Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 21 Dec 2021 17:59:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Finalmente é Dezembro!!!! https://spsp.org.br/finalmente-e-dezembro/ Tue, 21 Dec 2021 17:57:12 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30873 Dezembro, mês de festas, de férias e é o mês da Prevenção de Acidentes (Dezembro Vermelho) para a SPSP. Acidentes, diferentemente do que o nome sugere, não são eventos casuais e aleatórios. Eles são previsíveis, preveníveis e evitáveis.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 21/12/2021


Dezembro, mês de festas, de férias e também é o mês da Prevenção de Acidentes (Dezembro Vermelho) para a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Acidentes, diferentemente do que o nome sugere, não são eventos casuais e aleatórios. Eles são previsíveis, preveníveis e evitáveis. Para isso, é importante que as pessoas conheçam os principais acidentes com crianças e adolescentes, os ambientes que ocorrem e como preveni-los. 

A SPSP, com a campanha Dezembro Vermelho, reforça esses conceitos, chamando a atenção da população para a PREVENÇÃO, que é a forma mais eficaz de diminuir as mortes e/ou sequelas de crianças e adolescentes vítimas de “acidentes” no Brasil e, por que não, no mundo.

A Organização Mundial da Saúde estima que centenas de milhares de crianças morram anualmente no mundo em decorrência dessas injúrias não intencionais (os “acidentes”), enquanto outras tantas sobrevivem com sequelas.      

No Brasil, os acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos. Eventos que acontecem no trânsito, afogamentos, quedas, sufocação, queimaduras, envenenamentos/intoxicações e os relacionados a armas de fogo são as principais causas, apresentando pequenas diferenças em relação às faixas etárias.

O local onde mais ocorrem acidentes com crianças é na própria residência. Manter um ambiente seguro é primordial. Publicamos vários textos:

Além de tantos outros abordando as principais injúrias e as formas de prevenção.

Com as férias, outros tipos de acidentes podem ocorrer (queimaduras por água-viva, por exemplo). A SPSP, por meio do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente, disponibilizará no Blog Pediatra Orienta, vários textos para prevenção. Que todos tenham férias felizes, seguras…e não se esqueçam das máscaras!

Relatora:
Tania Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

Foto: anatols | depositphotos.com

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Um segundo muda uma história: alerta sobre quedas de bebês (video) https://spsp.org.br/um-segundo-muda-uma-historia-alerta-sobre-quedas-de-bebes/ Fri, 25 Jun 2021 20:02:31 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28790 As quedas constituem a maior causa de internação de crianças menores de 1 ano, sendo responsáveis por 50% delas no Brasil. Elas ocorrem principalmente no ambiente doméstico, muitas vezes por descuido do cuidador.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 24/06/2021


As quedas constituem a maior causa de internação de crianças menores de 1 ano de idade, sendo responsáveis por 50% delas no Brasil. Elas ocorrem principalmente no ambiente doméstico, muitas vezes por descuido do cuidador. No caso de bebês, supondo que eles sejam incapazes de se mexer ou se virar, frequentemente o cuidador os deixa – mesmo que por “um segundo” – sozinhos na cama, sofá ou trocador, o que pode resultar em acidentes graves.

Tania Maria Russo Zamataro
Presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

Ilustrações e texto: Regina Carnaúba
Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP

Foto: rawpixel | depositphotos.com

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Acidentes de trânsito com crianças e jovens. Como prevenir? https://spsp.org.br/acidentes-de-transito-com-criancas-e-jovens-como-prevenir-2/ Mon, 07 Dec 2020 16:55:52 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3533 Campanha Dezembro Vermelho – prevenção de acidentes na infância e adolescência.

Criança como pedestre

Sabe-se que a maioria dos atropelamentos ocorre durante o dia, na calçada, longe de cruzamentos. Cerca de 30% acontecem enquanto a criança está atravessando na faixa de pedestre, o que reflete uma falsa percepção de segurança e supervisão insuficiente. Além disso, o risco é maior em ruas e avenidas com circulação de muitos veículos (o número de ruas que a criança atravessa também influencia).

