Imunizações da SPSP
Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações

Dra. Natalia Pasternak
Presidente do Instituto Questão de Ciência
Professora Pesquisadora na Columbia University

Apoio: Sanofi

“Este evento recebeu patrocínio de empresas privadas, em conformidade com a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006”. “Compete de forma prioritária aos profissionais e ao pessoal de saúde em geral estimular a prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuando até dois anos de idade ou mais“. Portaria nº 2.051 de 08/11/2001 – MS e Resolução nº 222 de 05/08/2002 – ANVISA 

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Café da Manhã com o Professor – Prevenção das Doenças Respiratórias na Infância https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-prevencao-das-doencas-respiratorias-na-infancia/ Sat, 25 Apr 2026 15:02:17 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55354 Em 25 de abril, foi realizado o Café da Manhã com o Professor – Prevenção das Doenças Respiratórias na Infância, uma ação pela campanha Abril Azul, organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Imunizações da SPSP. O evento, que aconteceu ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, teve por objetivo promover atualização sobre as estratégias de prevenção de doenças respiratórias na infância.

O Café da Manhã foi coordenado e moderado por Renato de Ávila Kfouri, presidente do DC de Imunizações da SPSP, que também realizou a abertura da atividade em conjunto com o presidente da SPSP, Sulim Abramovici, e contou com a presença de Melissa Palmieri e Mônica Levi, respectivamente secretária e membro do DC Imunizações da SPSP, além de Eitan Berezin, secretário do DC de Infectologia da SPSP.

Os tópicos das palestras englobaram:  Influenza e Covid-19 em pediatria: qual a situação atual?Coqueluche: situação atual e recomendações de vacinaçãoNovas estratégias na prevenção das infecções pelo VSR e Vacinas Pneumocócicas: como recomendar na pediatria. Ao final do evento, aconteceu uma sessão de discussão com perguntas do público aos especialistas.

A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).  

Programação
09h00 – 12h00Mesa redonda: Prevenção das Doenças Respiratórias na Infância
Coordenador e moderador da mesa: Dr. Renato de Ávila Kfouri
09h00 – 09h05Abertura
Dr. Sulim Abramovici e Dr. Renato de Ávila Kfouri
09h05 – 09h35Influenza e Covid-19 em pediatria: qual a situação atual?
Dra. Melissa Palmieri
09h35 – 10h05Coqueluche: situação atual e recomendações de vacinação
Dr. Marcelo Otsuka
10h05 – 10h35Novas estratégias na prevenção das infecções pelo VSR
Dr. Renato de Ávila Kfouri
10h35 – 11h05Vacinas Pneumocócicas: como recomendar na pediatria
Dr. Eitan Berezin
11h05 – 12h00Discussão e perguntas

Dr. Renato de Ávila Kfouri
Presidente do DC de Imunizações da SPSP
Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm

Dra. Melissa Palmieri
Secretária DC Imunizações e Membro do DC de Infectologia da SPSP
Pediatra e Infectopediatra pela Santa Casa de São Paulo

Dr. Marcelo Otsuka
Presidente do DC de Infectologia da SPSP
Pediatra e Infectologista, Mestre pela Santa Casa de São Paulo
Presidente do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia – SBI

Dr. Eitan Berezin
Secretário do DC de Infectologia da SPSP
Professor Titular de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

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Prevenção com vacinas e reconhecimento precoce salvam vidas https://spsp.org.br/prevencao-com-vacinas-e-reconhecimento-precoce-salvam-vidas/ Fri, 24 Apr 2026 11:39:53 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56533 No Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça a urgência de conscientizar famílias sobre]]>

No Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) reforça a urgência de conscientizar famílias sobre essa doença grave. A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal, causada principalmente por bactérias, vírus ou fungos. No Brasil, os dados do Informe Meningites – 2ª edição (novembro/2025) do Ministério da Saúde revelam um cenário alarmante no primeiro semestre de 2025: 6.169 casos confirmados, com 781 óbitos e letalidade de 12,7%. Desses, as meningites bacterianas somaram 2.643 casos e 537 mortes (letalidade de 20,3%), destacando a necessidade de ação imediata.

Entre as meningites bacterianas, a doença meningocócica foi responsável por 486 casos e 96 óbitos (letalidade 19,8%). Os sorogrupos mais frequentes foram B (146 casos) e C (90 casos), afetando especialmente crianças menores de 5 anos – incidência de 12,29/100 mil em < 1 ano e 2,05/100 mil em 1-4 anos. A meningite pneumocócica registrou 714 casos e 202 óbitos (letalidade 28,3%), enquanto a por Haemophilus influenzae teve 78 casos e 13 óbitos (16,7%). Esses números mostram que apesar das quedas históricas de casos graças às vacinas, a doença persiste, com maior impacto entre as crianças.

