Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 25 Jun 2026 19:23:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Vitiligo: o que pais e cuidadores precisam saber https://spsp.org.br/vitiligo-o-que-pais-e-cuidadores-precisam-saber/ Thu, 25 Jun 2026 19:22:57 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57589 ]]>

O Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, é uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo crianças e adolescentes. Apesar de ser relativamente comum, o vitiligo ainda é cercado por dúvidas, mitos e preconceitos, o que pode gerar sofrimento emocional para quem convive com a doença.

O vitiligo é uma condição crônica caracterizada pelo aparecimento de manchas brancas na pele. Essas manchas surgem porque os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina (pigmento que dá cor à pele, aos cabelos e aos pelos), deixam de funcionar ou são destruídos pelo próprio sistema imunológico.

O vitiligo é contagioso?

Não. O vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido pelo contato físico, compartilhamento de objetos, piscinas ou qualquer outra forma de convivência. Essa é uma das informações mais importantes para combater o preconceito e promover a inclusão das crianças afetadas.

Por que o vitiligo aparece?

A causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas sabe-se que o vitiligo é uma doença de origem multifatorial. Há participação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

Crianças que têm familiares com vitiligo ou outras doenças autoimunes, como tireoidites, diabetes tipo 1, alopecia areata e algumas doenças reumatológicas podem apresentar maior predisposição ao seu desenvolvimento. Entretanto, na maioria dos casos não é possível identificar um fator desencadeante específico.

Como o vitiligo se manifesta na infância?

O principal sinal é o surgimento de manchas mais claras ou completamente brancas na pele. Elas podem aparecer em qualquer região do corpo, mas são frequentes na face, ao redor dos olhos e da boca, nas mãos, joelhos, cotovelos e pés.

Em algumas crianças, também pode ocorrer o embranquecimento de pelos, sobrancelhas ou cílios na área afetada.

As manchas geralmente não causam dor, coceira ou outros sintomas físicos. Muitas vezes, a principal preocupação está relacionada ao aspecto estético e ao impacto emocional.

O vitiligo pode piorar?

A evolução é bastante variável. Algumas crianças apresentam poucas manchas, que permanecem estáveis por muitos anos. Em outras, podem surgir novas áreas ao longo do tempo.

Traumas repetidos na pele, como arranhões, escoriações ou atrito constante podem favorecer o aparecimento de novas lesões em indivíduos predispostos, fenômeno conhecido como fenômeno de Koebner.

Por isso, é importante cuidar adequadamente da pele e evitar agressões desnecessárias.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria das vezes, o diagnóstico é clínico, realizado pelo dermatologista por meio da avaliação das manchas e da história da criança.

Em algumas situações, podem ser solicitados exames complementares para investigar doenças associadas, especialmente alterações da tireoide e outras condições autoimunes.

Existe tratamento?

Sim. Embora ainda não exista uma cura definitiva para todos os casos, há diversas opções terapêuticas capazes de controlar a doença e estimular a repigmentação da pele.

O tratamento é individualizado e pode incluir medicamentos tópicos, fototerapia e, em situações específicas, outras abordagens definidas pelo dermatologista.

Quanto mais precocemente o tratamento for iniciado, maiores costumam ser as chances de obter bons resultados em algumas formas da doença.

É importante lembrar que o tratamento exige paciência. A repigmentação costuma ocorrer de forma gradual e pode levar meses.

A importância da proteção solar

As áreas com vitiligo possuem pouca ou nenhuma melanina, tornando-se mais sensíveis à radiação ultravioleta.

Por isso, a fotoproteção deve fazer parte da rotina diária. Algumas orientações incluem:

  • Utilizar protetor solar adequado para a idade da criança;
  • Reaplicar o produto conforme orientação médica e do fabricante;
  • Usar chapéus, bonés e roupas com proteção solar quando possível;
  • Evitar exposição excessiva ao sol, especialmente nos horários de maior intensidade.

Além de prevenir queimaduras, a proteção solar reduz o contraste entre a pele normal e as áreas despigmentadas.

