Endocrinologia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 26 Aug 2026 13:22:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Endocrinologia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Colesterol alto também é coisa de criança: a prevenção começa na infância https://spsp.org.br/colesterol-alto-tambem-e-coisa-de-crianca-a-prevencao-comeca-na-infancia/ Fri, 07 Aug 2026 13:54:13 +0000 https://spsp.org.br/?p=58126 Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares. O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor. Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão. No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo. Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável. Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior. Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas. Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra. A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico. Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida. Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente. A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo. Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural. Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário. O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro. Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável. Relatoras: Natália Tonon DominguesMédica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESPMembro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSPMembro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP Lygia Mendes dos Santos BörderMédica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público EstadualVice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSPMembro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP]]>

Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares.

O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor.

Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão.

No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo.

Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável.

Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior.

Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas.

Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra.

A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico.

Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida.

Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente.

A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo.

Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural.

Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário.

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável.

Relatoras:

Natália Tonon Domingues
Médica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)
Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESP
Membro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP

Lygia Mendes dos Santos Börder
Médica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)
Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual
Vice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP

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TV Câmara Campinas – Puberdade precoce, com Lília Freire Rodrigues Li https://spsp.org.br/tv-camara-campinas-puberdade-precoce-com-lilia-freire-rodrigues-li/ Sun, 19 Jul 2026 18:59:50 +0000 https://spsp.org.br/?p=58020 Veículo: TV Câmara Campinas (Saúde Agora)

Data: 19/07/26

O programa Saúde Agora, da TV Câmara Campinas, entrevistou a endocrinologista pediátrica Lília Freire Rodrigues Li, membro dos Departamentos Científicos de Adolescência e de Endocrinologia da SPSP, a respeito do tema puberdade precoce. A médica esclareceu dúvidas quanto às causas da puberdade precoce, como identificar os primeiros sinais e de que forma oferecer apoio emocional às crianças e suas famílias durante essa fase. Ela ressaltou que as mudanças corporais levam o indivíduo a uma busca de uma nova identidade para aquele corpo em transformação, dessa forma, mudanças emocionais no comportamento irão ocorrer. Por esse motivo, a família deve estar preparada e entender o que está acontecendo.

Leia mais: 

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Encontro com o Especialista – Dilemas éticos e bioética no atendimento a pacientes com genitália atípica, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label” https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-dilemas-eticos-e-bioetica-no-atendimento-a-pacientes-com-genitalia-atipica-crescimento-e-puberdade-com-uso-de-medicacoes-off-label/ Tue, 26 May 2026 18:21:47 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56222 Realizado: 26 de maio de 2026 – terça-feira – 19h30 – 21h30 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Endocrinologia da SPSP Coordenação: Dra. Albertina Gomes Rodrigues Público-alvo: Pediatras, Endocrinologistas Pediátricos, Cirurgiões Pediátricos Objetivo: Fortalecer conceitos de ética e bioética frente à pacientes com genitália ambígua, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label” – – Programação 19h30 – 21h30 – Mesa – Dilemas éticos e bioética no atendimento a pacientes com genitália atípica, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label” Coordenação e Moderação: Dra. Albertina Gomes Rodrigues 19h30 – 19h35 – AberturaDra. Albertina Gomes Rodrigues 19h35 – 21h15 – Dilemas éticos e bioética no atendimento a pacientes com genitália atípica, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label” Dr. Mario Roberto Hirschheimer 21h15 – 21h30 – Discussão e perguntas – Dra. Albertina Gomes RodriguesPresidente do DC de Endocrinologia da SPSPDoutora em Ciências da Saúde pela Universidade Nove de Julho Dr.  Mario Roberto HirschheimerMembro do NE de Bioética da SPSPMembro do DC de Endocrinologia da SPSP]]>

