Blog – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 31 Jul 2026 18:43:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Blog – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona https://spsp.org.br/amamentacao-para-um-comeco-de-vida-sustentavel-fortaleca-o-que-funciona/ Sat, 01 Aug 2026 11:00:00 +0000 https://spsp.org.br/?p=58009 Chegamos a mais um mês de agosto, período em que celebramos o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, reconhecido como o padrão-ouro da alimentação infantil. Todos os anos, a WABA apresenta um tema e um símbolo que orientam as ações da Semana Mundial de Aleitamento Materno, estimulando governos, profissionais de saúde, empresas e a sociedade a ampliar o conhecimento sobre a importância da amamentação. Em 2026, o tema da campanha mundial da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) é “Amamentação para um Começo de Vida Sustentável: Fortaleça o que Funciona”, reforçando que investir na amamentação é investir na saúde das crianças, na segurança alimentar, na sustentabilidade ambiental e na redução das desigualdades sociais. Segundo a WABA, o logotipo da campanha (acima) foi cuidadosamente concebido para representar esses princípios. A tríade forma um coração, simbolizando o compromisso global com o aleitamento materno como fundamento para a nutrição ideal, a segurança alimentar e a redução da pobreza. A folha verde representa um começo de vida sustentável, refletindo o papel essencial da amamentação na construção de um futuro mais saudável para as crianças e para o planeta. A campanha está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao ODS 1 – Erradicação da Pobreza, uma vez que o aleitamento materno se constitui em estratégia de baixo custo, altamente efetiva e capaz de promover melhores condições de saúde, nutrição e desenvolvimento humano desde o nascimento até a idade adulta. Atualmente, há evidências consistentes de que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, seguido da introdução oportuna e adequada da alimentação complementar com manutenção da amamentação até dois anos ou mais, exerce papel fundamental no crescimento, no desenvolvimento e, especialmente, no neurodesenvolvimento infantil. Nas últimas décadas, inúmeros estudos têm investigado a influência do leite humano sobre o desenvolvimento cerebral. Entre os temas mais estudados estão as possíveis associações entre o aleitamento materno e a ocorrência de transtornos do neurodesenvolvimento. De modo geral, as pesquisas demonstram que crianças amamentadas, particularmente aquelas que receberam aleitamento materno exclusivo por maior tempo, apresentam melhores indicadores de desenvolvimento cognitivo e neurológico. Entretanto, as evidências atuais ainda não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a amamentação e a prevenção do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que diversos fatores genéticos, ambientais e sociais também influenciam o neurodesenvolvimento. Ainda assim, os resultados reforçam a necessidade de ampliar as pesquisas sobre os componentes bioativos do leite humano e seus possíveis efeitos na maturação cerebral. No Brasil, temos importantes políticas públicas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno que precisam ser preservadas e fortalecidas. Destacam-se a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, considerada a maior e mais complexa do mundo, com mais de 238 Bancos de Leite Humano e aproximadamente 261 Postos de Coleta, além da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, que conta com 334 hospitais credenciados até o momento, desempenhando papel fundamental na implementação de boas práticas de atenção ao nascimento e ao aleitamento materno. Além da manutenção dessas estratégias, é indispensável monitorar e avaliar continuamente os indicadores de aleitamento materno no país. O acompanhamento sistemático dos resultados permite identificar avanços, reconhecer desafios, direcionar investimentos e fortalecer programas e políticas públicas que comprovadamente produzem benefícios para a saúde materno-infantil. Neste Agosto Dourado, o convite é para que todos — profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, empregadores e famílias — unam esforços para garantir que cada criança tenha a oportunidade de receber o melhor começo de vida possível por meio da amamentação. Relatora: Rosangela Gomes dos SantosPresidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP]]>


Chegamos a mais um mês de agosto, período em que celebramos o Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, reconhecido como o padrão-ouro da alimentação infantil.

Todos os anos, a WABA apresenta um tema e um símbolo que orientam as ações da Semana Mundial de Aleitamento Materno, estimulando governos, profissionais de saúde, empresas e a sociedade a ampliar o conhecimento sobre a importância da amamentação.

Em 2026, o tema da campanha mundial da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) é “Amamentação para um Começo de Vida Sustentável: Fortaleça o que Funciona”, reforçando que investir na amamentação é investir na saúde das crianças, na segurança alimentar, na sustentabilidade ambiental e na redução das desigualdades sociais.

Segundo a WABA, o logotipo da campanha (acima) foi cuidadosamente concebido para representar esses princípios. A tríade forma um coração, simbolizando o compromisso global com o aleitamento materno como fundamento para a nutrição ideal, a segurança alimentar e a redução da pobreza. A folha verde representa um começo de vida sustentável, refletindo o papel essencial da amamentação na construção de um futuro mais saudável para as crianças e para o planeta.

A campanha está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao ODS 1 – Erradicação da Pobreza, uma vez que o aleitamento materno se constitui em estratégia de baixo custo, altamente efetiva e capaz de promover melhores condições de saúde, nutrição e desenvolvimento humano desde o nascimento até a idade adulta.