Cuidando da autoestima

O impacto emocional do vitiligo pode ser tão importante quanto as manifestações na pele. Crianças e adolescentes podem enfrentar comentários inadequados, curiosidade excessiva, isolamento social ou episódios de bullying.

Pais e cuidadores têm papel fundamental nesse processo. Algumas atitudes podem ajudar:

  • Conversar abertamente sobre a doença, utilizando linguagem adequada à idade;
  • Reforçar que o vitiligo não diminui o valor, a capacidade ou a beleza da criança;
  • Incentivar a participação em atividades escolares, esportivas e sociais;
  • Orientar familiares, professores e colegas quando necessário;
  • Procurar apoio psicológico caso a criança demonstre sofrimento emocional significativo.

A construção de uma autoestima saudável é uma parte importante do tratamento.

Quando procurar ajuda médica?

A avaliação médica deve ser realizada sempre que surgirem manchas brancas na pele, especialmente quando aumentam de tamanho ou aparecem em novas áreas.

O diagnóstico precoce permite diferenciar o vitiligo de outras condições que também podem causar manchas claras e possibilita o início oportuno do tratamento.

Uma mensagem para as famílias

O vitiligo é uma condição dermatológica relativamente frequente, não contagiosa e que pode ser tratada. Mais do que cuidar das manchas, é essencial acolher a criança, fortalecer sua autoestima e combater o preconceito.

Informação, apoio familiar e acompanhamento médico adequado são os principais aliados para que crianças e adolescentes com vitiligo cresçam com confiança, qualidade de vida e bem-estar.

 

Relatora:

Silmara da Costa P. Cestari
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da SPSP

 

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Vitiligo – Sintomas, Diagnóstico e Tratamento https://spsp.org.br/vitiligo-sintomas-diagnostico-e-tratamento/ Wed, 25 Jun 2025 18:51:38 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51978 Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo]]>

Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.

É uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.

É importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, portanto não passa de uma pessoa para outra. Essa é uma doença que afeta pessoas com e até mesmo sem predisposição genética.

Impactos emocionais não pioram a doença em pacientes predispostos, mas acabam agindo como gatilhos, como fator agravante.

O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas. No entanto, os seus principais sintomas são:

– Perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;

– Pode ocorrer clareamento dos pelos do corpo e cabelos, incluindo cílios e barba;

– Alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais);

– Não apresenta sintomas como coceira ou dor;

– Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito.

Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar caso a caso para tratar cada forma de maneira correta.

O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também na época que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas.

Até o momento não há cura e o tratamento é crônico.

Há o tratamento tópico, direcionado para cada fase do vitiligo, além de imunomoduladores tópicos.

Eles incluem medicações locais, medicações orais e fototerapia. E há os medicamentos imunobiológicos, que estão em estudo e são mais específicos. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.

O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico do tipo de vitiligo para a escolha do tratamento mais adequado, inclusive pesquisar outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.

O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho. E para comemorarmos a criação deste dia, ressaltamos a importância de se proteger do sol com a utilização de protetores solares de alta cobertura, sendo estes obrigatórios, pois são áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele, além de agravar o vitiligo.

 

Relatora
Selma Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial do Vitiligo https://spsp.org.br/dia-mundial-do-vitiligo/ Tue, 25 Jun 2024 13:40:40 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46798 ]]>

O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho, data criada para conscientizar e minimizar o preconceito sobre a doença. O vitiligo é uma doença dermatológica em que somente a pele é afetada. Não é contagioso e podem estar associadas a ele alterações da tireoide, que devem ser investigadas quando o diagnóstico de vitiligo estiver estabelecido.
É uma doença autoimune, ou seja, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.
Vários fatores estão relacionados ao aparecimento das manchas. O fator genético e história na família podem predispor o paciente a ter a doença.
Existem várias formas de vitiligo. Ou seja, nem todas as formas vão determinar o aparecimento das manchas brancas no corpo todo. Existem formas localizadas também.
Ao contrário do que se pensa, o sol é um fator agravante da doença, piorando as manchas e podendo agravar a doença. O paciente com suspeita de vitiligo deve ser avaliado pelo médico habilitado, pois existem muitas doenças de pele que podem ser confundidas com ele.
Algumas vezes o uso de lâmpadas específicas, usadas no exame da superfície corporal, ajuda a fazer o diagnóstico diferencial entre manchas duvidosas. O diagnóstico é feito através do exame clínico, não sendo indicadas biópsias da pele, por estas não serem conclusivas, ou seja, muitas doenças podem apresentar o mesmo resultado.
Existem vários tratamentos para o vitiligo. Para cada forma de vitiligo, áreas do corpo acometidas e avanço da doença há tratamentos adequados. Eles podem ser locais, assim como tratamentos associados para controle das manchas. O uso de protetores solares diários é fundamental no controle da doença.