Realizado: 26 de maio de 2026 – terça-feira – 19h30 – 21h30

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Endocrinologia da SPSP

Coordenação: Dra. Albertina Gomes Rodrigues

Público-alvo: Pediatras, Endocrinologistas Pediátricos, Cirurgiões Pediátricos

Objetivo: Fortalecer conceitos de ética e bioética frente à pacientes com genitália ambígua, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label”

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa – Dilemas éticos e bioética no atendimento a pacientes com genitália atípica, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label”
Coordenação e Moderação: Dra. Albertina Gomes Rodrigues
19h30 – 19h35 – Abertura
Dra. Albertina Gomes Rodrigues
19h35 – 21h15 – Dilemas éticos e bioética no atendimento a pacientes com genitália atípica, crescimento e puberdade com uso de medicações “off label”
Dr. Mario Roberto Hirschheimer
21h15 – 21h30 – Discussão e perguntas

Dra. Albertina Gomes Rodrigues
Presidente do DC de Endocrinologia da SPSP
Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Nove de Julho

Dr.  Mario Roberto Hirschheimer
Membro do NE de Bioética da SPSP
Membro do DC de Endocrinologia da SPSP

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Obesidade: um importante problema de saúde pública https://spsp.org.br/obesidade-um-importante-problema-de-saude-publica/ Thu, 05 Mar 2026 14:35:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55328 O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade]]>

O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade. Desde 2020, a data é celebrada todos os anos em 4 de março, servindo como um momento global de reflexão, informação e mobilização.

O principal objetivo da data é chamar a atenção para a obesidade como um importante problema de saúde pública, incentivar a prevenção e ampliar o acesso ao tratamento. Também busca reduzir o preconceito contra pessoas que vivem com obesidade e estimular governos e instituições a adotarem políticas que promovam ambientes mais saudáveis.

Diversas organizações internacionais participam dessa iniciativa, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em muitos países, sociedades científicas, universidades e associações de profissionais de saúde organizam campanhas educativas, eventos e ações de conscientização.

A cada ano, o Dia Mundial da Obesidade apresenta um tema específico para ampliar o debate. As campanhas procuram informar a população sobre os riscos da obesidade, incentivar hábitos saudáveis e mostrar que o problema é complexo, envolvendo fatores biológicos, sociais e ambientais – e não apenas escolhas individuais.

Desafios para prevenir a obesidade

Apesar de décadas de campanhas de saúde pública, ainda existem lacunas importantes no conhecimento da população sobre obesidade, suas consequências e formas de tratamento. Estudos mostram que muitas pessoas não reconhecem corretamente seu próprio peso ou subestimam o impacto de hábitos como atividade física regular na manutenção da saúde. Além disso, nem sempre os profissionais de saúde abordam o tema de forma ativa nas consultas, o que pode atrasar a identificação do problema e o início de estratégias de controle do peso.

Outro desafio importante é o estigma associado à obesidade. Preconceito, discriminação e mensagens negativas podem causar sofrimento psicológico, isolamento social e até dificultar que as pessoas busquem ajuda ou adotem hábitos saudáveis. Por isso, campanhas de saúde precisam informar sobre os riscos da obesidade sem reforçar estereótipos ou culpabilizar indivíduos, reconhecendo que se trata de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, sociais e ambientais.

Também é fundamental considerar o papel dos chamados “ambientes obesogênicos” – contextos que favorecem o ganho de peso. Em muitas cidades, há grande oferta de alimentos ultraprocessados e calóricos, porções cada vez maiores, intensa publicidade de produtos pouco saudáveis e poucas oportunidades para atividade física segura. Esse cenário mostra que a prevenção da obesidade não depende apenas de decisões individuais, mas também de políticas públicas e mudanças no ambiente que facilitem escolhas mais saudáveis.

Assim, o Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse problema exige informação, empatia e ação coletiva, envolvendo indivíduos, profissionais de saúde, governos e toda a sociedade na construção de ambientes mais saudáveis.

