Atenção Domiciliar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 03 Sep 2026 13:45:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Atenção Domiciliar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Recomendações: Artigos de atenção Domiciliar, Otorrinolaringologia e Oncologia https://spsp.org.br/recomendacoes-artigos-de-atencao-domiciliar-otorrinolaringologia-e-oncologia/ Mon, 24 Aug 2026 18:48:43 +0000 https://spsp.org.br/?p=58518 O fascículo 109 de Recomendações traz atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar aborda o artigo vacinação em condições crônicas e de complexidade médica]]>

Texto divulgado em 24/08/26


O fascículo 109 de Recomendações traz atualização de condutas em Pediatria. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar aborda o artigo vacinação em condições crônicas e de complexidade médica. O segundo texto do DC de Otorrinolaringologia fala sobre vertigem na infância. Por fim, o DC de Oncologia destaca sinais e sintomas clínicos de atenção para predisposição ao câncer.

Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalhos e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.

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Orientações para crianças com Gastrostomia https://spsp.org.br/orientacoes-para-criancas-com-gastrostomia/ Fri, 21 Aug 2026 18:36:06 +0000 https://spsp.org.br/?p=58489 Introdução Estas orientações foram elaboradas para apoiar mães e cuidadores de crianças que necessitam de gastrostomia. O objetivo é explicar de forma simples o que são esses procedimentos, por que são indicados, quais os cuidados necessários no dia a dia e quais complicações podem ocorrer. O que é a Gastrostomia? A gastrostomia é um procedimento em que se coloca uma sonda ou botão no estômago, por meio de um pequeno orifício no abdome, permitindo alimentação e medicação diretamente. ● Indicações principais: o Dificuldade de engolir (disfagia) ou risco de aspiração. o Necessidade de nutrição especial por tempo prolongado. o Falha no ganho de peso com alimentação oral. Cuidados diários ● Higiene: limpar ao redor do botão/sonda com água e sabão neutro diariamente, ou soro fisiológico, e secando a pele posteriormente. Você pode manter uma gaze ao redor da gastrostomia que deverá ser trocada sempre que houver umidade ou sujidade. ● Protetor cutâneo: pode ser usado protetor cutâneo spray para promover a proteção da pele ao redor da gastrostomia (por exemplo o Cavilon® ou similares) ● Administração da dieta: sempre devagar, conforme prescrição, evitando refluxo. ● Posição: manter a criança semideitada (cabeceira elevada) durante e após a alimentação. ● Manutenção do dispositivo: trocar sondas ou botões no prazo recomendado pela equipe de saúde. O extensor da gastrostomia deve ser higienizado sempre antes e após as refeições. No caso de botton, a extensão deve ser limpa sempre com água morna e detergente para retirar os resíduos. Após a limpeza, deve-se injetar ar para secar a parte interna do tubo. Preparação antes da alimentação ou medicação ● Higiene das mãos: lave bem as mãos antes de manusear a sonda/botão e os utensílios. ● Ambiente limpo e tranquilo: evite correria e distrações. ● Na administração de dieta, checar a posição da criança: mantenha-a semissentada (cabeceira elevada a 30–45°), tanto durante como por pelo menos 30 minutos após a dieta, para prevenir refluxo e engasgos. ● Ao final da dieta e medicação: SEMPRE fazer um flush (lavagem) com 10–20 ml de água filtrada ou fervida, para evitar entupimento. ● Verificar o dispositivo: observe se não há vermelhidão, vazamento, secreção ou dor no local. Tipos de dieta ● Dieta industrializada enteral: fórmulas prontas, balanceadas, prescritas pelo nutricionista. ● Dieta caseira liquidificada/peneirada: alimentos naturais preparados em casa, desde que bem processados e coados, seguindo orientação profissional. ● Hidratação: pode ser necessário oferecer água ou soro entre as dietas, conforme prescrição. Formas de administração Existem duas principais maneiras: a) Bolus (seringa ou gravidade) ● Coloca-se a dieta em uma seringa grande (sem êmbolo) ou frasco e deixa-se escorrer lentamente por gravidade. ● O tempo médio deve ser de 15 a 30 minutos. ● Nunca empurrar a dieta com força — isso pode causar refluxo, vômito e desconforto. b) Infusão contínua (bomba de infusão) ● A dieta é administrada lentamente por várias horas através de bomba ou equipo de gotejamento. ● Geralmente indicada para crianças que não toleram bolus ou têm refluxo grave. Cuidados durante e após a alimentação ● Observar sinais de desconforto: tosse, engasgos, distensão abdominal, vômitos. ● Nunca deitar a criança imediatamente após a dieta. ● Manter rotina de horários regulares, conforme orientação do nutricionista. ● Administrar medicações somente com orientação médica e sempre lavando a sonda antes e depois. Possíveis complicações ● Vômitos/ Refluxo gastroesofágico: pode ser excesso de volume ou dieta rápida demais. ● Entupimento da sonda: geralmente por dieta grossa ou falta de lavagem com água. ● Vazamento no local: pode indicar problema de posicionamento do botão. ● Dor abdominal: deve ser avaliada pelo médico. ● Infecção ou vermelhidão no local. ● Granulação ao redor do orifício. Quando procurar ajuda médica imediata o Vermelhidão intensa, pus ou sangramento. o Febre sem causa aparente. o Vômitos frequentes ou dor abdominal forte. o Rompimento do balão da sonda/botton o Saída acidental do dispositivo com dificuldade ou impossibilidade de recolocar a mesma sonda/botton. *A imagem de ilustração, publicada antes do texto, foi desenhada por IA (ChatGPT) Relatora:Monica Yukie KagoharaMembro do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da SPSP]]>

Introdução

Estas orientações foram elaboradas para apoiar mães e cuidadores de crianças que necessitam de gastrostomia. O objetivo é explicar de forma simples o que são esses procedimentos, por que são indicados, quais os cuidados necessários no dia a dia e quais complicações podem ocorrer.