 

Relatora
Selma M. F. Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Internacional da Conscientização do Albinismo https://spsp.org.br/dia-internacional-da-conscientizacao-do-albinismo/ Thu, 13 Jun 2024 15:45:30 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46634 O albinismo é uma condição genética, congênita, rara, que se caracteriza pela ausência total ou parcial da pigmentação da pele, dos pelos e olhos. Sua incidência é de 1:20.000 nasci]]>

O albinismo é uma condição genética, congênita, rara, que se caracteriza pela ausência total ou parcial da pigmentação da pele, dos pelos e olhos.

Sua incidência é de 1:20.000 nascidos vivos, portanto considerada uma doença rara.

De uma maneira geral, o albinismo ocorre em consequência a uma alteração na enzima tirosinase envolvida na produção de melanina. Mais profundamente, existem 19 genes envolvidos no albinismo e, em cada um desses genes, diferentes mutações podem ocorrer, determinando, desse modo, diferentes manifestações clínicas. Assim, temos um espectro clínico do albinismo que pode variar muito de uma pessoa para outra.

A melanina se distribui por todo o corpo, dando cor amarronzada de nossas peles, confere proteção à pele, cabelos, pelos e coloração à íris dos olhos. Além do que, a melanina funciona como agente protetor contra os raios ultravioleta do sol.

Tipos de albinismo 

  1. Oculocutâneo (completo/total) – em que há o acometimento da pele- olhos-pelos.
  2. Ocular – somente os olhos sofrem da despigmentação; e os problemas de visão são mais graves; no albinismo ocular, a cor da íris pode variar de azul a verde e, em alguns casos, castanho-claro.

 As complicações nos preocupam no albinismo e merecem atenção redobrada:

câncer de pele, deficiência visual severa, queimaduras solares, hipovitaminose D. 

O albinismo é associado com um número de alterações oftalmológicas, como: erros de refração, tais quais astigmatismo, estrabismo, miopia, hipermetropia, além de fotofobia, nistagmo, baixa visão. 

Todos os indivíduos albinos terão algum grau de comprometimento visual provocado pela falta de melanina, que é muito importante para a preservação da função do nervo óptico e desenvolvimento da visão. Essas modificações da estrutura e do funcionamento ocular é que desencadeiam os problemas visuais.

A falta de pigmentação da pele faz com que o organismo fique mais suscetível a queimaduras solares e cânceres de pele.

A exposição ao sol não produz o bronzeamento e acaba por causar queimaduras de graus variados.

Assim, muitos albinos preferem a noite para desenvolvimento de suas atividades, daí o nome filhos da lua. Muitos indivíduos albinos sofrem dificuldades de adaptação social e emocional.

Muitos casos de albinismo são diagnosticados nos primeiros dias de vida, levando em conta as alterações na pigmentação da pele, dos cabelos, cílios e sobrancelhas. No entanto, o exame oftalmológico minucioso é o instrumento mais importante para o diagnóstico clínico do albinismo.

Porém, não podemos esquecer dos exames genéticos moleculares, que podem ser requisitados a fim de determinar as mutações e estabelecer os diagnósticos diferenciais e aconselhamento genético.

Por isso é indicada a pesquisa molecular para definição exata do tipo de mutação. No entanto, esse exame não está disponível no sistema público de saúde brasileiro por enquanto.

Em resumo, o diagnóstico genético é de fundamental importância na abordagem dos pacientes albinos. Por meio da pesquisa molecular poderemos realizar a classificação dos subtipos, o que não é possível unicamente pela avaliação clínica fenotípica diagnosticar os casos não evidentes clinicamente, promover aconselhamento genético adequado e identificar as formas sindrômicas.

