Adolescencia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 10 Sep 2026 19:56:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Adolescencia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Um chamado à escuta e à conexão https://spsp.org.br/um-chamado-a-escuta-e-a-conexao/ Thu, 10 Sep 2026 19:56:56 +0000 https://spsp.org.br/?p=58975 Dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e assistimos, entristecidos, a um aumento de casos entre jovens. Pensando nesse cenário, é importante refletirmos tanto sobre os sinais de atenção que devemos perceber quanto a respeito das ações que possam contribuir para a transformação desse quadro atual. De partida, é fundamental esclarecer que o suicídio tem causa multifatorial. Trata-se de um fenômeno complexo que não pode ser reduzido a explicações únicas e simplistas. Diante da dor que causa tanto ao sujeito quanto a todos que fazem parte de sua vida, é um tema que exige extrema delicadeza ao ser abordado. Todo respeito ao tema, porém, não deve afastar a importância de tratarmos dele. Pensar sobre o assunto é uma tentativa de avançarmos socialmente em um diálogo que, de tão sensível, historicamente permanece entre as subnotificações de causa mortis. O que já era delicado adquiriu caráter ainda mais desafiador nos tempos atuais, ao assistirmos, nos meios digitais e redes sociais, jovens criando fóruns de compartilhamento de conteúdo que vão desde o incentivo a desafios potencialmente mortíferos até transmissões ao vivo de suicídio. Diante desse cenário sócio-histórico, refletir sobre a sua prevenção, torna-se ainda mais urgente. Existem sinais de alerta e fatores associados a um maior risco de suicídio de forma geral, como tentativas anteriores, dependência ou abuso de álcool e drogas, comportamento autolesivo, histórico de abusos e traumas e transtornos mentais. É fundamental alertar que nenhum desses sinais, isoladamente, sentencia que algo dessa ordem acontecerá; eles podem, apenas, ser tomados como sinalizadores para um maior cuidado. A adolescência é um período em que ocorrem transformações velozes e grandiosas na vida de uma pessoa, tanto do ponto de vista biológico quanto psíquico. As transformações do corpo caminham de mãos dadas com a necessidade de maturidade psíquica para lidar com o complexo mundo dos relacionamentos e com as expectativas da futura vida adulta – com todos os desafios que ela envolve: a dimensão da vida sexual, os relacionamentos interpessoais mais refinados com os pares, a escolha da futura profissão e as exigências acadêmicas. O adolescente é convidado pelo mundo a abandonar seus aspectos infantis e seguir rumo a uma jornada da qual ele ainda tem poucas respostas. Ele experimenta um luto pela criança que foi e tem diante de si indagações sobre quem será. Junto desse processo de luto e transformações, é esperado – ainda que transitoriamente – que ele experiencie oscilações de sentimentos diante do turbilhão que vive. Nesse sentido, é fundamental estarmos atentos às conexões que o jovem estabelece com várias dimensões de sua vida, observando suas interações sociais de forma geral. É preciso ir além do âmbito do rendimento escolar e estar atento também aos engajamentos em grupos sociais (sejam amigos, esportes, música ou religião). São justamente essas conexões afetivas e sociais os grandes fatores de proteção nessa etapa da vida. Durante a adolescência, a noção de pertencimento ao grupo ganha uma importância enorme. Estar engajado com seus pares e ter ideais pelos quais se sinta conectado é o que contribuirá para que o jovem se sinta amarrado ao seu futuro e aos sonhos que eleger sonhar. De outro lado, existem situações que, quando presentes, exigem um olhar mais atento. Embora façam parte do período de experimentações de qualquer adolescência, podem traduzir uma expressão de sofrimento maior: isolamento súbito ou excessivo, compulsões em geral (por comida, telas, jogos, álcool ou drogas), praticar ou sofrer bullying, colocar-se constantemente em situações de risco e transtornos alimentares. Por ser a adolescência um período tão desafiador e importante, é fundamental olhar e acolher com atenção esses sinais quando surgem, interpretando-os como oportunidades de cuidado. Um sofrimento psicológico não precisa ser agravado para que possa ser acolhido como demanda de cuidado. Criar oportunidades de escuta ativa e qualificada para as angústias e desafios dessa fase da vida, portanto, é um elemento protetor quando pensamos em prevenção ao suicídio. Quando um sujeito se sente acompanhado e compartilha suas angústias, já não está mais só. Isso, em situações-limite de grande angústia, pode fazer toda a diferença no desfecho de um período de maior sofrimento. Pensando em elementos que contribuam para a prevenção ao suicídio entre os jovens, é interessante refletir como os tempos atuais e as configurações sociais a que estamos expostos impõem um grande desafio a essa discussão. Vivemos em uma era de extrema aceleração, em que os cuidadores de crianças e adolescentes, na maioria das configurações familiares, trabalham. Quando a família se reúne no fim do dia, em geral todos estão conectados em mídias digitais, muito cansados e atarefados, e invariavelmente não compartilham vivências e angústias uns com os outros. As muitas ferramentas digitais e sociais se tornaram incontornavelmente parte da vida de todos, inclusive de crianças e adolescentes. Se a escuta do sofrimento é parte fundamental da prevenção, devemos estar atentos ao tipo de escuta que podemos ter e oferecer a eles. Buscar conexões com os filhos, nesse sentido, é elemento fundamental nessa equação. É um desafio no nosso cenário sócio-histórico, porém essencial. Essa conexão pode não ser de longas horas diárias, mas deve se traduzir em uma busca por interesse mútuo, na criação de um espaço de diálogo e de algum prazer que possam usufruir juntos. A escola também terá papel fundamental se puder proporcionar espaços de conexão e reflexão entre os adolescentes sobre seus sentimentos e desafios. Ampliar todas essas redes de apoio faz com que o jovem não fique restrito à versão única que ele eventualmente possa encontrar em interações potencialmente nocivas nas mídias digitais, como os tais fóruns de incentivo a toda sorte de crueldades e situações perigosas. Por fim, e não menos importante, é fundamental ampliarmos a discussão sobre políticas públicas que respaldem as famílias nesse cuidado e na proteção digital dos jovens, com o intuito de evitar situações de risco como as que temos assistido atualmente. É igualmente importante que as redes de atenção em saúde mental forneçam informações pertinentes sobre a prevenção ao suicídio de forma permanente, disponibilizando dados sobre os locais...]]>

Dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e assistimos, entristecidos, a um aumento de casos entre jovens. Pensando nesse cenário, é importante refletirmos tanto sobre os sinais de atenção que devemos perceber quanto a respeito das ações que possam contribuir para a transformação desse quadro atual.

De partida, é fundamental esclarecer que o suicídio tem causa multifatorial. Trata-se de um fenômeno complexo que não pode ser reduzido a explicações únicas e simplistas. Diante da dor que causa tanto ao sujeito quanto a todos que fazem parte de sua vida, é um tema que exige extrema delicadeza ao ser abordado. Todo respeito ao tema, porém, não deve afastar a importância de tratarmos dele. Pensar sobre o assunto é uma tentativa de avançarmos socialmente em um diálogo que, de tão sensível, historicamente permanece entre as subnotificações de causa mortis.

O que já era delicado adquiriu caráter ainda mais desafiador nos tempos atuais, ao assistirmos, nos meios digitais e redes sociais, jovens criando fóruns de compartilhamento de conteúdo que vão desde o incentivo a desafios potencialmente mortíferos até transmissões ao vivo de suicídio. Diante desse cenário sócio-histórico, refletir sobre a sua prevenção, torna-se ainda mais urgente.

Existem sinais de alerta e fatores associados a um maior risco de suicídio de forma geral, como tentativas anteriores, dependência ou abuso de álcool e drogas, comportamento autolesivo, histórico de abusos e traumas e transtornos mentais. É fundamental alertar que nenhum desses sinais, isoladamente, sentencia que algo dessa ordem acontecerá; eles podem, apenas, ser tomados como sinalizadores para um maior cuidado.

A adolescência é um período em que ocorrem transformações velozes e grandiosas na vida de uma pessoa, tanto do ponto de vista biológico quanto psíquico. As transformações do corpo caminham de mãos dadas com a necessidade de maturidade psíquica para lidar com o complexo mundo dos relacionamentos e com as expectativas da futura vida adulta – com todos os desafios que ela envolve: a dimensão da vida sexual, os relacionamentos interpessoais mais refinados com os pares, a escolha da futura profissão e as exigências acadêmicas.

