Alergia e Imunologia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 06 Jul 2026 15:58:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Alergia e Imunologia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Record News – Inverno e doenças respiratórias, com Vera Esteves Rullo https://spsp.org.br/record-news-inverno-e-doencas-respiratorias-com-vera-esteves-rullo/ Tue, 23 Jun 2026 11:46:52 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57710 Veículo: Record News (Fala Doutor)

Data: 23/06/2026

Para falar sobre o inverno e as doenças respiratórias que acometem os pequenos nesta época do ano, o programa Fala Doutor, da Record News, entrevistou a alergista pediátrica Vera Esteves Rullo, vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP. A médica explica que o frio não causa doenças respiratórias, o problema é que as temperaturas mais baixas favorecem a circulação dos vírus e fazem com que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados. Ela orienta que as crianças devem ficar em ambientes mais ventilados, sem muita aglomeração e estar com a vacinação em dia, especialmente contra a gripe.

Assista à entrevista: 

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Respirar bem também é coisa de criança https://spsp.org.br/respirar-bem-tambem-e-coisa-de-crianca/ Mon, 22 Jun 2026 18:29:12 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57548 ]]>

Em 21 de junho, lembramos o Dia Nacional de Controle da Asma, uma data importante para reforçar que a asma é comum, pode ser séria, mas tem tratamento eficaz. Para muitas crianças e famílias, a asma não significa apenas “chiado no peito”. Ela pode trazer noites mal dormidas, faltas à escola, limitação para brincar, medo de crises, idas frequentes ao pronto-atendimento e grande ansiedade para pais e responsáveis.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias. Isso significa que os brônquios ficam mais sensíveis e podem reagir exageradamente a vírus respiratórios, poeira, mofo, ácaros, fumaça, cheiros fortes, mudanças de temperatura, esforço físico e outros gatilhos. Durante uma crise, pode haver tosse persistente, chiado, falta de ar, cansaço, aperto no peito ou dificuldade para falar e se alimentar, podendo em casos graves necessitar de atendimento de urgência.

Apesar disso, a mensagem principal é positiva: a maioria das crianças com asma pode levar uma vida normal quando recebe diagnóstico adequado, acompanhamento regular e tratamento preventivo. Com a doença controlada, a criança dorme bem, brinca, pratica atividades físicas e frequenta a escola sem limitações importantes.

Ao longo da história, a asma já foi tratada de muitas formas. Algumas fazem sentido até hoje; outras ficaram no passado. Pode parecer absurdo, mas já existiram “cigarros para asma”, usados em uma época em que se entendia muito menos sobre a doença e sobre os riscos da fumaça. Hoje sabemos que qualquer exposição ao tabaco, inclusive fumo passivo, piora a saúde respiratória e deve ser evitada.

Por outro lado, alguns tratamentos antigos continuam atuais quando bem indicados. É o caso da imunoterapia alérgeno-específica, conhecida como “vacina para alergia”. Em pacientes com asma alérgica e com sensibilização comprovada (especialmente a ácaros, pólens ou outros alérgenos inalatórios), a imunoterapia pode reduzir sintomas, diminuir a necessidade de medicamentos e modificar a evolução da doença alérgica. Deve ser sempre indicada e acompanhada por especialista.

Nas últimas décadas, houve avanços importantes: medicamentos inalatórios mais seguros e eficazes, dispositivos melhores e, para casos selecionados de asma grave, medicamentos biológicos. Eles atuam em mecanismos específicos da inflamação e podem mudar a vida de crianças e adolescentes que continuam com sintomas ou crises apesar do tratamento convencional. Não são necessários para a maioria dos pacientes, mas representam uma grande conquista para os casos mais difíceis.

Um ponto essencial é evitar o tratamento inadequado baseado apenas em crises. Muitas crianças recebem repetidas doses de corticoide sistêmico, como prednisolona ou dexametasona, em pronto-atendimento, mas continuam sem tratamento preventivo adequado. O corticoide oral ou injetável pode ser necessário em algumas crises, porém seu uso repetido não é inofensivo. Quando usado com frequência, pode causar efeitos indesejáveis, como ganho de peso, alterações de comportamento e sono, aumento da pressão, alteração da glicemia, prejuízo ao crescimento e maior risco de outros problemas. Se a criança precisa ir muitas vezes ao pronto-atendimento, usar inalador de alívio com frequência ou receber corticoide sistêmico repetidamente, isso é sinal de alerta: a asma não está bem controlada.

