Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 26 Aug 2026 13:22:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Colesterol alto também é coisa de criança: a prevenção começa na infância https://spsp.org.br/colesterol-alto-tambem-e-coisa-de-crianca-a-prevencao-comeca-na-infancia/ Fri, 07 Aug 2026 13:54:13 +0000 https://spsp.org.br/?p=58126 Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares. O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor. Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão. No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo. Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável. Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior. Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas. Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra. A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico. Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida. Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente. A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo. Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural. Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário. O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro. Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável. Relatoras: Natália Tonon DominguesMédica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESPMembro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSPMembro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP Lygia Mendes dos Santos BörderMédica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público EstadualVice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSPMembro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP]]>

Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares.

O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor.

Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão.

No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo.

Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável.

Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior.

Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas.

Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra.

A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico.

Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida.

Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente.

A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo.

Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural.

Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário.

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável.

Relatoras:

Natália Tonon Domingues
Médica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)
Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESP
Membro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP

Lygia Mendes dos Santos Börder
Médica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)
Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual
Vice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP

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Quando o coração bate mais forte https://spsp.org.br/quando-o-coracao-bate-mais-forte/ Fri, 12 Jun 2026 19:33:11 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57423 ]]>

O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, representa uma grande oportunidade para ampliar o conhecimento da sociedade e dos profissionais de saúde sobre as doenças cardíacas que acometem as crianças e constituem hoje uma das principais causas de morbimortalidade na infância.

As cardiopatias congênitas compreendem um grupo heterogêneo de alterações anatômicas do coração e dos grandes vasos presentes ao nascimento, variando desde defeitos simples, com pouca repercussão clínica, até malformações complexas, que demandam intervenção cirúrgica ou cateterismo ainda nos primeiros dias de vida. Estima-se que aproximadamente 8 a cada 1.000 nascidos vivos apresentem algum tipo de defeito cardíaco estrutural, o que corresponde a 30.000 novos casos diagnosticados anualmente no Brasil.

No âmbito da assistência perinatal, o diagnóstico pré-natal apresentou grande avanço nas últimas décadas, permitindo o planejamento do parto do bebê em centro que disponha dos recursos iniciais necessários ao tratamento da sua cardiopatia, impactando diretamente no sucesso deste. Ainda nos primeiros dias de vida, o teste do coraçãozinho é um método de rastreamento obrigatório, com alta especificidade e que identifica uma possível cardiopatia crítica através da comparação entre a saturação dos membros superiores e inferiores, indicando a ampliação da investigação.

Além do diagnóstico perinatal, avanços na terapia intensiva neonatal, nas técnicas cirúrgicas e no acompanhamento multiprofissional permitiram um aumento significativo na sobrevida desses pacientes nas últimas décadas e, atualmente, a maioria das crianças com cardiopatia congênita alcança a vida adulta, configurando uma população crescente, que necessita de acompanhamento especializado ao longo de toda a vida.

Além dos aspectos diagnósticos, é importante destacar os impactos emocionais, sociais e econômicos enfrentados pelas crianças e suas famílias. Conviver com uma cardiopatia congênita frequentemente impõe longos períodos de hospitalização, múltiplas intervenções e acompanhamento médico contínuo, exigindo suporte psicológico e assistência multiprofissional. A conscientização da população contribui para reduzir o estigma associado às doenças cardíacas na infância e favorece a inclusão social, escolar e familiar desses pacientes.

Hoje sabemos que, com a terapêutica adequada e seguimento multiprofissional especializado, a grande maioria das crianças cardiopatas pode ter uma vida completa, participando das atividades escolares, esportivas e sociais compatíveis com sua condição, desenvolvendo seu potencial e construindo uma trajetória marcada por autonomia, qualidade de vida e inclusão.

A data também reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde cardiovascular pediátrica. A ampliação do acesso ao diagnóstico fetal, a regionalização da assistência especializada, a qualificação das equipes multiprofissionais e a garantia de seguimento longitudinal são medidas essenciais para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade do cuidado oferecido às crianças com cardiopatia congênita em todas as regiões do país.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita é um chamado à ação. Investir em educação, diagnóstico precoce, assistência especializada e pesquisa científica é fundamental para garantir que cada criança com cardiopatia congênita tenha a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial e alcançar uma vida saudável e repleta de conquistas.

Divulgar este tema e comemorar cada vitória continua sendo uma das mais poderosas ferramentas para transformar conhecimento em cuidado e esperança em melhores resultados.