A boa notícia é a prevenção eficaz pelas vacinas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda, em seu Calendário Nacional de Vacinação, a vacinação ampliada para a doença meningocócica com as vacinas MenACWY e MenB, contra doenças pneumocócicas (incluindo as meningites) com as vacinas VPC20 ou VPC15, e para Haemophilus influenzae tipo b (Hib) com as vacinas combinadas pentavalente ou hexavalente na primeira infância. Essas vacinas reduziram drasticamente a incidência das meningites desde 2010, como evidenciado na série histórica do informe, salvando milhares de vidas e prevenindo sequelas como surdez, amputações e déficits neurológicos.

Para famílias, reconhecer os sinais precocemente é crucial. Procurar atendimento imediato se a criança apresentar febre alta persistente, rigidez de nuca, fotofobia (desconforto intenso com a luz), irritabilidade extrema, vômitos em jato, manchas roxas na pele (petéquias/púrpura) e/ou convulsões. Em bebês, observar fontanela (conhecida como moleira) abaulada, choro inconsolável ou letargia (criança fica mole, sonolenta). A detecção em até 24 horas pode reduzir a letalidade de 20% para níveis muito menores, conforme indicadores de vigilância do informe (97,6% dos casos investigados em 48 h).

O que fazer? Levar a criança ao pronto-socorro mais próximo ou ligar para o SAMU (192). Não esperar: a meningite progride rapidamente. Antibióticos intravenosos e suporte intensivo são essenciais. A ação da vigilância epidemiológica para realizar a quimioprofilaxia para contatos domiciliares previne surtos e é por isso que a notificação dessa doença é compulsória e imediata.

Globalmente, a iniciativa Defeating Meningitis by 2030 (Derrotando as Meningites até 2030), da Organização Mundial da Saúde e parceiros, visa eliminar meningites epidêmicas, reduzir casos em 50% e óbitos em 70% até 2030. No Brasil, ações incluem fortalecimento da vigilância (38,7% foram confirmados laboratorialmente em 2025), ampliação de coberturas vacinais e educação comunitária. A SPSP apoia essas metas, promovendo imunizações em dia e conscientização para uma sociedade livre de meningites.

Famílias: verificar a Carteira de Vacinação no posto de saúde ou no app Conecte SUS ou em um serviço de imunização privado. Estejam com as vacinas em dia e ensinem os sinais da doença aos avós e cuidadores das crianças. Juntos, podemos combater sequelas e óbitos – em 2025, crianças abaixo de um ano tiveram uma letalidade de 14,6%, mas as vacinas podem zerar isso!

A SPSP parabeniza todos os profissionais de saúde pela vigilância e assistência aprimoradas e convoca: previna, reconheça, atue. Uma infância saudável começa com a vacinação em dia.

 

Relatora:
Melissa Palmieri
Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP

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Saúde & Tendências e Jornal de Araraquara – Semana Mundial de Imunizações, com Renato Kfouri https://spsp.org.br/saude-tendencias-e-jornal-de-araraquara-semana-mundial-de-imunizacoes-com-renato-kfouri/ Wed, 22 Apr 2026 11:15:59 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56872 Veículos: Site Saúde & Tendências e Jornal de Araraquara

Data: 22/04/2026

O Site Saúde & Tendências e o Jornal de Araraquara publicaram matéria sobre a Semana Mundial de Imunizações (24 a 30 de abril), dedicada à conscientização sobre o papel da vacinação na proteção da saúde ao longo da vida, que contou com entrevista de Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP. O médico comentou que o Brasil avançou nas taxas de vacinação, mas ainda não atingiu o nível necessário para proteção coletiva. Ele também falou sobre a campanha Abril Azul – Confiança nas vacinas, promovida pela SPSP, em que ressaltou que o DC de Imunizações da SPSP vem produzindo diversos documentos científicos a respeito do tema, inclusive orientando o pediatra de como ele deve enfrentar o fenômeno da hesitação vacinal.

Leia mais: https://saudeetendencias.com.br/noticia/cobertura-vacinal-ainda-abaixo-da-meta-acende-alerta-na-semana-mundial-de-imunizacoes

https://jornaldeararaquara.com.br/na-semana-mundial-de-imunizacoes-campanha-da-spsp-reforca-importancia-da-vacinacao/

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Revista Kdea 360 e Sala da Notícia – Campanha da SPSP reforça importância da vacinação, com SPSP https://spsp.org.br/revista-kdea-360-e-sala-da-noticia-campanha-da-spsp-reforca-importancia-da-vacinacao-com-spsp/ Wed, 15 Apr 2026 11:13:22 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56868 Veículos: Revista Kdea 360 e Sala da Notícia

Data: 15/04/2026

Os portais da Revista Kdea 360 e Sala da Notícia divulgaram a campanha promovida pela SPSP Abril Azul – Confiança nas vacinas: eu cuido, eu confio, eu vacino. A publicação traz entrevistas do infectologista pediátrico Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SPSP e coordenador da campanha – enfatizando que o pediatra desempenha um papel fundamental na recomendação das vacinas, informando a população, inclusive, acerca dos riscos da não vacinação -, e do pediatra Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, que destaca que as vacinas possuem também grande relevância na economia do país, levando a uma redução de custos com consultas, tratamentos e internações.