O que é a Gastrostomia?

A gastrostomia é um procedimento em que se coloca uma sonda ou botão no estômago, por meio de um pequeno orifício no abdome, permitindo alimentação e medicação diretamente.

● Indicações principais:

o Dificuldade de engolir (disfagia) ou risco de aspiração.

o Necessidade de nutrição especial por tempo prolongado.

o Falha no ganho de peso com alimentação oral.

Cuidados diários

● Higiene: limpar ao redor do botão/sonda com água e sabão neutro diariamente, ou soro fisiológico, e secando a pele posteriormente. Você pode manter uma gaze ao redor da gastrostomia que deverá ser trocada sempre que houver umidade ou sujidade.

● Protetor cutâneo: pode ser usado protetor cutâneo spray para promover a proteção da pele ao redor da gastrostomia (por exemplo o Cavilon® ou similares)

● Administração da dieta: sempre devagar, conforme prescrição, evitando refluxo.

● Posição: manter a criança semideitada (cabeceira elevada) durante e após a alimentação.

● Manutenção do dispositivo: trocar sondas ou botões no prazo recomendado pela equipe de saúde. O extensor da gastrostomia deve ser higienizado sempre antes e após as refeições. No caso de botton, a extensão deve ser limpa sempre com água morna e detergente para retirar os resíduos. Após a limpeza, deve-se injetar ar para secar a parte interna do tubo.

Preparação antes da alimentação ou medicação

● Higiene das mãos: lave bem as mãos antes de manusear a sonda/botão e os utensílios.

● Ambiente limpo e tranquilo: evite correria e distrações.

● Na administração de dieta, checar a posição da criança: mantenha-a semissentada (cabeceira elevada a 30–45°), tanto durante como por pelo menos 30 minutos após a dieta, para prevenir refluxo e engasgos.

● Ao final da dieta e medicação: SEMPRE fazer um flush (lavagem) com 10–20 ml de água filtrada ou fervida, para evitar entupimento.

● Verificar o dispositivo: observe se não há vermelhidão, vazamento, secreção ou dor no local.

Tipos de dieta

● Dieta industrializada enteral: fórmulas prontas, balanceadas, prescritas pelo nutricionista.

● Dieta caseira liquidificada/peneirada: alimentos naturais preparados em casa, desde que bem processados e coados, seguindo orientação profissional.

● Hidratação: pode ser necessário oferecer água ou soro entre as dietas, conforme prescrição.

Formas de administração

Existem duas principais maneiras:

a) Bolus (seringa ou gravidade)

● Coloca-se a dieta em uma seringa grande (sem êmbolo) ou frasco e deixa-se escorrer lentamente por gravidade.

● O tempo médio deve ser de 15 a 30 minutos.

● Nunca empurrar a dieta com força — isso pode causar refluxo, vômito e desconforto.

b) Infusão contínua (bomba de infusão)

● A dieta é administrada lentamente por várias horas através de bomba ou equipo de gotejamento.

● Geralmente indicada para crianças que não toleram bolus ou têm refluxo grave.

Cuidados durante e após a alimentação

● Observar sinais de desconforto: tosse, engasgos, distensão abdominal, vômitos.

● Nunca deitar a criança imediatamente após a dieta.

● Manter rotina de horários regulares, conforme orientação do nutricionista.

● Administrar medicações somente com orientação médica e sempre lavando a sonda antes e depois.

Possíveis complicações

● Vômitos/ Refluxo gastroesofágico: pode ser excesso de volume ou dieta rápida demais.

● Entupimento da sonda: geralmente por dieta grossa ou falta de lavagem com água.

● Vazamento no local: pode indicar problema de posicionamento do botão.

● Dor abdominal: deve ser avaliada pelo médico.

● Infecção ou vermelhidão no local.

● Granulação ao redor do orifício.

Quando procurar ajuda médica imediata

o Vermelhidão intensa, pus ou sangramento.

o Febre sem causa aparente.

o Vômitos frequentes ou dor abdominal forte.

o Rompimento do balão da sonda/botton

o Saída acidental do dispositivo com dificuldade ou impossibilidade de recolocar a mesma sonda/botton.

*A imagem de ilustração, publicada antes do texto, foi desenhada por IA (ChatGPT)


Relatora:
Monica Yukie Kagohara
Membro do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da SPSP

