Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 03 Apr 2023 13:22:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Gazeta da Semana e Rio Preto News – Depressão entre Crianças e Adolescentes: Pare, Observe, Acolha, com SPSP https://spsp.org.br/gazeta-da-semana-e-rio-preto-news-depressao-entre-criancas-e-adolescentes-pare-observe-acolha-com-spsp/ Mon, 16 May 2022 13:49:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=32885 Veículos: Gazeta da Semana e Rio Preto News

Data: 16/05/2022

O jornal Gazeta da Semana e o site Rio Preto News divulgaram a campanha promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo Maio Amarelo: Depressão entre Crianças e Adolescentes: Pare, Observe, Acolhaque visa alertar pais, cuidadores, pediatras, pedagogos, entre outros profissionais, sobre o assunto. O pediatra Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, salienta que o diagnóstico precoce de depressão dá mais condições de impedir que crianças e adolescentes caminhem por um espaço nebuloso e perigoso. Para a psicanalista da SPSP Vera Ferrari, coordenadora da campanha, o mais importante é entender que a criança faz parte de uma família e que, juntos, fica mais fácil encontrar uma forma de ajudá-la a tratar essas dificuldades e superá-las.

Leia mais: https://rpnews.com.br/noticia/25233/campanha-maio-amarelo

https://gazetadasemana.com.br/noticia/72753/campanha-maio-amarelo

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A criança e a depressão em tempos de pós-isolamento https://spsp.org.br/a-crianca-e-a-depressao-em-tempos-de-pos-isolamento/ Tue, 10 May 2022 12:52:23 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=32444 A depressão infantil afeta exatamente as condições e situações por meio das quais a criança é estimulada a crescer, a aprender, a se fortalecer, a construir suas habilidades e competências.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 10/05/2022


 

Nestes tempos pós-quarentena, vimos várias alterações no comportamento das crianças ao retomarem uma rotina de vida mais próxima da que levavam antes das restrições e do “Fique em casa!”.

Algumas dessas mudanças tiveram início já durante o isolamento pela própria condição de vulnerabilidade trazida pelo medo do contágio pela covid-19 e pelo clima assustador que se instalou frente à impossibilidade de controlar a situação, mesmo por parte dos adultos.

Todos, indistintamente, tinham possibilidade de serem contaminados e adoecerem gravemente e isso, muito frequentemente, agravou o medo das crianças por fantasiarem a perda dos pais, justo estes que deveriam sempre protegê-los.

As crianças também tiveram uma quebra importante nas oportunidades de encontros e interações enriquecedores com indivíduos da própria idade e com os outros adultos que são significativos em sua vida, como avós, tios, professores.

E, dois anos parece uma eternidade para uma criança…

No retorno às atividades, muitas crianças se sentiram receosas com a possiblidade de não conseguirem se “enturmar”, de não saberem como reatar as amizades ou fazer novos amigos, um abalo na autoestima por se verem inseguras quanto as suas capacidades e competências.

Em outras, a dificuldade ou impossibilidade em acompanhar o aprendizado online produziu uma ansiedade muito grande pelo receio de não “conseguir mais aprender”, de tirar notas baixas, de repetir o ano ou decepcionar os pais, e que só foi sentido no retorno às aulas presenciais.

Então, vamos percebendo crianças ansiosas, inquietas, agitadas, irritadiças, agressivas, tristes, com dificuldade em se concentrar, com reações inesperadas, às vezes desproporcionais às circunstâncias, mais isoladas ou caladas, mais apegadas aos pais, com insônia ou dificuldade para dormir, sem nenhum apetite ou com muito apetite, com queixas constantes de dores no corpo ou cansaço para fazer qualquer coisa, sejam as tarefas da escola ou brincar e se divertir.

Os pais podem verbalizar que essas atitudes, esses comportamentos e sentimentos estão relacionados com o estresse, a incerteza e o desconhecido que atravessou a vida das famílias de forma geral e das crianças, em particular. E estão corretos.

Podem acreditar que é só uma fase e que com paciência tudo volta ao normal.

Aí, já precisamos ter mais cuidado e estar muito atentos.

E por quê?

Porque a pandemia e o isolamento alteraram todos os pontos de referência e de segurança que as crianças tinham e que lhes davam a sensação de controle, de que podiam prever como iria ser o seu dia seguinte e se preparar para ele, dormir e acordar como todos os dias e de que podiam cuidar das coisas que faziam parte de sua rotina – escola, amigos, pais, irmãos, diversão…

E, de pronto, não havia nada para reassegurar a criança de que tudo iria ficar bem de novo.