Também é importante lembrar que o tratamento preventivo da asma não deve ser interrompido sem recomendação médica. Muitas vezes, quando a criança melhora, a família tem a impressão de que o medicamento não é mais necessário. No entanto, a melhora geralmente acontece justamente porque a inflamação dos brônquios está controlada. Quando o tratamento é suspenso antes da hora, essa inflamação pode voltar silenciosamente, aumentando o risco de novas crises, piora progressiva dos sintomas, faltas à escola, procura por pronto-atendimento e necessidade de corticoide sistêmico. Por isso, qualquer redução ou suspensão do tratamento deve ser planejada pelo médico, de forma segura e no momento adequado.

O pediatra tem papel central no cuidado da criança com asma. Ele pode reconhecer os sintomas, orientar o uso correto dos inaladores, acompanhar o crescimento, revisar gatilhos ambientais, tratar doenças associadas, como rinite alérgica, e ajustar o tratamento preventivo. Nos casos mais persistentes, graves, com dúvida diagnóstica, internações, uso frequente de corticoide sistêmico ou necessidade de terapias mais avançadas, a avaliação conjunta com alergista pediátrico e pneumologista pediátrico é muito importante.

Algumas atitudes simples ajudam muito: não expor a criança à fumaça de cigarro ou de cigarro eletrônico; manter acompanhamento regular, mesmo fora das crises; usar os medicamentos exatamente como prescritos; aprender a técnica correta dos inaladores, muitas vezes com espaçador; tratar a rinite quando presente; reconhecer sinais de piora; e ter um plano de ação para saber o que fazer em casa e quando procurar atendimento.

No Dia Nacional de Controle da Asma, vale lembrar: asma não deve ser tratada apenas na emergência. Controle de verdade acontece no acompanhamento, na prevenção e na parceria entre família, pediatra e especialistas quando necessário. Respirar bem é parte indispensável de uma infância feliz e ativa.

 

Relator:
Tim Markus Müller
Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

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TV Cultura – Estudo derruba mito sobre gatos e asma em crianças, com Vera Esteves Rullo https://spsp.org.br/tv-cultura-estudo-derruba-mito-sobre-gatos-e-asma-em-criancas-com-vera-esteves-rullo/ Fri, 19 Jun 2026 15:04:57 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57760 Veículo: TV Cultura (Jornal da Tarde)

Data: 19/06/2026

Uma pesquisa realizada na Suécia acompanhou por um ano mais de 30 mil crianças e adolescentes com asma e concluiu que a convivência com gatos não está associada ao aumento das crises da doença. Para falar sobre o tema, o Jornal da Tarde, da TV Cultura, entrevistou Vera Esteves Rullo, vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP, que ressaltou que em períodos de ar mais seco com temperaturas mais baixas, a criança fica exposta a uma quantidade de material particulado muito maior e isso é irritante para as vias aéreas. Apesar dos resultados, a recomendação é que crianças asmáticas passem por avaliação médica, já que algumas podem apresentar alergia específica aos gatos.

Assista à entrevista: 

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Celebrar conquistas, combater a desinformação e proteger o futuro https://spsp.org.br/celebrar-conquistas-combater-a-desinformacao-e-proteger-o-futuro/ Tue, 09 Jun 2026 15:30:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57328 Relatores Tim MüllerPediatra Alergista e ImunologistaMembro do Departamento Científico de Imunizações da SPSPPresidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP Renato KfouriPediatra InfectologistaMembro da Câmara Técnica Assessora do Programa Nacional de ImunizaçõesPresidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP]]>

O Dia da Imunização, celebrado em 9 de junho, nos convida a recordar uma das maiores conquistas da Medicina e da Saúde Pública: as vacinas. Mas essa data também traz um alerta importante. Muitas doenças que hoje parecem distantes deixaram de fazer parte do cotidiano de muitas famílias porque gerações inteiras foram vacinadas. Quando o número de vacinados cai, essas doenças podem retornar.