Os recursos terapêuticos recomendados na infância e ao longo da vida são vários:

1 – Uso de lentes corretivas

2 – Tampões e óculos para corrigir o estrabismo;

3 – Óculos escuros com proteção UV para controle da fotofobia e para proteger a retina dos raios ultravioleta;

4 – Existem lentes especiais que escurecem à medida que a claridade aumenta, que podem ser muito úteis no dia a dia dos albinos;

5 – O acompanhamento por um oftalmologista e dermatologista é mandatório e deve ser iniciado precocemente;

6 – Pelo menos uma vez por ano, a pessoa albina deve passar pela avaliação de um dermatologista, mas os cuidados com a pele precisam ser permanentes; 

7 – É fundamental evitar a exposição solar, especialmente entre 10 e 16 horas;

8 – Usar protetor solar (no mínimo FPS 30), que deve ser reaplicado (a cada 2 horas), várias vezes por dia, mesmo nos dias nublados;

9 – Uso de roupas com proteção UV;

10 – A suplementação de vitamina D é necessária.

 

O albinismo não é contagioso, não compromete o desenvolvimento físico ou intelectual desses indivíduos. Infelizmente, muitos são cercados de mitos e preconceitos que têm impacto negativo sobre sua autoestima e sociabilidade.

 

Por isso, é preciso que a criança albina desde pequena aprenda:

  • A cuidar do próprio corpo, evitando a exposição ao sol e usando protetor solar o tempo todo;
  • A lidar com os desafios que pode enfrentar nos relacionamentos;
  • A desenvolver habilidades que a ajudem a superar a deficiência visual. Por exemplo, sentar-se nas carteiras da frente da sala de aula, longe de focos de luz muito fortes, usar lupas para aumentar o tamanho das letras, são estratégias que revertem em benefício do aluno e em seu rendimento escolar.

 O albinismo é hereditário, e transmite-se de duas formas distintas:

  1. Autossômica recessiva;
  2. Autossômica dominante.

Assim, o aconselhamento genético e evitar casamento consanguíneo é importante.

Apesar de não termos cura, o acompanhamento clínico já está bem estabilizado, e trabalhar preventivamente, rastreando as patologias que podem vir a aparecer com maior frequência, é a base desse acompanhamento.

Ainda atualmente, especialmente em países africanos, existem casos de albinos sendo mortos e seus corpos usados em rituais. Outro sério problema é a falsa crença de que relações sexuais com uma mulher albina iriam curar a Aids, crença essa que acarreta estupros e, consequentemente, infecções de HIV.

Lembrando que dia 13/6 é o Dia Internacional da Conscientização do Albinismo e este texto traz luz às questões de preconceito, cuidados e a luta em disseminar informações sérias referentes ao albinismo.

 

Relatora:
Patrícia Salmona
Pediatra e Geneticista Clínica
Secretária do Departamento Científico de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Psoríase na infância https://spsp.org.br/psoriase-na-infancia/ Mon, 30 Oct 2023 19:22:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=40482 A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doe]]>

A Psoríase é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo aparecimento de lesões róseas ou avermelhadas, com presença de descamação da pele com tonalidade esbranquiçada. É uma doença de causas não completamente esclarecidas e que atinge, principalmente, a população adulta (maior de 18 anos de idade), mas cerca de 20% a 30% dos casos podem se iniciar ainda na faixa etária pediátrica. A Psoríase que se inicia na infância tem um forte componente familiar, sendo que em um número elevado de casos um ou os dois pais apresentam a doença.

A apresentação mais comum nos pacientes pediátricos de baixa idade é representada pelo aparecimento de placas eritematosas (avermelhadas) bem delimitadas, envolvendo genitais, nádegas e região periumbilical (à volta do umbigo). Com o crescimento da criança as lesões tendem a se concentrar no tronco e membros, superiores e inferiores, enquanto que nos adultos a área predominante das lesões se localiza nas faces extensoras dos braços e pernas (cotovelos e joelhos). A doença tem caráter crônico e costuma cursar com períodos de melhoras (às vezes por períodos prolongados), seguidos por episódios de recorrência.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na análise cuidadosa das áreas eritematosas e a presença das escamas espessas e brancas. Quando o couro cabeludo está comprometido, o aspecto das escamas é semelhante ao da caspa. Havendo dúvidas quanto ao diagnóstico, o que é raro para um profissional com experiência, pode-se recorrer ao auxílio de uma biópsia.