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Orientações para crianças com Traqueostomia https://spsp.org.br/orientacoes-para-criancas-com-traqueostomia/ Tue, 18 Aug 2026 18:52:41 +0000 https://spsp.org.br/?p=58393 O que é a Traqueostomia? A traqueostomia é um procedimento cirúrgico no qual é feito um orifício na traqueia (pescoço), permitindo a entrada e saída de ar diretamente pelos pulmões. Como são as cânulas de traqueostomia? Atualmente existem diferentes marcas e tipos de materiais, com ou sem balonete (também chamado de cuff) Indicações principais: Cuidados Diários ● Higiene: manter o local limpo e seco, trocando as fitas de fixação sempre que estiverem úmidas ou sujas. Pode-se utilizar gaze ou espuma de proteção. ● Aspirar secreções sempre que houver chiado, tosse sem expulsão da secreção ou dificuldade para respirar. ● Banho: atenção para não deixar entrar água ou outros produtos. Passe água com sabonete ou xampu neutro na cabeça (pode virar a cabeça para trás) e na região cervical, limpe com suas mãos a região ao redor da cânula. FIQUE tranquilo, pois o pouco de água que possa entrar ao redor da cânula não causará problemas, no máximo alguma tosse ● Troca da cânula: deve ser feita de acordo com a orientação médica. ● Atenção: nunca deixar a criança sem supervisão. Passo a passo da aspiração traqueal 1. Higienização das mãos 2. Preparar o material 3. Posicionar o paciente 4. Colocar luvas 5. Introduzir a sonda 6. Realizar a aspiração 7. Repetir (se necessário) 8. Finalização Cuidados importantes ● Não aspirar por tempo prolongado → pode causar falta de ar e lesão na mucosa. ● Não usar pressão de sucção muito alta. ● Evitar aspiração muito frequente sem necessidade (apenas quando houver secreção visível ou sinais de obstrução). ● Observar sinais de desconforto: queda de saturação, batimento acelerado, coloração arroxeada, tosse intensa. ● A aspiração traqueal deve ser feita com técnica limpa, calma e rápida, sempre observando os sinais do paciente. Possíveis Complicações ● Perfuração do cuff ou quebra da cânula – ocorrem principalmente em crianças mais agitadas e que se movimentam muito, principalmente quando acopladas em ventilação mecânica. ● Obstrução da cânula – geralmente ocorre por secreções. Neste caso você pode prevenir realizando a umidificação no circuito da ventilação ou nebulização/inalação com soro fisiológico. ● Infecções locais – atenção à vermelhidão e secreção ao redor da traqueostomia. ● Sangramento – pode acontecer durante aspiração traqueal por trauma. ● Granulações – são pequenos tecidos ao redor do orifício. ● Deslocamento ou perda acidental da cânula – essa é a maior preocupação dos pais e da equipe, pois, dependendo do caso, pode colocar em risco a vida da criança. Atenção à fixação frouxa e à movimentação excessiva da criança. ● Quando Procurar Ajuda Médica Imediata  Lembrando que… 1- A Traqueostomia por si só não impede a realização de estimulação motora. 2- É possível comer pela boca mesmo com traqueostomia, desde que não exista comprometimento da deglutição e haja avaliação e liberação da equipe de saúde (fonoaudiólogo, médico). 3- É possível falar com traqueostomia, e isso pode ser feito de forma espontânea (tampando o orifício com o dedo, em alguns casos) ou com dispositivos especiais como Válvula de fala (ex.: Passy-Muir) ou tampas específicas de traqueostomia (cap de fala). É fundamental ter avaliação de fonoaudiólogo e médico antes de iniciar o treino de voz. 4- Crianças podem e devem brincar como qualquer outra criança: sempre com um adulto por perto para evitar que outras crianças possam puxar a cânula ou que a traqueostomia possa se prender em algum brinquedo. Apoio às Mães e Famílias A traqueostomia é um procedimento que pode melhorar muito a qualidade de vida da criança, garantindo respiração segura. Com informação, prática e apoio profissional, as mães podem cuidar com segurança, prevenindo complicações e proporcionando bem-estar aos filhos. *A imagem de ilustração, publicada antes do texto, foi desenhada por IA (ChatGPT) Relatora: Monica Yukie Kagohara Membro do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da SPSP]]>

O que é a Traqueostomia?

A traqueostomia é um procedimento cirúrgico no qual é feito um orifício na traqueia (pescoço), permitindo a entrada e saída de ar diretamente pelos pulmões.

Como são as cânulas de traqueostomia?

Atualmente existem diferentes marcas e tipos de materiais, com ou sem balonete (também chamado de cuff)

Indicações principais:

  • Obstruções das vias aéreas superiores (ex.: malformações, tumores, estreitamentos).
  • Crianças que necessitam de ventilação mecânica prolongada.
  • Síndromes genéticas, doenças neurológicas ou musculares que dificultam a respiração.

Cuidados Diários

● Higiene: manter o local limpo e seco, trocando as fitas de fixação sempre que estiverem úmidas ou sujas. Pode-se utilizar gaze ou espuma de proteção.

● Aspirar secreções sempre que houver chiado, tosse sem expulsão da secreção ou dificuldade para respirar.

● Banho: atenção para não deixar entrar água ou outros produtos. Passe água com sabonete ou xampu neutro na cabeça (pode virar a cabeça para trás) e na região cervical, limpe com suas mãos a região ao redor da cânula. FIQUE tranquilo, pois o pouco de água que possa entrar ao redor da cânula não causará problemas, no máximo alguma tosse

● Troca da cânula: deve ser feita de acordo com a orientação médica.

● Atenção: nunca deixar a criança sem supervisão.

Passo a passo da aspiração traqueal

1. Higienização das mãos

  • Lavar bem com água e sabão ou usar álcool gel 70%.

2. Preparar o material

  • Colocar a sonda no aspirador.

3. Posicionar o paciente

  • Cabeça levemente inclinada para trás.
  • Se acamado, elevar a cabeceira a 30–45°.

4. Colocar luvas

  • Usar técnica limpa ou estéril, dependendo da orientação médica.

5. Introduzir a sonda

  • Sem aspirar, introduzir a sonda suavemente pela cânula até encontrar resistência leve ou o paciente tossir.
  • Nunca forçar a sonda.

6. Realizar a aspiração

  • Iniciar a sucção enquanto retira a sonda, fazendo movimentos circulares.
  • Tempo máximo de aspiração: 10–15 segundos.
  • Deixar o paciente descansar entre uma aspiração e outra (oxigenar, se necessário).

7. Repetir (se necessário)

  • Se ainda houver secreção, repetir o procedimento após alguns segundos de pausa.

8. Finalização

  • Lavar a sonda com soro fisiológico se for reutilizável no mesmo  procedimento.
  • Descartar materiais conforme normas de biossegurança.
  • Higienizar as mãos novamente.

Cuidados importantes

● Não aspirar por tempo prolongado → pode causar falta de ar e lesão na mucosa.

● Não usar pressão de sucção muito alta.

● Evitar aspiração muito frequente sem necessidade (apenas quando houver secreção visível ou sinais de obstrução).

● Observar sinais de desconforto: queda de saturação, batimento acelerado, coloração arroxeada, tosse intensa.

● A aspiração traqueal deve ser feita com técnica limpa, calma e rápida, sempre observando os sinais do paciente.