Outros fatores importantes são idade: entre 3 e 12 anos, sexo masculino, locais em que a velocidade permitida é superior a 40 km/h, falta de locais seguros para brincar perto de ou em suas casas, aglomerados familiares e baixo nível socioeconômico.

petrograd99 | depositphotos.com

Menores de 5 anos correm em direção à rua, têm pouca habilidade para julgar a distância e velocidade dos veículos e se distraem facilmente por seus pares ou com outros estímulos do ambiente. Crianças pequenas podem não ser vistas pelo motorista quando atrás do veículo, ao brincar na rua, na frente de garagens. A visão traseira em muitos veículos pode ter um ponto cego de até 15m atrás do carro – isso pode facilmente “esconder” a criança. Menores de 10 anos não possuem ainda habilidades suficientes e adequadas para enfrentar o trânsito, fato este desconhecido por muitos pais.

Segundo a OMS, são cinco os fatores-chave (primários) para o risco de atropelamento: a velocidade do veículo, o consumo de álcool pelos motoristas e pedestres, a falta de um ambiente construído para a segurança, a visibilidade inadequada dos pedestres e a legislação de trânsito insuficiente ou mal aplicada.

Outros fatores (secundários) também são importantes, destacando-se: falta da supervisão das crianças, direção perigosa, motorista e/ou pedestre distraídos (com o celular) ou cansados, conflitos entre motoristas e pedestres nos cruzamentos, falta de habilidade da criança em julgar a velocidade dos veículos e compreender as regras do comportamento de segurança no trânsito (particularmente menores de 10 anos), falha do motorista em dar preferência ao pedestre, parar em cima da faixa de segurança.

As medidas eficazes para proteger o pedestre são:

-Medidas físicas para separar pedestres de veículos, playgrounds cercados e afastados de ruas movimentadas, cercas impedindo o cruzamento de vias mais movimentadas, calçadas limpas e próprias para uso em toda a sua extensão.

-Ruas com mão única e estacionamento restrito, tráfego de automóveis desviado da proximidade de escolas, limites de velocidade mais baixos e controlados efetivamente por leis bem aplicadas, controladores eletrônicos de velocidade e/ ou quebra-molas.

-Controle efetivo do ato de beber e dirigir, transporte público adequado e acessível, pedestres com vestimentas mais visíveis e design de veículos que protejam o pedestre.

Fonte: World Health Organization. Pedestrian safety: a road safety, manual for decision-makers and practitioners. Geneva: WHO; 2013. Disponível em Português: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/79753/9789275718117_por.pdf;jsessionid=209BD007EBC5808CB44716C1BFD0C92A?sequence=7

Criança como ocupante do veículo

O transporte adequado e seguro de crianças e adolescentes em veículos a motor pode reduzir 71% das mortes e 67% de lesões graves.

O local mais seguro é no meio do banco traseiro do veículo, desde que estejam devidamente restritos em assentos apropriados para suas idades e tamanhos e os assentos presos com cintos de segurança de 3 pontos do veículo (como explicado no quadro abaixo).

A segurança da criança e do adolescente como passageiros pode ser analisada em quatro etapas, sendo que cada transição resulta em diminuição na proteção. Os dispositivos de segurança para crianças e adolescentes como passageiros encontram-se esquematizados abaixo.

Do nascimento até a criança ter ultrapassado o limite máximo de peso ou altura permitido pelo fabricante. Não tem limite superior de idade (até os 2 ou 3 anos de idade). Deve ser instalado de costas para o painel do veículo, de preferência no meio do banco de trás, preso pelo cinto de segurança ou pelos sistemas de ancoragem para assento infantil Isofix, i-Size ou LATCH, em conformidade com as normas europeia ou americana.Criança atingiu o limite máximo do assento bebê-conforto (em peso ou estatura), passa para o assento (cadeirinha) com cinto de segurança próprio, pelo maior tempo possível (até o limite máximo de peso ou altura permitidos pelo fabricante). Vários modelos acomodam crianças pesando até 22 kg, o menor limite máximo de peso é de 18 kg (entre 3 e 7 anos).Criança atingiu o limite máximo permitido da cadeirinha de segurança, deve migrar para o assento elevatório (booster), até que o cinto de segurança de 3 pontos do veículo adapte-se com perfeição (faixa subabdominal passa pela pelve, a faixa transversal pelo meio do ombro e do tórax e os pés encostando no chão do veículo) – quando chegar a 1,45 m de altura (entre 9 e 13 anos). Se o carro tiver somente cintos subabdominais, o booster não deve ser usado.O cinto de segurança só pode ser usado se as costas tocarem no encosto do assento, com os joelhos dobrados confortavelmente e os pés encostando firmemente no chão, as faixas passando pelo meio do ombro e do tórax e pela pelve. A estatura mínima para usar o cinto de segurança do carro é de 1,35 m (padrão europeu) e 1,45m (padrão norteamericano). Todos devem viajar no banco traseiro até os 13 anos de idade.