Caminhos para o futuro

Especialistas destacam que o enfrentamento da obesidade exige ações contínuas ao longo de todo o ano, e não apenas campanhas pontuais. O Dia Mundial da Obesidade deve servir como um ponto de partida para programas permanentes de prevenção, educação e cuidado.

Também é essencial reduzir desigualdades. A obesidade atinge de forma mais intensa populações socialmente vulneráveis, que muitas vezes vivem em ambientes com menos acesso a alimentação saudável e oportunidades de atividade física. Políticas públicas devem buscar garantir acesso equitativo à prevenção e ao tratamento para toda a população.

Outro ponto importante é avaliar melhor as iniciativas de prevenção. Muitos países realizam campanhas e programas criativos, mas ainda há pouca evidência sobre o impacto real dessas ações no comportamento, no conhecimento das pessoas e nos resultados de saúde.

Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de combater o estigma e promover abordagens mais humanas e respeitosas, tratando a obesidade como uma condição de saúde complexa que exige cuidado, apoio e informação – e não julgamento.

Por fim, a cooperação entre países e instituições é fundamental para compartilhar experiências e estratégias eficazes. Trocar conhecimentos e aprender com diferentes realidades pode ajudar a fortalecer ações de prevenção e tratamento.

Uma responsabilidade de todos

A obesidade está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de representar um grande impacto para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida das pessoas.

O Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse desafio exige informação, empatia e ação coletiva. Mais do que uma data no calendário, ele é um convite para que governos, profissionais de saúde, escolas, famílias e comunidades trabalhem juntos na construção de ambientes mais saudáveis e de um futuro com melhor qualidade de vida para todos.

 

Relator:

Mauro Fisberg
Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares – CENDA – Instituto Pensi
Professor Associado (SR) do Departamento de Pediatria EPM-UNIFESP Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP

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Café da Manhã com o Professor – Baixa Estatura e Displasias Ósseas – o que o pediatra precisa saber https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-baixa-estatura-e-acondroplasia-o-que-o-pediatra-precisa-saber/ Mon, 02 Mar 2026 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53410 No dia 7 de março, foi realizado o Café da Manhã com o Professor – Baixa Estatura e Displasias Ósseas – o que o pediatra precisa saber, evento organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Endocrinologia da SPSP. A atividade, que aconteceu em formato híbrido (presencial, no auditório da SPSP, e on-line, com transmissão ao vivo pelo site SPSP Educa), teve por objetivo discutir quando pensar na possibilidade, o atendimento multidisciplinar e os avanços da terapêutica na acondroplasia. O Café da Manhã, que teve como público-alvo pediatras, endocrinologistas pediátricos, geneticistas, otorrinolaringologistas, neurologistas, ortopedistas e nutrólogos, foi coordenado e moderado por Louise Cominato, vice-presidente do DC de Endocrinologia da SPSP, e contou com a participação de Albertina Gomes Rodrigues, Guido De Paula Colares Neto e Alexsandra Christianne M. de Moura Ribeiro, respectivamente presidente, secretário e membro do DC de Endocrinologia.  Os temas das palestras do Café da Manhã, que teve a mesa-redonda ampliada com o tópico: Baixa estatura e desproporção corporal na infância: o que o pediatra precisa reconhecer cedo?, englobaram: Muito além da curva: como identificar sinais precoces de desproporção corporal e displasias esqueléticas; A criança com suspeita de displasia esquelética: passos do diagnóstico ao encaminhamento qualificado; e Avanços no cuidado das crianças com risco para desordens do crescimento: terapias atuais e perspectivas futuras. Ao final da atividade, houve um colóquio e considerações finais com a coordenadora e moderadora do evento junto com os palestrantes. A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).   – Programação 08h30 – 12h00 – Mesa redonda ampliada: Baixa estatura e desproporção corporal na infância: o que o pediatra precisa reconhecer cedo?Coordenação e moderação: Dra. Louise Cominato 08h30 – 09h00 – Recepção com Café da Manhã 09h00 – 09h30 – Muito além da curva: como identificar sinais precoces de desproporção corporal e displasias esqueléticas Dra. Albertina Gomes Rodrigues 09h30 – 10h00 – A criança com suspeita de displasia esquelética: passos do diagnóstico ao encaminhamento qualificado Dra. Alexsandra Christianne M. de Moura Ribeiro 10h00 – 10h10 – Intervalo 10h10 – 10h40 – Avanços no cuidado das crianças com risco para desordens do crescimento: terapias atuais e perspectivas futuras Dr. Guido de Paula Colares Neto 10h40 – 12h00 – Colóquio e Considerações finaisDra. Louise Cominato e palestrantes – Dra. Louise CominatoVice-Presidente do DC de Endocrinologia da SPSPDoutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Dra. Albertina Gomes RodriguesPresidente do DC de Endocrinologia da SPSPDoutorado em Ciências da Saúde – Universidade Nove de Julho Dra. Alexsandra Christianne M. de Moura RibeiroMembro do DC de Endocrinologia da SPSPPós Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Dr. Guido De Paula Colares NetoSecretário do DC de Endocrinologia da SPSPDoutor em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo]]>