Possíveis Complicações

● Perfuração do cuff ou quebra da cânula – ocorrem principalmente em crianças mais agitadas e que se movimentam muito, principalmente quando acopladas em ventilação mecânica.

● Obstrução da cânula – geralmente ocorre por secreções. Neste caso você pode prevenir realizando a umidificação no circuito da ventilação ou nebulização/inalação com soro fisiológico.

● Infecções locais – atenção à vermelhidão e secreção ao redor da traqueostomia.

● Sangramento – pode acontecer durante aspiração traqueal por trauma.

● Granulações – são pequenos tecidos ao redor do orifício.

● Deslocamento ou perda acidental da cânula – essa é a maior preocupação dos pais e da equipe, pois, dependendo do caso, pode colocar em risco a vida da criança. Atenção à fixação frouxa e à movimentação excessiva da criança.

● Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

  • Dificuldade para respirar mesmo após aspiração.
  • Cânula que saiu ou entupiu e não pode ser substituída.
  • Sangramento intenso.

 Lembrando que…

1- A Traqueostomia por si só não impede a realização de estimulação motora.

2- É possível comer pela boca mesmo com traqueostomia, desde que não exista comprometimento da deglutição e haja avaliação e liberação da equipe de saúde (fonoaudiólogo, médico).

3- É possível falar com traqueostomia, e isso pode ser feito de forma espontânea (tampando o orifício com o dedo, em alguns casos) ou com dispositivos especiais como Válvula de fala (ex.: Passy-Muir) ou tampas específicas de traqueostomia (cap de fala). É fundamental ter avaliação de fonoaudiólogo e médico antes de iniciar o treino de voz.

4- Crianças podem e devem brincar como qualquer outra criança: sempre com um adulto por perto para evitar que outras crianças possam puxar a cânula ou que a traqueostomia possa se prender em algum brinquedo.

Apoio às Mães e Famílias

  • Sempre mantenha contato com a equipe multiprofissional (pediatra, cirurgião, fonoaudiólogo, nutricionista e enfermagem).
  • Participe de treinamentos sobre manuseio da traqueostomia.
  • Não hesite em pedir apoio emocional e psicológico, pois o cuidado é intenso e pode gerar sobrecarga.

A traqueostomia é um procedimento que pode melhorar muito a qualidade de vida da criança, garantindo respiração segura. Com informação, prática e apoio profissional, as mães podem cuidar com segurança, prevenindo complicações e proporcionando bem-estar aos filhos.

*A imagem de ilustração, publicada antes do texto, foi desenhada por IA (ChatGPT)

Relatora:

Monica Yukie Kagohara

Membro do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da SPSP

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Café da Manhã com o Professor – Cuidados Paliativos Pediátricos na Atenção Domiciliar https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-cuidados-paliativos-pediatricos-na-atencao-domiciliar/ Sat, 27 Jun 2026 12:00:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57190 No dia 27 de junho, aconteceu, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, o Café da Manhã com o Professor – Cuidados Paliativos Pediátricos na Atenção Domiciliar, evento que teve como público-alvo médicos pediatras,  equipe multiprofissional e profissionais que atuam com cuidados paliativos. A atividade foi organizada pela Diretoria de Cursos e Eventos, Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar e Núcleo de Estudos (NE) de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP, e teve por objetivo discutir a integração entre os cuidados paliativos pediátricos e a atenção domiciliar, abordando aspectos clínicos, assistenciais e comunicacionais envolvidos no cuidado de crianças com doenças graves e complexas, com foco na continuidade do cuidado, no controle de sintomas, no planejamento avançado e na atuação da equipe multiprofissional no ambiente domiciliar. O Café da Manhã foi coordenado por Cláudio Flauzino de Oliveira, presidente do DC de Atenção Domiciliar da SPSP, e Poliana Cristina Carmona Molinari, presidente do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP, que também realizou a abertura. O evento contou, ainda, com a participação de Aline Maria de Oliveira Rocha, membro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP, da psicóloga Yasmin Dias, que atua no Programa Paliar da Home Doctor, além de Gustavo Marquezani Spolador, membro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP. Os tópicos apresentados foram: Cuidado paliativo e atenção domiciliar – onde existe esta intersecção?, Cuidar em casa – controle de sintomas físicos, Comunicação no domicílio – desafios e perspectivas e Planejamento avançado de cuidado – como integrar os diversos níveis de cuidado. Após as palestras, foi realizada uma discussão e, na sequência,  os especialistas responderam perguntas do público. A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).  – – Programação 09h00 – 12h00 – Mesa redonda: Cuidados Paliativos Pediátricos na Atenção DomiciliarCoordenadoras e moderadoras da mesa: Dra. Poliana Cristina Carmona Molinari e Dra. Heloísa Amaral Gaspar Gonçalves 09h00 – 09h05 – AberturaDra. Poliana Cristina Carmona Molinari 09h05 – 09h35 – Cuidado paliativo e atenção domiciliar – onde existe esta intersecção?Dr. Cláudio Flauzino de Oliveira 09h35 – 10h05 – Cuidar em casa – controle de sintomas físicosDra. Aline Maria de Oliveira Rocha 10h05 – 10h35 – Comunicação no domicílio – desafios e perspectivasPsicóloga Yasmin Dias 10h35 – 11h05 – Planejamento avançado de cuidado – como integrar os diversos níveis de cuidadoDr. Gustavo Marquezani Spolador 11h05 – 12h00 – Discussão e perguntas – Dra. Poliana Cristina Carmona MolinariPresidente do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSPPaliativista Pediátrica no Hospital da Criança do Grendacc e do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí Dr. Cláudio Flauzino de OliveiraPresidente do DC de Atenção Domiciliar da SPSPMédico Intensivista Pediátrico, Doutor em Ciências pela FMUSP Dra. Aline Maria de Oliveira RochaMembro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSPMédica da Enfermaria de Transição Pediátrica do Instituto Perdizes do HCFMUSP Psicóloga Yasmin DiasPsicóloga formada pela PUC Minas com Residência em Cuidados Paliativos pela USPPsicóloga do Programa Paliar da Home Doctor Dr. Gustavo Marquezani SpoladorMembro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSPMédico Assistente da Unidade de Dor e Cuidados Paliativos do Instituto da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da USP]]>

No dia 27 de junho, aconteceu, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, o Café da Manhã com o Professor – Cuidados Paliativos Pediátricos na Atenção Domiciliar, evento que teve como público-alvo médicos pediatras,  equipe multiprofissional e profissionais que atuam com cuidados paliativos.