Fonte: 1. Blank D. O pediatra e a segurança dos ocupantes de veículos automotores. Documento Científico – Sociedade Brasileira de Pediatria; 2019. Disponível em: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/o-pediatra-e-a-seguranca-dos-ocupantes-de-veiculos-automotores/

2. Modificado de: National Highway Traffic Safety Administration. Car Seats and Booster Seats. Disponível em: https://www.nhtsa.gov/equipment/car-seats-and-booster-seats

Criança como ciclista

A maioria das lesões que a criança ou o adolescente sofre ao cair da bicicleta é o trauma de crânio, muitas vezes grave e fatal.

A principal medida de prevenção se faz através do uso adequado de capacete, que reduz o risco de lesão craniana em até 85%, de traumatismo no cérebro em até 88% e de lesões de face em até 65%.

O capacete deve se ajustar perfeitamente à cabeça, ser confeccionado de espuma rígida e deformável, ter forro de poliestireno firme e ser coberto por uma fina camada plástica. Colocar diretamente no topo da cabeça, cobrindo a parte superior da região frontal (da testa), estando paralelo ao chão, encaixar-se bem, não se mover nem para a frente e tampouco para trás.

E as ciclovias são o meio de maior sucesso em separar ciclistas dos veículos a motor.


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Relatores
Renata D. Waksman
Sarah Saul
Alexandre Hirata
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Os acidentes de trânsito seguem matando crianças e jovens https://spsp.org.br/os-acidentes-de-transito-seguem-matando-criancas-e-jovens/ Thu, 03 Dec 2020 21:37:30 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3529 Campanha Dezembro Vermelho – prevenção de acidentes na infância e adolescência.

Dentre os acidentes, o trânsito representa a principal causa de morte no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 500 crianças morrem diariamente por acidentes de trânsito – a cada 3 minutos uma criança perde a vida! Muitos mais ficam feridos, frequentemente de forma severa e, se sobrevivem, o fazem com graves sequelas em longo prazo.

Aqui no Brasil, essa é a principal causa de morte em crianças a partir de 1 ano, com exceção de 2018, quando o afogamento passou na frente das mortes no trânsito na faixa de 1 a 4 anos. Neste ano, os acidentes de trânsito foram responsáveis por 3.200 mortes de crianças e adolescentes, sendo que 18% tinha menos de 10 anos e os 82% restantes estavam na faixa entre 10 e 19 anos; 15% eram pedestres, 43,1% eram ciclistas ou motociclistas e mais de 40% eram ocupantes de veículos a motor.

igorpushkarev | depositphotos.com

Quem são as crianças com maior probabilidade de morrer ou se ferir gravemente no trânsito, sejam atropeladas, como ciclistas ou ocupantes de veículos?

Segundo a OMS, embora o desafio da segurança no trânsito seja global, as crianças com maior probabilidade de morrer em um acidente de trânsito pertencem aos países de baixa e média renda.

A idade e o sexo têm relação com os riscos de a criança sofrer um acidente de trânsito?

Crianças de todas as idades correm risco de se envolver em um acidente de trânsito. Os meninos respondem por quase o dobro das mortes, acredita-se que pela exposição maior ao tráfego, bem como uma tendência de correrem mais riscos do que as meninas, especialmente os adolescentes.

Por que as crianças são tão vulneráveis ao trânsito?

As crianças mais novas são limitadas por seus aspectos físicos, cognitivos e de desenvolvimento, tornando-se mais vulneráveis do que os adultos. Devido a sua estatura, pode ser difícil para as crianças verem o tráfego circundante, assim como para que os motoristas as vejam. Além disso, recebem o impacto diretamente na cabeça, sendo mais suscetíveis a lesões graves (mais da metade resultam do impacto com os veículos e não com o solo, sendo a cabeça e as pernas as partes do corpo mais atingidas).

E a fase do desenvolvimento que se encontram interfere?