Então, pode não ser apenas uma fase.

Os pais precisam prestar muita atenção para o caso dessas queixas persistirem, de piorarem ao invés de diminuírem, de que a criança não consiga ou não queira aumentar o contato com os amigos ou mesmo sair e brincar mais tempo fora de casa ou, ainda, voltar a ter comportamentos e atitudes muito infantis para a idade.

Porque um combinado de comportamentos ou sentimentos, de modo muito duradouro, que modificam e prejudicam muito a interação da criança com as coisas e pessoas que fazem parte de seu mundo, podem sinalizar que estamos frente a um quadro de depressão infantil, que traz muito sofrimento emocional, com consequências importantes para o desenvolvimento da criança.

A depressão infantil afeta exatamente as condições e situações por meio das quais a criança é estimulada a crescer, a aprender, a se fortalecer, a construir suas habilidades e competências em todos os campos.

Nestes casos, é importante que a criança possa ser avaliada para confirmar o que exatamente está acontecendo com ela e para que os pais possam ser auxiliados quanto ao que podem ou precisam fazer para ajudá-la.

Os pais não devem hesitar em procurar auxílio.

Podem falar com a orientadora da escola da criança e solicitar orientação e apoio. Podem buscar atendimento pediátrico e psicológico em alguma unidade da Rede Básica de Saúde. Podem, ainda, conversar com o pediatra da criança, se a criança dispuser de um médico que a acompanhe.

O mais importante é entender que a criança faz parte de uma família e que, juntos, fica mais fácil encontrar uma forma de ajudá-la a tratar essas dificuldades, superá-las e retomar o curso de sua vida novamente.

Relatora:
Vera Ferrari Rego Barros
Presidente do Núcleo de Estudo sobre Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Ficar isolado: o que isso significa para o adolescente? https://spsp.org.br/ficar-isolado-o-que-isso-significa-para-o-adolescente/ Wed, 26 May 2021 13:19:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28467 Quando pensamos em adolescente e isolamento, logo recordamos daquele indivíduo que fica o tempo todo no quarto com a porta fechada e quando sai de lá, troca 4 ou 5 palavras com o resto da casa e volta para seu refúgio.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 26/05/2021


Quando pensamos em adolescente e isolamento, logo recordamos daquele indivíduo que fica o tempo todo no quarto com a porta fechada e quando sai de lá, troca 4 ou 5 palavras com o resto da casa e rapidamente já volta para seu refúgio, e que, no geral, odeia ser interrompido.

Na era pós-Covid-19, essa imagem mudou. Antes esse ser se isolava da família, mas estava extremamente conectado e presente na vida dos seus pares, seja na escola, na comunidade ou até mesmo nas redes sociais. Hoje em dia, esses ambientes estão resumidos à tão infame tela, à escola, à família, às amizades, todo meio social e as relações afetivas estão acontecendo no meio virtual.

É muito nítida, compreendida e trabalhosa a transformação do bebê na criança que corre, lê, opina e distribui abraços, mas quando pensamos na evolução de uma criança em um adulto confiante, responsável, autônomo e com um futuro profissional, na maioria das vezes torcemos o nariz…é o tal adolescente. Essa trajetória igualmente trabalhosa, além de ser um momento de muitas transformações corporais, é também quando lidamos com a aquisição de novas habilidades intelectuais, capacidade de lidar com abstrações, autocontrole e da troca ou amadurecimento dos papéis sociais e sedimentação da identidade que caracterizam essa fase do desenvolvimento. É um momento em que todos os sentimentos são intensos, nada fica no meio termo: a raiva é muita raiva, o amor é eterno, o carinho é infinito e o cansaço, exaustão. Lidar com tudo isso e ainda estar em isolamento social, restrito as telas, distante dos colegas, da escola e de todos os ambientes tão fundamentais para que essas novas aquisições sejam descobertas, experimentadas, testadas e amadurecidas, somadas a atual vivência de algo que jamais foi esperado, torna tudo muito mais complicado.