Atualmente, há evidências consistentes de que o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, seguido da introdução oportuna e adequada da alimentação complementar com manutenção da amamentação até dois anos ou mais, exerce papel fundamental no crescimento, no desenvolvimento e, especialmente, no neurodesenvolvimento infantil.

Nas últimas décadas, inúmeros estudos têm investigado a influência do leite humano sobre o desenvolvimento cerebral. Entre os temas mais estudados estão as possíveis associações entre o aleitamento materno e a ocorrência de transtornos do neurodesenvolvimento.

De modo geral, as pesquisas demonstram que crianças amamentadas, particularmente aquelas que receberam aleitamento materno exclusivo por maior tempo, apresentam melhores indicadores de desenvolvimento cognitivo e neurológico. Entretanto, as evidências atuais ainda não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a amamentação e a prevenção do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma vez que diversos fatores genéticos, ambientais e sociais também influenciam o neurodesenvolvimento. Ainda assim, os resultados reforçam a necessidade de ampliar as pesquisas sobre os componentes bioativos do leite humano e seus possíveis efeitos na maturação cerebral.

No Brasil, temos importantes políticas públicas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno que precisam ser preservadas e fortalecidas. Destacam-se a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, considerada a maior e mais complexa do mundo, com mais de 238 Bancos de Leite Humano e aproximadamente 261 Postos de Coleta, além da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, que conta com 334 hospitais credenciados até o momento, desempenhando papel fundamental na implementação de boas práticas de atenção ao nascimento e ao aleitamento materno.

Além da manutenção dessas estratégias, é indispensável monitorar e avaliar continuamente os indicadores de aleitamento materno no país. O acompanhamento sistemático dos resultados permite identificar avanços, reconhecer desafios, direcionar investimentos e fortalecer programas e políticas públicas que comprovadamente produzem benefícios para a saúde materno-infantil.

Neste Agosto Dourado, o convite é para que todos — profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, empregadores e famílias — unam esforços para garantir que cada criança tenha a oportunidade de receber o melhor começo de vida possível por meio da amamentação.

Relatora:

Rosangela Gomes dos Santos
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

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Você sabia que existe uma Semana Mundial de Aleitamento Materno? https://spsp.org.br/voce-sabia-que-existe-uma-semana-mundial-de-aleitamento-materno/ Tue, 01 Aug 2023 19:16:46 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38874 Em 2023 celebramos a 32ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1º e 7 de agosto e tem como tema: “APOIE]]>

Em 2023 celebramos a 32ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1º e 7 de agosto e tem como tema: “APOIE A AMAMENTAÇÃO. FAÇA A DIFERENÇA PARA MÃES E PAIS QUE TRABALHAM”.

No Brasil, a lei federal nº 13.435/17 institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno, criando assim o AGOSTO DOURADO (o leite materno é considerado o padrão ouro da alimentação infantil), desde 2017.

O ponto de partida para a criação da SMAM foi uma reunião (“Amamentação na década de 1990: uma Iniciativa Global“), realizada em Florença, na Itália, de 30 de julho a 1º de agosto de 1990, no Spedale degli Innocenti (Hospital dos Inocentes), com a presença de formuladores de políticas da OMS/UNICEF, copatrocinada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (A.I.D.) e a Autoridade Internacional de Desenvolvimento da Suécia (SIDA), com uma proposta de ações até 1995.

O resultado desse encontro foi a Declaração de Innocenti, assinada por 40 representantes de 30 países, do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), OMS, FAO (Organização para Alimentação e Agricultura), do Banco Mundial e outras instituições.

Em fevereiro de 1991 foi criada a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action), em uma reunião de ONGs (IBFAN, La Leche League, ILCA, ABM, entre outras), com a ideia inicial de celebrar um dia (1º de agosto, pela data da assinatura da Declaração de Innocenti), para reforçar a importância do aleitamento materno e discutir formas de implementar a sua prática de forma ampla. Assim, o que começou com um dia (1º de agosto), passou a uma semana em 1992 e, no Brasil, desde 2017, tem um mês (agosto) dedicado à proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno.

A cada ano, a WABA estabelece um tema a ser trabalhado mundialmente, cria um slogan e uma proposta de ações para que cada país aplique dentro de sua cultura, suas características sociais e econômicas, mas sempre com a intenção de proteger, promover e apoiar a amamentação. Assim, a 1ª SMAM foi oficializada em 1992, com o tema: “Iniciativa Hospitais Amigos da Criança”.

Muito se fala sobre a Declaração de Innocenti, mas a imensa maioria dos profissionais de saúde materno-infantil desconhece o seu teor. Esse documento de 1990 traz, já na sua essência, grande parte das propostas que se discutem ano após ano, incluindo a de 2023 sobre as condições de trabalho para as mães, especialmente quando voltam de sua licença-maternidade.

Muitos foram os temas das Semanas Mundiais definidos pela WABA, desde a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (1992 e 2010), passando pelos direitos da mulher no trabalho (1993, 2015 e agora em 2023), pelo Código Internacional de Substitutos do Leite Materno (1994 e 2006) e por questões a respeito da era da informação, rede de apoio, saúde materno-infantil, aleitamento materno na primeira hora de vida, exclusivo até o sexto mês e a introdução de novos alimentos.