A história da vacinação começou há mais de dois séculos, com a vacina contra a varíola. Edward Jenner desenvolveu essa vacina no final do século XVIII. A partir daí, a ciência iniciou uma revolução silenciosa. O objetivo era prevenir doenças antes que causassem sofrimento, sequelas e mortes.

No Brasil, a vacinação contra a varíola foi uma das primeiras grandes experiências de imunização em massa. Com o passar do tempo, o país criou instituições fundamentais para a produção e distribuição de vacinas, como a Fiocruz/Bio-Manguinhos e o Instituto Butantan. Essas instituições ainda desempenham um papel essencial na saúde pública brasileira.

Um dos maiores marcos dessa trajetória foi a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1973. Desde então, o Brasil construiu um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo, oferecendo vacinas gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes, gestantes, adultos, idosos e grupos com necessidades especiais. Esse é um patrimônio da população brasileira: um programa que garante que vacinas gratuitas, seguras e eficazes cheguem a milhões de pessoas em todas as regiões do país.

O calendário de vacinação vem mudando muito ao longo das décadas. Antes, havia poucas vacinas disponíveis; agora, temos proteção contra várias doenças graves. Além do calendário do PNI, que define as vacinas oferecidas gratuitamente na rede pública, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) oferecem informações para médicos e famílias, incluindo recomendações complementares com base em idade, condições de saúde, riscos individuais e disponibilidade de vacinas na rede privada.

É muito comum que algumas famílias tenham dúvidas diante de tanta informação. O calendário vacinal atual inclui mais vacinas do que no passado, mas isso não sobrecarrega o sistema imunológico. Pelo contrário, todos os dias, desde o nascimento, as crianças entram em contato com milhares de micro-organismos e partículas do ambiente. As vacinas apresentam apenas pequenas partes dos agentes infecciosos ou versões enfraquecidas ou inativadas deles, suficientes para ensinar o corpo a se defender. Estudos mostram que receber mais de uma vacina ao mesmo tempo é seguro e não causa problemas ou “enfraquece” a imunidade.

Um exemplo recente de avanço é a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), recomendada para gestantes. O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e internação em bebês pequenos. Ao vacinar a gestante, transferimos anticorpos para o bebê durante a gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, quando ele é mais vulnerável. Essa conquista mostra que a vacinação continua evoluindo para responder a problemas reais na pediatria.

Quando falamos de vacinas, devemos lembrar de doenças que muitos pais e mães jovens quase não conhecem mais. A poliomielite, por exemplo, podia causar paralisia permanente. O tétano pode surgir a partir de ferimentos e continua sendo uma doença grave. A difteria, hoje rara, pode comprometer a respiração e causar complicações severas. Essas doenças não desapareceram porque ficaram “fracas” ou porque simplesmente deixaram de existir; elas foram controladas porque a vacinação funcionou.

As vacinas também são essenciais no combate a epidemias e pandemias. Elas reduzem casos graves, internações e mortes, além de proteger os serviços de saúde contra sobrecarga. A experiência recente com a Covid-19 lembrou ao mundo que a ciência, a vigilância em saúde e a vacinação são ferramentas indispensáveis para responder a emergências sanitárias.

Outro ponto importante é entender que a vacinação não é apenas uma decisão individual. Quando uma pessoa se vacina, ela também contribui para proteger quem está ao seu redor: bebês que ainda não têm idade para receber algumas vacinas, pessoas com imunidade baixa, idosos e pacientes com doenças crônicas. Por isso, manter altas taxas de vacinação é um compromisso coletivo. O Ministério da Saúde considera a vacinação uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde da população e reduzir a disseminação de doenças infecciosas na comunidade.

Ao mesmo tempo, vivemos uma época em que informações falsas circulam rapidamente. Fake news sobre vacinas podem parecer convincentes, especialmente quando exploram o medo dos pais. Muitas vezes distorcem dados, ignoram evidências ou atribuem às vacinas problemas que não têm relação com elas. A hesitação vacinal deve ser recebida com escuta, orientação clara e informação confiável. Em caso de dúvida, a família deve conversar com o pediatra e buscar fontes reconhecidas, como sociedades científicas, o Ministério da Saúde e serviços de vacinação.

