Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 18 Mar 2021 22:38:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Meu bebê nasceu prematuro: como vai ser seu desenvolvimento no primeiro ano de vida? https://spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-como-vai-ser-seu-desenvolvimento-no-primeiro-ano-de-vida/ Fri, 05 Mar 2021 19:00:15 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3637 Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro

No Brasil, nascem cerca de 340 mil prematuros por ano. A sobrevida de bebês prematuros aumenta a cada ano, com foco cada vez maior na melhor qualidade de vida. Assim, a prematuridade é uma preocupação crescente tanto para saúde pública brasileira e mundial quanto para a sociedade, os pais e as famílias.

O nascimento de um recém-nascido prematuro é quase sempre uma surpresa e junto com ele muitas questões são levantadas pelos pais:

  • Meu filho terá um desenvolvimento normal?
  • Irá correr, comer, falar e brincar?
  • O que posso fazer para mantê-lo saudável?
  • O que esperar do seu crescimento e desenvolvimento?
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Você se identificou com essas dúvidas? Vamos tentar diminuir sua ansiedade com esse texto.

Afinal, quando um bebê é considerado prematuro?

Prematuro é todo recém-nascido que nasce antes de completar a idade gestacional de 37 semanas. Muitos bebês prematuros vão se desenvolver normalmente, porém alguns podem apresentar dificuldades motoras, sensoriais e de comportamento, desde atraso para se sentar, andar e falar até cegueira, surdez e paralisia cerebral. Isso vai depender do grau de prematuridade e das intercorrências pelas quais passou durante a internação, como infecção, necessidade de ventilação mecânica, além de suas condições nutricionais.

O grau da prematuridade influencia diretamente no desenvolvimento, ou seja, quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento do seu bebê, mais imaturo seus órgãos, como o coração, o pulmão, o cérebro e o intestino. Assim, maior será sua dependência de cuidados especiais, mais vulnerável a agressões externas e maior o risco de alterações no desenvolvimento desta criança.

Já ouviu falar em idade corrigida?

Para avaliar o desenvolvimento de uma criança prematura, é importante considerarmos a idade corrigida.

Idade corrigida: Idade que a criança estaria se tivesse nascido de 40 semanas.   Por exemplo, um prematuro de 30 semanas, após 16 semanas, estaria com idade corrigida de 6 semanas. Nesse caso, as 10 semanas que faltaram para completar a gestação são descontadas do tempo de vida do bebê. Isso significa que o seu desenvolvimento deve ser o esperado para um bebê de 6 semanas e não de 16 semanas. 

A avaliação do desenvolvimento por meio da “idade corrigida” é importante nos primeiros 2 a 3 anos de vida do prematuro para compararmos o comportamento esperado de acordo com a maturidade de seu cérebro e ajustar os estímulos adequados e as nossas expectativas em relação àquela criança. 

Lembre-se! Seu bebê é único! A avaliação de seu desenvolvimento deve ser feita por um profissional capacitado, respeitando as particularidades de cada criança.

O acompanhamento regular do prematuro é fundamental para avaliações precoces, início de terapias em tempo oportuno e estímulos adequados para o melhor desenvolvimento da criança. Ele deve ser individualizado para aquele bebê e para sua família, englobando não só a consulta pediátrica, mas com fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, oftalmologia, neurologia e outras especialidades, se necessário.

Você já ouviu falar no exame neuromotor? 

No primeiro ano de vida, uma atenção especial é dada à parte motora da criança, avaliando em conjunto sua movimentação, força, postura e reflexos.

O exame neuromotor é um importante indicador do desenvolvimento do seu bebê. Se estiver adequado no segundo semestre de vida, a chance de desenvolvimento motor normal na criança maior é muito grande. 

O que você pode fazer para estimular o melhor desenvolvimento do seu bebê?