A atividade foi organizada pela Diretoria de Cursos e Eventos, Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar e Núcleo de Estudos (NE) de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP, e teve por objetivo discutir a integração entre os cuidados paliativos pediátricos e a atenção domiciliar, abordando aspectos clínicos, assistenciais e comunicacionais envolvidos no cuidado de crianças com doenças graves e complexas, com foco na continuidade do cuidado, no controle de sintomas, no planejamento avançado e na atuação da equipe multiprofissional no ambiente domiciliar.

O Café da Manhã foi coordenado por Cláudio Flauzino de Oliveira, presidente do DC de Atenção Domiciliar da SPSP, e Poliana Cristina Carmona Molinari, presidente do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP, que também realizou a abertura. O evento contou, ainda, com a participação de Aline Maria de Oliveira Rocha, membro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP, da psicóloga Yasmin Dias, que atua no Programa Paliar da Home Doctor, além de Gustavo Marquezani Spolador, membro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP.

Os tópicos apresentados foram: Cuidado paliativo e atenção domiciliar – onde existe esta intersecção?Cuidar em casa – controle de sintomas físicosComunicação no domicílio – desafios e perspectivas e Planejamento avançado de cuidado – como integrar os diversos níveis de cuidado. Após as palestras, foi realizada uma discussão e, na sequência,  os especialistas responderam perguntas do público.

A gravação deste Café da Manhã com o Professor estará disponível em até 10 dias depois do evento no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br). 

Programação
09h00 – 12h00 – Mesa redonda: Cuidados Paliativos Pediátricos na Atenção Domiciliar
Coordenadoras e moderadoras da mesa: Dra. Poliana Cristina Carmona Molinari e Dra. Heloísa Amaral Gaspar Gonçalves
09h00 – 09h05 – Abertura
Dra. Poliana Cristina Carmona Molinari
09h05 – 09h35 – Cuidado paliativo e atenção domiciliar – onde existe esta intersecção?
Dr. Cláudio Flauzino de Oliveira
09h35 – 10h05 – Cuidar em casa – controle de sintomas físicos
Dra. Aline Maria de Oliveira Rocha
10h05 – 10h35 – Comunicação no domicílio – desafios e perspectivas
Psicóloga Yasmin Dias
10h35 – 11h05 – Planejamento avançado de cuidado – como integrar os diversos níveis de cuidado
Dr. Gustavo Marquezani Spolador
11h05 – 12h00 – Discussão e perguntas

Dra. Poliana Cristina Carmona Molinari
Presidente do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP
Paliativista Pediátrica no Hospital da Criança do Grendacc e do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí

Dr. Cláudio Flauzino de Oliveira
Presidente do DC de Atenção Domiciliar da SPSP
Médico Intensivista Pediátrico, Doutor em Ciências pela FMUSP

Dra. Aline Maria de Oliveira Rocha
Membro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP
Médica da Enfermaria de Transição Pediátrica do Instituto Perdizes do HCFMUSP

Psicóloga Yasmin Dias
Psicóloga formada pela PUC Minas com Residência em Cuidados Paliativos pela USP
Psicóloga do Programa Paliar da Home Doctor

Dr. Gustavo Marquezani Spolador
Membro do NE de Cuidados Paliativos e Dor da SPSP
Médico Assistente da Unidade de Dor e Cuidados Paliativos do Instituto da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da USP

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Qualidade de vida da criança em cuidado domiciliar https://spsp.org.br/qualidade-de-vida-da-crianca-em-cuidado-domiciliar/ Fri, 04 Jul 2025 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52113 A qualidade de vida em Atenção Domiciliar (Home Care) pode ser melhor do que em ambiente hospitalar. A internação domiciliar é capaz de oferecer um atendimento]]>

A qualidade de vida em Atenção Domiciliar (Home Care) pode ser melhor do que em ambiente hospitalar. A internação domiciliar é capaz de oferecer um atendimento individualizado e personalizado, adaptado às necessidades específicas do paciente, da família e do ambiente em que vivem, gerando adesão ao cuidado e bons resultados assistenciais.

Por que considerar a internação domiciliar?

  1. Conforto e privacidade:

A criança sente-se mais à vontade em casa, pela familiaridade do ambiente e a possibilidade de manter suas rotinas e hábitos. Este contexto favorável é capaz de diminuir o estresse e a ansiedade e proporcionar sensação de segurança e tranquilidade.

O ambiente acolhedor apoia positivamente no eficaz controle da dor e de sintomas desagradáveis, gerando impactos positivos para a saúde do paciente.

  1. Menor risco de infecções:

A internação domiciliar reduz a exposição a germes e bactérias hospitalares, diminuindo o risco de infecções. No ambiente domiciliar existe apenas um paciente, os profissionais cuidam apenas daquele paciente e não circulam de leitos em leitos, de forma que existe uma “barreira física” para transmissão de agentes infecciosos, como vírus e bactérias, fato que ficou bastante evidente na pandemia. Quando se fala em transmissão de infecção não existe dúvida: o lugar mais seguro para o paciente é em casa.