No Brasil, poucas imagens representam tão bem essa história quanto o Zé Gotinha. Criado em 1986, ele se tornou símbolo da vacinação infantil, ajudando a conectar as campanhas às crianças e suas famílias. Em 2026, o Zé Gotinha completará 40 anos, lembrando que uma comunicação clara, afetiva e confiável também faz parte da Saúde Pública.

Neste Dia da Imunização, a principal mensagem é simples: “Vacinas salvam vidas!” Vacinar é proteger. Proteger a criança, a família, a comunidade e as futuras gerações. Aproveitem a data para conferir a caderneta de vacinação de toda a família e atualizar as doses pendentes – de crianças, adolescentes, gestantes, adultos e idosos. Em caso de dúvida, procurem um médico da sua confiança.

As vacinas são vítimas do seu próprio sucesso: quando funcionam bem, tornam as doenças invisíveis. Mas é por isso que precisamos continuar vacinando. Celebrar a imunização é reconhecer o passado, combater a desinformação, cuidar do presente e proteger o futuro.

Relatores

Tim Müller
Pediatra Alergista e Imunologista
Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP
Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

Renato Kfouri
Pediatra Infectologista
Membro da Câmara Técnica Assessora do Programa Nacional de Imunizações
Presidente do Departamento Científico de Imunizações da SPSP

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Alergia: um problema de saúde que afeta milhões de pessoas no mundo https://spsp.org.br/alergia-um-problema-de-saude-que-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo/ Thu, 07 May 2026 11:19:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56874 ]]>

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia, instituído em 7 de maio, é uma data dedicada à conscientização sobre um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que são muito comuns na infância.

As doenças alérgicas surgem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como poeira, ácaros, pólen, pelos de animais, alimentos ou medicamentos.

Entre as condições mais frequentes na infância estão a rinite alérgica, que provoca espirros, nariz entupido e coriza constante; a asma, que causa chiado no peito e dificuldade para respirar; e a dermatite atópica e urticária, caracterizadas por coceira intensa e lesões na pele. Também podem ocorrer alergias alimentares, que exigem atenção redobrada.

Quando não identificadas ou tratadas corretamente, podem afetar o sono, a alimentação, o desempenho escolar e até o desenvolvimento das crianças, impactando diretamente na saúde e no bem-estar delas.

Para os pais, o primeiro passo é observar os sinais e sintomas frequentes, como por exemplo coceira e vermelhidão na pele que melhora e piora; tosse persistente, espirros em sequência ou até dificuldade respiratória. Muitas vezes, esses últimos sinais são confundidos com resfriados ou problemas passageiros, o que pode atrasar o diagnóstico correto. A automedicação também deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o tratamento adequado.

Sempre que houver suspeita de alergia alimentar, os pais devem buscar orientação médica antes de retirar ou substituir alimentos da dieta da criança. A alimentação é um ponto essencial. A exclusão inadequada pode prejudicar o crescimento e causar deficiências nutricionais. O acompanhamento com profissional de saúde é indispensável para garantir uma dieta equilibrada e segura.

Outro ponto muitas vezes esquecido é a comunicação com a escola. Professores e cuidadores precisam saber se a criança tem alguma alergia, especialmente alimentar ou respiratória, e como agir em caso de reação. Essa comunicação pode prevenir situações de risco e garantir um ambiente mais seguro.

Também vale destacar que o cuidado emocional faz diferença. Crianças com alergias podem se sentir frustradas por limitações, como não poder consumir certos alimentos ou participar de algumas atividades. O apoio dos pais, com diálogo e orientação, ajuda a criança a entender sua condição e a lidar melhor com ela no dia a dia.

O diagnóstico precoce e a informação de qualidade para as famílias fazem toda a diferença. Portanto, é fundamental o acompanhamento com um alergista, profissional capacitado que pode indicar exames, orientar mudanças no ambiente e prescrever tratamentos eficazes, como medicamentos específicos ou, em alguns casos, imunoterapia.

Ter um plano de ação claro, com orientações sobre sintomas e medidas a serem tomadas pode evitar situações de emergência e trazer mais segurança para todos.

