Apresentação – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 24 Apr 2026 17:08:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Apresentação – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Outubro Verde – Combate à Sífilis Congênita https://spsp.org.br/outubro-verde-combate-a-sifilis-congenita-4/ Wed, 01 Oct 2025 11:15:15 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53351 ]]>

Texto divulgado em 01/10/2025


A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) criou a campanha “Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita”, promovida pelo Grupo de Trabalho (GT) de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita, com o objetivo de chamar a atenção da população e dos profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante. A doença representa um enorme desafio aos pediatras, devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical (da mãe para o bebê).

Segundo Lilian dos Santos R. Sadeck, coordenadora do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP e da campanha, apesar dos vários esforços conjuntos de obstetras, pediatras e equipe de enfermagem, que atuam na atenção primária, secundária e terciária da doença, ela ainda é muito prevalente em nosso meio, daí a importância do Outubro Verde, uma vez que o diagnóstico e o tratamento da mãe são essenciais para evitar as sequelas da doença, como aborto e nascimento prematuro dos bebês. “O prognóstico da sífilis congênita está ligado à gravidade da infecção intrauterina e à época em que o tratamento foi instituído”, explica a neonatologista. 

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, diz que o intuito do Outubro Verde é chamar a atenção de todos para a importância do acompanhamento adequado do pré-natal da gestante e, assim, realizar o diagnóstico e o tratamento da sífilis o mais cedo possível. “Ao se prevenir a transmissão da doença ao bebê, graves complicações que a criança poderá apresentar serão evitadas, bem como o risco de óbito”, esclarece, afirmando que é necessário que médicos e profissionais da saúde atentem para o problema, assim como a população, especialmente as gestantes, saiba sobre a importância da realização do pré-natal, dos exames sorológicos para sífilis e da necessidade de tratá-la, caso a doença seja diagnosticada.

“Vale lembrar que cerca de 50% dos bebês nascem assintomáticos e, se não for feito o diagnóstico logo após o nascimento, a criança poderá evoluir com complicações, inclusive de ordem neurológica e também lesões auditivas e/ou nos ossos, irreversíveis”, alerta Lilian, salientando que, em contrapartida, se esse recém-nascido fizer o tratamento adequado logo após o nascimento, durante dez dias, é possível combater a doença e evitar suas sequelas. De acordo com Barsanti, com estratégias de prevenção bem definidas e disponibilidade de tratamento é possível reverter o problema. “Se houver adequados acompanhamento pré-natal, diagnóstico e tratamento, a transmissão da doença ao bebê será evitada, bem como as complicações que a criança poderá apresentar posteriormente”, finaliza o pediatra.

 

Organização: Grupo de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP

]]>
Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita https://spsp.org.br/campanha-outubro-verde-mes-do-combate-a-sifilis-congenita-3/ Sun, 01 Oct 2023 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39556 ]]>

Texto divulgado em 01/10/2023


A Campanha Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) tem por objetivo trazer para discussão a situação da sífilis congênita, que representa um enorme desafio aos médicos pediatras, devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical. Desde então, a campanha visa chamar a atenção da população para a importância do diagnóstico e do tratamento da sífilis congênita na gestante, pois é a melhor forma de prevenir ou tratar a doença.

“A sífilis congênita é causada pelo Treponema pallidum e a infecção por essa bactéria ocorre já durante a gestação, via transplacentária, atingindo o feto. A prevenção da doença é feita através da detecção da sífilis na gestante e seu tratamento, realizado com penicilina, o que evitará a transmissão da doença da mãe para seu filho. Quando a prevenção durante a gestação não é realizada, o diagnóstico e o tratamento da sífilis congênita devem ser feitos logo após o nascimento. Se não forem realizados, estas crianças portadoras do Treponema pallidum podem evoluir silenciosamente com alterações e complicações irreversíveis, tais como alterações no sistema nervoso central, retardo mental, convulsões, alterações nos ossos, na dentição, na audição e na visão.”

Lilian dos Santos R. Sadeck, coordenadora da Campanha Outubro Verde: Combate à Sífilis Congênita da SPSP

“Se diagnosticada durante a gestação e realizado tratamento adequado, é possível evitar a transmissão da sífilis para o feto. Esta é uma infecção que pode ser muito grave, com inúmeras alterações, podendo levar, inclusive, à morte do bebê. A campanha Outubro Verde tem sido muito importante para alertar a população, uma vez que os números de sífilis congênita no país e no mundo são alarmantes e preocupantes. Se houver adequados acompanhamento pré-natal, diagnóstico e tratamento, a transmissão da doença ao bebê será evitada, bem como graves complicações que a criança poderá apresentar posteriormente.”

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

Para este ano, foi programado um Encontro com o Especialista, que ocorrerá  no dia 26 de outubro, das 19h30 às 21h00, via on line, com o objetivo de atualizar profissionais da saúde sobre a situação atual da sífilis na gestante e da sífilis congênita no Estado de São Paulo. Nesse evento, haverá a participação de Carmen Silvia Bruniera Domingues, do Centro de Referência e Treinamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids da Secretaria do Estado de São Paulo.