  1. Maior autonomia e independência do pequeno paciente:

Estar em casa permite que o paciente tenha autonomia e independência máxima dentro das possibilidades da sua condição de saúde, o que contribui para a saúde mental e desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

  1. Envolvimento da família:

Os familiares podem participar mais ativamente do cuidado e do tratamento, proporcionando suporte emocional e promovendo um ambiente positivo para a cura que fortalece os laços e contribui para a recuperação do paciente. O vínculo e apoio dos pais têm papel crucial no desenvolvimento de toda criança, e a internação domiciliar potencializa esse vínculo para aqueles que mantêm necessidades contínuas de cuidados de saúde.

  1. Acompanhamento individualizado e personalizado:

A Atenção Domiciliar possui uma equipe interdisciplinar, composta por médicos pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistente social, nutricionista, entre outros. Essa equipe de saúde atua de forma integrada, com foco no paciente, visando construir um plano de cuidado personalizado para as necessidades individuais do paciente, o que pode melhorar a resposta ao tratamento, a recuperação, o desfecho clínico e a satisfação do paciente e família. 

  1. Redução do estresse e fadiga:

A Atenção Domiciliar reduz a necessidade de deslocamentos frequentes, reduzindo o estresse e a fadiga associados às viagens para hospitais ou clínicas para consultas, exames e terapias. 

  1. Humanização do atendimento:

Em domicílio é mantida a interação da criança com os membros da família, amigos, animais de estimação, brinquedos, etc., o que permite um cuidado mais humanizado, que tem como um dos pilares o bem-estar e a qualidade de vida do paciente e seus familiares. 

  1. Melhoria na resposta ao tratamento:

A equipe que atende em domicílio é submetida a capacitação técnica contínua, através de programas de educação continuada. A atuação dessa equipe capacitada de forma interdisciplinar e centrada no paciente, em associação a um ambiente confortável e acolhedor e ao apoio da família, contribui positivamente para uma melhor resposta ao tratamento e uma recuperação mais rápida. 

O acompanhamento contínuo das crianças em domicílio, através de múltiplas visitas domiciliares e de monitoramento periódico, ajuda na prevenção de complicações e identificação precoce de descompensações clínicas.

Quem são os pacientes habitualmente atendidos em domicílio no Brasil?

  1. Crianças com doenças crônicas, que tornam o paciente dependente de cuidado, como:
  • Doenças neurológicas, doenças cardíacas e respiratórias
  • Doenças neuromusculares: atrofia muscular espinhal (AME), distrofia muscular de Duchenne, entre outras
  • Sequelas ou complicações de prematuridade
  1. Pacientes com doenças agudas como:
  • Bronquiolite
  • Crise asmática
  • Infecção urinária, pneumonia e outras infecções
  1. Pacientes em cuidados paliativos, oncológicos e não oncológicos:
  2. Pacientes com indicação para administração de medicamentos parenterais ou nutrição parenteral

Quais são os principais recursos disponíveis no Atendimento Domiciliar?

  • Equipe multiprofissional – visitas domiciliares de médicos pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistente social, nutricionista, terapeuta ocupacional;
  • Técnico de Enfermagem em atendimento pontual ou turnos de plantão de 12 ou 24 h;
  • Equipamentos: oxímetro, aspirador, ventiladores mecânicos, bomba de infusão, etc.;
  • Administração de medicação por via oral, por sonda ou gastrostomia, por via subcutânea e endovenosa;
  • Administração de nutrição parenteral;
  • Cuidados com a pele e ostomias;
  • Atendimento de Emergência.

O atendimento domiciliar pediátrico é uma estratégia eficaz para oferecer cuidados de baixa, média e alta complexidade, assegurando intervenções seguras, personalizadas e centradas na criança e família.

 

Relatora:
Valentina Rinaldi V. D. Estrada
Membro do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dicas práticas para o uso seguro de medicamentos em domicílio https://spsp.org.br/dicas-praticas-para-o-uso-seguro-de-medicamentos-em-domicilio/ Wed, 09 Apr 2025 13:21:31 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50921 Para algumas crianças, o fim de um período de internação hospitalar marca o início de uma nova etapa de cuidados, que serão realizados em sua própria casa. A necessidade de cuidados]]>

Para algumas crianças, o fim de um período de internação hospitalar marca o início de uma nova etapa de cuidados, que serão realizados em sua própria casa.

A necessidade de cuidados continuados em pediatria ocorre em pacientes com dependência para respiração e/ou alimentação, necessidade de terapias de reabilitação, cuidados especializados; o uso de medicamentos é algo rotineiro neste perfil de paciente.

Nessas e em tantas outras situações em que o paciente não precisa mais ficar no hospital, mas segue precisando de cuidados em saúde, o serviço de Home Care (Atenção Domiciliar) é uma opção com diversos benefícios. Seja qual for o tipo de tratamento, o uso de medicamentos (orais, enterais e menos frequentemente parenteais) é rotineiro e o papel do pediatra, enfermeiro e do farmacêutico na Atenção Domiciliar é fundamental. São eles que orientam para que os medicamentos sejam administrados de forma correta, segura e eficaz, além de acompanharem o paciente ao longo de todo processo de cuidado em casa.

Vamos ver algumas dicas práticas para o uso seguro de medicamentos em domicílio.

  1. Quais são os principais cuidados com medicamentos em domicílio para garantir a segurança e a eficácia do tratamento?

Armazenamento adequado:

o Guarde os medicamentos em locais frescos e secos, longe da luz direta e da umidade.

o Mantenha os medicamentos fora do alcance de crianças e animais de estimação.

o Medicamentos nunca devem ser guardados com produtos de limpeza, de perfumaria ou com alimentos.

Organização:

o Utilize caixas organizadoras ou separadores para manter os medicamentos em ordem.

o Anote datas de validade e descarte de forma segura os medicamentos vencidos (as farmácias costumam ter locais apropriados para receber esse tipo de  descarte).

o Os medicamentos com data de validade mais próxima devem sempre ser usados primeiro.

Administração correta:

o Siga as orientações do médico ou farmacêutico quanto a dosagem e horários de administração.

o Não altere a dosagem sem consultar um profissional de saúde.

