Campanhas Home Site – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 31 Aug 2026 16:24:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Campanhas Home Site – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil https://spsp.org.br/setembro-laranja-combate-a-obesidade-infantil-9/ Mon, 31 Aug 2026 15:17:11 +0000 https://spsp.org.br/?p=58723 Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil | SPSP NOTÍCIAS SPSP Texto divulgado em 31/08/2026 A campanha Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil, promovida pelo Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem por objetivo alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância do consumo de uma alimentação saudável, em casa e nas escolas, além de estimular a prática de atividades físicas entre crianças e adolescentes. Devido ao número crescente nos casos de obesidade na população pediátrica, a SPSP, durante todo este mês, está empenhada em realizar ações de conscientização à sociedade como um todo para que esse índice seja drasticamente reduzido. De acordo com Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP e coordenador da campanha, o Setembro Laranja é de fundamental importância para a sociedade, uma vez que a obesidade infantil traz consequências importantes para a vida adulta do indivíduo se não houver uma intervenção imediata, levando a diversos prejuízos para a sua saúde e até mesmo à mortalidade precoce. “A obesidade pode causar inúmeros problemas ao organismo, entre os quais ortopédicos, imunológicos, no crescimento e desenvolvimento, principalmente na autoestima da criança/adolescente, impactando na sua saúde mental também”, revela o médico. Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, afirma que a obesidade é um problema crescente na faixa etária pediátrica, trazendo sérios riscos à saúde da criança e do adolescente. “A campanha Setembro Laranja não pretende apenas alertar para um dos problemas nutricionais mais prevalentes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas, sobretudo, elaborar e implementar ações que contemplem a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o seu enfrentamento”, pontua o pediatra, esclarecendo que a obesidade está relacionada com o desenvolvimento de doenças metabólicas, as quais uma vez instaladas, podem ser acompanhadas e cuidadas, no entanto não podem mais ser evitadas. Fisberg explica que para prevenir a obesidade é preciso atuar na modificação dos hábitos alimentares e na manutenção de uma vida saudável. “Nos últimos tempos, temos observado que a obesidade infantil tem aumentado sobremaneira, prolongando-se e se mantendo cada vez mais intensamente, e falar sobre a prevenção é a melhor forma de evitar as consequências futuras da doença”, avalia o especialista. Ele destaca que, provavelmente, nunca houve uma doença nutricional com um avanço tão rápido, apesar do enorme incremento de medidas tanto de prevenção como de tratamento. “A despeito de todas as medidas implantadas, nossos resultados seguem ainda inconsistentes”, acrescenta. Para Barsanti, o problema não se restringe somente ao ganho ponderal, mas a todas as comorbidades associadas a esse aumento, como hipertensão arterial, diabetes tipo I, comprometimento das articulações (por causa do peso), além dos prejuízos que não se resumem apenas às condições clínicas, mas que também podem impactar na saúde mental e na vida social dessa população. “Devido ao excesso de peso, crianças e adolescentes tendem a sofrer mais bullying, com risco de desenvolvimento de quadros de depressão”, alerta o médico. Na opinião de Fisberg, é preciso continuar atuando de forma muito ativa na prevenção da obesidade e na promoção de uma alimentação adequada, além de reforçar a importância da prática de exercícios. “Tudo isso pode ajudar a prevenir de maneira importante a obesidade na infância e na adolescência”, conclui o pediatra e nutrólogo. Saiba mais sobre a campanha Setembro Laranja Acesse a página da campanha Organização Departamento Científico de Nutrição da SPSP]]> Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil | SPSP
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A campanha Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil, promovida pelo Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem por objetivo alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância do consumo de uma alimentação saudável, em casa e nas escolas, além de estimular a prática de atividades físicas entre crianças e adolescentes. Devido ao número crescente nos casos de obesidade na população pediátrica, a SPSP, durante todo este mês, está empenhada em realizar ações de conscientização à sociedade como um todo para que esse índice seja drasticamente reduzido.

De acordo com Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP e coordenador da campanha, o Setembro Laranja é de fundamental importância para a sociedade, uma vez que a obesidade infantil traz consequências importantes para a vida adulta do indivíduo se não houver uma intervenção imediata, levando a diversos prejuízos para a sua saúde e até mesmo à mortalidade precoce. “A obesidade pode causar inúmeros problemas ao organismo, entre os quais ortopédicos, imunológicos, no crescimento e desenvolvimento, principalmente na autoestima da criança/adolescente, impactando na sua saúde mental também”, revela o médico.

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, afirma que a obesidade é um problema crescente na faixa etária pediátrica, trazendo sérios riscos à saúde da criança e do adolescente. “A campanha Setembro Laranja não pretende apenas alertar para um dos problemas nutricionais mais prevalentes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas, sobretudo, elaborar e implementar ações que contemplem a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o seu enfrentamento”, pontua o pediatra, esclarecendo que a obesidade está relacionada com o desenvolvimento de doenças metabólicas, as quais uma vez instaladas, podem ser acompanhadas e cuidadas, no entanto não podem mais ser evitadas.