Organização: Grupo de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP

 

]]>
Outubro Verde – Combate à sífilis congênita https://spsp.org.br/outubro-verde-combate-a-sifilis-congenita-2/ Fri, 01 Oct 2021 16:37:18 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=29909 Sociedade de Pediatria de São PauloTexto divulgado em 01/10/2021 A campanha Outubro Verde: combate à sífilis congênita tem o objetivo de discutir a situação da doença no Estado de São Paulo (e no Brasil), um enorme desafio aos pediatras devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical. “Mais uma vez a pandemia afeta um tema de importância extrema no tratamento e condução de nossas crianças, uma vez que a diminuição das consultas de pré-natal ou a não procura ideal pelos serviços de acompanhamento da gestante, decerto leva a um aumento do risco de infecções congênitas, dentre elas a sífilis. Isso porque, se previamente diagnosticada e adequadamente tratada, a sífilis congênita não leva a qualquer alteração ou disfunção. Mas, se ignorada, pode levar a sequelas irreversíveis no bebê e até causar a morte. Por isso, é fundamental que se discuta essa moléstia tão antiga, mas que, nos dias atuais, continua tão presente”, alerta Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP. Clique aqui e acesse a página da campanha Outubro Verde: combate à sífilis congênita.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 01/10/2021


A campanha Outubro Verde: combate à sífilis congênita tem o objetivo de discutir a situação da doença no Estado de São Paulo (e no Brasil), um enorme desafio aos pediatras devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical. “Mais uma vez a pandemia afeta um tema de importância extrema no tratamento e condução de nossas crianças, uma vez que a diminuição das consultas de pré-natal ou a não procura ideal pelos serviços de acompanhamento da gestante, decerto leva a um aumento do risco de infecções congênitas, dentre elas a sífilis. Isso porque, se previamente diagnosticada e adequadamente tratada, a sífilis congênita não leva a qualquer alteração ou disfunção. Mas, se ignorada, pode levar a sequelas irreversíveis no bebê e até causar a morte. Por isso, é fundamental que se discuta essa moléstia tão antiga, mas que, nos dias atuais, continua tão presente”, alerta Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP.


Clique aqui e acesse a página da campanha Outubro Verde: combate à sífilis congênita.

]]>
Campanha Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita https://spsp.org.br/campanha-outubro-verde-mes-do-combate-a-sifilis-congenita/ Mon, 30 Sep 2019 19:03:45 +0000 http://www.spsp.org.br/?p=12879 SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo Texto divulgado em 30/09/2019 A Campanha Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), foi lançada em 2016 com o objetivo de trazer para discussão a situação da sífilis congênita, que representa um enorme desafio aos médicos pediatras, devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical. Desde então, a campanha visa chamar a atenção da população para a importância do diagnóstico e do tratamento da sífilis congênita na gestante, pois é a melhor forma de prevenir ou tratar a doença. Para a neonatologista Lilian dos Santos R. Sadeck, coordenadora do Grupo de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP e da Campanha Outubro Verde, a escolha desse tema para uma das campanhas da SPSP se deve ao fato de que a doença ainda é muito prevalente em nosso meio, apesar dos vários esforços conjuntos de obstetras, pediatras e equipe de enfermagem, que atuam na atenção primária, secundária e terciária. “É necessário ter um momento para rever as estatísticas, quais os pontos que não avançaram e propor novas estratégias”, avalia a médica. Para Lilian, o maior desafio dos pediatras em relação à situação da sífilis congênita é detectar a doença ainda na gestante e tratá-la adequadamente. “Se for diagnosticada no pré-natal, conseguimos evitar a transmissão da sífilis para o feto. Por isso, também, temos uma interface com a obstetrícia, por meio de uma parceria com a SOGESP (Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), e com a Coordenação Estadual de DST-Aids”, esclarece.   Números preocupantes Devido à alta prevalência da doença, o Ministério da Saúde (MS) lançou, em 1993, um projeto de eliminação da sífilis congênita em consonância com a proposta formulada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS), que definia como meta a redução na incidência da doença a valores menores ou iguais a um caso por mil nascidos vivos (NV). “Mas a despeito desta iniciativa, observou-se um recrudescimento da sífilis e, além de não se conseguir erradicar a doença, houve também um aumento no número de casos”, comenta Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP. “Esse aumento na incidência de uma doença que é facilmente prevenível e tratada, desde que seja feito o diagnóstico, é realmente preocupante, uma vez que a falta de tratamento pode levar desde sequelas irreversíveis até a morte do bebê, tanto intraútero quanto após o seu nascimento”, afirma o pediatra, salientando que a campanha visa alertar a população a respeito da doença. “Queremos fazer esse alerta à população, chamar a atenção para a importância do acompanhamento adequado do pré-natal pela gestante e, assim, realizar o diagnóstico e o tratamento da sífilis o mais cedo possível”, enfatiza.   Cenário em São Paulo e ações da SPSP Dados atuais (do Sinan-DVE/Covisa; SINASC/CEInfo/SMS-SP) apontam que, no município de São Paulo, a taxa de incidência de sífilis congênita aumentou de 2/1000 NV em 2007 para 6,8/1000 NV em 2017. No Estado de São Paulo também se observou esse aumento, porém o último dado é de 2015, com taxa de incidência de 5,4/1000 NV. Em todas as regiões do Brasil, a taxa de incidência também é elevada. “Dessa maneira, ainda é um grande desafio tentar baixar essa curva ascendente de casos de sífilis congênita. Esperamos ansiosamente por dados de 2018 para verificar se todas as medidas que têm sido tomadas estão realmente surtindo efeito e essa taxa tenha começado a cair”, ressalta Lilian. Como parte da campanha, a SPSP promoverá um evento voltado para a comunidade médica, no qual serão discutidos os dados epidemiológicos, as dificuldades no diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento. O Café da Manhã com o Professor Outubro Verde – Eliminação da sífilis congênita: é possível?, que terá a participação dos Departamentos de Neonatologia e de Infectologia da SPSP e da Coordenação de DST-Aids do Estado de São Paulo, será realizado no dia 5 de outubro. O objetivo é atualizar os pediatras sobre a situação atual da doença. “Além deste evento para os médicos, estamos preparando uma atividade para a população por meio de gravação pelo Facebook”, conclui Lilian.]]>