Crianças mais novas costumam ter dificuldade em interpretar várias imagens e sons, o que pode impactar em seu julgamento em relação à proximidade, velocidade e direção dos veículos. Muitas vezes são impulsivos e, associado a períodos curtos de atenção, têm dificuldade em lidar com vários desafios ao mesmo tempo. À medida que crescem, adolescentes são especialmente propensos a correr riscos, comprometendo sua segurança.

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Relatores
Renata D. Waksman
Sarah Saul
Alexandre Hirata
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Orientações para evitar intoxicações https://spsp.org.br/orientacoes-para-evitar-intoxicacoes/ Tue, 01 Dec 2020 22:15:05 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3523 Campanha Dezembro Vermelho – prevenção de acidentes na infância e adolescência.

Recentemente, a Anvisa notificou um crescimento dos casos de intoxicações por produtos de limpeza e desinfetantes em residências. Nos últimos meses, estivemos mais restritos ao lar, e aumentamos nossos cuidados com higienização e desinfecção a fim de evitar a disseminação da Covid-19. Pensando nisso, resolvemos trazer um alerta sobre o assunto, pois as crianças pequenas são as principais vítimas desse tipo de acidente.
Intoxicações são frequentes na infância, principalmente nos pequenos entre 1 e 4 anos de idade, época em que são curiosos, já têm alguma autonomia para explorar o ambiente, mas não têm discernimento dos perigos.

serkucher | depositphotos.com

Os principais causadores de intoxicações são os medicamentos, seguidos de produtos sanitários e de limpeza. Em seguida, temos os acidentes com animais peçonhentos (como escorpiões) e cosméticos. Para protegermos nossas crianças, além de sempre as deixarmos sob a supervisão de um adulto responsável, podemos tomar algumas atitudes que são muito importantes, pois bastam alguns minutinhos de distração para que um acidente potencialmente fatal aconteça:

1- Lavar as mãos das crianças com água e sabonete é a forma de higienização mais recomendada e equivale ao uso de álcool a 70%. Restrinja a utilização do álcool às situações em que a lavagem das mãos não for possível. Mantenha o álcool gel fora do alcance das crianças, longe do fogo e do calor.
2- Guarde produtos de limpeza e inseticidas longe de alimentos e de medicamentos, e fora do alcance das crianças
3- Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Nunca coloque produtos de limpeza, querosene, gasolina ou alvejantes em embalagens de refrigerante ou suco.
4- Com relação aos remédios, os cuidados são vários:

*Mantenha-os em lugar seguro e trancado, fora do alcance das crianças. Lembre-se que pílulas coloridas, embalagens e garrafas bonitas, com odor e sabor adocicados, são muito atraentes para elas.

*Prefira medicamentos em embalagens com trava de segurança (aquela que torna difícil a abertura para uma criança de até 5 anos, mas é fácil para um adulto).

*Leia sempre o rótulo ou a bula antes de administrar medicamentos.
*Evite tomar remédios na frente das crianças e deixe claro que não se trata de uma bala.
*Não dê remédios no escuro, a fim de evitar administração indevida
*Não utilize medicamentos sem orientação médica e mantenha-os nas embalagens originais com a bula
*Cuidado com remédios de uso infantil e adulto com embalagens parecidas. Erro de identificação pode causar intoxicação grave
*Nunca jogue a embalagem com o seu conteúdo na lixeira
*Nunca use medicamento com prazo de validade vencido

E por fim, não podemos deixar de falar sobre as plantas tóxicas, pois muitas delas estão em nossos jardins, vasos e já foram encontradas até em creches (por exemplo: aroeira, antúrio, espada de São Jorge, alamanda, azaleia e comigo-ninguém-pode).

Ensine sempre as crianças a não colocar plantas na boca e conheça a vegetação de sua casa e arredores. Em caso de acidente, retire da boca da criança o que resta da planta, guardando para identificação, e enxague com água corrente. Ligue para o Centro de Controle de Intoxicações da sua região. Ah, e não faça remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.

Com esses cuidados em mente e aplicando essas orientações em sua casa, protegeremos as crianças e vamos ajudar a diminuir esses tristes acidentes com intoxicação.