Fisberg explica que para prevenir a obesidade é preciso atuar na modificação dos hábitos alimentares e na manutenção de uma vida saudável. “Nos últimos tempos, temos observado que a obesidade infantil tem aumentado sobremaneira, prolongando-se e se mantendo cada vez mais intensamente, e falar sobre a prevenção é a melhor forma de evitar as consequências futuras da doença”, avalia o especialista. Ele destaca que, provavelmente, nunca houve uma doença nutricional com um avanço tão rápido, apesar do enorme incremento de medidas tanto de prevenção como de tratamento. “A despeito de todas as medidas implantadas, nossos resultados seguem ainda inconsistentes”, acrescenta.

Para Barsanti, o problema não se restringe somente ao ganho ponderal, mas a todas as comorbidades associadas a esse aumento, como hipertensão arterial, diabetes tipo I, comprometimento das articulações (por causa do peso), além dos prejuízos que não se resumem apenas às condições clínicas, mas que também podem impactar na saúde mental e na vida social dessa população. “Devido ao excesso de peso, crianças e adolescentes tendem a sofrer mais bullying, com risco de desenvolvimento de quadros de depressão”, alerta o médico. Na opinião de Fisberg, é preciso continuar atuando de forma muito ativa na prevenção da obesidade e na promoção de uma alimentação adequada, além de reforçar a importância da prática de exercícios. “Tudo isso pode ajudar a prevenir de maneira importante a obesidade na infância e na adolescência”, conclui o pediatra e nutrólogo.

Organização Departamento Científico de Nutrição da SPSP
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Agosto Dourado: juntos pela amamentação!  https://spsp.org.br/agosto-dourado-juntos-pela-amamentacao-8/ Fri, 31 Jul 2026 18:28:50 +0000 https://spsp.org.br/?p=58002 Texto divulgado em 31/07/2026 Durante todo o mês de agosto, a Sociedade de Pediatria de São Paulo promove a campanha “Agosto Dourado: juntos pela amamentação!”, coordenada pelo Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP, que tem por objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do aleitamento materno. Este ano, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) definiu o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) como sendo Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona, que tem como foco monitorar os avanços, avaliar os impactos do aleitamento materno e fortalecer políticas e práticas de apoio baseadas em experiências de sucesso. Rosangela Gomes dos Santos, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP, esclarece que a SMAM é uma campanha global para aumentar a conscientização e mobilizar ações sobre temas relacionados ao aleitamento materno. “Em 2026, a iniciativa WBW-SDG (World Breastfeeding Week – Sustainable Development Goals) entrará em seu terceiro ciclo e se concentrará nas temáticas sobre nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza”, revela a pediatra, enfatizando que a campanha mensurará o progresso, apresentará estatísticas globais e regionais, destacando o que funciona e o que precisa ser aprimorado. “Proteger, promover e apoiar o aleitamento materno garantirá nutrição ideal, segurança alimentar e redução da pobreza”, acrescenta a médica. Conforme explica Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, o aleitamento materno promove a saúde tanto dos bebês quanto das mães, contribuindo na nutrição, no desenvolvimento e trazendo um sem-número de benefícios ao longo da vida do binômio mãe-filho. “O leite materno é uma fonte de nutrição da melhor qualidade e de baixo custo, garantindo vantagens econômicas e para a saúde das famílias”, afirma. Ele diz que promover e apoiar essa iniciativa é de extrema importância para que a amamentação seja reconhecida como essencial para o desenvolvimento infantil. “Dessa forma, a campanha Agosto Dourado procurará alinhar sua programação com o tema escolhido para a SMAM, em prol do incentivo à prática da amamentação”, destaca o pediatra. Entre os objetivos da SMAM 2026, segundo Rosangela, estão: conscientizar as pessoas sobre a relevância de acompanhar o progresso da amamentação; reforçar a importância do aleitamento materno por meio de políticas e diretrizes; envolver indivíduos e organizações para fortalecer a colaboração e o apoio ao aleitamento materno; e implementar ações para aprimorar a proteção, a promoção e o apoio à amamentação, utilizando as lições aprendidas. Para Barsanti, o aleitamento materno não poderia ficar de fora dos temas das campanhas promovidas pela SPSP, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde futura do indivíduo. “Além de proteger contra diversas doenças, o aleitamento materno tem aspectos psicológicos importantes, pois fortalece o vínculo mãe e bebê. Dessa maneira, é fundamental estimular a amamentação não só como um ato de amor, mas como um ato de saúde”, conclui o especialista. Organização: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP]]>

Texto divulgado em 31/07/2026

Durante todo o mês de agosto, a Sociedade de Pediatria de São Paulo promove a campanha “Agosto Dourado: juntos pela amamentação!”coordenada pelo Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP, que tem por objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do aleitamento materno. Este ano, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) definiu o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) como sendo Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona, que tem como foco monitorar os avanços, avaliar os impactos do aleitamento materno e fortalecer políticas e práticas de apoio baseadas em experiências de sucesso.