No dia 7 de março, foi realizado o Café da Manhã com o Professor – Baixa Estatura e Displasias Ósseas – o que o pediatra precisa saber, evento organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Endocrinologia da SPSP. A atividade, que aconteceu em formato híbrido (presencial, no auditório da SPSP, e on-line, com transmissão ao vivo pelo site SPSP Educa), teve por objetivo discutir quando pensar na possibilidade, o atendimento multidisciplinar e os avanços da terapêutica na acondroplasia.

O Café da Manhã, que teve como público-alvo pediatras, endocrinologistas pediátricos, geneticistas, otorrinolaringologistas, neurologistas, ortopedistas e nutrólogos, foi coordenado e moderado por Louise Cominato, vice-presidente do DC de Endocrinologia da SPSP, e contou com a participação de Albertina Gomes Rodrigues, Guido De Paula Colares Neto e Alexsandra Christianne M. de Moura Ribeiro, respectivamente presidente, secretário e membro do DC de Endocrinologia. 

Os temas das palestras do Café da Manhã, que teve a mesa-redonda ampliada com o tópico: Baixa estatura e desproporção corporal na infância: o que o pediatra precisa reconhecer cedo?, englobaram: Muito além da curva: como identificar sinais precoces de desproporção corporal e displasias esqueléticasA criança com suspeita de displasia esquelética: passos do diagnóstico ao encaminhamento qualificado; e Avanços no cuidado das crianças com risco para desordens do crescimento: terapias atuais e perspectivas futuras. Ao final da atividade, houve um colóquio e considerações finais com a coordenadora e moderadora do evento junto com os palestrantes.

A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).  

Programação
08h30 – 12h00 – Mesa redonda ampliada: Baixa estatura e desproporção corporal na infância: o que o pediatra precisa reconhecer cedo?
Coordenação e moderação: Dra. Louise Cominato
08h30 – 09h00 – Recepção com Café da Manhã
09h00 – 09h30 – Muito além da curva: como identificar sinais precoces de desproporção corporal e displasias esqueléticas
Dra. Albertina Gomes Rodrigues
09h30 – 10h00 – A criança com suspeita de displasia esquelética: passos do diagnóstico ao encaminhamento qualificado
Dra. Alexsandra Christianne M. de Moura Ribeiro
10h00 – 10h10 – Intervalo
10h10 – 10h40 – Avanços no cuidado das crianças com risco para desordens do crescimento: terapias atuais e perspectivas futuras
Dr. Guido de Paula Colares Neto
10h40 – 12h00 – Colóquio e Considerações finais
Dra. Louise Cominato e palestrantes