  • Manter o acompanhamento multidisciplinar, conforme as demandas de seu filho(a).
  • Manter estímulos adequados de acordo com as orientações para cada fase do bebê.
  • Estimular o crescimento e desenvolvimento em um ambiente alegre, tranquilo e carinhoso.
A participação ativa dos pais influencia em todo o desenvolvimento da criança

Lembre-se: Cada bebê se desenvolve individualmente, no seu próprio ritmo. A melhor comparação é com ele mesmo!

Informe-se em fontes seguras e converse com seu pediatra!

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Relatora:
Renata Sayuri Ansai Pereira de Castro
Departamento Científico de Neonatologia Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Meu bebê nasceu prematuro e vai receber alta. O que preciso saber? https://spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-e-vai-receber-alta-o-que-preciso-saber-2/ Thu, 19 Nov 2020 00:08:20 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3508 O momento da alta de um bebê prematuro é acompanhado de sentimentos muito intensos e diversos por parte dos pais e familiares. Alegria, alívio, ansiedade, medo, cansaço são emoções frequentes para os pais dos bebês prematuros muito pequenos, que podem ter ficado internados por um tempo muito longo, 3 a 4 meses, ou até mais. É também um momento de muitas dúvidas.

A proximidade e o vínculo entre a família e a equipe cuidadora (neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, e outros profissionais), construídos no dia a dia, facilita a programação da alta, que começa a ser organizada com bastante antecedência.

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São muitos os critérios para a alta de um prematuro, e uma família segura e preparada para levar seu bebê para casa é um deles, sendo tão importante quanto alcançar um peso mínimo seguro, por exemplo.

É muito interessante o que acontece com as famílias no decorrer da internação: elas vão, gradualmente, aprendendo a entender a complexidade dos cuidados de uma UTI Neonatal, recebem notícias boas, notícias ruins e continuam caminhando com a equipe. Dessa forma, seguem mais confiantes diante de tantos acontecimentos durante toda a internação. Até que chega o momento em que já participam dos cuidados de seus bebês, recebendo treinamentos diários pela equipe cuidadora, tudo já fazendo parte do preparo para a alta hospitalar.

Com a compreensão de que há critérios muito claros para a alta segura, os pais e toda família aprendem e entendem que todo o cuidado precisa continuar após a alta, e sua importância nesse processo, juntamente com a equipe de profissionais.

Estamos, então, no momento do Seguimento do Prematuro, que acontecerá nos consultórios ou ambulatórios de Pediatria, sob os cuidados do pediatra/neonatologista capacitado para este cuidado tão específico, que requer, obrigatoriamente, protocolos de acompanhamento, equipes multiprofissionais, exames laboratoriais e/ou de imagem.

Os bebês que nascem prematuros, especialmente os menores que 35 semanas e aqueles com peso inferior a 2500g, irão precisar de seguimento com atenção no seu crescimento e desenvolvimento; no calendário de vacinação. Já os menores que 1500g e/ ou <32 semanas precisarão ainda de avaliação especializada como:

– Oftalmologista infantil, para acompanhamento do desenvolvimento da visão, mesmo para os bebês que não tiveram a retinopatia da prematuridade como complicação;
– Fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional, para ajudar nos marcos do desenvolvimento e atuar nos atrasos quando presentes;
– Fonoaudiólogo especialista em audição e linguagem para acompanhar o desenvolvimento da fala, intervindo se for o caso;
– Psicólogo, para o cuidado às famílias, bem como para realizar avaliações específicas do neurodesenvolvimento.
Outros especialistas poderão ser necessários dependendo das complicações que o bebê apresentou durante a internação.

Então, a nossa resposta para a pergunta que abre esse texto é:

“É fundamental que a família saiba que o acompanhamento do seu bebê pós alta é tão importante quanto foi a sua internação na UTI e que esse seguimento rigoroso, com pediatra capacitado e tantos outros profissionais, poderá fazer toda a diferença na qualidade de vida do seu bebê”.  