Rosangela Gomes dos Santos, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP, esclarece que a SMAM é uma campanha global para aumentar a conscientização e mobilizar ações sobre temas relacionados ao aleitamento materno. “Em 2026, a iniciativa WBW-SDG (World Breastfeeding Week – Sustainable Development Goals) entrará em seu terceiro ciclo e se concentrará nas temáticas sobre nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza”, revela a pediatra, enfatizando que a campanha mensurará o progresso, apresentará estatísticas globais e regionais, destacando o que funciona e o que precisa ser aprimorado. “Proteger, promover e apoiar o aleitamento materno garantirá nutrição ideal, segurança alimentar e redução da pobreza”, acrescenta a médica.

Conforme explica Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, o aleitamento materno promove a saúde tanto dos bebês quanto das mães, contribuindo na nutrição, no desenvolvimento e trazendo um sem-número de benefícios ao longo da vida do binômio mãe-filho. “O leite materno é uma fonte de nutrição da melhor qualidade e de baixo custo, garantindo vantagens econômicas e para a saúde das famílias”, afirma. Ele diz que promover e apoiar essa iniciativa é de extrema importância para que a amamentação seja reconhecida como essencial para o desenvolvimento infantil. “Dessa forma, a campanha Agosto Dourado procurará alinhar sua programação com o tema escolhido para a SMAM, em prol do incentivo à prática da amamentação”, destaca o pediatra.

Entre os objetivos da SMAM 2026, segundo Rosangela, estão: conscientizar as pessoas sobre a relevância de acompanhar o progresso da amamentação; reforçar a importância do aleitamento materno por meio de políticas e diretrizes; envolver indivíduos e organizações para fortalecer a colaboração e o apoio ao aleitamento materno; e implementar ações para aprimorar a proteção, a promoção e o apoio à amamentação, utilizando as lições aprendidas. Para Barsanti, o aleitamento materno não poderia ficar de fora dos temas das campanhas promovidas pela SPSP, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde futura do indivíduo. “Além de proteger contra diversas doenças, o aleitamento materno tem aspectos psicológicos importantes, pois fortalece o vínculo mãe e bebê. Dessa maneira, é fundamental estimular a amamentação não só como um ato de amor, mas como um ato de saúde”, conclui o especialista.

Organização: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

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Julho Branco – com consciência, sem drogas – mês do combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes https://spsp.org.br/julho-branco-com-consciencia-sem-drogas-mes-do-combate-ao-uso-de-drogas-por-criancas-e-adolescentes/ Wed, 01 Jul 2026 12:15:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57642 ]]>

Texto divulgado em 01/07/2026


Durante todo este mês, a Sociedade de Pediatria de São Paulo, através do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP, promove a campanha “Julho Branco: com consciência, sem drogas – mês do combate ao uso de drogas por crianças e adolescentes”, cujo objetivo é conscientizar famílias, educadores, profissionais de saúde e a sociedade como um todo sobre os efeitos nocivos para a saúde do consumo de drogas lícitas e ilícitas, principalmente iniciado tão precocemente. A SPSP considera que o combate eficaz ao uso de drogas passa obrigatoriamente pelos consultórios dos pediatras, sendo imprescindível que eles estejam preparados para discutir o tema com seus pacientes, pais e responsáveis.

De acordo com Tania Zamataro, presidente do Núcleo de Estudos (NE) de Combate ao Uso de Drogas da SPSP e coordenadora da campanha, a prevenção do uso de álcool, tabaco e outras drogas entre crianças e adolescentes é um dos grandes desafios da Pediatria contemporânea. “Nesse contexto, o pediatra ocupa uma posição estratégica, pois acompanha o crescimento e o desenvolvimento do paciente, estabelecendo uma relação de confiança com ele e sua família, sendo capaz de identificar precocemente fatores de risco para utilização de drogas”, avalia a médica, citando entre as condições predisponentes: dificuldades familiares, problemas emocionais, transtornos de saúde mental, baixa autoestima, dificuldades escolares, influência de pares e exposição ao consumo de álcool e tabaco dentro de casa. “Além disso, eles podem reconhecer sinais iniciais de experimentação e uso de drogas antes que evoluam para um padrão de consumo mais grave”, acrescenta.

Para Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo, este é um tópico de grande relevância para a SPSP, uma vez que o contato com as drogas tem sido cada vez mais precoce e o impacto decorrente do uso de drogas pela população pediátrica é avassalador. “Pediatras precisam estar preparados para orientar os pais e os seus pacientes sobre essa questão, lembrando que as escolas também são muito importantes nesse processo”, afirma, revelando que, na prevenção, o diálogo é fundamental. “Quando pensamos no combate ao consumo de drogas por uma criança ou um adolescente, o mais importante é prevenir que eles tenham contato com qualquer tipo de substância”, completa o pediatra.