O adolescente é convidado pelo mundo a abandonar seus aspectos infantis e seguir rumo a uma jornada da qual ele ainda tem poucas respostas. Ele experimenta um luto pela criança que foi e tem diante de si indagações sobre quem será. Junto desse processo de luto e transformações, é esperado – ainda que transitoriamente – que ele experiencie oscilações de sentimentos diante do turbilhão que vive.

Nesse sentido, é fundamental estarmos atentos às conexões que o jovem estabelece com várias dimensões de sua vida, observando suas interações sociais de forma geral. É preciso ir além do âmbito do rendimento escolar e estar atento também aos engajamentos em grupos sociais (sejam amigos, esportes, música ou religião). São justamente essas conexões afetivas e sociais os grandes fatores de proteção nessa etapa da vida. Durante a adolescência, a noção de pertencimento ao grupo ganha uma importância enorme. Estar engajado com seus pares e ter ideais pelos quais se sinta conectado é o que contribuirá para que o jovem se sinta amarrado ao seu futuro e aos sonhos que eleger sonhar.

De outro lado, existem situações que, quando presentes, exigem um olhar mais atento. Embora façam parte do período de experimentações de qualquer adolescência, podem traduzir uma expressão de sofrimento maior: isolamento súbito ou excessivo, compulsões em geral (por comida, telas, jogos, álcool ou drogas), praticar ou sofrer bullying, colocar-se constantemente em situações de risco e transtornos alimentares.

Por ser a adolescência um período tão desafiador e importante, é fundamental olhar e acolher com atenção esses sinais quando surgem, interpretando-os como oportunidades de cuidado. Um sofrimento psicológico não precisa ser agravado para que possa ser acolhido como demanda de cuidado. Criar oportunidades de escuta ativa e qualificada para as angústias e desafios dessa fase da vida, portanto, é um elemento protetor quando pensamos em prevenção ao suicídio. Quando um sujeito se sente acompanhado e compartilha suas angústias, já não está mais só. Isso, em situações-limite de grande angústia, pode fazer toda a diferença no desfecho de um período de maior sofrimento.

Pensando em elementos que contribuam para a prevenção ao suicídio entre os jovens, é interessante refletir como os tempos atuais e as configurações sociais a que estamos expostos impõem um grande desafio a essa discussão. Vivemos em uma era de extrema aceleração, em que os cuidadores de crianças e adolescentes, na maioria das configurações familiares, trabalham. Quando a família se reúne no fim do dia, em geral todos estão conectados em mídias digitais, muito cansados e atarefados, e invariavelmente não compartilham vivências e angústias uns com os outros.

As muitas ferramentas digitais e sociais se tornaram incontornavelmente parte da vida de todos, inclusive de crianças e adolescentes. Se a escuta do sofrimento é parte fundamental da prevenção, devemos estar atentos ao tipo de escuta que podemos ter e oferecer a eles. Buscar conexões com os filhos, nesse sentido, é elemento fundamental nessa equação. É um desafio no nosso cenário sócio-histórico, porém essencial. Essa conexão pode não ser de longas horas diárias, mas deve se traduzir em uma busca por interesse mútuo, na criação de um espaço de diálogo e de algum prazer que possam usufruir juntos.

A escola também terá papel fundamental se puder proporcionar espaços de conexão e reflexão entre os adolescentes sobre seus sentimentos e desafios. Ampliar todas essas redes de apoio faz com que o jovem não fique restrito à versão única que ele eventualmente possa encontrar em interações potencialmente nocivas nas mídias digitais, como os tais fóruns de incentivo a toda sorte de crueldades e situações perigosas.

Por fim, e não menos importante, é fundamental ampliarmos a discussão sobre políticas públicas que respaldem as famílias nesse cuidado e na proteção digital dos jovens, com o intuito de evitar situações de risco como as que temos assistido atualmente. É igualmente importante que as redes de atenção em saúde mental forneçam informações pertinentes sobre a prevenção ao suicídio de forma permanente, disponibilizando dados sobre os locais disponíveis para acolhimento e escuta em situações-limite. Um jovem cercado de múltiplas referências, conexões e possibilidades de escuta terá maiores chances de ser acolhido em um eventual momento de maior desamparo.