O tratamento, muitas vezes frustrante e com tempo elevado entre o início e a melhora pretendida, é feito principalmente com cremes e pomadas à base de corticoides.

Em crianças, sempre a preferência é por aqueles de baixa potência, guardando os de média e alta para casos não respondentes e usados apenas em áreas mais espessas, como cotovelo e joelhos. Cremes e pomadas contendo derivados da vitamina D também são utilizados e, por vezes, são úteis para alternar as aplicações com os corticoides.

Fototerapia é um recurso que pode ser utilizado para os casos mais resistentes. Ainda como parte do tratamento, é essencial que as áreas comprometidas sejam frequentemente hidratadas com cremes e loções emolientes. Entre esses, a ureia, em concentrações de 3% a 20%, é extremamente útil. Uma exposição solar, controlada e em horários adequados também é um fator de melhora.

Por último, é importante lembrar que o aspecto das lesões é inestético, o que pode gerar constrangime
to social, o que não se justifica, pois a Psoríase não é uma doença contagiosa.

Relator:

Antônio Carlos Madeira de Arruda
Vice-Presidente do Departamento Cientifico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Prurido do traje de banho ou piolho-do-mar. Já ouviu falar? https://spsp.org.br/prurido-do-traje-de-banho-ou-piolho-do-mar-ja-ouviu-falar/ Fri, 18 Nov 2022 11:54:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35520 Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar? Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos]]>

Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar?

Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos consultórios, por crianças que voltaram da praia e que começaram com manchas vermelhas em todo o corpo, com coceira intensa, após terem entrado na água do mar. Essas manchas aparecem no tórax, braços, pernas, glúteos e se parecem muito com picadas de inseto ou “alergia”. Isso é causado por minúsculas larvas (menores que um grão de pimenta moída) que vão virar água-viva. Quando elas entram em contato com o corpo e ficam presas nas axilas, no biquíni, na sunga ou maiô, liberam substâncias (toxinas) que causam essas manchas na pele, geralmente após 24 horas do banho de mar. Na grande maioria das vezes, os sintomas ficam restritos à pele, mas podem ocorrer febre, náuseas e calafrios. O tratamento é à base de antialérgico e medidas para aliviar a coceira. A duração dos sintomas pode ser de até duas semanas.

Para evitar esse desconforto, a maneira mais segura é ficar fora da água. Mas, como sabemos que isso não é tarefa nada fácil com as crianças, ao sair da água não secar com toalha, porque isso pode ativar os ferrões das larvas, lavar bem o corpo e as roupas de banho com água corrente.

Se identificar algo parecido, procure o seu pediatra para maiores esclarecimentos!

 

Relatora:

Milena de Paulis

Membro do Departamento Científico de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo https://spsp.org.br/dia-nacional-dos-portadores-de-vitiligo/ Mon, 01 Aug 2022 17:27:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33574 O dia 1º de agosto é o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, uma doença dermatológica na qual somente a pele é afetada. É uma patologia não contagiosa, que pode estar associada]]>

O dia 1º de agosto é o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, uma doença dermatológica na qual somente a pele é afetada. É uma patologia não contagiosa, que pode estar associada a alterações da tireoide, órgão que deve ser investigado quando o diagnóstico de vitiligo estiver estabelecido.

Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, causando as manchas brancas. Vários fatores estão relacionados ao aparecimento das manchas. O fator genético e histórico familiar podem predispor o paciente a ter a doença.

Existem várias formas de vitiligo e nem todas irão determinar o aparecimento das manchas brancas no corpo todo. Existem formas localizadas também. Ao contrário do que se pensa, a exposição ao sol é um fator de piora do vitiligo, aumentando as manchas e podendo agravar a doença. O paciente com suspeita de vitiligo deve ser avaliado por um médico experiente, pois existem muitas patologias de pele que podem ser confundidas com a doença.