Tania explica que a campanha Julho Branco pretende reforçar que a prevenção ao consumo de drogas é uma responsabilidade compartilhada, por isso o NE de Combate ao Uso de Drogas criou uma coluna no Blog Pediatra Orienta, da SPSP, denominado “De Olho no Vício”, com o intuito de trazer informações atuais, confiáveis e baseadas em evidências científicas a respeito das principais drogas e as consequências de seu uso e abuso por crianças e adolescentes. “Com uma linguagem mais direta, torna-se mais fácil e atraente para os jovens, seus pais/responsáveis e o público em geral interessados no assunto. Em uma época em que jovens e famílias são constantemente expostos a conteúdos de qualidade duvidosa nas redes sociais, disponibilizar informações corretas tornou-se uma importante ferramenta de promoção da saúde”, enfatiza a pediatra.

 

Barsanti esclarece que, por não entenderem o risco, muitas vezes crianças e adolescentes iniciam o uso de drogas influenciados por pessoas mal-intencionadas ou, por vezes, eles se espelham nos pais, consumindo drogas lícitas, como bebidas alcoólicas e cigarros, trazendo prejuízos à sua saúde, em alguns casos, de forma irreversível. “Dessa forma, reservar um tempo na consulta pediátrica voltado à abordagem dessa questão, certamente favorece uma intervenção preventiva”, afirma o médico, salientando que os pais devem conversar sobre o tema com seus filhos e estar atentos a situações de risco, assim como professores precisam discutir o assunto com seus alunos “Pretendemos abordar o tema de forma contínua, buscando soluções e oferecendo sugestões e caminhos para o enfrentamento de tão grave problema”, finaliza o especialista.

 

Organização: Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Junho Púrpura – Distúrbios de aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar https://spsp.org.br/junho-purpura-disturbios-de-aprendizagem-conhecer-perceber-enfrentar-8/ Mon, 01 Jun 2026 12:50:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57246 ]]>

Texto divulgado em 01/06/2026


A campanha “Junho Púrpura – Distúrbios de aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar”, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo e organizada pelo Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP, tem por objetivo auxiliar os pediatras a identificar os distúrbios de aprendizagem nas crianças e adolescentes, bem como levar informações pertinentes sobre o tema aos pais e responsáveis, escolas, professores e demais profissionais que atuam com a faixa etária pediátrica.

Segundo Mariana Facchini Granato, presidente  do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP e coordenadora da campanha “Junho Púrpura – Distúrbios de aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar”,  é cada vez mais frequente nos consultórios pediátricos os pais trazerem queixa de dificuldades relacionadas ao desempenho escolar de seus filhos. No entanto, quando se trata de dificuldade escolar, ela diz que é fundamental que se faça uma distinção entre os conceitos de dificuldade de aprendizado e de transtorno de aprendizado.

“O transtorno de aprendizado se refere a uma afecção de natureza neurobiológica, relacionada a uma inabilidade específica, como por exemplo para a leitura (dislexia) ou escrita (disgrafia)”, explica a pediatra. Por outro lado, ela esclarece que o conceito de dificuldade de aprendizado abrange um grupo heterogêneo de problemas que podem alterar a capacidade da criança aprender, independentemente de suas condições neurológicas. “O primeiro ponto importante é definir se a criança/adolescente realmente apresenta uma dificuldade de aprendizado ou se existe uma cobrança desproporcional por parte dos pais acerca do seu desempenho”, questiona.

Para a médica, se de fato for observada uma dificuldade de aprendizado, o pediatra deve levar em conta, na investigação do quadro, vários fatores, como escolares, socioambientais, emocionais e orgânicos. Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, afirma que é preciso estar muito atento para situações nas quais a criança ou o adolescente apresentam sinais, como alterações de percepção, escuta, visão, entre outras, para que, assim, todos os envolvidos – famílias, cuidadores, educadores e profissionais de saúde – possam se unir e evitar complicações subsequentes para o futuro destes indivíduos.

Na opinião do pediatra, é preciso haver uma maior conscientização por parte dos familiares responsáveis e profissionais da educação e da saúde a respeito dos distúrbios de aprendizagem, que afetam inúmeras crianças e adolescentes. Ele ressalta que o diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais cedo é feito o encaminhamento adequado e realizadas as intervenções necessárias, melhores são os resultados do tratamento. “Lembrando, também, que uma ação multidisciplinar e multiprofissional é crucial na tentativa de corrigir o problema, para que não haja um déficit ainda maior no aprendizado”, recomenda.

Mariana cita como exemplos de diagnósticos que podem se manifestar com dificuldade de aprendizado o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e também o Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Dificilmente o diagnóstico de TEA será efetuado apenas com base em dificuldade escolar, porém indivíduos que estão no espectro podem apresentar dificuldades acadêmicas”, avalia, salientando que, além disso, transtornos de humor – ansiedade e depressão -, cada vez mais frequentes na população pediátrica, também podem se manifestar com queda do rendimento acadêmico.

Por fim, um aspecto muito importante a ser avaliado, segundo a especialista, é o sono, tanto no que diz respeito à qualidade como à quantidade, muitas vezes atreladas ao uso excessivo de telas. “Cabe, portanto, ao pediatra da criança ou adolescente a função de avaliar seus possíveis comprometimentos para que, junto aos pais e à escola, possam traçar o melhor caminho de ajuda a eles”, conclui Mariana.