E assim, ano a ano, se levanta uma nova frente de resistência e de luta, mas sem que se deixem de lado as temáticas anteriores. Vale ressaltar que o aleitamento materno aparece como coadjuvante e parceiro em outras datas representativas durante o ano, como no OUTUBRO ROSA, de prevenção ao câncer de mama, pela proteção conferida através do leite humano. O NOVEMBRO ROXO, mês dedicado à prematuridade, também reforça a importância do leite humano como melhor forma de nutrição para diminuir os quadros de doenças e oferecer maior chance de alta mais precoce para as díades mães-bebês. Em 19 de maio celebra-se o Dia Nacional e Mundial de Doação de Leite Humano, destacando a importância da nossa Rede de Bancos de Leite Humano, a maior do mundo, que inclusive exporta tecnologia para muitos países. “Um pequeno gesto pode alimentar um grande sonho: Doe leite materno”. Esse foi o tema oficial da campanha deste ano.

O Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo lançou um e-book: “30 anos de história da Semana Mundial de Aleitamento Materno”. Nesse documento, estão os temas de cada ano, com uma explicação sobre as ações propostas pela WABA e aplicadas no Brasil desde 1991, sobre o início da caminhada, até 2021, com a 30ª SMAM.

A amamentação é um processo único que:

  • fornece nutrição ideal para bebês e contribui para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis;
  • reduz a incidência e gravidade de doenças infecciosas, diminuindo assim a morbimortalidade infantil;
  • contribui para a saúde da mulher, ao reduzir o risco de câncer de mama e ovário, ao aumentar o espaçamento entre as gestações;
  • fornece benefícios sociais e econômicos para a família e a nação;
  • proporciona à maioria das mulheres uma sensação de satisfação quando realizada com sucesso.

 

Pesquisas recentes descobriram que:

  • esses benefícios aumentam com o aumento da exclusividade da amamentação durante os primeiros seis meses de vida e, posteriormente, com o aumento da duração da amamentação com alimentos complementares;
  • as intervenções do programa podem resultar em mudanças positivas no comportamento da amamentação.

Como meta global para a saúde e nutrição materno-infantil ideais, todas as mulheres devem poder praticar a amamentação exclusiva e todos os bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno desde o nascimento até os 4-6 meses de idade. Depois disso, as crianças devem continuar a ser amamentadas, até dois anos de idade ou mais, e receber alimentos complementares apropriados e adequados. Esse ideal de alimentação infantil deve ser alcançado criando um ambiente apropriado de conscientização e apoio para que as mulheres possam amamentar dessa maneira.”

Esses são alguns trechos da Declaração de Innocenti sobre a proteção, promoção e apoio à amamentação (vale a leitura na íntegra), que trazem informações interessantes sobre o aleitamento materno, o leite humano e as propostas para a compreensão dos desafios que as mães superam quando querem amamentar seus filhos.

E essa é uma responsabilidade de todos nós, governo e suas políticas públicas; empresas e licenças maternidade e paternidade, com salas de apoio à amamentação; da sociedade, sem preconceitos; das mídias e das redes sociais, com informação científica ética, atualizada e sem fake news; das escolas, desde o fundamental até as universidades, com educação continuada sobre o tema; dos profissionais de saúde materno-infantil, com estudos constantes, prática ética, sem conflitos de interesse; da família e redes de apoio, permitindo que a díade mãe-bebê se beneficie do padrão ouro da alimentação infantil.

Relator:
Moises Chencinski
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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SMAM 2022: Fortalecer a Amamentação. Educando e Apoiando https://spsp.org.br/smam-2022-fortalecer-a-amamentacao-educando-e-apoiando/ Mon, 01 Aug 2022 13:12:08 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33577 A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) foi criada em 1992, pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno)]]>

A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) foi criada em 1992, pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), para promover as metas da Declaração de Innocenti1. A SMAM ocorre entre 1 e 7 de agosto em cerca de 170 países1 e é uma importante estratégia de promoção da amamentação2, alinhada aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização Mundial de Saúde (OMS)2.

A 31ª SMAM tem quatro objetivos principais: informar pessoas sobre o seu papel fortalecendo a cadeia de calor da amamentação, vincular amamentação como parte de boa nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades, engajar pessoas e organizações ao longo da cadeia de calor para amamentação e estimular ação de fortalecimento da capacidade de protagonistas e sistemas para a mudança transformacional2.

O leite materno é o alimento padrão-ouro na alimentação infantil, recomendado exclusivamente até os seis meses de vida e, com outros alimentos, até os dois anos ou mais. Previne infecções e alergias, aumenta o vínculo entre a mãe e o bebê e garante a segurança alimentar do bebê e da família2.

A pandemia da COVID-19 e os conflitos geopolíticos pioraram as desigualdades sociais, a insegurança alimentar, o atendimento dos sistemas de saúde, o marketing abusivo da indústria alimentícia e as famílias ficaram sem rede de apoio devido ao distanciamento social2.

