TUMOR DE ADRENAL NA FAIXA ETÁRIA PEDIÁTRICA: RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO: O carcinoma de adrenal, segundo o Instituto de câncer infantil da criança e do adolecente, é escasso na literatura e representa 10% dos tipos de câncer infanto-juvenil. DESCRIÇÃO DO CASO: A.L.G.S, 9 meses e 3 semanas, sexo feminino, compareceu ao Ambulatório de Pediatria para primeira consulta, com queixa de excesso de pêlos desde os 3 meses de idade. A pilificação teve início na região genital e progrediu para a região de membros inferiores e dorsal. No exame físico, o aparelho genital, foi classificado Tanner M1P3, entretanto, não havia sinéquia ou aumento de clitóris. Ao levantar-se suspeita de hiperplasia congênita de adrenal, foram solicitados exames. A Ultrassonografia evidenciou lesão expansiva na adrenal esquerda e sulfato de desidroepiandrosterona plasmático (DHEA-S) com aumento significativo, 1000 ng/dL, condizente com o diagnóstico de Tumor de Adrenal. Foi encaminhada para serviço terciário, com necessidade de procedimento cirúrgico com urgência, sem seguimento no ambulatório precedente. DISCUSSÃO: A maioria dos pacientes são do sexo feminino e, geralmente possuem características clínicas semelhantes às síndromes endócrinas. A suspeição de Tumor Adrenocortical (ACT), laboratorialmente, possui alterações nos níveis de 17-cetosteroides urinários e DHEA-S. Exames de imagens também são importantes para o diagnóstico, com tumor de supra renal bem delimitado contendo calcificações com cápsula fina e necrose central ou hemorragia. O risco de malignidade é estimado por critérios clínicos (apresentação e mensuração hormonal), radiológicos e histológicos. Devido à raridade do tumor, os fatores prognósticos possuem difícil mensuração, entretanto, trata-se de uma patologia com altas taxas de mortalidade e baixa sobrevida, segundo Brazilian Journal of medical and biological research. O tratamento indicado para tumores adrenocorticais é a adrenalectomia laparoscópica para < 12 cm. CONCLUSÃO: Os tumores adrenais despertam considerável desafio diagnóstico por sua equivalência de sintomas com as síndromes endócrinas. Quando diagnosticado, é importante uma intervenção rápida e cirúrgica.