Monitoramento de efeitos colaterais:

o Esteja atento a possíveis reações adversas e entre em contato com um profissional de saúde se notar algo incomum.

o Mantenha um registro dos medicamentos tomados e dos efeitos observados.

Comunicação com profissionais de saúde:

o Informe sempre os profissionais de saúde sobre todos os medicamentos que a criança está tomando, incluindo os de venda livre e fitoterápicos.

o Certifique-se de entender as prescrições e tire dúvidas sobre o uso.

Descarte seguro:

o Não jogue medicamentos no lixo comum ou na pia. Siga as orientações da empresa de Home Care.

Cuidado com termolábeis:

o Remédios que precisam ficar na geladeira devem ser guardados em recipientes apropriados, como potes plásticos com tampa, e não em caixas de isopor. Também não devem ficar na porta do refrigerador, para evitar oscilações de temperatura.

  1. Quais problemas a luz e umidade podem causar?

A luz e a umidade podem ter um impacto significativo na eficácia dos medicamentos, afetando sua estabilidade e, consequentemente, sua segurança e eficácia. Veja como esses fatores podem influenciar os medicamentos:

Luz:

o Degradação química: Alguns medicamentos são fotossensíveis, ou seja, podem se degradar quando expostos à luz. Isso pode levar à formação de compostos inativos ou potencialmente prejudiciais.

o Alteração de cor e aparência: A exposição à luz pode causar mudanças na cor e na aparência dos medicamentos, o que pode ser um sinal de que eles não estão mais seguros para uso.

o Perda de potência: A eficácia do medicamento pode ser reduzida devido à degradação causada pela luz, resultando em doses que não são adequadas para o tratamento pretendido.

Umidade:

o Hidrólise: A umidade pode causar reações químicas de hidrólise, levando à degradação do princípio ativo do medicamento. Isso é comum em comprimidos ou pós que não estão devidamente protegidos.

o Mudanças na forma física: A umidade pode causar a aglomeração de comprimidos ou a formação de grumos em pós, dificultando a dosagem correta.

o Contaminação microbiana: Ambientes úmidos podem favorecer o crescimento de fungos e bactérias, contaminando os medicamentos e tornando-os inseguros para uso.

  1. Como funciona a supervisão dos cuidados com prescrição e administração de remédios por uma empresa de Home Care?

No serviço de Home Care, uma equipe farmacêutica supervisiona o processo desde a compra, a separação, até a entrega na casa do paciente e a sua administração. Essa equipe define protocolos relacionados ao uso de medicamento, o que previne erros, interações adversas, e garante a rastreabilidade dos produtos e dos processos.

Nas farmácias das empresas de Home Care, os medicamentos são identificados,

armazenados e enviados de forma individualizada para o tratamento de cada paciente.

Essa é uma forma de auxiliar os pacientes, seus familiares e cuidadores a administrar os medicamentos segundo dose, via e horário certo.

  1. Como posso organizar o uso de medicamentos se não tenho equipe de Home Care em casa 24 horas por dia?

Para os pacientes nos quais a administração dos medicamentos fica sob responsabilidade da família, a rotina e organização para administração de medicamentos é crucial. Um importante ponto de sucesso pode ser a elaboração de uma tabela de medicações para sua casa.

Ter uma tabela de horário de medicação é fundamental para organizar a rotina de medicamentos de um paciente. A depender da quantidade de medicamentos que o paciente precisa ingerir, é muito importante criar um calendário customizado, uma tabela de horários de medicação. Uma planilha dessas organiza anotações de tipo de medicamento, quantidades e horários.

Esse registro ajuda a evitar, ainda, a superdosagem, que ocorre quando se erra a quantidade para mais, tomando duas vezes no mesmo período por engano ou

a subdosagem, quando não se toma o medicamento por confusão ou esquecimento.

Você pode imprimir a tabela e colocá-la em um local de fácil acesso, para que todas as pessoas envolvidas no cuidado do paciente possam vê-la e, eventualmente, fazer uma marcação a cada vez em que o remédio é ingerido.

  1. Como montar uma tabela de horário de medicação?

Para montar uma tabela de horário de medicação, você pode contar com programas de computador, como o Google Sheets e o Microsoft Excel, e personalizar o layout de acordo com as suas necessidades – adicionando colunas e linhas.

Você pode colocar o nome de cada medicação em uma linha, uma embaixo da outra, e nas colunas, lado a lado, registrar o período do dia/a hora, a quantidade a ser administrada, as observações extras.

Você pode usar tamanhos de fontes diferentes, cores e até imagens das caixinhas, dos períodos do dia (como sol para manhã, pratos para o almoço, lua para noite) ou comprimidos para deixar a visualização da planilha mais agradável e eficaz. Veja um modelo de tabela de medicamentos.

O uso seguro de medicamentos é uma responsabilidade compartilhada entre profissionais de saúde, pacientes e familiares. A adesão às orientações de armazenamento, a administração correta e a comunicação aberta com a equipe assistencial são fundamentais para garantir a eficácia e a segurança do tratamento. Além disso, estar atento a possíveis reações adversas e ao descarte de medicamentos de maneira adequada são práticas essenciais para a saúde e o bem-estar.

Ao adotarmos essas medidas, contribuímos para um tratamento mais seguro e eficaz, promovendo uma melhor qualidade de vida.

Lembre-se: a saúde é um bem precioso e cuidar dela é um compromisso de todos.