Cuidar de uma criança com alergia exige atenção, mas não precisa ser motivo de medo. Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e garantir que a criança tenha uma vida saudável, ativa e feliz.

O Dia Nacional de Prevenção da Alergia é, acima de tudo, um lembrete de que pequenas atitudes no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde dos nossos filhos.

 

Relatora:
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Vice-Presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP

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Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias: o alerta que salva vidas https://spsp.org.br/semana-mundial-das-imunodeficiencias-primarias-o-alerta-que-salva-vidas/ Thu, 23 Apr 2026 17:45:11 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56521 Aproveitando a Semana Mundial de Conscientização, que ocorre de 22 a 29 de abril, é fundamental discutir abertam]]>

Aproveitando a Semana Mundial de Conscientização, que ocorre de 22 a 29 de abril, é fundamental discutir abertamente os Erros Inatos da Imunidade (EII), historicamente conhecidos como Imunodeficiências Primárias (IDPs). A informação é a ferramenta mais poderosa para tirar milhares de brasileiros da invisibilidade e garantir o tratamento adequado.

O que são, afinal, as Imunodeficiências Primárias?

As IDPs são condições genéticas em que o indivíduo nasce com defeitos no sistema imunológico. Atualmente, existem mais de 500 tipos identificados. Enquanto alguns casos permitem uma vida quase normal até a fase adulta, outros se manifestam de forma gravíssima logo nos primeiros dias de vida, exigindo intervenção imediata para evitar sequelas permanentes.

Os sinais de alerta – quando a dúvida vira diagnóstico:

O grande desafio clínico é que essas doenças agem como “camaleões”, escondendo-se atrás de infecções que parecem comuns. No entanto, existe um limite entre a frequência esperada de doenças na infância e o que deve ser considerado preocupante. Pais e profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais de alerta estabelecidos pela Fundação Jeffrey Modell:

  • Duas ou mais pneumonias no último ano;
  • Quatro ou mais novas otites (infecções de ouvido) em um ano;
  • Sinusites graves e refratárias ao tratamento;
  • Estomatites persistentes ou infecções por fungos na boca e na pele;
  • Uso de antibióticos por dois meses ou mais, sem resposta eficaz;
  • Interrupção no crescimento ou ganho de peso em bebês;
  • Abscessos de repetição na pele ou órgãos internos;
  • Necessidade de antibióticos venosos para tratar infecções que deveriam ser simples;
  • Histórico familiar de imunodeficiência;
  • Ocorrência de uma única infecção grave (como meningite, osteomielite ou sepse).

O tamanho do problema no Brasil:

As estatísticas revelam um cenário preocupante: estima-se que 170 mil brasileiros vivam com algum erro inato da imunidade, mas a vasta maioria — entre 70% e 90% — ainda não possui o diagnóstico correto. Sem saber da condição, esses pacientes enfrentam internações sucessivas e sofrem com sequelas irreversíveis nos pulmões ou ouvidos, quando um diagnóstico precoce poderia mudar drasticamente esse desfecho.

Idade não é barreira:

Diferente do que muitos acreditam, as IDPs não são restritas à idade pediátrica. Determinados defeitos genéticos tornam-se evidentes apenas na adolescência ou fase adulta. Portanto, adultos que apresentem infecções respiratórias graves de repetição também devem buscar investigação especializada com um imunologista.

Diagnóstico e tratamento – existe luz no fim do túnel:

Embora as sequelas da doença sejam severas, o caminho para a identificação é viável e muitas vezes se inicia com exames de sangue acessíveis, como o hemograma e a dosagem de anticorpos (imunoglobulinas). Uma vez diagnosticado, o tratamento evoluiu significativamente:

  • Reposição de imunoglobulina: Fornecimento de anticorpos via infusão (venosa ou subcutânea) para quem não os produz;
  • Antibióticos profiláticos: Uso de doses baixas para prevenir a instalação de bactérias;
  • Transplante de Medula Óssea (TMO): Indicado para casos gravíssimos (como os “bebês da bolha”), podendo representar a cura definitiva ao reiniciar o sistema imunológico.