É esperado que, nesse momento único na vida dos filhos associado a atual instabilidade externa, o estresse intensifique as emoções do medo e da ansiedade. Se isso está acontecendo, um caminho para dar vazão a esses sentimentos e sensações se torna necessário. Mas como fazer isso? Restringir o tempo de telas? Proibir de jogar videogame? Como lidar com o tédio, o isolamento do adolescente da família e as consequências do excesso ou do mau uso das telas? Além disso, sabendo da função do social para o bem-estar dos adolescentes, como manter contatos saudáveis, ainda que a distância?

Conecte-se, qual será o interesse atual dele? Procurando momentos improváveis, mantenha os espaços para conversas abertos, seja no carro, no jantar, durante um jogo em família ou enquanto fazemos uma faxina. Pergunte a opinião dele sobre uma notícia. Conte como era a sua vida naquela idade, como se virava sem celular ou internet (sem fazer julgamentos se era melhor ou pior), o que fazia de errado, quais as enrascadas que você escapou? Seja sincero! Se o excesso de informações sobre o coronavírus estiver causando muitas angústias, limite o acesso para todos em casa.

Tendo em vista que ainda somos o exemplo a ser seguido e contestado, tente fazer uma rotina familiar coletiva, dividindo os afazeres da casa, da escola e do trabalho com o tempo de tela e para o lazer. Procure incorporar alguns combinados entre a família, seja para melhorar o sono, a alimentação; reconheça as falhas quando acontecerem e tente de novo, colaborando entre si, demostrando insegurança, raiva e frustração ou orgulho nas pequenas conquistas.

Continue encarando esse momento como difícil e desgastante para todos, as incertezas e as questões financeiras podem estar tornando o ambiente mais propício para que ocorram conflitos, intolerâncias e para as emoções serem ignoradas. Respire, tente identificar e lidar com as emoções, faça seu melhor, ou faça simplesmente o possível, mas não deixe de pelo menos tentar e sempre busque ajuda quando não souber o que fazer. Isolamento não é sinônimo de solidão e tristeza muito menos de doença.

 

Relatora:
Gabriella Lube
Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: hay dmitriy | depositphotos.com

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Resiliência: construindo a capacidade de enfrentamento https://spsp.org.br/resiliencia-construindo-a-capacidade-de-enfrentamento/ Tue, 18 May 2021 17:39:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28418 A jornada da vida, desde sua “aurora” até seu último instante, traz permanentes desafios. O processo de desenvolvimento da criança e do adolescente, e o viver adulto, envolvem muitos ganhos e várias perdas. ]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 18/05/2021


A jornada da vida, desde sua “aurora” até seu último instante, traz permanentes atravessamentos e desafios. O próprio processo de desenvolvimento da criança e do adolescente, e o viver adulto, envolvem muitos ganhos e várias perdas. Sem falar das inúmeras vezes em que somos confrontados com situações potencialmente traumáticas, como as que temos vivido durante os tempos de pandemia com todas as reverberações envolvidas.

Para lidarmos com as experiências, necessitamos ao longo da vida construir instrumentos para enfrentarmos as várias situações difíceis que a vida nos confronta.

Resiliência psicológica pode ser considerada uma capacidade de enfrentamento bem-sucedido que sobrevém às situações traumáticas ou às condições muito difíceis. Vale ressaltar que essa construção implica em um processo permanente e deve ser germinada no início da vida. Principalmente a partir das relações de qualidade que se estabelecem com quem cuida da criança, nas quais a confiança possa ser ingrediente básico, tecidas junto a um apego seguro, que ajudará a criança a construir uma boa autoestima, uma capacidade de confiar em si mesma e ter esperança quando algo não vai bem.

Ao dispensarmos cuidados ao bebê, estamos o auxiliando na construção de instrumentos fundamentais, para gradativamente ele poder lidar com afetos de qualidades distintas. Poder tolerar momentos difíceis no início da vida e ser ajudado nessa tarefa cria condições para lidar com a vida.

E se essa potencialidade de “enfrentar tormentas” e depois poder reagir saudavelmente não foi facilitada na infância? Alguém que funcione como um farol no mar escuro poderá ajudar nessa navegação, mas não podemos esquecer que a capacidade de construir possibilidades e instrumentos para enfrentarmos algo difícil está diretamente ligada à capacidade de elaborarmos psiquicamente os impactos, perdas e separações aos quais estamos permanentemente sujeitos.