Algumas vezes, o uso de lâmpadas específicas, utilizadas no exame da superfície corporal, ajuda a fazer o diagnóstico diferencial com manchas que são duvidosas. O diagnóstico é realizado através do exame clínico, não sendo indicada a biópsia da pele, por não ser conclusiva, ou seja, muitas doenças podem apresentar o mesmo resultado.

Existem vários tratamentos para o vitiligo. Para cada forma da patologia, áreas do corpo acometidas e grau de avanço da doença, há tratamentos adequados. Essas terapêuticas podem ser locais e também existem tratamentos associados para o controle das manchas. O uso diário de protetores solares é fundamental no controle do vitiligo.

Relatora:
Selma Maria Furman Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Orientações para fotoproteção na infância https://spsp.org.br/orientacoes-para-fotoprotecao-na-infancia/ Wed, 20 Jan 2021 13:46:43 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3569 Campanha Janeiro bronze – cuidados com as crianças no verão
  • Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol. Também não devem utilizar fotoprotetores, devido às características de maior absorção da pele e imaturidade das funções hepáticas e renais.
  • A partir dos 6 meses até o primeiro ano de vida, as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados.
  • A exposição solar deve ser feita até às 10h e depois das 16h, pois os raios ultravioleta são mais intensos entre as 10h e 16h.
  • O uso regular de filtros solares deve ser estimulado.
  • Durante exposições solares prolongadas (praias, clubes, piscinas) é importante o uso de chapéu e vestuário adequado (tecidos com fotoproteção).
  • Em crianças maiores e adolescentes, além de tudo descrito acima, é recomendado o uso de óculos de sol.
  • Permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total. Muitas superfícies, como areia, cimento, neve são refletoras das radiações solares lesivas.
  • Nos dias nublados, a fotoproteção também deve ser feita, pois apesar do sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra.
  • Cuidados especiais devem ser tomados em altitudes elevadas e latitudes tropicais. Para cada 1.000 pés acima do nível do mar a radiação solar aumenta 4% a 5% e, quanto mais próximo do Equador, mais forte são os raios solares.
d.travnikov | depositphotos.com

Escolha do fotoprotetor

  • O fotoprotetor deve ter amplo-espectro de absorção da radiação UV, ou seja, absorver ou bloquear UVA e UVB.
  • Deve ser apropriado para uso na infância, contendo mais filtros físicos e menos substâncias químicas.
  • O veículo deve ser, de preferência, creme ou loção nas crianças menores, podendo ser spray ou gel nos maiores. 
  • Fotoprotetores em bastão são mais apropriados para áreas sensíveis como lábios, nariz e orelhas.
  • O fotoprotetor deve ser aplicado a cada duas horas de exposição solar e após a imersão na água (sempre com a pele bem enxuta antes da reaplicação).

Utilização do fotoprotetor

  • Aplicar o fotoprotetor 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo dele ser absorvido e desempenhar seu efeito protetor.
  • Aplicar o filtro solar generosamente em todas as áreas expostas. Não esqueça de aplicar nas orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés.
  • Aplicar o fotoprotetor cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer eritema (vermelhidão) da conjuntiva ocular, ardor ou irritação, lavar os olhos imediatamente com água.
  • Aplicar o filtro solar sob as roupas, pois a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados.
  • É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, a proteção é ainda menor.

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Relatora:                                                                              
Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Importância da fotoproteção na infância https://spsp.org.br/importancia-da-fotoprotecao-na-infancia/ Tue, 12 Jan 2021 18:12:49 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3558 Campanha Janeiro bronze – cuidados com as crianças no verão

O câncer da pele é o mais comum de todos os tipos de cânceres. Mais de um milhão de casos novos são diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos.
O sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres de pele – carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.
Exposição solar constante e prolongada é o fator ambiental mais importante no aparecimento do câncer da pele e do fotoenvelhecimento.
Os carcinomas basocelular e espinocelular são as neoplasias mais frequentes da pele e estão intimamente relacionadas com exposições solares continuadas através dos anos em pessoas de pele clara. As lesões ocorrem quase que exclusivamente em áreas expostas, como face, mãos e antebraços, dorso e pescoço.