A amamentação tem desafios e exige apoio em diversos momentos. No pré-natal, os pais precisam ser preparados com aconselhamento em amamentação. Durante o trabalho de parto e o nascimento, cuidados amigos da mãe e Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) são decisivos para o sucesso inicial e a continuidade da amamentação. Em casa, a mãe necessita de cuidados pós-parto e os pais necessitam de ajuda prática e aconselhamento em aleitamento materno nas primeiras seis semanas de vida do bebê. Nos primeiros dois anos, cuidados contínuos podem evitar queda das taxas de aleitamento materno exclusivo e amamentação continuada, no retorno ao trabalho, nas práticas abusivas de marketing da indústria de substitutos de leite materno (SLM), como fórmulas e bicos. Em circunstâncias especiais (bebê prematuro, pequeno para a idade gestacional, em risco de hipoglicemia, separado da mãe, mãe diabética, com contraindicação à amamentação, impossibilitada de amamentar) e em emergências, a ordem de preferência deve ser leite extraído da mãe, leite pasteurizado de doadora saudável ou SLM oferecido em copinho ou xícara2.

A cadeia de calor é formada por protagonistas dos sistemas de saúde e protagonistas da comunidade.

Protagonistas dos sistemas de saúde devem receber educação baseada em evidências e treinamentos em cuidados amigos da mãe, IHAC, Mãe Canguru, aconselhamento em amamentação, Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) no Brasil2.

Protagonistas da comunidade devem participar de campanhas para proteger, promover e apoiar a amamentação como a SMAM. Em colaboração com os protagonistas da saúde, eles devem denunciar as táticas nocivas da indústria de SLM e apoiar as mulheres a amamentar2.

Referências

  1. http://worldbreastfeedingweek.net/webpages/1994.html
  2. https://worldbreastfeedingweek.org/2022/wp-content/uploads/2022/06/SMAM%202022-%20Folder%20de%20A%C3%A7%C3%A3o-PT-BR.pdf

Relator: Mirela Leite Rozza
Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

szeyuen | depositphotos.com

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Semana Mundial de Aleitamento Materno 2022 https://spsp.org.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-2022/ Mon, 01 Aug 2022 12:21:32 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33567 Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), temos a oportunidade de conversar e refletir sobre alguns aspectos da amamentação. Nesse ano o tema é: Fortalecer a amamenta]]>

Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), temos a oportunidade de conversar e refletir sobre alguns aspectos da amamentação. Nesse ano o tema é: Fortalecer a amamentação. Educando e apoiando.

 

Mas por que esse tema?

Vamos ver. Os benefícios da amamentação para a mãe e o bebê, para o meio ambiente e para a sociedade são bem conhecidos. Mesmo assim, os desafios enfrentados pelas mães que desejam amamentar têm sido muito grandes. O resultado são taxas de amamentação ainda muito aquém do que seria esperado.

Para mudar essa situação, nesse ano se propõe que os profissionais de saúde melhorem a sua atuação na chamada “Cadeia Acolhedora de Apoio à Amamentação”.  Quer dizer, como os elos de uma cadeia, cada nível de assistência à mãe deve se ligar com o outro para oferecer uma atenção adequada e ajudá-la a construir confiança na amamentação.

 

E quais são os elos dessa cadeia?

O pré-natal é o primeiro elo, pois ao contrário do que muitas pessoas pensam, a amamentação é sim um importante tema nessa fase. Nas consultas e nos grupos de gestantes, a família vai conhecer mais sobre o assunto, tirar dúvidas e, principalmente, se informar onde buscar ajuda se dificuldades surgirem.

O segundo elo é no parto e no nascimento.  Esse é um momento muito sensível para a mulher e ela necessita, além de um cuidado eficaz, atenção respeitosa e gentil que se estenda para primeira hora após o nascimento (hora de ouro). Mãe e bebê permanecem juntos, em contato pele a pele e o bebê tem oportunidade de realizar a primeira mamada. Mas essa hora significa muito mais. Significa oferecer um momento íntimo para que o bebê receba as boas-vindas da família e um vínculo forte de afeto possa se iniciar.

No terceiro elo a atenção será nos cuidados pós-natais e nas seis primeiras semanas. Uma mãe de primeira viagem pode ficar muito insegura nas primeiras mamadas e essa é uma excelente oportunidade para o profissional de saúde dar apoio e se assegurar que ela entendeu como deve ser uma mamada efetiva e a pega do bebê no peito. O acompanhamento da mãe e família deve observar se estão bem-informados sobre a livre demanda e se conseguem identificar se o bebê está fazendo uma mamada eficaz.

Muito importante é o quarto elo que são os cuidados contínuos, pois a amamentação engloba um longo período e as mães precisam de apoio permanente. A atuação de profissionais engajados e convencidos da importância da amamentação por dois anos ou mais, o apoio da família, da comunidade e receptividade acolhedora no local de trabalho vão dar sustentação para a manutenção dessa corrente calorosa.

O último elo da Cadeia se refere à assistência em circunstâncias especiais e emergências quando mãe e/ou bebê encontram-se em uma situação na qual a amamentação não pode se realizar. Por exemplo, se um bebê prematuro não consegue mamar, sua mãe deve receber apoio e orientação para estimular a produção de leite.

 

Falamos sobre os elos da Cadeia, mas quem são os protagonistas?