Dra. Louise Cominato
Vice-Presidente do DC de Endocrinologia da SPSP
Doutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Dra. Albertina Gomes Rodrigues
Presidente do DC de Endocrinologia da SPSP
Doutorado em Ciências da Saúde – Universidade Nove de Julho

Dra. Alexsandra Christianne M. de Moura Ribeiro
Membro do DC de Endocrinologia da SPSP
Pós Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Dr. Guido De Paula Colares Neto
Secretário do DC de Endocrinologia da SPSP
Doutor em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Realização


Apoio

“Este evento recebeu patrocínio de empresas privadas, em conformidade com a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006”. “Compete de forma prioritária aos profissionais e ao pessoal de saúde em geral estimular a prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuando até dois anos de idade ou mais “. Portaria nº 2.051 de 08/11/2001 – MS e Resolução nº 222 de 05/08/2002 – ANVISA

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Segurança em relação a dietas com baixo teor de carboidratos para controlar o diabetes em crianças https://spsp.org.br/seguranca-em-relacao-a-dietas-com-baixo-teor-de-carboidratos-para-controlar-o-diabetes-em-criancas/ Mon, 03 Nov 2025 12:28:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54029 Uma das grandes preocupações de pais de crianças com diabetes tipo 1 (DM1) é buscar um equilíbrio dos níveis de glicose diariamente]]>

Uma das grandes preocupações de pais de crianças com diabetes tipo 1 (DM1) é buscar um equilíbrio dos níveis de glicose diariamente e a longo prazo, com o objetivo de evitar as complicações agudas e crônicas da doença. Ao mesmo tempo, há o sentimento de reduzir o sofrimento dos filhos por conta das famosas “picadas” – seja para monitorizar os níveis de glicose, seja para a aplicação da insulina. A dieta desempenha papel importante no tratamento do DM1; abordaremos, neste espaço, alguns aspectos relativos à utilização dos carboidratos.

O carboidrato é um macronutriente que compõe a nossa pirâmide alimentar, sendo a base dela – ou seja, a maioria da nossa caloria consumida por dia é por conta dos carboidratos (pelo menos 50% a 55% das calorias diárias). Ao mesmo tempo, o carboidrato é a principal fonte que aumenta de forma imediata os níveis de glicose após seu consumo nos pacientes DM1. Por conta deste impacto, pelo receio de aumentos exorbitantes das glicemias após as refeições e, ao mesmo tempo, tentando buscar uma forma para aplicação de uma menor quantidade de insulinas bolus, algumas famílias buscam utilizar uma dieta com uma menor quantidade de carboidratos para as crianças DM1 – as famosas dietas low-carb (LC), very low-carb (VLC) e dieta cetogênica (DC).

Pensando-se na proposta e resultado dela, realmente pode haver um impacto positivo, tanto na redução dos níveis de glicose com estas dietas. No entanto, qual a segurança na realização delas em crianças DM1?

Pois atenção: toda criança, independentemente se apresenta doenças ou não, necessita de forma obrigatória dos carboidratos. Devemos lembrar que eles são a fonte imediata de energia para nossas células do corpo, e a redução drástica do seu consumo pode afetar o desenvolvimento e o rendimento da criança, podendo causar, por exemplo, apatia, sonolência, queda do rendimento escolar, entre outros comportamentos. Ao mesmo tempo, o carboidrato tem efeito direto na proliferação celular e, por isso, gera uma consequência direta no crescimento do indivíduo. Ou seja, uma redução além do normal no consumo de carboidratos em crianças pode afetar o crescimento e desenvolvimento delas a curto e longo prazo.

Outra questão que deve ser considerada: pelo fato de o carboidrato ser uma fonte imediata de energia, a redução do consumo nem sempre é tolerada na população pediátrica, gerando sintomas como fraqueza, tonturas, vômitos, entre outros.