O poder do diagnóstico precoce:

O diagnóstico correto transforma a vida do paciente, evitando a evasão escolar, aposentadorias precoces por invalidez e o isolamento social. Com o acompanhamento adequado, a pessoa com IDP pode ter uma vida plena, frequentando a escola, trabalhando e praticando esportes.

Esta semana de conscientização visa dar voz a quem está cansado de sempre estar doente. Se você identificou esses sinais em si mesmo ou em alguém próximo, procure ajuda especializada.

Divulgar essa informação é um ato de solidariedade que salva vidas.

 

Relator:
Pérsio Roxo Junior
Secretário do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP


  

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Revista Crescer – Alergia ao milho: por que isso acontece?, com Vera Esteves Rullo https://spsp.org.br/revista-crescer-alergia-ao-milho-por-que-isso-acontece-comvera-esteves-rullo/ Thu, 09 Apr 2026 16:09:54 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56510

Veículo: Revista Crescer

Data: 09/04/2026

A revista Crescer entrevistou a alergista pediátrica Vera Esteves Rullo, vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP, em que ela falou a respeito do caso da filha de cinco meses da influenciadora Maíra Cardi, que apresentou uma alergia grave ao comer milho. A médica explicou que o problema pode ocorrer quando o sistema imunológico identifica como invasora a proteína Zeína, presente no milho, desencadeando uma reação alérgica, especialmente quando o alimento está menos processado, já que a proteína permanece mais concentrada. Os sintomas costumam surgir minutos ou horas após a exposição e podem envolver manifestações na pele – como vergões, coceira e inchaço.

Leia mais: https://revistacrescer.globo.com/bebes/alimentacao/noticia/2026/04/maira-cardi-descobre-que-filha-de-5-meses-tem-alergia-ao-milho-por-que-isso-acontece.ghtml

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TV Cultura – Benefícios do convívio entre cães e bebês, com Vera Esteves Rullo https://spsp.org.br/tv-cultura-beneficios-do-convivio-entre-caes-e-bebes-com-vera-esteves-rullo/ Mon, 29 Sep 2025 11:29:19 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53405 Veículo: TV Cultura (Jornal da Tarde)

Data: 29/09/2025

Uma pesquisa realizada no Canadá aponta que bebês que convivem com cachorros têm menor risco de desenvolver asma na primeira infância. Para falar sobre esse tema, o Jornal da Tarde, da TV Cultura, entrevistou a alergista pediátrica Vera Esteves Rullo, vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP, que comentou que esse estudo reforça o que outros trabalhos já haviam mostrado, que quando acontece essa interação em um momento precoce da vida, com crianças muito pequenas, existe uma mudança no processo imunológico que está relacionada a uma diminuição de sibilância futura recorrente, bem como no desenvolvimento de asma.  

Assista à entrevista: 

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AgitoMax e Kdea 360 – Estratégias de prevenção de alergias em crianças, com Tim Markus Muller https://spsp.org.br/agitomax-e-kdea-360-estrategias-de-prevencao-de-alergias-em-criancas-com-tim-markus-muller/ Wed, 03 Sep 2025 13:38:47 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53045 Veículos: Site AgitoMax e Revista Kdea 360

Data: 03/09/2025

Matéria sobre o tema alergia e a importância de sua prevenção desde a infância, cuja entrevista foi concedida pelo alergista pediátrico Tim Markus Muller, do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da SPSP, foi publicada no site AgitoMax e no portal da revista Kdea 360. De acordo com o especialista, prevenir as alergias pode não apenas reduzir a incidência das doenças alérgicas, mas também minimizar sua gravidade e evitar o desenvolvimento de condições associadas, como asma ou alergias alimentares mais severas. O médico enfatizou, ainda, que mesmo para quem já apresenta alergias diagnosticadas, existem estratégias preventivas para reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas.

Leia mais: https://agitomax.com.br/noticia/9013/estrategias-de-prevencao-de-alergias-em-criancas

https://revistakdea360.com.br/noticia/6115/estrategias-de-prevencao-de-alergias-em-criancas

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A 34ª Semana Mundial de Aleitamento Materno abre o 9º Agosto Dourado https://spsp.org.br/a-34a-semana-mundial-de-aleitamento-materno-abre-o-9o-agosto-dourado/ Fri, 01 Aug 2025 15:00:04 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52538 Chegamos à 34ª SMAM – Semana Mundial de Aleitamento Materno, que começou a ser celebrada em 1992. O Brasil não participou da]]>

Chegamos à 34ª SMAM – Semana Mundial de Aleitamento Materno, que começou a ser celebrada em 1992.  O Brasil não participou da primeira semana por não ter sido comunicado a tempo.