 

Relatora:
Ana Paula Damiano
Cardiologista Pediátrica do CAISM – Unicamp

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Dia Mundial do Coração https://spsp.org.br/dia-mundial-do-coracao/ Mon, 30 Sep 2024 15:08:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48194 ]]>

No Dia Mundial do Coração, em 29 de setembro, é fundamental refletir sobre a saúde cardiovascular, especialmente em crianças. A manutenção de um coração saudável é essencial para uma vida ativa e para a prevenção de doenças cardiovasculares futuras. A prevenção deve começar na infância, período em que hábitos alimentares e estilos de vida se consolidam.

A importância da prevenção

As doenças cardiovasculares, frequentemente vistas na idade adulta, podem ter início na infância. Fatores como obesidade, sedentarismo e má alimentação aumentam a incidência de problemas cardíacos precoces. Dados mostram que 15% das crianças menores de 2 anos, 12% entre 2 e 5 anos e 25% de 5 a 10 anos apresentam excesso de peso. Entre adolescentes, essa prevalência é de 30%, o que é preocupante para a saúde cardiovascular a longo prazo.

Alimentação saudável

A nutrição é vital para a saúde do coração. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras é essencial para o desenvolvimento saudável. A American Heart Association recomenda limitar açúcares adicionados e gorduras saturadas para prevenir obesidade, hipertensão e dislipidemia. Envolver as crianças no preparo das refeições promove hábitos saudáveis e educação nutricional.

Atividade física regular

A atividade física regular é crucial para a saúde cardiovascular. As diretrizes sugerem que crianças e adolescentes realizem pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa diariamente. Isso fortalece o sistema cardiovascular e melhora a saúde mental e social. Estudos indicam que a atividade física regular reduz o risco de doenças crônicas na adolescência e vida adulta.

Monitoramento da saúde

O acompanhamento pediátrico regular é essencial para detectar precocemente fatores de risco, como hipertensão e colesterol elevado. Isso possibilita intervenções rápidas e educação contínua sobre saúde.

Neste Dia Mundial do Coração, é nossa responsabilidade coletiva cuidar da saúde cardiovascular das crianças. Mudanças simples, como promover uma alimentação saudável e incentivar a prática de atividades físicas, podem ter um impacto significativo na saúde futura dos jovens. A educação e o envolvimento da família são fundamentais para essa transformação.

 

Relator:
Gustavo Foronda
Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial da Hipertensão Arterial https://spsp.org.br/dia-mundial-da-hipertensao-arterial/ Fri, 17 May 2024 10:00:04 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46100 Hoje, 17 de maio, é o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, e este tema voltado para a pediatria é algo pouco abordado e conhecido, porém é necessário que pais, cuidadores e sociedade saibam que crianças podem ter pressão alta, e que um estilo de vida saudável é necessário desde a infância. A hipertensão na faixa etária pediátrica pode estar relacionada com algumas cardiopatias congênitas; portanto, se seu filho estiver hipertenso é necessário que se exclua essa possibilidade. No entanto, a falta de atividade física associada a uma alimentação rica em sal, açúcar e excesso de peso são responsáveis pela maior parte dos casos de pressão alta em crianças e adolescentes. Nitidamente há uma piora alimentar muito grande nos últimos anos, e por isso os níveis de obesidade estão crescendo absurdamente, e consequentemente os níveis de pressão arterial também. A prevalência de hipertensão infantil aumentou de 75% a 79% nas últimas duas décadas, sendo um alerta aos pais e pediatras, pois a hipertensão e a obesidade são fatores de risco para as doenças do coração. Uma dúvida recorrente dos pais e cuidadores é quando a pressão arterial deve ser aferida nas crianças. De acordo com o manual de orientação sobre hipertensão arterial na infância e adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria, a pressão arterial deve ser verificada: – Em todas as crianças maiores de 3 anos pelo menos uma vez por ano; – Para crianças menores de 3 anos, a avaliação da pressão arterial está indicada em condições especiais, como: – Doenças cardíacas; – Doenças renais; – Transplante; – Uso de medicações que alteram a pressão arterial; – Prematuros < 32 semanas; – Muito baixo peso ao nascer; – Crianças que fizeram uso de cateter umbilical; – Crianças que tiveram outras complicações no período neonatal necessitando de internação em UTI; – Crianças que tiveram aumento da pressão intracraniana; – Outras doenças associadas à hipertensão (neurofibromatose, esclerose tuberosa, anemia falciforme, etc.). É importante reforçar que para aferir a pressão arterial em pediatria deve-se possuir o manguito adequado para o braço; além disso, o parâmetro de normalidade muda de acordo com a faixa etária; portanto, manter a consulta em dia com o pediatra é algo fundamental para a manutenção da saúde das crianças. Frente a esta problemática muito atual, a principal orientação e o pilar da prevenção de hipertensão arterial na infância é a mudança de hábitos de toda a família, pois a criança sedentária, obesa ou hipertensa, normalmente é um reflexo dos hábitos familiares. As principais recomendações são Ao menos uma hora de atividade física moderada a intensa por dia; Dieta rica em vegetais, frutas e alimentos ricos em fibra; Limitar a ingestão de sal; Evitar o consumo de açúcar e gordura saturada. Relator: Gustavo Foronda Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo]]>