 

Relatora:
Heloísa Amaral Gaspar Gonçalves
Secretária do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Encontro com o Especialista – Atuação de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internações no domicílio https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-atuacao-de-atencao-domiciliar-criterios-elegiveis-para-a-assistencia-e-internacoes-no-domicilio/ Thu, 19 Sep 2024 14:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47568 Programação 19h30 – 21h30 – Mesa: Atualização de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internação no domicílioCoordenador e moderador da mesa: Dr. José Gabel 19h30 – 19h35 – Abertura Dr. José Gabel 19h35 – 20h25 – Atualização de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internação no domicílioDra. Ana Lúcia Santoro 20h25 – 21h15 – Visão clínica na prática de serviço ambulatorial de cuidados domiciliares Dra. Heloisa Fuzita Ionemoto 21h15 – 21h30 – Colóquio e responder perguntas do público enviadas pelo chat   Dr. José GabelMembro do DC de Atenção Domiciliar da SPSPMembro do DC de Pediatria Ambulatorial da SPSP Dra. Ana Lúcia SantoroMembro do DC de Atenção Domiciliar da SPSPMestre em Pediatra pela FMUSP Dra. Heloisa Fuzita IonemotoMembro do DC de Atenção Domiciliar da SPSPGerente Médica de Educação Continuada do Instituto Pensi Hospital Infantil Sabará]]>

Aconteceu, no dia 19 de setembro, o Encontro com o Especialista – Atuação de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internações no domicílio, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Atenção Domiciliar da SPSP, o evento teve como público-alvo médicos e profissionais da saúde que atendem Home Care.

A finalidade do Encontro foi promover atualização de atenção domiciliar, critérios elegíveis para assistência e internação no domicílio e visão clínica na prática de serviço ambulatorial de cuidados domiciliares. Coordenada por José Gabel, que moderou a mesa e realizou a abertura do evento, a atividade contou com a presença de Ana Lúcia Santoro e Heloisa Fuzita Ionemoto, ambas membros do DC de Atenção Domiciliar da SPSP.

Os tópicos apresentados foram: Atualização de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internação no domicílio e Visão clínica na prática de serviço ambulatorial de cuidados domiciliares. Após as palestras, houve um colóquio e sessão de perguntas do público enviadas pelo chat.

A gravação deste Encontro com o Especialista pode ser acessada no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa: Atualização de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internação no domicílio
Coordenador e moderador da mesa: Dr. José Gabel
19h30 – 19h35 – Abertura
Dr. José Gabel
19h35 – 20h25 – Atualização de atenção domiciliar, critérios elegíveis para a assistência e internação no domicílio
Dra. Ana Lúcia Santoro
20h25 – 21h15 – Visão clínica na prática de serviço ambulatorial de cuidados domiciliares
Dra. Heloisa Fuzita Ionemoto
21h15 – 21h30 – Colóquio e responder perguntas do público enviadas pelo chat  

Dr. José Gabel
Membro do DC de Atenção Domiciliar da SPSP
Membro do DC de Pediatria Ambulatorial da SPSP

Dra. Ana Lúcia Santoro
Membro do DC de Atenção Domiciliar da SPSP
Mestre em Pediatra pela FMUSP

Dra. Heloisa Fuzita Ionemoto
Membro do DC de Atenção Domiciliar da SPSP
Gerente Médica de Educação Continuada do Instituto Pensi Hospital Infantil Sabará

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Fascículo 102 de Recomendações tem artigos de Dermatologia, Cuidados Domiciliares e Nefrologia https://spsp.org.br/fasciculo-102-de-recomendacoes-tem-artigos-de-dermatologia-cuidados-domiciliares-e-nefrologia/ Mon, 08 Apr 2024 19:26:32 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=44938 A edição 102 de Recomendações já está disponível no portal da SPSP para download]]>

Texto divulgado em 08/04/24


A edição 102 de Recomendações já está disponível no portal da SPSP para download. No primeiro artigo, o Departamento Científico (DC) de Dermatologia aborda a hidratação da pele do recém-nascido. O segundo texto tem como tema cuidados para condições crônicas complexas de saúde, do DC de Cuidados Domiciliares. Por fim, o DC de Nefrologia destaca o edema: quando pensar em causas renais?

Os fascículos Recomendações são coordenados pela Diretoria de Publicações da SPSP. Os artigos são elaborados pelos Departamentos Científicos, Grupos de Trabalho e Núcleos de Estudo da SPSP e têm por objetivo promover atualização contínua sobre temas específicos nas diversas áreas de atuação da Pediatria.

A publicação conta com o apoio da Libbs Farmacêutica.

 

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O Estado de S.Paulo – Aumento nos atendimentos domiciliares em pediatria, com José Gabel https://spsp.org.br/o-estado-de-s-paulo-aumento-nos-atendimentos-domiciliares-em-pediatria-com-jose-gabel/ Mon, 26 Apr 2021 19:04:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28198 Veículo: Jornal O Estado de S. Paulo

Data: 26/04/2021

 

O pediatra José Gabel, presidente do Departamento Científico de Cuidados Domiciliares da SPSP, foi entrevistado pelo jornal O Estado de S.Paulo a respeito dos atendimentos domiciliares em pediatria, em que comentou que há muitas clínicas privadas oferecendo esse tipo de atendimento e a alta na procura foi de até 35%, devido à pandemia. Segundo o especialista, embora o custo com a consulta domiciliar fique até 50% maior que no consultório, a ideia é dar mais segurança e deixar as crianças mais tranquilas.

 

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Site JBA – Quando levar a criança ao pronto-socorro, com José Gabel https://spsp.org.br/site-jba-quando-levar-a-crianca-ao-pronto-socorro-com-jose-gabel/ Mon, 08 Mar 2021 22:49:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=27345 Veículo: Site JBA (Jornais de Bairros Associados)

Data: 08/03/2021

O site do JBA – Jornais de Bairros Associados – divulgou texto do Blog Pediatra Orienta, sobre o tema quando levar a criança ao pronto-socorro, em que o pediatra José Gabel, presidente do Departamento Científico de Cuidados Domiciliares da SPSP, explica em quais situações é necessária a ida ao PS, uma vez que alguns sinais e sintomas apresentados pelas crianças acabam merecendo avaliações e orientações mais detalhadas.

 Leia mais: https://www.jbajornais.com.br/post/quando-devo-levar-meu-filho-ao-pronto-socorro

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