Relatora:

Flavia Schimith Escrivão
Psicóloga e Psicanalista
Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP

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Café da Manhã com o Professor – O Menino Adolescente no Consultório https://spsp.org.br/cafe-da-manha-com-o-professor-o-menino-adolescente-no-consultorio/ Sat, 08 Aug 2026 17:56:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57445 Data e horário 08 de agosto de 2026 – sábado Das 09h00 às 12h00 Formato Evento online e ao vivo Plataforma Transmissão pela plataforma Zoom Informações do evento Realização SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Organização Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico de Adolescência da SPSP Coordenação Dra. Elisiane Elias Mendes Machado Público-alvo Pediatras Objetivo Discutir as particularidades de temas recorrentes do menino adolescente no consultório médico Inscrições online Prazo geral: até 07 de agosto de 2026 Inscreva-se Para se inscrever, é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br Valores de inscrição Inscrição Valor Taxa Total Associados da SPSP Gratuito Gratuito Gratuito Não associados da SPSP R$ 80,00 R$ 4,00 R$ 84,00 A taxa de serviços administrativos refere-se aos valores cobrados pela PagSeguro para emissão de boletos bancários ou pagamentos por cartão de crédito Programação 09h00 às 12h00 – Mesa-redonda: O Menino Adolescente no Consultório Coordenação e moderação: Dra. Elisiane Elias Mendes Machado 09h00 – 09h05 Abertura Dra. Elisiane Elias Mendes Machado 09h05 – 09h35 Preocupações genitais dos meninos Dr. Benito Lourenço 09h35 – 10h05 Da infância à masculinidade: como construir relações saudáveis com os meninos da nova geração? Dra. Carolina Maria Soares Cresciulo 10h05 – 10h35 A saúde mental do menino adolescente Dra. Maíra Terra Cunha Di Sarno 10h35 – 11h05 Discussão e perguntas Participação dos palestrantes e do público Coordenação e palestrantes Dra. Elisiane Elias Mendes Machado Presidente do Departamento Científico de Adolescência da SPSP Médica pediatra e hebiatra da Prefeitura Municipal de Osasco e Carapicuíba Dr. Benito Lourenço Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP Chefe da Unidade de Adolescente do Instituto da Criança e do Adolescente do HC-FMUSP Dra. Carolina Maria Soares Cresciulo Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP Médica de adolescentes do Ambulatório do SUS de Votorantim – SP Dra. Maíra Terra Cunha Di Sarno Secretária do Departamento Científico de Adolescência da SPSP Psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae]]>
Data e horário 08 de agosto de 2026 – sábado
Das 09h00 às 12h00
Formato Evento online e ao vivo
Plataforma Transmissão pela plataforma Zoom

Informações do evento

Realização

SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo

Organização

Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Coordenação

Dra. Elisiane Elias Mendes Machado

Público-alvo

Pediatras

Objetivo

Discutir as particularidades de temas recorrentes do menino adolescente no consultório médico

Inscrições online

Prazo geral: até 07 de agosto de 2026

Inscreva-se

Para se inscrever, é necessário cadastro prévio no site www.spspeduca.org.br

Valores de inscrição

Inscrição Valor Taxa Total
Associados da SPSP Gratuito Gratuito Gratuito
Não associados da SPSP R$ 80,00 R$ 4,00 R$ 84,00

A taxa de serviços administrativos refere-se aos valores cobrados pela PagSeguro para emissão de boletos bancários ou pagamentos por cartão de crédito

Programação

09h00 às 12h00 – Mesa-redonda: O Menino Adolescente no Consultório Coordenação e moderação: Dra. Elisiane Elias Mendes Machado
09h00 – 09h05
Abertura Dra. Elisiane Elias Mendes Machado
09h05 – 09h35
Preocupações genitais dos meninos Dr. Benito Lourenço
09h35 – 10h05
Da infância à masculinidade: como construir relações saudáveis com os meninos da nova geração? Dra. Carolina Maria Soares Cresciulo
10h05 – 10h35
A saúde mental do menino adolescente Dra. Maíra Terra Cunha Di Sarno
10h35 – 11h05
Discussão e perguntas Participação dos palestrantes e do público

Coordenação e palestrantes

Dra. Elisiane Elias Mendes Machado

Presidente do Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Médica pediatra e hebiatra da Prefeitura Municipal de Osasco e Carapicuíba