Mais um aspecto a ser discutido: com a redução do consumo de carboidratos, a tendência é que a dieta seja reforçada por um maior nível de proteínas e gorduras. Estes, apesar de em menor proporção, possuem conversão e podem impactar também em aumento dos níveis de glicose após horas do seu consumo; além disso, o consumo aumentado de proteínas e gorduras pode gerar impactos nos níveis de colesterol, aumentar risco de obesidade, gerar impactos na saúde hepática e renal, etc.

As dietas VLC e DC, pela redução considerável do consumo de carboidratos, podem gerar um aumento da quebra do tecido adiposo corporal para fornecimento de glicose para fornecimento de energia – entretanto, este mecanismo pode causar a redução do pH sanguíneo (acidose) e aumentar a formação de corpos cetônicos – e a junção destes dois mecanismos pode levar a uma cetoacidose diabética mesmo com níveis normais de glicose, chamada cetoacidose diabética euglicêmica, que é uma emergência médica e deve ser tratada imediatamente.

Em resumo: crianças com DM1 devem ter uma dieta individualizada, com aporte calórico adequado e consumo correto de carboidratos, proteínas e gorduras. A redução do consumo de carboidratos na dieta não possui, a princípio, estudos que demonstrem segurança para o seu uso de forma indiscriminada. A alimentação do paciente DM1 deve ser acompanhada de forma rigorosa por um nutricionista, de tal forma que haja ajustes adequados para otimizar o crescimento, desenvolvimento e níveis adequados de glicose nas crianças DM1.

 

Relator:

Thiago Santos Hirose
Endocrinologista Pediátrico
Membro do Departamento Científico de Endocrinologia da SPSP
Diretor da Regional de Ribeirão Preto da SPSP

 

 

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Encontro com Especialista – Diagnostiquei Diabetes!! Como o Pediatra deve conduzir o tratamento até a consulta com o Endócrino Pediatra https://spsp.org.br/encontro-com-especialista-diagnostiquei-diabetes-como-o-pediatra-deve-conduzir-o-tratamento-ate-a-consulta-com-o-endocrino-pediatra/ Thu, 23 Oct 2025 08:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53344 Realizado: 23 de outubro de 2025 Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Endocrinologia da SPSP Coordenação:  Dra. Albertina Gomes Rodrigues Público-alvo: Pediatras Objetivo: Capacitar o pediatra quanto ao tratamento do paciente com Diabetes tipo1: insulinoterapia, orientações iniciais, até a consulta com o especialista. – Programação 19h30 – 21h30 – Mesa – Diagnostiquei Diabetes!! Como o pediatra deve conduzir o tratamento até a consulta com o endócrino pediatraCoordenação e Moderação: Dra. Albertina Gomes Rodrigues 19h30 – 19h35 – AberturaDra. Albertina Gomes Rodrigues 19h35 – 20h35 – Diagnostiquei Diabetes!! Como o pediatra deve conduzir o tratamento até a consulta com o endócrino pediatraDr. Raphael Del Roio Liberatore Júnior 20h35 – 21h30 – Comentários e respostas às perguntas do chat – Dra. Albertina Gomes RodriguesPresidente do DC de Endocrinologia da SPSPMestre em Medicina (Pediatria) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloDoutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Nove de Julho Dr. Raphael Del Roio Liberatore JúniorMembro do DC de Endocrinologia da SPSPPós Doutorado em Endocrinologia Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USPLivre Docência em Pediatria pela Universidade de São Paulo (2012) ]]>

Realizado: 23 de outubro de 2025

Realização: SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização: Diretoria de Cursos e Eventos e DC de Endocrinologia da SPSP

Coordenação:  Dra. Albertina Gomes Rodrigues

Público-alvo: Pediatras

Objetivo: Capacitar o pediatra quanto ao tratamento do paciente com Diabetes tipo1: insulinoterapia, orientações iniciais, até a consulta com o especialista.