São os protagonistas do sistema de saúde e os da comunidade: profissionais de assistência, que, além de formação de qualidade com competências em aconselhamento, devem ampliar o olhar conhecendo a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), as Normas Brasileiras de Comercialização de Alimentos (NBCAL) e ter proximidade com a família para entender o impacto de suas práticas culturais na amamentação.

Os grupos de apoio à amamentação, formados por: consultores, trabalhadores da saúde da comunidade, doulas e parteiras tradicionais, médicos, obstetrizes e enfermeiros, nutricionistas, obstetras, formuladores de políticas e administradores de sistemas de saúde, acadêmicos, membros da comunidade, empregadores e sindicatos, ambientalistas, grupos religiosos, pais, companheiras(os), avós e membros da família, mídias sociais e pessoas jovens cumprem um importante papel.

Essa cadeia precisa ser fortalecida para a mãe se preparar adequadamente, para iniciar, estabelecer, manter, proteger e fortalecer a amamentação e cada protagonista é importante, desde o profissional que atua com a mãe até o sindicado que pode estabelecer negociações favoráveis às mulheres que trabalham e amamentam.

Podemos concluir que a amamentação diz respeito a toda a sociedade e que é um trabalho de todos.

 

Relatora:
Honorina de Almeida
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Doutora em Pediatria do Desenvolvimento na Universidade de Friburgo, Alemanha

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Meu bebê nasceu prematuro, e agora? https://spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-e-agora/ Thu, 12 Nov 2020 17:25:55 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3499 O nascimento do bebê é um momento muito esperado, idealizado e sonhado. Mas, infelizmente, nem tudo acontece como planejado e algumas vezes precisamos lidar com situações inesperadas, como a chegada de um filho prematuro.

Nem todos os bebês prematuros passarão por uma internação em UTI, mas grande parte deles poderá precisar, principalmente se a gestação for menor de 35 semanas (final do oitavo mês). Mesmo os bebês que ficam com as mãe em alojamento conjunto podem apresentar mais dificuldades pela imaturidade de seus sistemas: sucção pode ser mais difícil, por exemplo, e icterícia (aquele amarelinho da pele e olhos do bebê) mais frequente, o que podem determinar um período de internação maior do que os 2 ou 3 dias habituais após o parto.

andreas wohlfahrt | pixabay.com

E se o bebê precisar ir para a UTI?

É muito difícil prever quando o bebê terá alta; conforme o bebê amadurece, ele passa a respirar sem precisar de ajuda, sugar com mais eficiência e começa a recuperar seu peso e, assim, sua volta para casa fica mais segura. Em geral, para o bebê ter alta, precisa estar respirando sozinho e sem a necessidade de oxigênio, precisa estar se alimentando adequadamente pela boca (e preferencialmente mamando no seio da mãe) e ter um peso mínimo que varia de hospital para hospital, mas em geral esse peso é por volta de dois quilos. Todos os bebês perdem peso após o parto e levam alguns dias para sua recuperação. Nos prematuros esse processo costuma levar mais tempo. A icterícia, que precisa ser controlada e a avaliação de outras situações relativas à imaturidade do recém-nascido podem alterar os critérios e o tempo da alta. Cada caso é um caso e precisa ser analisado individualmente pela equipe do hospital.

O que os pais podem fazer?

É uma fase e vai passar. Estar junto ao bebê é importante e pode trazer emoções controversas. Assim como você quer levar seu bebê prematuro para casa, existe a consciência de que ele precisa ainda de suporte médico e que o hospital ainda é o lugar mais seguro para ele. Converse com a equipe do hospital para saber como tirar o seu leite para oferecer ao bebê e como o pai pode incentivar a mãe nesse sentido. O leite da própria mãe é o melhor alimento para o bebê, mesmo que ele não possa receber esse leite em um primeiro momento. A presença dos pais, sua voz, seu toque também são muito importantes na recuperação do bebê e fazem toda a diferença no tratamento que ele está recebendo no hospital. A equipe do hospital estará com vocês para compartilhar cuidados do bebê e ajudar na alimentação, na troca de fralda, banho e em outros cuidados.

Rede de apoio

O cuidado de um bebê, prematuro ou não, requer que a mãe seja acolhida e apoiada. Além da família, a equipe que está com seu bebê no hospital pode fazer parte de uma grande rede de apoio. Aproveite o tempo de internação para esclarecer sempre suas dúvidas.

Muitas vezes mães e/ou pais na mesma situação ajudam a lidar com todas os desafios que podem surgir (empatia), mesmo sabendo que seu bebê é único sua evolução não será igual a de outros bebês.  

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Relatora:
Daniela Testoni Costa Nobre
Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável: a responsabilidade é de todos nós https://spsp.org.br/apoie-o-aleitamento-materno-por-um-planeta-saudavel-a-responsabilidade-e-de-todos-nos/ Fri, 31 Jul 2020 18:00:00 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3341 O tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) de 2020, proposto pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action), não poderia ser mais oportuno. Se nós podemos tirar alguma lição dessa pandemia é o alerta para o cuidado do planeta e pela parte que cabe a cada um e a todos nós.

Somos profissionais de saúde, somos médicos, somos pediatras. O presente e o futuro do planeta podem passar por nossas mãos. O zelo pelo ser humano, desde até antes de sua concepção, é nosso compromisso. Somos protagonistas desse “cuidar”.