No Brasil, o mês de AGOSTO, que é DOURADO desde 2017, representa uma ampliação das oportunidades de programações que vão além da primeira semana (1 a 7 de agosto).

A cada ano, a WABA – World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) – analisa a situação da amamentação no mundo e define um tema a ser abordado e desenvolvido.

Já foram temas da Semana Mundial a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC – o primeiro, em 1992), a mulher trabalhadora, amamentação na primeira hora de vida, o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno. Alguns deles foram levantados e discutidos, mais de uma vez, como a ecologia e a sustentabilidade:

1997 – Amamentar é um ato ecológico.

2016 – Presente saudável. Futuro sustentável.

2020 – Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável.

Agora, em 2025, impulsionados por questões climáticas e abordando redes de apoio sustentáveis, retomamos essas temáticas anteriores. O tema que será privilegiado no Brasil é:

“Priorize a amamentação. Crie Redes de Apoio Sustentáveis”.

O Action Folder (Plano de Ação) da WABA propõe, inicialmente, quatro ações fundamentais:

  • Informar as pessoas sobre seu papel na criação de ambientes sustentáveis e de apoio à amamentação;
  • Promover ações que criem sistemas de apoio à amamentação, contribuindo para um ambiente sustentável;
  • Consolidar o apoio contínuo à amamentação como um componente vital para criar um ambiente sustentável;
  • Interagir com indivíduos e organizações visando melhorar a colaboração e o apoio à amamentação.

Segundo o documento Action Folder:

Um sistema de apoio à amamentação sustentável é uma abordagem de toda a sociedade que garanta que cada mãe tenha o apoio, o ambiente e os recursos para amamentar com sucesso, desde o parto até os dois primeiros anos de vida da criança ou mais.”

A sustentabilidade é um conceito que vai além, mas inclui o tempo, a duração.

Nesse sentido, a proposta é que esse apoio à amamentação comece no pré-natal, prossiga na maternidade e após a alta, até dois anos ou mais (período recomendado pela Organização Mundial da Saúde – OMS) para o aleitamento materno, sendo exclusivo nos primeiros seis meses), através de orientação de uma equipe multiprofissional capacitada.

Através desse suporte contínuo, inclusivo, sem limites geográficos, sociais, econômicos, raciais, as mães que amamentam poderão superar desafios como a volta ao trabalho, o marketing antiético que bombardeia as famílias com desinformação e as “fake news”.

De acordo com o Action Folder: “Uma cadeia acolhedora e contínua de apoio à amamentação.”

E, como já demonstrado em outras SMAM, e reafirmado nesta, é fundamental que tenhamos como propostas de ações:

– Implementação de Políticas e Monitoramento;

– Sistema de Saúde Integrado;

– Ampliação do Apoio à Amamentação no Local de Trabalho;

– Promoção de Normas Sociais em Toda a Sociedade e em Todas as Gerações;

– Empoderamento das Comunidades para Garantir Acesso Local;

– Sustentabilidade Ambiental e Climática, Conectando a Amamentação à Saúde do Planeta.

Essas movimentações conjuntas, mesmo a longo prazo, visam criar possibilidades de continuidade para beneficiar os bebês (lactentes), as mães (lactantes), as famílias, a sociedade, protegendo o meio ambiente. Afinal, amamentar é um direito de mães e bebês.

Mas as chances de sucesso aumentam quando se associam legislação e políticas públicas e em locais de trabalho, um sistema de saúde preparado, recursos e grupos na comunidade.

É importante ressaltar que o aleitamento materno deve ser abordado como tema e com ações diárias, durante o ano todo. A Semana Mundial e o Agosto Dourado são apenas oportunidades de impulsionar e consolidar o aleitamento materno no Brasil.

 

Relator:
Moises Chencinski
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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