Dr. Benito Lourenço

Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Chefe da Unidade de Adolescente do Instituto da Criança e do Adolescente do HC-FMUSP

Dra. Carolina Maria Soares Cresciulo

Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Médica de adolescentes do Ambulatório do SUS de Votorantim – SP

Dra. Maíra Terra Cunha Di Sarno

Secretária do Departamento Científico de Adolescência da SPSP

Psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae

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Rádio Z FM 96.5 – Super Safe: cuidados para se evitar afogamentos, com Tania Zamataro https://spsp.org.br/radio-z-fm-96-5-super-safe-cuidados-para-se-evitar-afogamentos-com-tania-zamataro/ Sat, 25 Jul 2026 16:03:03 +0000 https://spsp.org.br/?p=58138 Veículo: Rádio Z FM 96.5 (Jornal Z)

Data: 25/07/2026

O jornal Z, da Rádio Z FM 96.5, entrevistou a pediatra Tania Zamataro, membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, para falar sobre o Super Safe, um super-herói que foi criado com o objetivo de alertar as pessoas sobre circunstâncias que colocam a população pediátrica em risco, trazendo orientações importantes para evitar que acidentes de quaisquer tipos aconteçam. A médica falou, especificamente, sobre os cuidados para se evitar afogamentos, dando dicas relevantes, como impedir que piscinas fiquem acessíveis às crianças, deixando-as devidamente cercadas e protegidas, e esvaziar bacias, baldes ou outros locais que armazenam água, mesmo que em pequenas quantidades.

Ouça a entrevista:

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TV Câmara Campinas – Puberdade precoce, com Lília Freire Rodrigues Li https://spsp.org.br/tv-camara-campinas-puberdade-precoce-com-lilia-freire-rodrigues-li/ Sun, 19 Jul 2026 18:59:50 +0000 https://spsp.org.br/?p=58020 Veículo: TV Câmara Campinas (Saúde Agora)

Data: 19/07/26

O programa Saúde Agora, da TV Câmara Campinas, entrevistou a endocrinologista pediátrica Lília Freire Rodrigues Li, membro dos Departamentos Científicos de Adolescência e de Endocrinologia da SPSP, a respeito do tema puberdade precoce. A médica esclareceu dúvidas quanto às causas da puberdade precoce, como identificar os primeiros sinais e de que forma oferecer apoio emocional às crianças e suas famílias durante essa fase. Ela ressaltou que as mudanças corporais levam o indivíduo a uma busca de uma nova identidade para aquele corpo em transformação, dessa forma, mudanças emocionais no comportamento irão ocorrer. Por esse motivo, a família deve estar preparada e entender o que está acontecendo.

Leia mais: 

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Conexão, oportunidades e a responsabilidade de proteger crianças e adolescentes https://spsp.org.br/conexao-oportunidades-e-a-responsabilidade-de-proteger-criancas-e-adolescentes/ Tue, 30 Jun 2026 17:48:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57628 ]]>

Celebrado em 30 de junho, o Dia Mundial das Redes Sociais marca uma das maiores transformações da comunicação nas últimas décadas. As redes encurtaram distâncias, aproximaram famílias, ampliaram o acesso à informação e criaram novas formas de aprender, trabalhar e compartilhar experiências.

Hoje, é difícil imaginar a vida sem elas. Para muitos pais, as redes sociais são uma forma de manter contato com amigos e familiares, buscar informações e até encontrar comunidades de apoio. Para adolescentes, representam também espaços de pertencimento, expressão e construção de identidade.

Mas, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades, as redes sociais exigem atenção e responsabilidade, especialmente quando falamos de crianças e adolescentes.

A infância e a adolescência são períodos de intenso desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Nesse contexto, a exposição precoce e excessiva às redes pode trazer impactos importantes, como alterações do sono, redução do tempo dedicado às brincadeiras e às interações presenciais, aumento da ansiedade, comparação constante com padrões irreais de beleza e sucesso, além da exposição a conteúdos inadequados, desinformação e situações de cyberbullying.

É importante lembrar que plataformas digitais são projetadas para captar e manter a atenção dos usuários. Crianças e adolescentes, por estarem em processo de amadurecimento, são mais vulneráveis aos mecanismos de recompensa, às notificações constantes e à busca por aprovação social por meio de curtidas e comentários.