Todos conhecem a importância e os benefícios do leite materno e da amamentação. A recomendação não mudou: desde a sala de parto, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês, complementado, a partir daí, com alimentação saudável até dois anos ou mais

idal | depositphotos.com

Em algumas situações, quando o aleitamento materno não for possível ou não for a escolha da mãe, o uso de substitutos do leite materno (SLM) deve seguir como uma prescrição do pediatra, com todas as orientações que deveriam constar da bula (rótulo):  composição, indicações, efeitos colaterais, contraindicações para consumo seguro e eficaz. “A indústria responsável pelo medicamento tem obrigação legal de prestar todas as informações necessárias para o uso adequado e os possíveis problemas e cuidados relacionados ao produto” (ANVISA).

Além disso, e falando ainda sobre alimentação, o Ministério da Saúde publicou em novembro de 2019 o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos e recomenda, muito fortemente, o aleitamento materno e não oferecer alimentos ultraprocessados:

“Leite materno faz bem à saúde da criança e ao planeta
A amamentação contribui efetivamente para a sustentabilidade ambiental e segurança alimentar e nutricional. O leite materno é um alimento natural, não industrializado, produzido e fornecido sem poluição e sem prejuízos aos recursos naturais. Dispensa a produção leiteira animal, reduzindo seu impacto na natureza, evitando resíduos que contribuem para a emissão de gás metano, com resultado direto no efeito estufa. Reduz a produção industrial de fórmulas lácteas e toda uma cadeia de produtos geradores de detritos, como toneladas de latas, plásticos e rótulos.

Os alimentos ultraprocessados não devem ser oferecidos à criança e devem ser evitados pelos adultos. São produzidos pela indústria por meio de várias técnicas e etapas de processamento e levam muitos ingredientes, como sal, açúcar, óleos, gorduras e aditivos alimentares (corantes artificiais, conservantes, adoçantes, aromatizantes, realçadores de sabor, entre outros, não utilizados em casa).”  

Parecem suco, cereal, carne, leite… mas não são. São refrigerantes, barras de cereais, iogurte com sabores e tipo petit suisse, compostos lácteos formulados pela indústria para serem gostosos, terem consumo frequente e até mesmo criar dependência.

Cuidamos do planeta quando cuidamos de todos que vivem nele. Cuidamos dos idosos quando cuidamos das crianças. E protegemos o meio ambiente quando temos consciência.

Nossa responsabilidade é passar essas informações cientificamente comprovadas a essa “geração que está se formando agora”. Pais de primeira (e qualquer) viagem, avós (tragam à consulta), profissionais de saúde, especialmente pediatras (experientes ou os que estão em formação profissional), mídia (desde jornais, TV até as redes sociais).

Mas, só o aleitamento materno não faz o planeta saudável. Temos que fazer mais. Certamente o leite humano contribui com o melhor começo da vida da nova mãe, da criança, do meio ambiente e do planeta.

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Relator:
Dr. Moises Chencinski
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Editor do blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Semana Mundial de Aleitamento Materno 2020 https://spsp.org.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-2020/ Fri, 31 Jul 2020 18:00:00 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3343 Desde 1992, o planeta celebra a Semana Mundial de Aleitamento Materno entre os dias 1 e 7 de agosto. A cada ano, um tema ou ângulo sobre essa questão é ressaltado para que sempre possamos nos recordar e aprender como o leite materno e a amamentação fazem a diferença na promoção à saúde da criança, no vínculo familiar, na educação e até no âmbito empresarial e financeiro.


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Acessórios de amamentação são recomendados? https://spsp.org.br/acessorios-de-amamentacao-sao-recomendados/ Thu, 28 May 2020 23:09:39 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3271 Por nove meses, as futuras mamães e papais se preparam para os encantos e desafios da maternidade e paternidade. E uma das “modas” é o uso de acessórios para amamentação, que podem ser úteis para amamentação.

Poltrona

Pode parecer apenas item de decoração no quarto do bebê, mas uma poltrona dedicada à amamentação é uma excelente aliada para esse momento. Experimente e escolha um modelo confortável.

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Almofada

Uma posição adequada para amamentar pode evitar traumas nas mamas. A almofada em formato de U ajuda a manter a postura e coloca a criança na altura ideal. Assim, mamãe e bebê ficam mais confortáveis e o acessório pode ser usado na poltrona.

Sutiãs

A escolha do sutiã é um gesto de autocuidado, muito útil durante a gestação e lactação, por conta do aumento de volume e peso das mamas. Não recomendamos o uso do sutiã com orifício central para preparo dos mamilos durante o pré-natal. 
A dica é usar um sutiã que facilite a mamada, que cubra toda a mama, confortável, ajustável e sem compressão abaixo da borda. A abertura pela frente ainda facilita a amamentação.

Bomba extratora

A bombinha é um bom acessório quando a produção precisa ser estimulada ou o leite armazenado, por exemplo, na volta ao trabalho. Pode ser manual ou elétrica e a melhor opção será sempre a que você se adequar e se sentir mais confortável.