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Relatora:
Juliana Bottino Navarro 
Departamento Cientifico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Meu bebê nasceu prematuro, e agora? https://spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-e-agora/ Thu, 12 Nov 2020 17:25:55 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3499 O nascimento do bebê é um momento muito esperado, idealizado e sonhado. Mas, infelizmente, nem tudo acontece como planejado e algumas vezes precisamos lidar com situações inesperadas, como a chegada de um filho prematuro.

Nem todos os bebês prematuros passarão por uma internação em UTI, mas grande parte deles poderá precisar, principalmente se a gestação for menor de 35 semanas (final do oitavo mês). Mesmo os bebês que ficam com as mãe em alojamento conjunto podem apresentar mais dificuldades pela imaturidade de seus sistemas: sucção pode ser mais difícil, por exemplo, e icterícia (aquele amarelinho da pele e olhos do bebê) mais frequente, o que podem determinar um período de internação maior do que os 2 ou 3 dias habituais após o parto.

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E se o bebê precisar ir para a UTI?

É muito difícil prever quando o bebê terá alta; conforme o bebê amadurece, ele passa a respirar sem precisar de ajuda, sugar com mais eficiência e começa a recuperar seu peso e, assim, sua volta para casa fica mais segura. Em geral, para o bebê ter alta, precisa estar respirando sozinho e sem a necessidade de oxigênio, precisa estar se alimentando adequadamente pela boca (e preferencialmente mamando no seio da mãe) e ter um peso mínimo que varia de hospital para hospital, mas em geral esse peso é por volta de dois quilos. Todos os bebês perdem peso após o parto e levam alguns dias para sua recuperação. Nos prematuros esse processo costuma levar mais tempo. A icterícia, que precisa ser controlada e a avaliação de outras situações relativas à imaturidade do recém-nascido podem alterar os critérios e o tempo da alta. Cada caso é um caso e precisa ser analisado individualmente pela equipe do hospital.

O que os pais podem fazer?

É uma fase e vai passar. Estar junto ao bebê é importante e pode trazer emoções controversas. Assim como você quer levar seu bebê prematuro para casa, existe a consciência de que ele precisa ainda de suporte médico e que o hospital ainda é o lugar mais seguro para ele. Converse com a equipe do hospital para saber como tirar o seu leite para oferecer ao bebê e como o pai pode incentivar a mãe nesse sentido. O leite da própria mãe é o melhor alimento para o bebê, mesmo que ele não possa receber esse leite em um primeiro momento. A presença dos pais, sua voz, seu toque também são muito importantes na recuperação do bebê e fazem toda a diferença no tratamento que ele está recebendo no hospital. A equipe do hospital estará com vocês para compartilhar cuidados do bebê e ajudar na alimentação, na troca de fralda, banho e em outros cuidados.

Rede de apoio

O cuidado de um bebê, prematuro ou não, requer que a mãe seja acolhida e apoiada. Além da família, a equipe que está com seu bebê no hospital pode fazer parte de uma grande rede de apoio. Aproveite o tempo de internação para esclarecer sempre suas dúvidas.

Muitas vezes mães e/ou pais na mesma situação ajudam a lidar com todas os desafios que podem surgir (empatia), mesmo sabendo que seu bebê é único sua evolução não será igual a de outros bebês.  

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Relatora:
Daniela Testoni Costa Nobre
Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro https://spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/ Fri, 01 Mar 2019 18:44:21 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2474 Neste mês de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove mais uma campanha: Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, um tema muito importante, uma vez que no Brasil nascem ao redor de 3 milhões de crianças por ano e, destas, cerca de 11% são prematuras (com idade gestacional abaixo de 37 semanas). Em São Paulo, o número de nascimentos ao ano é ao redor de 600 mil crianças, mantendo a mesma proporção de prematuros.