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa – Diagnostiquei Diabetes!! Como o pediatra deve conduzir o tratamento até a consulta com o endócrino pediatra
Coordenação e Moderação: Dra. Albertina Gomes Rodrigues
19h30 – 19h35 – Abertura
Dra. Albertina Gomes Rodrigues
19h35 – 20h35 – Diagnostiquei Diabetes!! Como o pediatra deve conduzir o tratamento até a consulta com o endócrino pediatra
Dr. Raphael Del Roio Liberatore Júnior
20h35 – 21h30 – Comentários e respostas às perguntas do chat

Dra. Albertina Gomes Rodrigues
Presidente do DC de Endocrinologia da SPSP
Mestre em Medicina (Pediatria) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Nove de Julho

Dr. Raphael Del Roio Liberatore Júnior
Membro do DC de Endocrinologia da SPSP
Pós Doutorado em Endocrinologia Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
Livre Docência em Pediatria pela Universidade de São Paulo (2012) 

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TV Cultura – Dores do crescimento, com Albertina Gomes Rodrigues https://spsp.org.br/tv-cultura-dores-do-crescimento-com-albertina-gomes-rodrigues/ Wed, 22 Oct 2025 15:24:30 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54009 Veículo: TV Cultura (Jornal da Tarde)

Data: 22/10/2025

Uma queixa muito comum em crianças dos três aos dez anos de idade é a dor, principalmente nas pernas, no final de um dia de brincadeiras. São as chamadas dores do crescimento, causadas por uma série de fatores e que devem ser acolhidas e tratadas. Para falar sobre o tema, o Jornal da Tarde, da TV Cultura, entrevistou Albertina Gomes Rodrigues, presidente do Departamento Científico de Endocrinologia da SPSP, que explicou que essa é uma queixa frequente na pediatria e, apesar de não se saber exatamente o que desencadeia essas dores, sabe-se que são causadas por fatores anatômicos e psicológicos. A indicação para o alívio da dor, segundo a especialista, é, em um primeiro momento, o tratamento não medicamentoso, como aquecimento e massagem do membro dolorido.

Assista à entrevista: 

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Dia de prevenir a obesidade https://spsp.org.br/dia-de-prevenir-a-obesidade/ Sat, 11 Oct 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53542 ]]>

Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso.

A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?).

Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia.

No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira.

A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco.

Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso.

Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade.

Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará.

Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados.

No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa… O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua.

Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial.

Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento.

No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade.

Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.

 

Relator:

Mauro Fisberg
Pediatra e Nutrólogo
Coordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI
Professor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP

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Obesidade em crianças e adolescentes: orientação atualizada para prevenir e cuidar https://spsp.org.br/obesidade-em-criancas-e-adolescentes-orientacao-atualizada-para-prevenir-e-cuidar/ Wed, 05 Mar 2025 18:36:05 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50437 O Dia Mundial da Obesidade é celebrado em 4 de março, uma data que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos]]>

O Dia Mundial da Obesidade é celebrado em 4 de março, uma data que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos dessa condição e promover ações que ajudem a prevenir e combater a obesidade.

O excesso de peso afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode levar a uma série de problemas de saúde e pode se instalar já na infância.

A educação e a prevenção são fundamentais para garantir uma vida mais saudável para as futuras gerações.

Repercussões negativas da obesidade

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode prejudicar o funcionamento normal do organismo, podendo afetar a saúde de diversas formas. Entre os principais problemas que a obesidade pode causar, estão:

  • Doenças cardiovasculares: O excesso de peso aumenta o risco de hipertensão, colesterol elevado e mau funcionamento do coração;
  • Diabetes tipo 2: A obesidade é uma das principais causas do diabetes tipo 2, uma condição que afeta a forma como o corpo metaboliza o açúcar do sangue e pode levar a complicações graves;
  • Problemas nas articulações: O peso excessivo acarreta maior pressão sobre as articulações, o que pode resultar em dor, inflamação e, eventualmente, em problemas permanentes, como a osteoartrite do joelho;
  • Distúrbios respiratórios: A obesidade pode dificultar a respiração e aumentar o risco de apneia do sono e asma;
  • Impactos psicológicos: O excesso de peso pode comprometer a autoestima e a saúde mental de crianças e adolescentes, levando a quadros de estresse, depressão e ansiedade.