andy | depositphotos.com


A tendência a desenvolver melanoma tem sido relacionada à exposições solares intensas com queimaduras solares dolorosas e com bolhas durante a infância ou adolescência.
Dentro do espectro solar, o comprimento de onda responsável pela maioria dos efeitos carcinogênicos (qualquer agente que possa causar câncer) corresponde ao da radiação ultravioleta (UV) – UVB (290nanômetros-nm à 320nm). A radiação UVA (320nm à 400nm) parece estar mais relacionada ao fotoenvelhecimento.
Indivíduos com hábitos de exposições frequentes ao sol durante a infância, aos 21 anos já apresentam sinais de danos causados pela radiação UV na pele. Aos 40 anos, todos têm sinais de fotoenvelhecimento: rugas, manchas claras ou escuras, ressecamento e espessamento da pele, lesões cutâneas pré-cancerosas e em alguns casos câncer da pele.
Milhões de pessoas desenvolvem câncer da pele a cada ano e esse acaba sendo o resultado final das alterações cutâneas que tiveram início muitos anos antes.

Importância da proteção contra o sol       

A infância e a adolescência são os períodos da vida nos quais se passa a maior parte do tempo ao ar livre. Aos 18 anos de idade, a maioria das pessoas já recebeu 50% a 80% da radiação solar de toda a sua vida.
O efeito lesivo da radiação ultravioleta na pele é cumulativo ano após ano. Queimaduras solares intensas na infância provocam o envelhecimento prematuro da pele e podem levar ao aparecimento de câncer cutâneo na idade adulta.
Mesmo que se tenha o máximo cuidado com a proteção solar na vida adulta, o dano causado pela radiação solar recebida na infância não pode ser desfeito.
Com proteção adequada as crianças e adolescentes podem aproveitar a vida ao ar livre sem prejudicar a saúde da pele. No quadro abaixo estão os principais fatores relacionados ao risco de desenvolver câncer de pele.

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Relatora:                                                                              
Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Dermatite atópica na infância e adolescência https://spsp.org.br/dermatite-atopica-na-infancia-e-adolescencia/ Wed, 24 Jul 2019 18:42:38 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2880 A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele causada por reação de hipersensibilidade do organismo a certas substâncias alergênicas. Pode ser acompanhada de asma, rinite e ou conjuntivite alérgica. A tendência de desenvolver dermatite atópica é geralmente herdada dos pais, mas também depende da exposição do organismo a substâncias alergênicas presentes no ambiente, tais como: poeira, ácaros, fumaça de cigarro, alimentos, infecções etc. O clima frio e seco também piora a doença e fatores emocionais, como estresse, podem desencadear ou agravar as crises. A oleosidade natural da pele é uma barreira de defesa contra substâncias do ambiente, variações do clima e infecções. No paciente atópico, por sua vez, a pele é mais seca, tendo menos resistência às agressões ambientais. A dermatite atópica pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na infância. Na maior parte das crianças ela começa a partir dos três meses de idade e tende a desaparecer próximo da adolescência. No entanto, em cerca de 20% dos casos, pode permanecer até a idade adulta. Geralmente ela se manifesta por crises, com períodos de piora e melhora. A lesão característica é o eczema, que aparece como vermelhidão, bolinhas e ressecamento da pele, sempre acompanhado de muita coceira. A localização das lesões varia com a idade: nos bebês, as lesões aparecem no rosto (bochechas), braços e pernas; em crianças maiores, adolescentes e adultos nas dobras dos braços e das pernas. Também são comuns descamação e coceira nas mãos (palmas) e pés (plantas). Tratamento Ainda não se conhece a cura para a dermatite atópica, porém o tratamento adequado pode conseguir controle bastante satisfatório das crises. Evitar os fatores que podem desencadear e agravar a doença e usar roupas de algodão são medidas importantes no controle da dermatite. Os principais pontos do tratamento são: 1. Melhorar o ressecamento da pele: banhos rápidos, mornos, sem buchas, com limpadores ou sabonetes suaves somente nas áreas das dobras, região genital e nádegas. Secar a pele sem esfregar. Aplicar hidratante imediatamente sobre a pele ainda úmida. 2. Controlar o prurido (coceira): hidratação da pele e utilização de medicação por via oral (anti-histamínicos, também chamados antialérgicos). 3. Combater a infecção: antibióticos apropriados prescritos pelo médico especialista. 4. Controlar as crises: anti-inflamatórios tópicos passados no local. Casos graves podem necessitar de outros tratamentos. Deixar a dermatite evoluir sem tratamento ou com controle insuficiente prejudica tanto o desenvolvimento físico como psíquico. A pele lesada pode ser alvo de infecções que abalam a saúde como um todo, podendo prejudicar o crescimento da criança. A coceira constante prejudica o sono, levando à perda do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento e também diminuição do crescimento, pois o hormônio do crescimento é secretado durante o sono. O tratamento apropriado não cura, mas garante controle do problema melhorando muito a qualidade de vida. ___Relatora:Dra. Silmara CestariDepartamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo Publicado em 24/07/2019]]>