De acordo com a coordenadora da campanha, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente da SPSP e presidente do Departamento de Neonatologia da SPSP, esses prematuros nascem por diversas causas, que devem ser avaliadas e discutidas junto às Sociedades de Pediatria, Obstetrícia e órgãos públicos, com o objetivo de prevenir a prematuridade. “Para isso, temos o dia 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em mais de 50 países, com o intuito de lembrar as causas da prematuridade e discutir estratégias para diminuir essa taxa”, afirma.

março lilás

Atenção à saúde do prematuro

Conforme explica Lilian, os pediatras e neonatologistas, preocupados com os cuidados e desafios relacionados aos bebês que nascem prematuros, batalharam e conseguiram a promulgação, em 2009, do Projeto de lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo. “Em 2017, a SPSP lançou a campanha Março Lilás, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março”, comenta a médica.

“Um dos motivos pelos quais lançamos campanha foi, em primeiro lugar, devido ao aumento no número de casos de prematuros no Brasil e em São Paulo. Além do alto índice no nascimento de prematuros, também observamos um número cada vez mais crescente de prematuros com idade gestacional mais baixa”, revela Claudio Barsanti, presidente da SPSP, enfatizando que a atenção neonatal se desenvolveu muito nas últimas décadas e que, atualmente, o cuidado ao bebê prematuro, mesmo aqueles com menos idade e peso, tem obtido muito mais sucesso.

O médico ressalta que existem cuidados que devem ser dirigidos especificamente ao bebê prematuro, pois existem riscos que são inerentes (ou maiores) nesta população. Ele declara que é fundamental que haja uma atenção muito bem-feita, seja no pós-natal imediato como também após a alta, durante o acompanhamento desse bebê. “Dessa forma, diante do aumento na incidência de prematuros e da importância de se ter um atendimento/seguimento adequado, a SPSP destacou esse tema como uma de suas campanhas”, afirma Barsanti.

Equipe bem treinada

No período da campanha, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. “É importante não só melhorar as taxas de sobrevida desses pacientes, como também garantir uma qualidade de vida adequada”, relata Lilian.

De acordo com a neonatologista, os cuidados essenciais com o prematuro já começam no momento do nascimento, com uma boa atenção obstétrica e neonatal nesse período de grande vulnerabilidade, que é a transição da vida intra-uterina para a extra-uterina. “Para isso, é necessário uma equipe treinada para fazer a recepção e realizar todas as manobras de reanimação que o bebê prematuro poderá necessitar. Isso já implica que ele deve nascer em um serviço capacitado”, aponta a médica, esclarecendo que após o nascimento, um grande número desses bebês irá necessitar de cuidados intensivos, como suporte ventilatório, monitorização dos sinais vitais e nutrição parenteral.

Lilian destaca, ainda, que durante sua internação, o bebê prematuro poderá apresentar uma série de intercorrências que irão demandar algum cuidado do neonatologista e da equipe multiprofissional, além de outras especialidades médicas. “Quanto mais prematuro maior o risco de morrer e maior o tempo de internação. Vale ressaltar que a mortalidade entre os RN prematuros é muito elevada: dados do DataSUS, de 2016, mostram que 79 (no Brasil) e 70 (em São Paulo) para cada mil RN nascidos prematuros evoluem a óbito no período neonatal (até 28 dias de vida)”, informa a neonatologista.

Para Barsanti, é preocupação constante da SPSP, desde a sua fundação, dar enfoque na discussão e na apresentação de temas de grande importância da Pediatria, o que inclui as campanhas promovidas pela SPSP, entre as quais o Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro”. “A SPSP já vem promovendo reuniões, encontros e palestras científicas diretamente relacionadas à abordagem do recém-nascido e à área neonatal, e daremos maior ênfase ao tema durante o mês de março, quando ocorre a campanha. Assim teremos não só a possibilidade de realizar um uptodate e discutir ações com os profissionais dessa área, como também estaremos presentes para a sociedade em geral, alertando as pessoas para o risco da prematuridade e como deve ser esse acompanhamento”, conclui o presidente da SPSP.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 01/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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