O papel dos pais e responsáveis na prevenção da obesidade em crianças e adolescentes

Embora a genética tenha um papel na predisposição ao ganho de peso, os hábitos alimentares inadequados e a ausência da prática de atividade física são fatores determinantes para o desenvolvimento da obesidade. Medidas de prevenção devem começar em casa, com a participação de pais e familiares.

Aqui estão sete dicas práticas para ajudar a prevenir a obesidade em crianças e adolescentes e, consequentemente, reduzir o risco da ocorrência de suas consequências negativas.

  1. Oferecer uma alimentação equilibrada

A alimentação saudável é fundamental para manter o peso adequado. Priorize alimentos naturais e frescos, como frutas, legumes, verduras e proteínas magras. Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, como fast food, refrigerantes, doces e frituras. Incentive o consumo de água e evite bebidas açucaradas, como sucos processados.

  1. Estabelecer horários para as refeições

Ter horários regulares para as refeições ajuda a evitar o consumo excessivo de alimentos, pois contribui com o funcionamento normal do centro da fome e saciedade, ou seja, comer com calma e de forma consciente permite que o corpo perceba quando está satisfeito, evitando excessos.

  1. Incentivar a atividade física regular

De forma geral, recomenda-se que crianças e adolescentes tenham, pelo menos, 1 hora de atividade física todos os dias. Pode ser uma caminhada, andar de bicicleta, nadar, jogar futebol, ou até mesmo brincar ao ar livre, principalmente para crianças menores. O importante é que a atividade seja prazerosa, para que se torne parte da rotina diária.

  1. Reduzir o tempo de tela

A exposição excessiva a telas (televisão, computadores, tablets, celulares e videogames) tem sido um dos principais fatores que contribuem para o sedentarismo. Limite o tempo em frente às telas e incentive brincadeiras ativas, como correr, dançar ou praticar esportes. O cuidado é a conotação que se deve dar a esta prática; limitar e criar rotinas saudáveis não deve beirar a proibição.

  1. Estabelecer um exemplo positivo

Crianças e adolescentes tendem a imitar os comportamentos dos adultos da família. Portanto, se você adotar um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e atividade física regular, seu filho ou filha terá maior probabilidade de seguir o mesmo caminho.

  1. Promover o sono de qualidade

O sono tem grande influência no metabolismo e no controle do peso. Procure garantir que a criança/adolescente durma entre 8 e 10 horas por noite. Isso é essencial para o equilíbrio do corpo. A falta de sono pode desregular os hormônios que controlam o crescimento físico e o apetite, contribuindo para o aumento de peso.

  1. Evitar pressões excessivas

A preocupação excessiva com o peso pode gerar desde ansiedade até transtornos alimentares graves. Em vez de focar no peso, incentive comportamentos saudáveis e a prática de atividades físicas de forma positiva, sem criar pressão ou alcançar um padrão estético específico.

Conclusão

A obesidade é uma doença muito importante da sociedade atual, que pode trazer consequências graves para a saúde física e mental de crianças e adolescentes.

Apesar do aumento da sua prevalência entre crianças e adolescentes, ela pode ser evitada com ações simples, especialmente no ambiente familiar. Pais e responsáveis desempenham um papel fundamental nesse processo, ao oferecerem alimentos saudáveis, incentivarem a prática de atividades físicas e, acima de tudo, serem modelos de comportamentos positivos.

Devemos lembrar que a prevenção começa cedo, e pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde e bem-estar das próximas gerações.

Neste Dia Mundial da Obesidade, reflita sobre a importância de manter um estilo de vida saudável e ajudar os mais jovens a crescer e se desenvolver de forma equilibrada e feliz.

 

Relator:
Tulio Konstantyner
Vice-Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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