SPSP – Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 30/09/2019

A Campanha Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), foi lançada em 2016 com o objetivo de trazer para discussão a situação da sífilis congênita, que representa um enorme desafio aos médicos pediatras, devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical. Desde então, a campanha visa chamar a atenção da população para a importância do diagnóstico e do tratamento da sífilis congênita na gestante, pois é a melhor forma de prevenir ou tratar a doença.

Para a neonatologista Lilian dos Santos R. Sadeck, coordenadora do Grupo de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP e da Campanha Outubro Verde, a escolha desse tema para uma das campanhas da SPSP se deve ao fato de que a doença ainda é muito prevalente em nosso meio, apesar dos vários esforços conjuntos de obstetras, pediatras e equipe de enfermagem, que atuam na atenção primária, secundária e terciária. “É necessário ter um momento para rever as estatísticas, quais os pontos que não avançaram e propor novas estratégias”, avalia a médica.

Para Lilian, o maior desafio dos pediatras em relação à situação da sífilis congênita é detectar a doença ainda na gestante e tratá-la adequadamente. “Se for diagnosticada no pré-natal, conseguimos evitar a transmissão da sífilis para o feto. Por isso, também, temos uma interface com a obstetrícia, por meio de uma parceria com a SOGESP (Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), e com a Coordenação Estadual de DST-Aids”, esclarece.

 

Números preocupantes

Devido à alta prevalência da doença, o Ministério da Saúde (MS) lançou, em 1993, um projeto de eliminação da sífilis congênita em consonância com a proposta formulada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS), que definia como meta a redução na incidência da doença a valores menores ou iguais a um caso por mil nascidos vivos (NV). “Mas a despeito desta iniciativa, observou-se um recrudescimento da sífilis e, além de não se conseguir erradicar a doença, houve também um aumento no número de casos”, comenta Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP.

“Esse aumento na incidência de uma doença que é facilmente prevenível e tratada, desde que seja feito o diagnóstico, é realmente preocupante, uma vez que a falta de tratamento pode levar desde sequelas irreversíveis até a morte do bebê, tanto intraútero quanto após o seu nascimento”, afirma o pediatra, salientando que a campanha visa alertar a população a respeito da doença. “Queremos fazer esse alerta à população, chamar a atenção para a importância do acompanhamento adequado do pré-natal pela gestante e, assim, realizar o diagnóstico e o tratamento da sífilis o mais cedo possível”, enfatiza.

 

Cenário em São Paulo e ações da SPSP

Dados atuais (do Sinan-DVE/Covisa; SINASC/CEInfo/SMS-SP) apontam que, no município de São Paulo, a taxa de incidência de sífilis congênita aumentou de 2/1000 NV em 2007 para 6,8/1000 NV em 2017. No Estado de São Paulo também se observou esse aumento, porém o último dado é de 2015, com taxa de incidência de 5,4/1000 NV. Em todas as regiões do Brasil, a taxa de incidência também é elevada.

“Dessa maneira, ainda é um grande desafio tentar baixar essa curva ascendente de casos de sífilis congênita. Esperamos ansiosamente por dados de 2018 para verificar se todas as medidas que têm sido tomadas estão realmente surtindo efeito e essa taxa tenha começado a cair”, ressalta Lilian. Como parte da campanha, a SPSP promoverá um evento voltado para a comunidade médica, no qual serão discutidos os dados epidemiológicos, as dificuldades no diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento.

O Café da Manhã com o Professor Outubro Verde – Eliminação da sífilis congênita: é possível?, que terá a participação dos Departamentos de Neonatologia e de Infectologia da SPSP e da Coordenação de DST-Aids do Estado de São Paulo, será realizado no dia 5 de outubro. O objetivo é atualizar os pediatras sobre a situação atual da doença. “Além deste evento para os médicos, estamos preparando uma atividade para a população por meio de gravação pelo Facebook”, conclui Lilian.

]]>