Já os próximos acessórios podem ser até prejudiciais para a mamãe ou para o bebê Conchas 

As conchas são dispositivos plásticos em forma de disco, com um orifício redondo no centro, colocados sobre os seios e por baixo do sutiã, projetando a mama para a frente (protrusão do mamilo).
Elas podem prejudicar a pega do bebê, causar vazamento ou até mesmo deixar o leite empedrado, uma das principais causas de mastite. Há ainda o risco de infecções, já que com o uso das conchas, os mamilos ficam sempre úmidos, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias.

Protetores flexíveis

São os famosos “bicos de silicone”, protetores finos e macios, colocados sobre a área do mamilo e da aréola, antes da mamada.
As mães costumam usar por bico do peito plano ou invertido, para diminuir as dores do início da amamentação e para “acertar a pega”. Mas a recomendação é que seja utilizado apenas por orientação médica, pois ele pode interferir na amamentação.
A mama tem glândulas que, através da saliva do bebê, reconhecem suas necessidades nutriconais e até anticorpos que são importantes naquele momento.
Além disso, a pega é no bico, enquanto que no seio é na aréola (confusão de bicos pode causar desmame), sem contar riscos de infecção  (fungos – sapinho no bebê e candidíase na mama ou até mastite).  

Lanolina

É uma cera natural, que vem da lã de ovelha e que pode conter pesticidas e causar alergias. Não deve ser usada como prevenção (para não ter fissuras ou traumas mamilares). A técnica de amamentação correta é a melhor prevenção. Se acontecer fissura, o melhor tratamento é passar o próprio leite materno e a lanolina somente em lesões grandes ou que não melhoram com acerto da pega e da posição.

Curativos de gel

Os curativos em forma de disco à base de gel também estão na lista de desejos das futuras mamães, mas não são recomendados. Em função de sua composição, podem aumentar a chance de infecção.

Protetores absorventes

Eles servem para absorver o excesso de leite materno, podendo ser descartáveis ou reutilizáveis e, embora pareçam práticos, podem deixar os mamilos úmidos, caso os absorventes sejam revestidos com plástico impermeável. Por isso, devem ser trocados frequentemente. Do contrário, há um alto risco de proliferação de fungos e bactérias nocivas para a mãe e para o bebê.
Caso tenha dúvidas sobre a amamentação e os acessórios, lembre-se de perguntar ao pediatra. Ele é o profissional mais indicado para orientar mães e pais.

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Relatores
Dra. Mirela Leite Rozza
Dra. Patrícia Marañon Terrivel
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Doe leite, doe vida – 19 de maio: Dia Internacional de Doação de Leite Humano https://spsp.org.br/doe-leite-doe-vida-19-de-maio-dia-internacional-de-doacao-de-leite-humano/ Tue, 19 May 2020 21:53:13 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3247 As primeiras comemorações pelo Dia Nacional de Doação de Leite Humano aconteceram em 1º de outubro de 2004 e, a partir da lei nº 13227, de 12 de dezembro de 2015, oficialmente passamos a comemorar, anualmente, no dia 19 de maio.

Há 10 anos, a Rede Global de Bancos de Leite Humano (BLH) comemora nesta data o Dia Internacional de Doação de Leite Humano, para sensibilizar gestantes, puérperas e nutrizes sobre esse ato solidário, que contribui para salvar vidas de recém-nascidos prematuros e doentes internados em Unidades Neonatais.

Especialmente em 2020, um momento de tantas dúvidas e poucas certezas com a pandemia da Covid-19, sabemos o quanto é necessário e importante para esses prematuros que os estoques dos BLH estejam abastecidos.

Quem pode doar?

Toda mulher que estiver amamentando e tiver leite excedente, independente do volume, poderá entrar em contato com um BLH na sua região para fazer um cadastro e receber as orientações e os cuidados necessários para coleta e armazenamento do leite.

Quanto mais leite é retirado (para doação ou sugado pelo seu bebê), mais leite é produzido. Um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. E, dependendo do peso do prematuro, um (1) ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado.

Para ser doadora, a nutriz deverá estar saudável, não ser portadora de doença infectocontagiosa e nem fazer uso de medicamento que seja incompatível com a amamentação. Assim, nesse momento, mães que sejam Covid positivas ou sintomáticas podem amamentar seus filhos (não existe comprovação de transmissão através do leite materno), mas não podem doar seu leite.

O que acontece com o leite que é doado?

Conforme as recomendações oficiais, toda vez que chega um leite doado a um BLH ele é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade. Só então ele é distribuído de acordo com as necessidades de cada recém-nascido internado e da sua fase de desenvolvimento.

Os estudos mostram que os bebês prematuros e/ou com patologias que recebem leite humano quando não podem ser amamentados têm mais chances de se recuperar, melhorar seu ganho de peso, se proteger de infecções e ter uma vida mais saudável.

Preciso ir ao BLH ou eles podem vir até minha casa?

As duas situações são possíveis.

Para começar, entre em contato com o BLH mais próximo por telefone. A candidata poderá realizar um cadastro de doadora e receberá todas as orientações necessárias para a coleta e armazenamento do leite que ela irá retirar. Os dados serão analisados por uma equipe e, se for considerada apta, o processo será regularizado.

Antes de começar a doar, a nutriz aprende como coletar o leite e recebe materiais como gorro, máscara, etiquetas e frascos de vidro esterilizados com tampa plástica.