Organização: Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP

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Maio Amarelo – Depressão entre crianças e adolescentes https://spsp.org.br/maio-amarelo-depressao-entre-criancas-e-adolescentes-2/ Thu, 30 Apr 2026 11:32:33 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56773 ]]>

Texto divulgado em 30/04/2026


A Sociedade de Pediatria de São Paulo está alerta à questão do aumento de casos de depressão e suicídio entre crianças e adolescentes. Devido à importância e gravidade do assunto – e os grandes riscos físicos e psicológicos envolvidos -, a SPSP criou a campanha “Maio Amarelo – Depressão entre crianças e adolescentes: Pare, observe, acolha”, promovida pelo Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da SPSP, cujo objetivo é fazer um alerta e trazer para discussão a depressão na faixa etária pediátrica, suas causas, consequências, prevenção e formas de tratamento.

Segundo Carolina Tchakrian Gueogjian, presidente do Núcleo de Estudos da Depressão da SPSP e coordenadora da campanha Maio Amarelo, os pontos chaves da campanha – pare, observe, acolha – têm um significado muito importante. “Essas palavras na sua forma imperativa são para chamar a nossa atenção para que façamos uma pausa e observemos as mudanças nos hábitos de vida das crianças e adolescentes”, revela a pediatra, esclarecendo que essas modificações no comportamento incluem isolamento social, alteração do humor e do sono, queda no desempenho escolar, entre outras. “A partir disso, devemos acolher estes indivíduos, oferecendo apoio emocional e escuta ativa. Esses pontos são fundamentais para que façamos o diagnóstico e o tratamento da depressão dos nossos pacientes”, completa.

Na opinião de Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, o papel do pediatra é fundamental na observação dos sinais da depressão que sirvam de alerta e possam se antepor a situações mais críticas. “É muito importante que o médico converse com os pais e pacientes e perceba, além dos sinais e sintomas, a ocorrência de situações que se apresentam no dia a dia das crianças e adolescentes que aumentam o risco de depressão e até de tentativas de suicídio”, aponta o pediatra, esclarecendo que situações como de elevado estresse, agressões sofridas – físicas ou psicológicas, presenciais ou virtuais -, ou de grandes frustrações, mostram-se como importantes fatores de risco e, em alguns casos, como indutores de depressão.

Carolina revela que os casos de depressão têm aumentado no Brasil e no mundo. “Importante citar a 5ª Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, na qual o IBGE entrevistou quase 120 mil adolescentes que frequentavam escolas públicas e privadas no Brasil, cujo resultado apontou para um quadro de saúde mental muito preocupante”, comenta a médica, citando que 42,9% dos alunos responderam que se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados, enquanto 18,5% pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”. “Apenas com essas informações isoladas, não é possível afirmar que o adolescente tem depressão, ele precisa ser avaliado como um todo. Contudo, é um sinal de alerta de um sofrimento emocional”, avalia. 

Barsanti diz que abordar continuamente o tema depressão e procurar alternativas para sua prevenção e abordagem, conjuntamente a outras entidades sérias e representantes da área da saúde e da sociedade em geral, é uma das missões da SPSP. “Essa discussão perene mantém os profissionais de saúde vigilantes para buscar formas de acolher familiares e pacientes e apresentar respostas e soluções para o problema”, destaca, enfatizando que a depressão é uma doença avassaladora, que deve ser levada a sério em qualquer idade. “Porém, na adolescência, existe um risco ainda maior dela resultar em abuso de drogas ou suicídio”, alerta o médico.

De acordo com o especialista, é também essencial que os pediatras alertem os pais sobre os riscos da exposição de seus filhos nas mídias sociais e informações prejudiciais que circulam na internet e que podem ser extremamente nocivas. “Havendo suspeita de bullying ou outros tipos de agressões que contribuam para causar depressão, é preciso procurar atendimento psicológico e médico o mais rápido possível, no intuito de evitar uma autoagressão ou, pior, um desfecho trágico.” Para Carolina, é fundamental que a família, junto ao pediatra, ouça com muita atenção e empatia a fala dessa criança ou adolescente, sem qualquer julgamento, porque, a partir das informações obtidas, o médico conseguirá chegar a um diagnóstico e, consequentemente, na conduta mais apropriada.

Organização: Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da SPSP

 

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Abril Azul – Confiança nas vacinas: eu cuido, eu confio, eu vacino  https://spsp.org.br/abril-azul-confianca-nas-vacinas-eu-cuido-eu-confio-eu-vacino-8/ Wed, 01 Apr 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55647 ]]>

Texto divulgado em 01/04/2026


Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância e os benefícios da vacinação, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou, em 2018, a campanha “Abril Azul – Confiança nas vacinas: eu cuido, eu confio, eu vacino”. Organizada e promovida pelo Departamento de Científico de Imunizações da SPSP, a campanha tem ainda por intuito lembrar o profissional de saúde do seu papel fundamental na manutenção da confiança e credibilidade das vacinas, habilitando-o a enfrentar a questão da hesitação e recusa vacinal.

Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SPSP e coordenador da campanha Abril Azul,  diz que ela foi criada em um momento em que a desconfiança e o antivacinismo começaram a ganhar força no Brasil. “Esse era um fenômeno mundial e parecia que o Brasil estava à parte desse movimento, entretanto, com a pandemia da Covid-19, observamos que houve um favorecimento para que esses grupos antivacinas prosperassem no país”, comenta o infectologista pediátrico, enfatizando que no ápice da pandemia, em média 70% das crianças brasileiras estavam com a caderneta de vacinação em dia. “Ou seja, três de cada dez crianças estavam com atraso vacinal”, acrescenta.

De acordo com Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, a confiança dos pais e responsáveis no pediatra e em suas orientações é o principal caminho para demonstrar a importância de manter o calendário vacinal das crianças atualizado. “Contudo, todos os profissionais de saúde, e não só o pediatra, que estão envolvidos na atenção à criança e ao adolescente, devem se engajar nessa campanha e esclarecer que as vacinas são aliadas na manutenção da saúde da população pediátrica”, defende o médico, ressaltando que o aumento de infecções em indivíduos não vacinados traz riscos, também, a todos os demais membros da comunidade. 

Kfouri afirma que, na atualidade, os índices apontam uma recuperação do atraso vacinal no Brasil. “Estamos hoje com coberturas vacinais na média de 85%, no entanto, a meta para quase todas as vacinas é de 95%, portanto, precisamos continuar lutando para que essas taxas se elevem”, avalia o especialista, enfatizando que o pediatra desempenha um papel fundamental na recomendação das vacinas, informando a população, inclusive, acerca dos riscos da não vacinação. “O pediatra continua sendo o protagonista da informação da saúde infantil e do adolescente, especialmente no que diz respeito à imunização, que não se restringe somente à população pediátrica, mas também aos seus familiares e responsáveis e às mulheres grávidas”, pontua.

Entre as ações da campanha, ele diz que o DC de Imunizações da SPSP vem produzindo diversos documentos científicos a respeito do tema, inclusive orientando o pediatra de como ele deve enfrentar o fenômeno da hesitação vacinal. Para Barsanti, é essencial que o tópico vacinação seja incluído em todas as consultas de rotina em pediatria – um momento importante para que o especialista possa destacar as vacinas contempladas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) e seus benefícios, permitindo que as famílias tenham um canal de comunicação para sanar todas as suas dúvidas e receios acerca dos imunizantes. “Vale lembrar ainda que a vacina tem também grande relevância na nossa economia, levando a uma redução de custos com consultas, tratamentos e internações”, finaliza o médico.

 

Organização: Departamento Científico de Imunizações da SPSP

 

 

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Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro https://spsp.org.br/marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-8/ Fri, 27 Feb 2026 12:47:58 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55220 ]]>

Texto divulgado em 27/02/2026


Durante o mês de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro”, organizada pelo Departamento Científico de Neonatologia da SPSP, que tem por objetivo informar e capacitar equipes médicas sobre os cuidados e desafios relacionados aos bebês prematuros (todo recém-nascido que nasce antes de completar 37 semanas de gestação). Além disso, a iniciativa busca também alertar a sociedade como um todo para a realização de pré-natal adequado, desde o início da gestação, uma vez que existem fatores relacionados à saúde da gestante os quais predispõem a um risco maior de prematuridade.

De acordo com Jamil Pedro de Siqueira Caldas, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP e coordenador da campanha, a prematuridade atinge uma proporção significativa dos nascimentos e o recém-nascido prematuro exige cuidados especiais para que o seu amadurecimento aconteça do melhor modo possível, mesmo estando no ambiente extrauterino. “Em 2009, foi promulgado um projeto de lei no Estado de São Paulo para chamar a atenção para o cuidado da criança prematura, em que foi escolhido o dia 14 de março como o “Dia de Atenção ao Cuidado do Prematuro” e, a partir de 2017, a SPSP e outras organizações pediátricas e de cuidados à criança dedicam este dia, e todo o mês de março, em prol do cuidado ao bebê prematuro – a campanha Março Lilás”, afirma o neonatologista.

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas SPSP, explica que existem cuidados que devem ser dirigidos especificamente ao bebê prematuro, pois há riscos que são inerentes (ou maiores) nessa população. “Diante do aumento na incidência de prematuros no país e da importância de se ter um atendimento/seguimento adequado, a SPSP decidiu destacar esse tema em uma de suas campanhas”, declara o médico, salientando que o incremento no acompanhamento pré-natal, a realização das consultas com esclarecimento de dúvidas, solicitação de exames e tratamentos de eventuais patologias que se apresentarem reduzem o risco de um parto prematuro e diminuem a possibilidade de várias comorbidades que possam se manifestar durante o crescimento e desenvolvimento da criança.