Por isso, o debate não deve ser sobre demonizar a tecnologia, mas sobre promover um uso mais consciente e saudável.

Algumas atitudes podem fazer diferença:

  • Respeitar as classificações etárias das plataformas;
  • Adiar a entrada nas redes sociais sempre que possível;
  • Acompanhar e conversar sobre os conteúdos consumidos;
  • Estabelecer limites de tempo e momentos livres de telas;
  • Valorizar atividades presenciais, esportes, leitura e convivência familiar;
  • Ensinar pensamento crítico e educação midiática desde cedo;
  • Ser o exemplo, já que crianças aprendem observando os adultos.

As redes sociais fazem parte da sociedade atual e vieram para ficar. O grande desafio das famílias, educadores, profissionais de saúde e das próprias empresas de tecnologia é construir ambientes digitais mais seguros e adequados ao desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.

Neste Dia Mundial das Redes Sociais, vale celebrar os avanços que elas proporcionaram, mas também reforçar que conexão não deve significar exposição sem limites. Mais do que ensinar nossos filhos a usar a tecnologia, precisamos ajudá-los a desenvolver a capacidade de viver bem com ela.

 

Relatora:
Betina Lahterman
Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP

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Quando o corpo diz “não” https://spsp.org.br/quando-o-corpo-diz-nao/ Tue, 16 Jun 2026 15:12:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57471 ]]>

Este mês é dedicado à Conscientização dos Transtornos Alimentares e, no que diz respeito a estas condições, proponho uma reflexão a partir de um caso clínico.

Marina, 15 anos, comparece à consulta acompanhada da mãe, cuja principal preocupação é o fato de a filha ter interrompido os ciclos menstruais há alguns meses. A adolescente veste um moletom largo estampado com o personagem Mickey Mouse. Durante a anamnese alimentar, mãe e filha entram em discussão sobre os hábitos alimentares. Marina acusa a mãe de também restringir a alimentação.

Ao abordar aspectos comportamentais, a mãe relata que Marina tem extrema dificuldade em se posicionar diante dos outros. Na escola, costuma responder “tanto faz” às perguntas e evita expressar preferências ou discordâncias, mesmo em situações que lhe causam sofrimento. Quando pergunto sobre o que vê nas redes sociais, responde sem muita personalidade: “o mesmo que minhas amigas”.

Na segunda parte da consulta, realizada sem a presença da mãe, observa-se uma mudança marcante em sua postura. A adolescente, antes hesitante e pouco assertiva, passa a se expressar de forma rígida e categórica. Ao falar sobre alimentação, afirma: “Não como nada que tenha mais de 200 kcal”. 

Discussão do caso clínico

O caso de Marina suscita uma questão frequente na clínica dos transtornos alimentares: em que medida o sintoma anoréxico pode expressar uma recusa das transformações inerentes à adolescência?

A adolescência exige a elaboração de importantes perdas psíquicas, frequentemente descritas como lutos pelo corpo infantil, pelo lugar protegido da infância e pelos pais idealizados. As transformações da puberdade tornam visível a perda do corpo infantil e anunciam a entrada em um corpo sexuado, submetido a novas e complexas exigências sociais, relacionais e subjetivas. Nesse contexto, o desenvolvimento corporal pode ser vivido não apenas como crescimento, mas também como legitimação da perda do lugar seguro da infância.

No caso de Marina, a amenorreia (falta da menstruação) secundária e os marcadores hormonais pré-púberes permitem pensar o sintoma alimentar como uma tentativa inconsciente de interromper ou retardar esse processo. Ao impedir a maturação corporal, a anorexia preserva características infantis do corpo e afasta, simbolicamente, aspectos da sexualidade e da feminilidade associados à puberdade. Nessa perspectiva, em alguns casos, a recusa alimentar pode ser compreendida como uma recusa do próprio crescimento.

Diante das incertezas próprias da adolescência no contexto de um mundo cheio de contradições e efemeridades, o sintoma alimentar pode funcionar como uma defesa psíquica. Em um momento marcado por mudanças corporais, conflitos de identidade e sentimentos de vulnerabilidade, a restrição alimentar proporciona uma sensação ilusória de controle. Compreender essa dimensão subjetiva não significa desconsiderar os graves riscos clínicos do transtorno, mas sim ampliar o olhar para além do sintoma alimentar, reconhecendo-o como uma expressão complexa do sofrimento psíquico.