A dermatite atópica é uma doença inflamatória da pele causada por reação de hipersensibilidade do organismo a certas substâncias alergênicas. Pode ser acompanhada de asma, rinite e ou conjuntivite alérgica.

A tendência de desenvolver dermatite atópica é geralmente herdada dos pais, mas também depende da exposição do organismo a substâncias alergênicas presentes no ambiente, tais como: poeira, ácaros, fumaça de cigarro, alimentos, infecções etc. O clima frio e seco também piora a doença e fatores emocionais, como estresse, podem desencadear ou agravar as crises. A oleosidade natural da pele é uma barreira de defesa contra substâncias do ambiente, variações do clima e infecções. No paciente atópico, por sua vez, a pele é mais seca, tendo menos resistência às agressões ambientais.

Tawny van Breda | pixabay.com

A dermatite atópica pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na infância. Na maior parte das crianças ela começa a partir dos três meses de idade e tende a desaparecer próximo da adolescência. No entanto, em cerca de 20% dos casos, pode permanecer até a idade adulta.

Geralmente ela se manifesta por crises, com períodos de piora e melhora. A lesão característica é o eczema, que aparece como vermelhidão, bolinhas e ressecamento da pele, sempre acompanhado de muita coceira. A localização das lesões varia com a idade: nos bebês, as lesões aparecem no rosto (bochechas), braços e pernas; em crianças maiores, adolescentes e adultos nas dobras dos braços e das pernas. Também são comuns descamação e coceira nas mãos (palmas) e pés (plantas).

Tratamento

Ainda não se conhece a cura para a dermatite atópica, porém o tratamento adequado pode conseguir controle bastante satisfatório das crises. Evitar os fatores que podem desencadear e agravar a doença e usar roupas de algodão são medidas importantes no controle da dermatite.

Os principais pontos do tratamento são:

1. Melhorar o ressecamento da pele: banhos rápidos, mornos, sem buchas, com limpadores ou sabonetes suaves somente nas áreas das dobras, região genital e nádegas. Secar a pele sem esfregar. Aplicar hidratante imediatamente sobre a pele ainda úmida.

2. Controlar o prurido (coceira): hidratação da pele e utilização de medicação por via oral (anti-histamínicos, também chamados antialérgicos).

3. Combater a infecção: antibióticos apropriados prescritos pelo médico especialista.

4. Controlar as crises: anti-inflamatórios tópicos passados no local.

Casos graves podem necessitar de outros tratamentos.

Deixar a dermatite evoluir sem tratamento ou com controle insuficiente prejudica tanto o desenvolvimento físico como psíquico. A pele lesada pode ser alvo de infecções que abalam a saúde como um todo, podendo prejudicar o crescimento da criança. A coceira constante prejudica o sono, levando à perda do rendimento escolar, dificuldade de relacionamento e também diminuição do crescimento, pois o hormônio do crescimento é secretado durante o sono. O tratamento apropriado não cura, mas garante controle do problema melhorando muito a qualidade de vida.

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Relatora:
Dra. Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Publicado em 24/07/2019



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