Caldas revela que a prematuridade apresenta, no mundo todo, uma taxa significativamente alta. “No Brasil, dos cerca de 3 milhões de nascidos vivos anualmente, 10% deles nascem antes de iniciar a 37ª semana de vida e são prematuros. No tocante aos prematuros extremos, aqueles que nascem antes de 28 semanas de gestação, a taxa se situa entre 2% a 3% dos nascidos vivos”, comenta, ressaltando que, entretanto, nos hospitais de nível terciário de referência no atendimento ao recém-nascido prematuro, essa taxa pode chegar de 5% a 6% dos nascidos vivos e a prematuridade é o principal motivo de internação hospitalar dentre os recém-nascidos. 

Segundo o especialista, essas taxas, infelizmente, não têm tido tendência à diminuição nas últimas décadas e constituem um sério problema de saúde no país. “Esses índices influenciam a taxa de mortalidade infantil e de doenças associadas à prematuridade e que podem ter repercussões para o resto da vida dessas crianças”, avalia Caldas. Para Barsanti, é fundamental que haja, portanto, uma atenção muito bem-feita no atendimento desses bebês. “Felizmente a atenção neonatal se desenvolveu muito nas últimas décadas e, atualmente, os cuidados aos bebês prematuros, mesmo aqueles com menor idade gestacional e peso – os prematuros extremos, nascidos antes de 28 semanas de gestação e, frequentemente, com peso abaixo de 1.000g – têm proporcionado a muitos deles um melhor prognóstico”, conclui.

 

Organização: Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

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Fevereiro Safira – Primeiros mil dias: pelo futuro das crianças https://spsp.org.br/fevereiro-safira-primeiros-mil-dias-pelo-futuro-das-criancas-6/ Fri, 30 Jan 2026 12:19:02 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54883 ]]>

Texto divulgado em 30/01/2026


A campanha “Fevereiro Safira – Primeiros mil dias: pelo futuro das crianças”, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), através do seu Núcleo de Estudos dos Mil Dias, visa conscientizar a população em geral e a comunidade médica sobre a importância dos cuidados com as crianças nesse período, que tem implicações para a vida toda. O termo faz referência às 40 semanas de gestação (270 dias) somadas aos dois primeiros anos de vida (730 dias). A iniciativa tem por objetivo, também, colaborar com os gestores de saúde pública e sociedade civil na implementação de ações que possam contribuir na qualidade de vida futura das crianças.

Segundo Marisa da Mata Aprile, presidente do Núcleo de Estudos dos Mil Dias e coordenadora da campanha Fevereiro Safira, a iniciativa é uma forma de conscientizar o profissional que assiste a criança nesse período sobre a importância de ter um olhar amplo também para a família. “A tendência atual é nos dividirmos em especialidades, entretanto os mil dias envolvem pré-concepção, gravidez, alimentação, desenvolvimento cognitivo, prevenção de doenças, ou seja, o olhar deve ser abrangente e não segmentado”, enfatiza a pediatra, ressaltando que é fundamental transmitir conhecimentos aos pais, pois eles devem ser informados sobre todos os aspectos dessa fase. “É preciso esclarecer essa ‘janela de oportunidades’ à família para que ela entenda o ritmo acelerado do crescimento, quando ocorre o desenvolvimento cognitivo e neurológico, que será moldado para a vida toda”, diz.

Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, explica que dentro dos primeiros mil dias de vida é possível impactar na redução da mortalidade e danos ao crescimento e neurodesenvolvimento futuro da criança. “Nessa fase, mecanismos epigenéticos podem atuar no aparecimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Como exemplo, ações para se evitar a subnutrição e a obesidade nesse período da vida são cruciais na prevenção das DCNT”, esclarece o pediatra. Ele afirma que as ações básicas propostas nos mil dias consistem, primeiro, em assegurar à mulher a promoção de sua saúde e a de seu bebê no pré-natal, por meio de intervenções, como a indicação de uma nutrição adequada durante a gestação, por exemplo.

“Após o nascimento, é fundamental levar a criança às consultas de rotina com o pediatra para acompanhar o seu crescimento e desenvolvimento, além de estimular a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida, continuando até os dois anos, juntamente com a alimentação complementar indicada, na busca de se evitar tanto a desnutrição quanto a obesidade, tão prejudiciais ao futuro dos pequenos”, continua o especialista, destacando que todos estes cuidados são essenciais para um desenvolvimento pleno e saudável da criança e terão implicações na redução do risco dela apresentar algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, durante a vida adulta.

Para Marisa, muitos profissionais, em alguns momentos da assistência, apresentam dúvidas sobre algumas questões relacionadas ao desenvolvimento da criança. “Por isso, este ano pretendemos dar subsídios ao colega que se encontra frente a essas questões para que ele tome decisões acertadas em tempo oportuno. Falaremos dos mil dias em vários momentos no decorrer de 2026, sendo que o ponto alto será o Café da Manhã com o Professor, quando destacaremos a importância dos mil dias no desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional a longo prazo”, destaca, comentando que haverá, ainda, um Encontro com Especialista, no qual o tema central será o eixo cérebro-intestino, modulando a saúde da criança, além da publicação de documentos científicos e artigos através das plataformas da SPSP no decorrer do ano. “Estamos também em fase de preparação de um manual prático sobre os mil dias para o profissional que atua junto à criança nessa fase”, finaliza a médica.