A dinâmica familiar observada durante a consulta chama a atenção para a centralidade da alimentação nas relações interpessoais da paciente. O embate entre mãe e filha sobre quem come menos sugere um ambiente em que restrições alimentares e preocupações com peso e dieta desempenham papel relevante. Embora não se possa atribuir causalidade direta, tais modelos familiares podem influenciar a forma como adolescentes percebem alimentação, corpo e controle.

Outro aspecto marcante é a discrepância de comportamento apresentada por Marina na presença e na ausência da mãe. Inicialmente, mostra-se passiva, indecisa e excessivamente preocupada em agradar aos outros. Quando entrevistada sozinha, porém, revela rigidez cognitiva, pensamento obsessivo e regras alimentares extremamente restritivas, expressas na afirmação: “Não como nada que tenha mais de 200 kcal”. Essa mudança evidencia a importância da entrevista individual com adolescentes, permitindo o acesso a conteúdos que muitas vezes não emergiriam na presença dos pais.

Essa dinâmica parece encontrar eco no relato de Marina. Descrita como alguém que tem dificuldade em dizer “não” aos outros e frequentemente se submete às vontades alheias, incapaz de expressar seus desejos nas relações interpessoais. Se, por um lado, temos um apagamento do Eu, por outro, ele compensa quando o tema é alimentação: o que Marina não consegue negar aos outros, ela nega ao próprio corpo.

Assim, através desse caso clínico, entende-se que os transtornos alimentares, especificamente a anorexia, se apresentam como uma formação complexa, na qual se articulam conflitos relacionados ao crescimento, à sexualidade, à autonomia, à dinâmica familiar, ao se colocar perante os outros e ao controle. Mais do que um problema exclusivamente alimentar, os sintomas expressam tentativas singulares de enfrentar os desafios psíquicos impostos pela adolescência.

 

Relatora:

Maíra Terra Cunha Di Sarno
Secretária do Departamento de Adolescência da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP

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Informação que protege o futuro https://spsp.org.br/informacao-que-protege-o-futuro/ Sun, 01 Feb 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54904 ]]>

A gravidez na adolescência ainda é um tema de grande relevância, tanto pelos impactos na vida dos adolescentes e de suas famílias, quanto pelos possíveis riscos à saúde do bebê e da própria adolescente. Apesar da redução observada nos últimos anos, os índices continuam elevados: estima-se uma média de 43,6 nascimentos por mil adolescentes entre 15 e 19 anos, número quase duas vezes maior que o observado em países de renda média-alta.

A adolescência é um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Quando a gravidez ocorre nessa fase, surgem desafios importantes, como a interrupção dos estudos, o afastamento do convívio social, dificuldades financeiras e responsabilidades precoces relacionadas à criação e aos cuidados com uma criança.

Assumir a maternidade ou a paternidade exige tempo, apoio emocional e condições adequadas para garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Além disso, o adolescente precisa lidar com mudanças significativas na rotina, nos projetos de vida e nas relações sociais. Por isso, a prevenção é fundamental.

O acesso à informação correta e de qualidade sobre sexualidade, métodos contraceptivos e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) contribuem para que os jovens façam escolhas mais conscientes e responsáveis.

A orientação para a prevenção da gravidez precoce na adolescência começa na infância. Familiares que dialogam com os filhos sobre o exercício da sexualidade – prevenção de abuso, primeiras impressões sobre namoro ou sobre o gostar, os primeiros contatos com a intenção de paquera ou “crush”, intimidade com responsabilidade – tendem a lidar melhor com o que chamamos de primeiras experiências no exercício da sexualidade humana.

E elas são precoces em alguns adolescentes. A temática da criação de filhos com escuta e autocuidado está relacionada a maior responsabilidade afetiva de meninos e meninas no início da adolescência.

Dessa maneira, a prevenção da gravidez envolve o cuidado e a responsabilidade de meninos e meninas na jornada do adolescer com saúde. O convívio familiar e a parentalidade consciente traduzem todo o caminho que o jovem irá trilhar de sua sexualidade, inclusive para aqueles que pretendem não exercer a sexualidade em sua vida.