Podemos querer fazer desaparecer algo que dói e nos faz sofrer. Apesar de muitas vezes essa opção trazer certo alívio momentâneo, não costuma ser um bom negócio a médio e longo prazos. Se usarmos esse mecanismo repetidas vezes, podemos nos afastar cada vez mais das nossas reais emoções e a de nossos filhos, não as legitimando, dificultando e muitas vezes criando obstáculos para o reconhecimento delas, tornando muito difícil um caminho de enfrentamento.

Um exemplo útil ocorre quando uma criança cai ou um adolescente briga com sua namorada e dizemos algo como: “Não foi nada!”. Não acolhemos dentro de nós mesmos e ajudamos a criar um espaço para o que está sendo experimentado e está doendo no outro. Ao reagirmos como se nada tivesse acontecido não estamos ajudando a construir capacidades para encontrar caminhos genuínos. Colocar a “poeira debaixo do tapete”, acaba por passar uma mensagem que emoções e sentimentos são uma bobagem e que não devemos nos dedicar a eles.  

Quanto mais deixamos as experiências intocáveis, negando ou evitando senti-las, mais suas forças originais são conservadas, sem a possibilidade de transformar a dor em crescimento.

Apesar de difícil, o contato com nossas emoções e interioridade pode fornecer uma possibilidade de suportar os afetos desagradáveis: poder compartilhar as emoções com um outro pode fazer a diferença no entendimento das próprias emoções e na descoberta de saídas dos afetos não agradáveis. Uma das coisas mais importantes para o ser humano é ser escutado verdadeiramente e ser refletido pelo outro, mesmo que em alguns momentos essa imagem refletida seja a de dor.

Espaços solitários podem ser importantes para entrar em contato com nosso interior, mas também encontrar no outro um espaço de escuta e acolhimento verdadeiro, no qual haja uma troca fértil, pode ajudar a construir sementes de boas capacidades resilientes, nos servindo de farol em momentos de mar escuro e de tormenta.

Relatora:

Cristiane da Silva Geraldo Folino

Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: fizkes | depositphotos.com

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Campanha Maio Amarelo – Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha https://spsp.org.br/campanha-maio-amarelo-depressao-entre-criancas-e-adolescentes-pare-observe-acolha-2/ Thu, 02 May 2019 21:17:50 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2533 Os dados sobre depressão são alarmantes. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 60% dos adolescentes abordados em consulta médica relatam ter sentimentos de depressão – com frequência maior entre as mulheres do que os homens – sendo este um dos fatores de risco para suicídio nessa fase do desenvolvimento. O suicídio é a terceira causa mais comum de morte entre adolescentes e jovens do sexo masculino e as tentativas de suicídio, principalmente entre as mulheres, correspondem à principal causa de procura de atendimento de urgência por adolescentes e jovens.

maio amarelo

Ciente da relevância do assunto, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a Campanha Maio Amarelo com o lema “Depressão entre crianças e adolescentes: pare, observe, acolha”, que visa oferecer, àqueles que estão diretamente envolvidos nos cuidados e na formação da criança e do adolescente, os meios necessários para a detecção, acolhimento, prevenção e tratamento da depressão e das situações de risco que esta determina.

A campanha resultou de uma ação integrada entre Departamentos Científicos e Núcleos de Trabalho da SPSP e conta com profissionais das áreas da saúde e educação, além de advogados e representantes de escolas públicas e privadas. “Definimos como objetivo principal da campanha a criação de um Núcleo de Estudos sobre Depressão entre Crianças e Adolescentes e a elaboração de uma Carta de Propostas contemplando as demandas por conhecimento e orientação sobre as causas e consequências dos quadros de depressão na infância e adolescência, nos níveis de prevenção, detecção e intervenção, bem como a divulgação e o envolvimento cada vez mais amplo da classe pediátrica e dos diversos segmentos da sociedade afeitos a essa grave problemática. As ações serão voltadas para educadores, pais e para as próprias crianças e adolescentes”, conta a presidente do Departamento de Saúde Mental da SPSP, Dra. Vera Ferrari.

A partir das discussões realizadas no evento de lançamento da campanha, a SPSP quer possibilitar uma mudança na realidade atual e encontrar soluções conjuntas que se traduzam em medidas efetivas contra os sérios riscos trazidos pelos quadros de depressão na infância e na adolescência. Nesse sentido, pretende divulgar material relativo ao tema aqui no Blog Pediatra Orienta e realizar ações junto às escolas (públicas e particulares), por meio dos educadores, alunos e pais, profissionais de saúde e pediatras.