 

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Janeiro Bronze – Cuidados com as crianças no verão! https://spsp.org.br/janeiro-bronze-cuidados-com-as-criancas-no-verao-7/ Thu, 01 Jan 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54639 ]]>

Texto divulgado em 01/01/2026


Este mês, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Janeiro Bronze: cuidados com as crianças no verão!”, organizada pelo Departamento Científico de Dermatologia da SPSP. O objetivo da campanha é alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância da prevenção dos efeitos da exposição solar, que pode trazer sérias complicações à saúde dos pequenos, como desidratação, queimaduras, envelhecimento precoce, entre outros problemas

Conforme explica Silmara Cestari, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da SPSP e coordenadora da campanha, o Janeiro Bronze visa alertar pais, cuidadores e profissionais de saúde para os riscos da exposição solar na infância e adolescência, enfatizando a importância da fotoproteção desde cedo. “O intuito dessa conscientização é prevenir tanto os efeitos imediatos (como queimaduras, brotoejas, desidratação, infecções de pele e dermatoses) quanto os efeitos tardios — especialmente o risco aumentado de lesões pigmentadas, nevos e câncer de pele na vida adulta”, revela a médica. Para Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, a ação é bastante oportuna, pois o verão eleva as temperaturas e há um aumento da exposição solar das crianças, inclusive por ser período de férias escolares, momento de diversão dos pequenos, seja em casa, na praia, no clube ou no parque. “Mas é preciso ter muita atenção com as crianças durante o verão. Os cuidados devem ser redobrados em relação à hidratação, alimentação, vestuário e horário de exposição ao sol”, orienta o pediatra.

Segundo Silmara, a fotoproteção regular evita queimaduras, danos agudos ou cumulativos, risco de lesões pigmentadas e futuro câncer de pele. “As recomendações de rotina — protetor solar, roupas, chapéu, sombra, evitar sol entre 10h–15h, hidratação, alimentação leve — continuam como pilares do Janeiro Bronze. “A campanha também incentiva a realização de exames dermatológicos periódicos para avaliação de nevos e lesões pigmentadas, pois algumas podem evoluir para malignidade se não monitoradas”, afirma. De acordo com Barsanti, os pediatras têm papel importante no que diz respeito aos cuidados durante a estação mais quente do ano, não só por fazerem o acompanhamento desde o momento do nascimento até a adolescência, mas também por serem os principais orientadores em relação à saúde da população pediátrica. “Com o calor, deve-se aumentar a oferta de líquidos, para evitar desidratação, e sempre lembrar do uso dos protetores solares, fundamentais para barrar os malefícios dos raios ultravioleta”, diz.

Na opinião de Silmara, falar sobre exposição solar na infância não é apenas uma recomendação de rotina, mas um pilar de saúde pública. “A pele da criança é mais fina e mais permeável, acarretando maior penetração da radiação UV, menor defesa natural contra queimaduras e maior risco de desidratação, dermatites e infecções secundárias após queimaduras. Crianças queimam mais rápido e sofrem mais dano tecidual com menor tempo de exposição”, alerta a dermatologista pediátrica, esclarecendo que a infância é a fase de maior acúmulo de radiação solar da vida. “Queimaduras solares na infância aumentam fortemente o risco de câncer de pele (melanoma e carcinomas) na vida adulta”, alerta a especialista. “Educar pais e cuidadores sobre fotoproteção e outros cuidados no calor é uma medida simples que reduz doenças cutâneas agudas e protege as crianças dos efeitos deletérios da exposição solar”, conclui Silmara.

Organização: Departamento Científico de Dermatologia da SPSP 

 

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Leitura em Família – Livros para 2026 https://spsp.org.br/leitura-em-familia-livros-para-2026/ Tue, 09 Dec 2025 16:08:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54480 ]]>

Texto divulgado em 09/12/25


Final de Ano. Tempo de encontro do velho ano com o novo ano. Momento de densidade especial.

Tempo de balanço. Tempo de aferir perdas, contabilizar lucros. Tempo de refletir. Tempo de planejar, de estabelecer propósitos e metas.

Bora! Encorajo você a incluir a leitura em seus ideais para 2026. 

Leia para conhecer. Leia por curiosidade. Leia por necessidade. Leia por opção. Leia para compartilhar o que leu. Leia para os seus filhos. Leia com os seus filhos – compartilhe uma “horinha” para cada um ler o que quiser, mas juntos num mesmo lugar e hora. Você criará um ambiente mágico – de sabedoria, confidencialidade, encanto, mistério.

Leia para discutir um assunto em família – isso ajuda no desenvolvimento da maturidade do seu filho, em compreender, debater, e se colocar numa discussão de ideias. Esse tempo é precioso.

Para ajudar você: três sugestões de livros:

– Joca e Dado – Uma amizade diferente

– Meu amigo faz iiiiii

– Lagarta vira pupa

– O carteiro chegou

– O carteiro encolheu

– O natal do carteiro

 

Que o novo ano nos encontre mais leitores, mais atentos e mais humanos.

Feliz 2026!

Fernando MF Oliveira – Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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