Hoje, 17 de maio, é o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, e este tema voltado para a pediatria é algo pouco abordado e conhecido, porém é necessário que pais, cuidadores e sociedade saibam que crianças podem ter pressão alta, e que um estilo de vida saudável é necessário desde a infância.

A hipertensão na faixa etária pediátrica pode estar relacionada com algumas cardiopatias congênitas; portanto, se seu filho estiver hipertenso é necessário que se exclua essa possibilidade.

No entanto, a falta de atividade física associada a uma alimentação rica em sal, açúcar e excesso de peso são responsáveis pela maior parte dos casos de pressão alta em crianças e adolescentes.

Nitidamente há uma piora alimentar muito grande nos últimos anos, e por isso os níveis de obesidade estão crescendo absurdamente, e consequentemente os níveis de pressão arterial também. A prevalência de hipertensão infantil aumentou de 75% a 79% nas últimas duas décadas, sendo um alerta aos pais e pediatras, pois a hipertensão e a obesidade são fatores de risco para as doenças do coração.

Uma dúvida recorrente dos pais e cuidadores é quando a pressão arterial deve ser aferida nas crianças. De acordo com o manual de orientação sobre hipertensão arterial na infância e adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria, a pressão arterial deve ser verificada:

– Em todas as crianças maiores de 3 anos pelo menos uma vez por ano;

– Para crianças menores de 3 anos, a avaliação da pressão arterial está indicada em condições especiais, como:

– Doenças cardíacas;

– Doenças renais;

– Transplante;

– Uso de medicações que alteram a pressão arterial;

– Prematuros < 32 semanas;

– Muito baixo peso ao nascer;

– Crianças que fizeram uso de cateter umbilical;

– Crianças que tiveram outras complicações no período neonatal necessitando de internação em UTI;

– Crianças que tiveram aumento da pressão intracraniana;

– Outras doenças associadas à hipertensão (neurofibromatose, esclerose tuberosa, anemia falciforme, etc.).

É importante reforçar que para aferir a pressão arterial em pediatria deve-se possuir o manguito adequado para o braço; além disso, o parâmetro de normalidade muda de acordo com a faixa etária; portanto, manter a consulta em dia com o pediatra é algo fundamental para a manutenção da saúde das crianças.

Frente a esta problemática muito atual, a principal orientação e o pilar da prevenção de hipertensão arterial na infância é a mudança de hábitos de toda a família, pois a criança sedentária, obesa ou hipertensa, normalmente é um reflexo dos hábitos familiares.

As principais recomendações são

  • Ao menos uma hora de atividade física moderada a intensa por dia;
  • Dieta rica em vegetais, frutas e alimentos ricos em fibra;
  • Limitar a ingestão de sal;
  • Evitar o consumo de açúcar e gordura saturada.

Relator:
Gustavo Foronda
Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Prevenção das doenças cardiovasculares https://spsp.org.br/prevencao-das-doencas-cardiovasculares/ Sat, 05 Nov 2022 13:19:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35262 As Doenças Cardiovasculares (DCV) têm grande contribuição para a mortalidade, morbidade e para o peso da carga econômica da doença em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Sa]]>

As Doenças Cardiovasculares (DCV) têm grande contribuição para a mortalidade, morbidade e para o peso da carga econômica da doença em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de DCV. É importante lembrar que essas doenças podem ter seu início na infância e, portanto, devemos iniciar a prevenção desde cedo.

➡ As doenças cardiovasculares podem afetar o coração e os vasos sanguíneos, destacando-se a doença arterial coronariana, que envolve dor no peito e infarto agudo do miocárdio, sendo esta a maior causa de morbimortalidade no mundo; o acidente vascular cerebral (AVC) e a insuficiência cardíaca.

O envelhecimento da população, a globalização, a urbanização, o aumento da obesidade e a inatividade física são os fatores determinantes desses números.

➡ Os múltiplos fatores de risco associados às DCV podem ser divididos em grupos. Podemos dividi-los entre não modificáveis e modificáveis.

➡ Os fatores de risco não modificáveis consistem naquelas condições que uma pessoa não pode alterar, como: idade, hereditariedade ou composição genética e diabetes tipo 1. A doença de Kawasaki na infância também é um fator de risco não modificável.