A cidade é dividida em zonas que são visitadas ao menos uma vez por semana. A cada visita, a doadora receberá novos frascos esterilizados vazios e entregará a sua doação de leite. Todo transporte do leite é realizado em caixas isotérmicas (que mantém a temperatura) e com gelo reciclável, garantindo assim a qualidade do seu leite.

Em momento de tantos heróis e heroínas, nós, pediatras, queremos agradecer as doadoras que, mesmo nesse momento de pandemia, mesmo com o “FIQUE EM CASA”, reservam um pouco de tempo para colher seu leite e doar para um BLH.

Todos os Bancos de Leite Humano do Brasil esperam continuar contando com a solidariedade de todas as mulheres que se dispõem a doar seu leite excedente e que também continuam a incentivar outras mulheres a se tornarem doadoras.

Caso queira ser uma doadora, entre em contato com um BLH através dos dados que constam no site da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano. Com certeza encontrará um Banco de Leite de um hospital necessitando de sua doação.

DOE LEITE, DOE VIDA.

#FiqueEmCasa e apoie essa ideia!

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Relatores:
Dra. Maria José Guardia Mattar
Dra. Rosangela Gomes dos Santos
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Hiperlactação – quando nem sempre produzir muito leite é o melhor! https://spsp.org.br/hiperlactacao-quando-nem-sempre-produzir-muito-leite-e-o-melhor/ Thu, 25 Apr 2019 18:10:36 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2529 A hiperlactação pode ser definida como o excesso de oferta de leite materno, acima das necessidades do bebê. Vários hormônios estão envolvidos na lactação, mas dois hormônios têm papel especial: a prolactina, responsável pela síntese e liberação do leite e a ocitocina, responsável pela saída do leite produzido.

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A hiperlactação pode ser frequente no início da amamentação, durando cerca de 30 a 40 dias, quando então começa a regular a produção de leite de acordo com a necessidade do bebê.

O excesso de leite pode produzir sintomas diversos que devem ser informados ao obstetra e pediatra para avaliação e orientação à mãe:
• desconforto mamário com dores em agulhada;
• enchimento rápido da mama logo após o término da mamada;
• áreas mais sensíveis e nódulos;
• mamas vazam leite durante e entre as mamadas.

Em relação ao bebê pode-se observar:
• solicitam a toda hora, mesmo escorrendo leite da boca durante a mamada;
• fezes explosivas, aquosas;
• com o leite saindo em jato, com muita pressão, o bebê se estica, chora, arqueia, se “afoga”, então engasga e tosse; assim, acaba por recusar a mamada.
• regurgitação, flatulência;
• pode ganhar menos peso pela mamada incompleta e pelo maior consumo de leite anterior (leite que é ejetado no início da mamada, rico em água, sais minerais e lactose, com menor teor calórico).

Sem uma avaliação cuidadosa, a hiperlactação pode ser confundida com outras situações como:
• o baixo ganho de peso ser interpretado como “fome”, com consequente introdução de complemento (fórmula infantil);
• refluxo gastroesofágico (vômitos e engasgos);
• pela mamada reduzida e a ingestão maior de leite anterior (rico em lactose), há um aumento de gases com cólica. Pode ser confundido com alergia à proteína do leite de vaca e, apesar de extremamente raro, intolerância à lactose.

A técnica inadequada de amamentação – com esvaziamento incompleto das mamas, mamadas frequentes, horários pré-determinados, uso de chupetas e de complementos alimentares – predispõe o aparecimento de complicações da lactação.

Tratamento

O tratamento tem o objetivo de diminuir a produção do leite. Os níveis de prolactina de mães amamentando são extremamente variáveis. A melhora dos casos costuma ser espontânea, porém algumas medidas ajudam no equilíbrio da produção de leite materno:
• extrair o leite, mas somente o necessário, pois quanto mais se retira, mais leite será produzido;
• evitar compressas quentes, pois podem estimular a produção;
• aplicação de compressas geladas após as mamadas para diminuir o pico de prolactina;
• alguns medicamentos podem aumentar a produção e volume de leite, portanto é essencial relatar ao obstetra e ao pediatra quais medicamentos está tomando;
• o suporte emocional e medidas que visem dar maior conforto à mãe não podem ser negligenciados: o bem-estar da nutriz é muito importante.

Alguns cuidados colaboram para tranquilidade da mamãe e do bebê na hora da mamada, tornando-a mais eficaz e prazerosa:
• massagear as mamas antes das mamadas, fazendo apoio com uma das mãos;
• posicionar o bebê para uma correta sucção;
• oferecer apenas uma mama em cada mamada, deixando o bebê decidir quando parar;
• oferecer a mama apenas após o reflexo de ejeção, diminuindo, assim, o fluxo que a criança receberá inicialmente;
• extrair o leite que restou nas mamas, com ordenha elétrica ou manual;
• evitar pular mamadas;
• evitar complemento, como chupeta, mamadeiras e intermediários.

Consulte sempre seu pediatra para obter ajuda e aconselhamento.

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Relatores:
Dra. Isis Dulce Pezzuol
Dr. Moises Chencinski
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 25/04/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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