Um aspecto importante da prevenção é a dupla proteção, que consiste no uso do preservativo associado a outro método contraceptivo. Essa estratégia é eficaz tanto na prevenção da gravidez não planejada quanto das ISTs, promovendo maior segurança e cuidado com a saúde.

Também é essencial que o diálogo sobre sexualidade aconteça em diferentes ambientes sociais – escola, nos serviços de saúde e na comunidade – de forma clara, responsável e acolhedora.

Falar sobre o tema sem preconceito e sem pudor excessivo fortalece a confiança, estimula o autocuidado e favorece decisões mais seguras.

Durante a Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que acontece de 1º a 8 de fevereiro, reforçamos a importância da educação em saúde, do diálogo aberto entre adolescentes, famílias, escolas e serviços de saúde, além do apoio àqueles que já vivenciam essa realidade.

Prevenir é cuidar do presente e investir no futuro dos nossos jovens e das próximas gerações.

 

Relatoras:
Mariana Telles de Castro
Carolina Maria Soares Cresciulo
Departamento Científico de Adolescência da SPSP

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Futuro da Saúde – Desafios nos cuidados da nova geração de adolescentes, com Maíra Terra https://spsp.org.br/futuro-da-saude-desafios-nos-cuidados-da-nova-geracao-de-adolescentes-com-maira-terra/ Wed, 28 Jan 2026 11:27:40 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55102 Veículo: Futuro da Saúde

Data: 28/01/2026

A hebiatra Maíra Terra, secretária do Departamento Científico de Adolescência da SPSP, participou do programa Pensando no Futuro (Futuro da Saúde) para falar sobre as questões fisiológicas e comportamentais da fase da adolescência. A especialista ressaltou que a hebiatria vem ganhando cada vez mais espaço desde o término da pandemia da Covid-19, quando houve um foco maior em relação aos desafios nos cuidados da nova geração de adolescentes, em que temas a respeito de obesidade, saúde mental, uso das mídias digitais etc. ocuparam os veículos de imprensa e os consultórios pediátricos. Entre diversas explicações, a médica falou sobre as redes sociais e o impacto do ambiente virtual na vida dos adolescentes.

Assista à entrevista: 

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TV Cultura – Músicas da adolescência moldam lembranças emocionais ao longo da vida, com Maíra Terra https://spsp.org.br/tv-cultura-musicas-da-adolescencia-moldam-lembrancas-emocionais-ao-longo-da-vida-com-maira-terra/ Fri, 23 Jan 2026 15:05:12 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54837 Veículo: Jornal da Tarde (TV Cultura)

Data: 21/01/2026

Um estudo internacional realizado em 84 países, incluindo o Brasil, aponta que as músicas que ouvimos na adolescência embalam nossas principais lembranças afetivas ao longo da vida. Para falar sobre este tema, o Jornal da Tarde, da TV Cultura, entrevistou a hebiatra e psicanalista Maíra Terra, secretária do Departamento Científico de Adolescência da SPSP. Segundo a especialista, os hormônios sexuais agem, principalmente, no desenvolvimento das regiões emocionais, mais do que as racionais, e a música vai ao encontro dessa região, que está muito ativa no cérebro, aumentando a sensação de bem-estar.

Assista à entrevista: 

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TV Cultura – Bebês de até um ano estão cada vez mais expostos ao calor extremo, com Sarah Saul https://spsp.org.br/tv-cultura-bebes-de-ate-um-ano-estao-cada-vez-mais-expostos-ao-calor-extremo-com-sarah-saul/ Thu, 06 Nov 2025 17:27:34 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54331 Veículo: TV Cultura (Jornal da Tarde)

Data: 06/11/2025

Um relatório internacional concluiu que bebês de até um ano estão cada vez mais expostos a temperaturas extremas. Estudo realizado em países da América Latina, incluindo o Brasil, apontou que a exposição aumentou 450% na última década na América Latina. Sarah Saul, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP, foi entrevistada pela Jornal da Tarde, da TV Cultura, para falar sobre o assunto, em que comentou que bebês e crianças pequenas são mais suscetíveis ao calor, por ter um mecanismo de regulação menos desenvolvido. Ela ressaltou que o calor excessivo pode levar à hipertermia, desidratação e estresse térmico – complicações que podem levar à perda da consciência, convulsões e até mesmo ao óbito.

Assista à entrevista: 

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