➡ Já os fatores de risco modificáveis são condições que podem ser alteradas fazendo-se certas mudanças no estilo de vida. Destacamos:

✔ Sedentarismo

A atividade física moderada regular (aproximadamente 30 min/dia) tem efeitos altamente benéficos na redução da pressão arterial, diminuição da coagulação sanguínea, melhora dos perfis lipídicos etc.

✔ Tabagismo

É preciso cessar o tabagismo, pois ele contribui fortemente para o desenvolvimento de DCV e doenças respiratórias. Fumar aumenta o risco de aterosclerose e interfere no funcionamento normal do sistema cardiopulmonar. Isso inclui tabagismo passivo (de que as crianças são as maiores vítimas).

✔ Má alimentação

Alimentos ricos em fibras e baixa carga glicêmica (pouco açúcar) estão associados a uma diminuição da prevalência de síndrome metabólica e diabetes mellitus, e a melhora das concentrações de lipídios séricos.

✔Obesidade

A obesidade é um importante fator de risco modificável que contribui fortemente para o aparecimento de diabetes mellitus, hipertensão, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer.

A prevenção é uma das maneiras mais efetivas no controle de doenças cardiovasculares e deve ter início o quanto antes.

A adoção de hábitos simples e contínuos, como atividade física regular, alimentação balanceada, priorizando alimentos frescos, como frutas, legumes, hortaliças e cereais, evitando os ultraprocessados, e a cessação do tabagismo, trazem ganhos à saúde.

Procure um Cardiologista para avaliar a saúde do seu coração!

Relator:
Gustavo Foronda

Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional do Combate ao Colesterol https://spsp.org.br/dia-nacional-do-combate-ao-colesterol/ Mon, 08 Aug 2022 19:24:18 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33672 Dia 8 de agosto é o Dia Nacional do Combate ao Colesterol e esta data existe pela sua importância na saúde cardiovascular das crianças e adultos. O colesterol é um tipo de gordu]]>

Dia 8 de agosto é o Dia Nacional do Combate ao Colesterol e esta data existe pela sua importância na saúde cardiovascular das crianças e adultos.

O colesterol é um tipo de gordura encontrada em nosso organismo, e é importante para o seu funcionamento normal. No entanto, em excesso contribui para o desenvolvimento da doença chamada dislipidemia, que pode ocorrer, principalmente, devido à alimentação rica em gorduras saturadas e/ou trans, falta de atividade física e sobrepeso/obesidade, ou por fatores genéticos.

A doença cardiovascular é a causa mais importante de mortalidade em todo o mundo, sendo a dislipidemia um fator de risco-chave para o desenvolvimento de vários problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral (derrame). E sabemos que essa doença já se inicia na infância.

A saúde cardiovascular na infância e na adolescência é a base para definir o caminho para uma vida saudável para o coração na idade adulta. No entanto, estudos brasileiros populacionais demonstram prevalências de 10% a 33% de dislipidemias em crianças e adolescentes.

Por esta razão, trazemos este alerta aos pais e pediatras, para a prevenção precoce das doenças cardiovasculares.

O controle do colesterol na infância pode ser feito pela adoção de hábitos saudáveis, como:

  1. Adotar uma alimentação saudável, com a presença de frutas, grãos integrais, laticínios sem gordura ou com baixo teor de gordura e proteínas, como carne, aves, peixe, feijão, ovos.
  2. O exercício é igualmente importante. Crianças de 5 a 17 anos devem fazer pelo menos 1 hora de atividade física moderada a vigorosa todos os dias.
  3. Restringir o tempo dispensado em telas (televisão, computador, jogos eletrônicos e smartphones).
  4. Realizar acompanhamento com nutricionista e com o pediatra ou endocrinologista.

Na maioria dos casos, a mudança no estilo de vida é o tratamento para o controle do colesterol, não sendo necessárias medicações.

Um ponto de atenção é que a alteração do colesterol e outros lipídios na infância geralmente persiste na idade adulta e aumenta o risco de doenças cardiovasculares; além disso, o aumento do colesterol pelo fator genético, se não tratado, pode levar ao desenvolvimento de aterosclerose coronariana sintomática precocemente.

Portanto, a identificação precoce da alteração do colesterol e o início do tratamento associado podem diminuir o risco cardiovascular na vida adulta e contribuir para maior longevidade e qualidade de vida.