Leia mais: https://revistakdea360.com.br/noticia/59371/campanha-da-spsp-visa-conscientizar-a-populacao-sobre-a-importancia-e-os-beneficios-da-vacinacao

https://portal.saladanoticia.com.br/noticia/41954/campanha-da-spsp-visa-conscientizar-a-populacao-sobre-a-importancia-e-os-beneficios-da-vacinacao

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Portal Revista Kdea 360 – Risco de surto de sarampo no Brasil, com Renato Kfouri https://spsp.org.br/portal-revista-kdea-360-risco-de-surto-de-sarampo-no-brasil-com-renato-kfouri/ Fri, 06 Feb 2026 18:12:13 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55247

Veículo: Portal Revista Kdea 360

Data: 06/02/2026

O portal Revista Kdea 360 publicou entrevista com Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP, para falar sobre a perda do certificado de eliminação do sarampo na região das Américas e o risco de surto da doença no Brasil. Ele explicou que o primeiro continente a eliminar a transmissão sustentada do vírus, o Canadá, perdeu sua certificação desde novembro, quando registrou mais de um ano de transmissão do vírus e, em janeiro, os Estados Unidos também perderam a certificação. Segundo o especialista, para evitar que o Brasil tenha uma disseminação em massa da doença, provocando novos surtos no país, é preciso avançar mais na cobertura vacinal e reforçar a vigilância epidemiológica. 

Leia mais: https://revistakdea360.com.br/noticia/46006/regiao-das-americas-perde-certificado-de-eliminacao-do-sarampo-e-o-brasil-intensifica-vacinacao

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Doenças negligenciadas https://spsp.org.br/doencas-negligenciadas/ Fri, 30 Jan 2026 14:47:12 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54900 ]]>

Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares.

Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar.

É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças.

A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o Mycobacterium (que são diversos e não só o tuberculosis) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características.

A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios…), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos.

É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto.

Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica.

Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década.

A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves.

Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal.

Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna).

Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas.

A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças.

O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública.

Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.

 

Saiba mais:

. Médicos sem fronteiras. Acesso em https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/

. Ministério da Saúde. Brasil. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU).

. Agência Fiocruz de notícias. Acesso em https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas

 

Relator:
Marcelo Otsuka
Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP

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Combate à dengue: protegendo nossas crianças e a comunidade https://spsp.org.br/combate-a-dengue-protegendo-nossas-criancas-e-a-comunidade/ Sat, 22 Nov 2025 15:03:31 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54299 No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro – dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância]]>

No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro – dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância e da ação conjunta de toda a população contra essa doença que, infelizmente, continua a ser um grave problema de saúde pública em nosso país.

A dengue é uma infecção viral séria, transmitida pela picada de um mosquito, que pode afetar qualquer pessoa, mas exige atenção redobrada quando se trata de crianças, que são mais vulneráveis e podem apresentar quadros mais graves.

A transmissão da dengue ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Com o clima tropical do Brasil, e especialmente em grandes centros urbanos de um Estado populoso como São Paulo, a proliferação do mosquito é facilitada, tornando a prevenção uma tarefa contínua.

Nossas crianças, com seu sistema imunológico em desenvolvimento e muitas vezes com dificuldade para expressar o que sentem, estão em maior risco e precisam da nossa proteção constante.

Os sintomas da dengue em crianças podem ser variados e, por vezes, confundidos com outras doenças comuns da infância. Deve-se ficar atento a febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo, náuseas, vômitos e dor abdominal.

É crucial procurar atendimento médico imediatamente se a criança apresentar sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (nariz, gengiva), sonolência excessiva ou irritabilidade. A rapidez no diagnóstico e tratamento pode salvar vidas.

A melhor forma de combater a dengue é através da prevenção, eliminando os focos do mosquito. Dedique alguns minutos do seu dia para verificar e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água: vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas entupidas, caixas d’água destampadas.

Outras medidas importantes: usar repelentes adequados para a idade da criança, instalar telas em janelas e portas e vestir roupas que cubram braços e pernas, especialmente nos horários de maior atividade do mosquito (manhã e fim de tarde).

A participação de cada família e de toda a comunidade é fundamental. Em algumas cidades há a disponibilidade gratuita da vacinação para adolescentes de 10 a 14 anos, mas aqueles de 4 a 60 anos que não estiverem contemplados por gratuidade podem procurar a prevenção pela vacinação em serviços privados também.

Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e saudável para todos. A luta contra a dengue é um compromisso coletivo que exige informação, conscientização e atitude. Sua ação hoje, por menor que pareça, é um passo gigante na proteção da vida e na construção de um futuro livre dessa doença. Vamos juntos nessa batalha!

 

Relatora:

Melissa Palmieri
Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP
Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP

 

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