Segundo Dra. Vera, o Núcleo de Estudos está finalizando um projeto-piloto junto a duas escolas, uma pública e outra particular, com lançamento em maio de 2019, como forma de avaliar a efetividade das ações propostas em atender os objetivos da campanha. O coordenador das campanhas da SPSP, Dr. Claudio Barsanti, adverte que não se pode negligenciar um assunto tão sério. “A depressão tem desdobramentos terríveis e os indicativos dessa doença, muitas vezes, estão bem claros diante de nós. Pais, familiares e cuidadores devem receber orientação adequada para saberem como agir em casos de suspeita de quadro depressivo. Essa campanha é de fundamental importância porque promove ações justamente para auxiliar nessa conscientização”.

Fonte: Cartilha Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na Atenção Básica do Ministério da Saúde.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 2/05/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
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Maio Amarelo – O que vem antes da depressão? https://spsp.org.br/maio-amarelo-o-que-vem-antes-da-depressao/ Fri, 18 May 2018 18:20:03 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2099 A ideia de ‘criança deprimida’ pode parecer estranha. Criança está associada a brincadeira, riso, energia e também birra, manha e choro, mas sempre com a força da vitalidade. Depressão sugere apatia e desvitalização.

Pezibear | Pixabay

Mas nem sempre essa fórmula é adequada para reconhecer o estado emocional de uma pessoa, sobretudo uma criança. O excesso de riso, de brincadeira ou birra, é um sinal de alerta. Comunica uma sobrecarga em sua mente imatura e dificuldade em processar emoções. Em outras palavras, significa que a criança está sofrendo e muito provavelmente nem saiba o porquê.

A primeira ajuda é levar a sério seu sofrimento. Felizmente, a maioria das crianças costuma ser, na maior parte do tempo, alegre, de bem com a vida e esquece rápido as chateações. Mas, às vezes ficam tristes, tanto quanto os adultos. Algumas das vezes elas refletem sofrimentos dos adultos que se ocupam delas, quando nem eles mesmos se deram conta de suas dores. Assim, quando o adulto não reconhece suas próprias tristezas refletidas, se incomoda com a criança que começa a “criar problemas”. Pior, impõem-lhes exigências que agudizam suas angústias, deixando-as sós e sem saída.

É importante discriminar estados de tristeza de sinais de depressão. Ciúmes, medo ou raiva podem levar a tristezas. Mas essas costumam passar mais ou menos rápido e têm história e motivação. Morte do animalzinho de estimação, briga com amigo, bronca dos pais, frustrações, saudade são alguns dos motivos de um estado “borocoxô”. Mas o luto tem uma evolução gradativa e acaba. Os conflitos se resolvem e as frustrações são absorvidas.

Na depressão, por outro lado, qualquer motivo se cola num certo blues que não passa e não tem história e motivação aparente. Não tem a ver com o fato em si – qualquer situação de tensão ou estresse, como desentendimento entre os pais ou exigências da escola, pode causar ansiedade e servir de estopim para um estado mental que já estava fragilizado. E o que poderia ser uma tristeza passageira se torna aguda e as sensações de solidão e de incompetência se impõem.

Depressão não passa de repente; em geral demanda ajuda profissional. Não se confunde com tristeza, que tem uma causa bem determinada e tem prazo para terminar. A depressão é difusa, não se sabe explicar e se mantém constante na rotina.

Inapetência, sono descontinuado e agitado, isolamento dos amigos, ausência do brincar são alguns dos sinais. Brincar é a mais saudável atividade da criança, pois utiliza sua capacidade imaginativa que lhe ajuda a processar emocionalmente as experiências, prazerosas ou não.
Outros sinais são mais tênues, mas não menos preocupantes. Crianças sempre “boazinhas”, obedientes e amáveis com quem quer que seja e em qualquer circunstância se machucam ou adoecem com frequência. Mostram-se frágeis, suscetíveis.

Apesar de preocupante, depressão tem cura e a plasticidade da criança favorece o tratamento. As psicoterapias rapidamente mudam o cenário. Algumas vezes é necessário um complemento farmacológico, mas ele nunca deve ser o único recurso. Depressão é falta de mobilidade psíquica. Um engessamento emocional. É preciso ajudar a criança a desenvolver recursos mentais, para lidar com os dissabores da vida.

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Relatores:
Denise de Sousa Feliciano
Eduardo Goldenstein

Departamento Científico de Saúde mental da SPSP.

Publicado em 18/05/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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