Relator:
Gustavo Foronda
Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: spotmatikphoto | depositphotos.com

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Orientações para a criança com cardiopatia e a Covid-19 https://spsp.org.br/orientacoes-para-a-crianca-com-cardiopatia-e-a-covid-19/ Wed, 13 May 2020 19:55:04 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3222 O Departamento de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) responde dúvidas sobre a Covid-19 e os pacientes com cardiopatia.

Quão perigosa é a Covid-19?

A maioria das crianças teve sintomas leves, muitas melhoraram em alguns dias e muito poucas morreram. Mas isso não significa que as crianças estão completamente seguras, pois podem transmitir a Covid-19. Poucas crianças vão precisar ser hospitalizadas e, conforme a pandemia avança, algumas informações até poderão mudar à medida que aprendemos mais sobre a doença.

Existem riscos especiais para crianças com cardiopatias ou defeitos cardíacos?

Não sabemos como esse o novo coronavírus afetará as pessoas com defeitos cardíacos. A maioria dos centros não viu pacientes com cardiopatias congênitas com Covid-19 até agora, porém outros tipos de problemas cardíacos levam a um risco maior. Ao ter defeitos cardíacos, esses pacientes podem ter alterações também nos pulmões, com chance maior de pegar o vírus. No entanto, não é porque tem um defeito cardíaco que o risco seja alto ou maior.

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Quando a Covid-19 pode trazer maior risco para crianças?

Alguns defeitos cardíacos podem fazer com que a infecção seja mais grave:

  • Defeitos muito complexos;
  • Ventrículo único;
  • Cardiopatia com níveis baixos de oxigênio (com cianose – coloração azul violácea da pele e das mucosas, devido à oxigenação insuficiente do sangue);
  • Força cardíaca reduzida ou insuficiência cardíaca;
  • Problemas de ritmo cardíaco;
  • Problemas pulmonares, como pressão alta do pulmão (hipertensão pulmonar);
  • Cirurgia cardíaca nos últimos três meses;
  • Transplante de coração.

Se meu filho tem uma das doenças cardíacas de alto risco listadas acima, pode sair um pouco?

Ninguém, seja quem tem problema cardíaco ou não, deve sair de casa!

Que outros problemas de saúde podem colocar adultos e crianças em maior risco?

Obesidade, diabetes, tabagismo, outros defeitos congênitos, problemas no fígado ou nos rins e sistema imunológico fraco podem aumentar o risco. Asma que requer uso de medicação frequente também entra na lista.

Os dispositivos cardíacos, como marcapassos, válvulas cardíacas, stents, cateteres e tubos podem ser infectados?

Não. A Covid-19 não infectará nenhum dispositivo que esteja no coração ou no peito.

Existe uma vacina ou medicamento para a Covid-19?

No momento, não há vacina para prevenir ou tratar a Covid-19. Vários medicamentos estão sendo tentados para ver se são seguros e funcionam.

Meu filho tem uma data para cirurgia em breve. O que deveríamos fazer?

No momento, a maioria dos hospitais está realizando apenas cirurgias de emergência e urgência. Algumas cirurgias cardíacas podem ser atrasadas sem grandes riscos. A criança pode ficar mais segura se a operação for adiada por um tempo. De qualquer forma, é importante entrar em contato com o médico que acompanha a criança e o hospital onde a cirurgia está programada para saber se poderá ser adiada.

O que devo fazer se achar que meu filho pegou a Covid-19?

Se qualquer pessoa em sua casa desenvolver sintomas, isole-a imediatamente. NÃO corra para o hospital ou clínica. Entre em contato com a equipe médica por telefone para relatar o que está acontecendo (ou se os sintomas estão piorando), para obter a orientação adequada.

Existem medicamentos para o coração que devem ser interrompidos por causa da Covid-19?

Continue com todos os medicamentos para o coração regularmente, a menos que seu médico informe o contrário. Isso inclui anticoagulantes, remédio para pressão, remédio para ritmo cardíaco e vitaminas. Entre em contato com seu médico se tiver dúvidas sobre a medicação.

Quais medicamentos podem ser usados ​​para ajudar com os sintomas da gripe?

O paracetamol e a dipirona podem controlar e atenuar dor e febre. Pergunte ao seu médico antes de usar outros medicamentos.

O que devo fazer se a condição cardíaca do meu filho piorar?

Procure ajuda médica imediatamente se seu filho ficar com cianose (roxo) ou se ela aumentar, se ficar sem fôlego, se tiver batimentos cardíacos muito rápidos ou mais lentos ou ficar sonolento. Se for possível, vá para o hospital onde estão acostumados a ir, ou ao mais próximo e entre em contato com o médico que o acompanha e com o hospital, para que possam dar as primeiras orientações, preparar e planejar o tratamento.

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Relator:
Paulo Henrique Manso
Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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