Você sabia? Geralmente as intoxicações acontecem nos horários que antecedem as refeições (entre 10:00h-12:00h e 17:00h-20:00h), ou quando há alteração na rotina da casa (mudança, comemorações e festas, ou quando recebemos visitas) 

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Relatora
Regina Carnaúba
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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“Brincadeira” perigosa: desafio da farinha https://spsp.org.br/brincadeira-perigosa-desafio-da-farinha/ Tue, 05 May 2020 14:53:21 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3176 No dia 24 de março de 2020, iniciou-se a quarentena (o distanciamento social) nos 645 municípios do Estado de São Paulo, na tentativa de controlar a transmissão comunitária do Sars-CoV-2. Vários pais e mães se viram fechados em casa com os filhos, com o desafio de trabalhar, cuidar da casa, supervisionar e entreter crianças e adolescentes e não enlouquecer.

edz barzhyvetsky | depositphotos.com

Algumas brincadeiras “viralizaram” nessa época e é sobre uma delas que gostaríamos de falar: a brincadeira da farinha.

Esta nova moda, com algumas variações, consiste em três pessoas brincando diretamente e uma fazendo perguntas: duas estão sentadas com um prato com farinha crua à frente, uma está em pé atrás delas. Conforme são feitas as perguntas, a pessoa em pé empurra uma ou outra cabeça para o prato com farinha.

Apesar de divertida (pelo menos para quem vê), a brincadeira é perigosa, pois, entre outras consequências, há chance de aspiração da farinha. Explicando: a farinha é um pó com partículas bem pequenas. A criança, ao ser empurrada para o prato com a farinha, pode fazer uma inspiração antes, durante ou depois. Em qualquer um destes momentos, com maior ou menor quantidade, o pó poderá entrar pela via aérea e se depositar nos pulmões, causando irritação. Para aquelas que são asmáticas, será crise na certa! E, claro, mesmo para as que não têm problemas respiratórios (pelo menos não tinham antes da brincadeira), esse corpo estranho causará alteração na função pulmonar, com tosse, falta de ar e provavelmente infecção.

Além disso, a farinha pode entrar nos olhos, ouvidos e narinas, causando irritação também.

Por fim, é bom lembrar que, na brincadeira original, as perguntas são do tipo “quem é mais…”, o que pode causar constrangimento, ciúme, chateação, entre outras coisas.

Um conselho: deixe essa brincadeira para comédias pastelões! Brinquem de coisas mais seguras, pois teremos ainda um bom tempo em casa…

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Relatora:
Dra. Tania Zamataro
Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Vocês sabem o que é “racha crânio, quebra crânio ou roleta humana”? https://spsp.org.br/voces-sabem-o-que-e-racha-cranio-quebra-cranio-ou-roleta-humana/ Thu, 20 Feb 2020 14:59:20 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3021 Considerada “brincadeira”, o racha crânio, quebra crânio ou roleta humana nada mais é do que um ato violento muito grave, onde a criança ou adolescente é imobilizado, não sabe o que vai acontecer com ele e é empurrado para trás (ou para frente), sem nenhuma proteção.

O que acontece: o corpo vai para o chão, a cabeça e a coluna sofrem um grande impacto com a ocorrência de traumas na cabeça e coluna, que variam de leves a graves – fraturas, sangramentos no couro cabeludo, na face, no cérebro, coma, convulsões, paralisias e até incapacitações permanentes.

O horror e o absurdo dessa situação é tal que, crianças e adolescentes são estimulados ou estimulam seus iguais a praticar uma forma de violência, muitas vezes filmada e divulgada nas redes sociais, que pode causar lesões gravíssimas e sequelas, quando não a morte!

krakenimages | depositphotos.com

Como crianças e adolescentes podem crer que causar dano e dor ao outro é divertido? E como estes atos cruéis, covardes e agressivos se propagam com tanta rapidez?


Essa tragédia não pode ser considerada uma forma de brincar, uma vez que nela está embutida uma agressão muito séria e, se ocorrerem lesões graves e morte, isso é considerado homicídio, com consequente responsabilização civil e criminal. Se os agressores forem menores de idade, seus responsáveis também terão de responder na Justiça.

É preciso que toda a sociedade, URGENTEMENTE, adote medidas para coibir essa violência e impeça que continue a acontecer!

Leia a nota de alerta, divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria: Alerta Urgente! Roleta Humana ou Quebra Crânio.

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Relatora:
Dra. Renata Waksman
Vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do blog Pediatra Orienta da SPSP para a Voz do Blog



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